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A cápsula do tempo da Santa Casa PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 15 de Outubro de 2017 23:58
A CÁPSULA DO TEMPO DA SANTA CASA
Uma cápsula do tempo é um recipiente especialmente preparado para armazenar objetos ou informações com o objetivo de serem encontrados pelas gerações futuras. Tal expressão começou a ser utilizada a partir de 1937, embora a ideia seja tão antiga quanto os primeiros assentamentos humanos na Mesopotâmia.
Muitos nobres da antiguidade foram sepultados com numerosos pertences, e assim a posteridade pôde absorver valiosas informações sobre sua época, hábitos e costumes.
A iniciativa de preservar os objetos mais representativos de uma época não se limitou aos túmulos antigos nem aos modernos museus.
Muitas pessoas tomaram a atitude de criar verdadeiras cápsulas do tempo, para que fossem abertas décadas ou séculos depois. Segundo o historiador e professor Paul Hudson, co-fundador da Sociedade Internacional Cápsula do Tempo (ITCS), só nos Estados Unidos existem mais de 1 400 depósitos do gênero, variando de uma pequena caixa até grandes cômodos repletos de peças.
Trata-se de um invólucro durável que documenta sua época original, basicamente por meio de objetos e relíquias materiais. A Sociedade Internacional de Cápsula do Tempo estima que existam cerca de 15 mil cápsulas do gênero no mundo, entre conhecidas e desconhecidas.
A Santa Casa de Campo Grande, em 1941, criou sua própria cápsula do tempo que foi implantada em local não identificado e foi descoberta 72 anos depois, na época da construção de novos pavilhões, sendo levada com o entulho da obra para um lixão da cidade. Alguns jovens, curiosos, tiveram suas atenções voltadas para aquela pedra enorme e muito pesada e a levaram para casa. Depois de um ano e muitas discussões em torno do achado, resolveram, por orientação do Filho do Padre, apelido de Élzio Moreira da Silva, na época presidente da Associação de Moradores da Vila Nasser, entrar em contato com a diretoria da Santa Casa, que pôde, assim, recuperar aquele tesouro perdido.
Agora, por ocasião das festividades do centenário da Santa Casa e por sugestão do ouvidor-geral, Gilton Almeida Silva, a diretoria decidiu implantar uma nova cápsula. Esta, para não correr riscos, foi depositada no jardim frontal da Santa Casa, tendo, para sua identificação, um lindo totem (projeto da arquiteta Thays Freitas de Andrade) com uma mensagem para o futuro. A sugestão é que esta cápsula seja aberta no dia 18 de agosto de 2067, quando transcorrerá o sesquicentenário da instituição.
Para elaborarmos esta cápsula, seguimos a orientação básica para sua execução, prescrita pela Sociedade Internacional de Cápsulas do Tempo, e a adaptamos para a nossa realidade. Seguimos os seguintes parâmetros: Duração – 50 anos/ Local: Jardim frontal da Santa Casa/ Tipo do recipiente: Caixa de metal, bem vedada com os conteúdos colocados em pé/ Comemoração do centenário e ata manuscrita com descrição de todo o conteúdo.
Há várias cápsulas do tempo "enterradas" no espaço. As sondas espaciais do Programa Voyager, por exemplo, carregam um disco com informações sobre o planeta Terra e visam deixar o Sistema Solar em direção a outros sistemas.
As comemorações do centenário continuam com a apresentação da peça teatral “Santa Casa – Cem anos de Solidariedade” a ser encenada por funcionários da instituição que estão sendo dirigidos por Andréa Freire e Conceição Leite, em uma produção da Marruá Arte e Cultura.
Assim, teremos mais festividades pela frente. A comemoração final será em agosto de 2018.
Heitor Rodrigues Freire – Vice-presidente da ABCG Santa Casa;

 Uma cápsula do tempo é um recipiente especialmente preparado para armazenar objetos ou informações com o objetivo de serem encontrados pelas gerações futuras. Tal expressão começou a ser utilizada a partir de 1937, embora a ideia seja tão antiga quanto os primeiros assentamentos humanos na Mesopotâmia.

Muitos nobres da antiguidade foram sepultados com numerosos pertences, e assim a posteridade pôde absorver valiosas informações sobre sua época, hábitos e costumes. A iniciativa de preservar os objetos mais representativos de uma época não se limitou aos túmulos antigos nem aos modernos museus. Muitas pessoas tomaram a atitude de criar verdadeiras cápsulas do tempo, para que fossem abertas décadas ou séculos depois.

Última atualização em Seg, 16 de Outubro de 2017 00:00
 
Um espetáculo consagrador PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 06 de Outubro de 2017 22:33
UM ESPETÁCULO CONSAGRADOR
No dia 28 de setembro último, no Teatro do Prosa, com casa cheia, Maria Alice Garcia Martins, fazendo atença com o tempo, lançou o seu mais recente trabalho, o CD Sertões, em que fiel, às suas origens e à sua carreira de cantora talentosa, apresentou um repertório voltado inteiramente para o cancioneiro sertanejo.
Nascida no Rio de Janeiro, passou a infância no Ceará, estado de origem de seu pai, Manoel Martins Neto, e a adolescência e juventude em Maracajú, terra de sua mãe Marcy Garcia Martins.
No texto que assina na apresentação do CD, Maria Alice diz: “A música brasileira sempre foi muito presente em minha casa e se constitui como principal referência na minha formação musical e atuação como cantora. As fortes memórias afetivas ligadas às músicas sertanejas, aquelas que trazem referências temáticas do interior, me fizeram realizar este trabalho”.
São 16 faixas abrangendo desde suas origens nordestinas, passando pelas músicas de nosso estado, sem esquecer a influência da colônia paraguaia.
Como dizem os latinos “Multos capit musica”, ou seja, a música agrada a muitos. O show foi sucesso de crítica e de público. Grande parte da plateia cantou com Maria Alice, participando de forma entusiástica do espetáculo.
No palco, músicos de renomada experiência e reconhecimento por suas carreiras: Antônio Porto, Néio de Jesus, Ivan Cruz, Renan Nonato, Felipe Ceará e Pedro Ortale. Participaram também, na parte final do show, os consagrados músicos e amigos de muitas jornadas da Maria Alice, o casal Marcos Mendes e Maria Cláudia.
Foi saudada com emoção, carinho e alegria, a entrada do iniciante João Pedro Ortale, filho de Maria Alice com Pedro Ortale. O pai, por sua vez, não conseguiu disfarçou a emoção sentida pela participação de João Pedro, enxugando discretamente uma lágrima.
Pedro Ortale fez a direção musical do espetáculo com sofisticação e leveza, procurando respeitar as versões originais de cada música. Ouvimos e vibramos com Poeira, Sabiá, Forró no Escuro, Tristeza do Jeca, Sete Cantigas para Voar, Assum Preto, Kalu, Amargurado, Sonhos Guaranis, Saudade, Rio de Lágrimas, Peão de Amor, Qui Nem Jiló. Não faltaram também Mercedita, Ndéve Guará Santani, do cancioneiro correntino e guarani. E ainda interpretou aquela que considero um dos hinos do nosso povo, A Matogrossense, que levantou o público, que cantou junto com Maria Alice.
Na plateia, gente de todas as partes, do Ceará, de Maracaju, amigos, parentes, compositores, admiradores de longa data, que vibraram intensamente durante todo o espetáculo.
Na parte invisível, nos bastidores, entre outros, na fotografia, Elis Regina Nogueira; no projeto gráfico, Lula Ricardi; na revisão de textos, Marco Antonio Storani; na iluminação Camila Jordão; no cenário e figurino, Telumi Hellen; na produção, Gustavo Cegonha e sua equipe. Na direção geral, Marruá Arte e Cultura com Belchior Cabral na direção de produção e Andréa Freire, na produção executiva.
No encarte do CD, mais uma inovação marcante: em vez de publicar as letras das músicas, a cantora optou por fazer um histórico dos autores. Foi uma maneira original e carinhosa de reconhecimento e homenagem aos compositores.
Por último e não menos importante, há a participação do SESC, hoje um dos principais patrocinadores e incentivadores da cultura em nossa cidade. Que se espera seja um exemplo a inspirar as demais instituições da nossa capital.
Desse somatório todo resultou um espetáculo consagrador. Obrigado Maria Alice.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

No dia 28 de setembro último, no Teatro do Prosa, com casa cheia, Maria Alice Garcia Martins, fazendo atença com o tempo, lançou o seu mais recente trabalho, o CD Sertões, em que fiel, às suas origens e à sua carreira de cantora talentosa, apresentou um repertório voltado inteiramente para o cancioneiro sertanejo.

Nascida no Rio de Janeiro, passou a infância no Ceará, estado de origem de seu pai, Manoel Martins Neto, e a adolescência e juventude em Maracajú, terra de sua mãe Marcy Garcia Martins.

 
11 de outubro de 1977 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 06 de Outubro de 2017 22:26
11 de outubro de 1977
Esta é uma data para ser lembrada para sempre. Foi nesse dia que o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar nº 31, criando o estado de Mato Grosso do Sul, desmembrando-o do estado de Mato Grosso, instituindo a nova capital em Campo Grande.
Um detalhe interessante é que o presidente Geisel, inicialmente, pensou em denominar o estado como Campo Grande, capital Campo Grande. Mas a nossa gente tinha em seu inconsciente coletivo o nome de Mato Grosso do Sul. Era o nome que estava registrado em nossa memória. Houve uma movimentação maciça que acabou influindo para que o nome fosse Mato Grosso do Sul.
Quando foi divulgada a notícia, uma explosão de euforia tomou conta de todo o estado. Afinal, um sonho quase secular estava sendo concretizado.
O governador de então, em Mato Grosso, nomeado pela ditadura, era o sergipano José Garcia Neto. Outro detalhe de se notar é que, na realidade, o último governador de Mato Grosso uno foi Cássio Leite de Barros, corumbaense, sul-mato-grossense. Ele havia sido eleito vice-governador com José Garcia Neto como governador, em 1974.
Garcia Neto se lançou candidato a senador por Mato Grosso nas eleições de 1978, tendo assim que se desincompatibilizar do cargo com a renúncia ao cargo de governador. Assumiu o vice-governador, Cássio Leite de Barros.
A conquista da criação de Mato Grosso do Sul foi realizada por uma convergência de forças que se manteve unida por muito tempo. Uma vez estabelecido o novo estado, os nossos políticos, até então unidos, começaram uma disputa encarniçada para indicar o primeiro governador. Como eles não chegavam a um consenso, o presidente Geisel nomeou o engenheiro Harry Amorim Costa, de sua confiança, gaúcho, funcionário público federal de alta estirpe, na época diretor-geral do DNOS (Departamento Nacional de Obras e Saneamento), como nosso primeiro governador.
A instalação do novo estado foi feita em solenidade presidida pelo presidente Ernesto Geisel e a presença de altas autoridades do país e do estado, no Teatro Glauce Rocha, em Campo Grande, no dia 1º de janeiro de 1979.
Tomaram posse o governador do estado, Harry Amorim Costa, os dezoito deputados-constituintes e os quatro primeiros desembargadores do Tribunal de Justiça.
Em seu livro, História de Mato Grosso do Sul, 8ª edição, o professor Hildebrando Campestrini registra um fato curioso: “Não foi redigida a ata de instalação do estado. Falta-lhe o registro de nascimento” (nota nº 380).
O início do novo estado foi muito tumultuado, tanto que no período de um mandato, tivemos três governadores, de 1979 a 1982: Harry Amorim Costa, Marcelo Miranda Soares e Pedro Pedrossian, todos nomeados pelo governo militar, e engenheiros civis. Poderiam ter construído um estado modelo, sonho de Harry. Como o estado nascente não tinha vice-governador, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Londres Machado, assumiu o cargo de governador, nas duas vacâncias havidas.
A implantação do novo estado trouxe muitos benefícios para a população, além, naturalmente, da auto-afirmação do povo, e do status de capital para Campo Grande. Uma das consequências imediatas foi a criação das entidades federadas do comércio e da indústria.
A Federação do Comércio foi fundada em 29 de agosto de 1979 e apostilada no Ministério do Trabalho em 11 de novembro de 1979. Como presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis, participei da fundação da Fecomércio. Fui seu vice-presidente por doze anos.
Em 1982 tivemos a primeira eleição direta para governador. Foi eleito Wilson Barbosa Martins. Em 1983, o ex-presidente Ernesto Geisel foi convidado pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis, presidido por mim na época, para receber uma homenagem por ter sido o presidente que sancionou a lei que concedeu aos corretores de imóveis o status de profissional legalmente reconhecido.
Ao recebê-lo no aeroporto fui surpreendido com a presença do governador, Wilson Barbosa Martins e todo o seu secretariado recepcionando o ex-presidente Geisel com honras de chefe de estado, e convidando-o para comparecer à governadoria para receber o título de cidadão sul-mato-grossense que lhe havia sido outorgado pela Assembleia Legislativa, tempos atrás. E assim sucedeu.
O detalhe é que o governador, quando deputado federal teve seu mandato cassado pelo golpe militar. E demonstrou nesse episódio uma grandeza de espírito, desprendimento e uma visão de estadista homenageando aquele que representava um período difícil em nossa história.
Campo Grande, sede do governo, passou por um boom de negócios e de expansão. Sua população aumentou consideravelmente. Localizada no centro geográfico do estado, tudo convergia para Campo Grande. As oportunidades surgiam a cada momento.
A criação do Parque dos Poderes, em uma área de 400 hectares, abrigando os três níveis de governo, numa localização privilegiada, concentrou o poder num só local. O governador Pedro Pedrossian muito contribuiu para isso. O projeto do Parque foi  implantado por ele.
Pedrossian criou também o Parque das Nações Indígenas, que com 109 hectares no centro da cidade, é o nosso Central Park e tornou-se um dos locais mais frequentados pela população da cidade e um motivo de orgulho para todos.
Os governadores que se sucederam no exercício do cargo, foram: Wilson Barbosa Martins (que completou 100 anos no dia 21 de junho passado), que teve o seu mandato completado por seu vice Ramez Tebet (Wilson renunciou para candidatar-se ao Senado Federal, e foi eleito), Marcelo Miranda Soares, Pedro Pedrossian, Wilson Barbosa Martins, José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT) por dois mandatos consecutivos, André Puccinelli, também por dois mandatos e o atual governador, Reinaldo Azambuja Silva.
Viva Mato Grosso do Sul!
Heitor Rodrigues Freire – titular da cadeira nº 37 do IHGMS.

Esta é uma data para ser lembrada para sempre. Foi nesse dia que o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar nº 31, criando o estado de Mato Grosso do Sul, desmembrando-o do estado de Mato Grosso, instituindo a nova capital em Campo Grande.

Um detalhe interessante é que o presidente Geisel, inicialmente, pensou em denominar o estado como Campo Grande, capital Campo Grande. Mas a nossa gente tinha em seu inconsciente coletivo o nome de Mato Grosso do Sul. Era o nome que estava registrado em nossa memória. Houve uma movimentação maciça que acabou influindo para que o nome fosse Mato Grosso do Sul.

 
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