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Metamorfose ambulante PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 22 de Novembro de 2017 11:50
METAMORFOSE AMBULANTE
Os poetas, os compositores, os filósofos e os músicos têm a sensibilidade de conceber, criar, perceber e interpretar o inconsciente coletivo e, assim, influenciar no comportamento das pessoas de forma sutil e duradoura. Raul Seixas captou, com muita competência, uma característica marcante do ser humano: a metamorfose. E autoproclamou-se como uma metamorfose ambulante. Que considero uma síntese do comportamento humano.
As influências que o meio, a cultura, a família, a nacionalidade e as atividades profissionais proporcionam ao homem fazem dele um ser indefinível que muda com o vento. E cuja ação, na maioria das vezes, é determinada pelo interesse do momento.
Há muito tempo li uma frase do escritor e filósofo espanhol José Ortega y Gasset, que diz: “Eu sou eu e a minha circunstância”. E constatei que essa frase reflete uma realidade e uma constante na minha ação.
O meu comportamento me deixa algumas vezes perplexo comigo mesmo. E assim verifiquei a veracidade da afirmação de Ortega y Gasset. Como sou um observador permanente de mim mesmo, verifiquei que cheguei à maturidade. E que essa constatação me produziu uma avaliação pessoal, crítica e reveladora.
De repente, caíram todas as máscaras. Do cinismo, da soberba, da hipocrisia, da arrogância, da prepotência, do interesse imediato, das circunstâncias. E emergiram soberanos, os princípios. Uma coisa são os meus interesses e outra são os meus princípios. Os interesses são passageiros, os princípios são eternos e fundamentais.
E qual é o meu princípio? A minha origem. Sou filho de Deus. Foi Ele quem me criou. Deu-me um espírito, o sopro da vida e a oportunidade das minhas encarnações. A Ele devo tudo. A Ele eu sou eternamente obrigado e agradecido. Dotou-me com o amor. Deu-me a fé, a força intrínseca infinita que me inspira, me alimenta e me impulsiona, despertando em mim a gratidão. Deu-me o seu mandamento que colocou em minha palavra e em meu coração. Deu-me tudo. Tenho a responsabilidade e o compromisso de bem usar as dádivas com que fui dotado.
Então, quando entram em conflito os princípios e os interesses, prevalecem os princípios. Acontece que, muitas vezes, no envolvimento dos fatos diários, os princípios como que permanecem em estado de sonolência, de letargia, e os interesses emergem como orientadores da conduta. Mas, de repente, há um alerta que aciona o acordamento nas atitudes, despertando os princípios. E aí tudo muda. Com consciência. E para melhor.
A vida me proporciona um aprendizado constante. É muito bom estar presente com tantas atividades, como as que desenvolvo atualmente. Preenchem o meu tempo e me ensinam a ser mais amigo, a ter doçura no olhar e no comportamento. A agradecer permanentemente.
A maturidade me proporcionou a oportunidade de me reciclar, de inovar, de avançar. De evoluir. Estou chegando no auge da minha vida. Dúvidas, angústias, medos, frustrações ficaram para trás. Estou tomando posse da minha maturidade percebendo e entendendo que a longevidade é uma benção. E um privilégio.
Estou proporcionando a mim mesmo a metamorfose consciente da evolução. Do renascer. Graças a Deus.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Os poetas, os compositores, os filósofos e os músicos têm a sensibilidade de conceber, criar, perceber e interpretar o inconsciente coletivo e, assim, influenciar no comportamento das pessoas de forma sutil e duradoura. Raul Seixas captou, com muita competência, uma característica marcante do ser humano: a metamorfose. E autoproclamou-se como uma metamorfose ambulante. Que considero uma síntese do comportamento humano.

 
A primeira pessoa PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 10 de Novembro de 2017 01:48
A PRIMEIRA PESSOA
A difusão dos meios de comunicação de forma tão acelerada nos permite, hoje, divulgar  nosso pensamento e ponto de vista, alcançando um público inimaginável anteriormente. Isso me permite, por exemplo, atingir uma visibilidade que não teria sem essa difusão.
No meu site www.heitorfreire.com.br onde publico os meus artigos, tenho mais de trezentos e cinquenta textos à disposição dos internautas. Tenho artigo com mais de 1.000 visitas. E uma boa parte deles com mais de 500, 600 visitas.
E o que representa isso? A oportunidade de expor o meu ponto de vista sobre os mais variados assuntos. Meu ponto de vista. O que não quer dizer que busque influenciar ninguém.  Apenas expor o que penso.
Na capa do meu site, eu me apresento como livre pensador, condição da qual não abro mão.
Nessa condição, trago hoje, um tema que apresento para reflexão..
A hipocrisia que domina o mundo desde o princípio quer determinar o comportamento das pessoas, invertendo a ordem natural das coisas, porque assim pode continuar a exercer o seu domínio e desviar o foco daquilo que é fundamental: a própria pessoa. Age no coletivo em contraposição ao individual.
Assim, o politicamente correto, uma das formas mais utilizadas para a perpetuação da hipocrisia, prega que se deve observar o que a sociedade prescreve e moldar o nosso comportamento por essa prescrição. Determina, por exemplo, que, por questão de “educação”, devemos sempre nos referir às outras pessoas nominando-nos por último.
Mas pergunto: Qual é a primeira pessoa? Eu, naturalmente. Dessa forma, numa conversa, é mais adequado que em primeiro lugar eu cite em primeiro o meu nome, para depois mencionar as outras pessoas. Essa prática, no entanto, é considerada mal-educada.
Uma disposição que mostra com muita propriedade que eu devo estar em primeiro lugar se observa no princípio do uso da máscara de oxigênio. Nos voos comerciais a orientação é de, preferencialmente, colocar a máscara em si mesmo, para depois colocar numa criança ou em alguém que tenha dificuldade para se proteger. Porque se assim não for feito, pode acontecer de não se ter condição de proteger a si mesmo.
Esse fato, naturalmente, não deve nos levar ao extremo oposto, o de nos considerarmos excessivamente como se fôssemos o eixo principal em torno do qual roda o mundo. A virtude está no meio: medio in virtus, já diziam os latinos.
Devemos fugir também do chamado  “Complexo do guaipeca (vira-lata)”, mencionado por Nelson Rodrigues, que entendia que a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo, acaba tornando-o um narciso às avessas, sem pretextos pessoais ou histórico para a autoestima.
O foco deve se voltar sempre para a própria pessoa. Eu não posso alimentar alguém por mim. Cada um deve se alimentar por si. E isto é válido tanto na alimentação física, quanto na mental e na espiritual. Se eu não estiver devidamente alimentado não terei condição de alimentar outrem. Em primeiro lugar eu devo me conhecer e me respeitar. Amar-me.
As filosofias que tiveram o seu auge na Grécia antiga no século V antes de Cristo, tendo como expoentes máximos Sócrates, Platão e Aristóteles, se constituíram na base do pensamento ocidental. E tinham como ensinamento básico a máxima: “Conhece-te a ti mesmo”.
Quando Jesus veio, Ele mostrou com toda a simplicidade que sempre caracterizou seus ensinamentos que todos os mandamentos estão sintetizados num só: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Aí estão a Lei e todos os profetas”. Observem bem, ao próximo como a nós mesmos. Eu devo me amar em primeiro lugar. E assim, poderei amar ao meu próximo. Não se pode tirar nada de onde não existe algo.
A minha vida tem me proporcionado um aprendizado constante. Como já disse, sou um livre pensador. Aprendendo. Aplicando. Entendendo. Confirmando.
Procuro agir com altivez, sem arrogância e com humildade, sem subserviência. Como um legítimo e consciente filho de Deus.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A difusão dos meios de comunicação de forma tão acelerada nos permite, hoje, divulgar nosso pensamento e ponto de vista, alcançando um público inimaginável anteriormente. Isso me permite, por exemplo, atingir uma visibilidade que não teria sem essa difusão.

No meu site www.heitorfreire.com.br onde publico os meus artigos, tenho mais de trezentos e cinquenta textos à disposição dos internautas. Tenho artigo com mais de 1.000 visitas. E uma boa parte deles com mais de 500, 600 visitas.

Última atualização em Sáb, 11 de Novembro de 2017 15:07
 
Um presente para Campo Grande PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 30 de Outubro de 2017 19:44
-UM PRESENTE PARA CAMPO GRANDE
Campo Grande, sem dúvida, é uma cidade abençoada por Deus. Desde o princípio, com algumas exceções, foi agraciada com administradores capazes, dedicados, competentes e com espírito público elevado que tiveram como objetivo o crescimento e desenvolvimento organizado da cidade.
Dentre estes, destaco hoje Juvêncio César da Fonseca (prefeito eleito por dois mandatos), que soube cercar-se de auxiliares também do mesmo jaez. Um exemplo é José Marcos da Fonseca, então um jovem arquiteto cheio de ideias e de ideal elevado. Foi na sua primeira administração que Juvêncio criou a Planurb, hoje Agência de Planejamento Urbano, que ao longo do tempo tanto tem contribuído para o desenvolvimento da nossa capital.
Também naquela época, em março de 1987, criou o CMDU – Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização, órgão que possibilita a participação da sociedade civil nas discussões referentes à política de desenvolvimento da cidade, debatendo, avaliando, propondo e fiscalizando projetos e as questões de gestão do solo, habitação, saneamento ambiental, transporte e mobilidade urbana. Os integrantes do CMDU exercem um trabalho voluntário, sem remuneração.
Eu fiz parte do primeiro colegiado nomeado há trinta anos, como presidente da Câmara de Valores Imobiliários. E há onze anos voltei a integrar o quadro de conselheiros, permanecendo até hoje.
Nessa qualidade, acompanhei toda a discussão que culminou com a aprovação, pelo CMDU, da minuta do projeto de lei do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental, no último dia 25.
Esse trabalho que retomou a discussão do Plano Diretor, mal conduzida na gestão anterior, começou em fevereiro deste ano. Foram inúmeras reuniões de trabalho envolvendo o comitê de política urbana do CMDU e os técnicos da Planurb.
Foram horas e horas de trabalho, em que os membros do comitê (Adriana Tannus, Arlindo Murilo Diniz, Dary Werneck da Costa, Fagner Lira Bezerra, Geraldo Barbosa de Paiva, Kelly Cristina Hokama e Roberto Marcondes Filinto da Silva) deixaram seus interesses profissionais, pessoais e sociais de lado para dedicar-se inteiramente ao objetivo final, que foi atingido na reunião do dia 25. Esse projeto representa também o coroamento da capacidade técnica da SEMADUR e da PLANURB.
Por um dever de justiça e sentimento de gratidão, enaltecemos a dedicação da presidente da Planurb, Berenice Maria Jacob Domingues e sua equipe que, exaustivamente, se debruçaram sobre o projeto, realizando reuniões em todas as regiões da cidade, com   várias entidades representativas de classe, como o SINDIMÓVEIS, CRECI, OAB, CAU, CREA, promovendo inúmeras audiências públicas, debatendo com a população, possibilitando assim uma radiografia da cidade que contemplasse os anseios dos habitantes da nossa capital, pois como se sabe, a vida acontece no município.
Entre as inovações do projeto, destaco: manutenção do perímetro urbano, valorização ambiental e cultural, política de incentivo à ocupação do solo, adensamento compatibilizado com a infraestrutura disponível, contemplação da área rural, criação do FMDU (Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano, para implementação das ações), estabelecimentos de instrumentos de capacitação dos conselhos regionais e adequação e fortalecimento do CMDU.
Enalteço também a liderança de José Marcos da Fonseca (Secretário da Semadur) que, com seu jeito simples e humilde, liderou todas as ações, contribuindo com sua grande experiência para a conclusão do projeto. O Zé Marcos é o secretário municipal que mais tempo exerceu essa função até hoje.
O projeto, agora encaminhado para a Câmara Municipal, é sem dúvida um projeto de amor por Campo Grande e foi aprovado por aclamação pelo CMDU, no dia 25 de outubro, também dia de aniversário da presidente Berenice Domingues. E quem ganhou o presente foi Campo Grande.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis, advogado e conselheiro do CMDU.


Campo Grande, sem dúvida, é uma cidade abençoada por Deus. Desde o princípio, com algumas exceções, foi agraciada com administradores capazes, dedicados, competentes e com espírito público elevado que tiveram como objetivo o crescimento e desenvolvimento organizado da cidade. 

Dentre estes, destaco hoje Juvêncio César da Fonseca (prefeito eleito por dois mandatos), que soube cercar-se de auxiliares também do mesmo jaez. Um exemplo é José Marcos da Fonseca, então um jovem arquiteto cheio de ideias e de ideal elevado.

Última atualização em Qua, 01 de Novembro de 2017 00:47
 
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