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O Grande Umbral PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 02 de Agosto de 2020 15:46
O GRANDE UMBRAL
O maior acontecimento de nossas vidas e que nos provoca forte inquietação é a morte. É um mistério insondável ao qual só vamos ter acesso e entendimento quando ocorrer a nossa transposição ao Grande Umbral, que na acepção do espiritismo é o nome que se dá a um lugar de passagem entre a dimensão física e a dimensão espiritual, ou uma porta de entrada para o plano espiritual. A minha especulação a respeito desse tema é constante.
E para uma avaliação verdadeira, o caminho interior é o meio mais apropriado. Nesse terreno, estou confortável, pois é o mesmo entendimento de Santo Agostinho. Não conheço toda a obra de Agostinho, mas do pouco que conheço me identifico muito com seu pensamento.
Uma das grandes revelações dele foi o reconhecimento do verdadeiro sentido da intimidade. Ele diz: “Deum et animam scire cupio – quero conhecer a Deus e à alma. Nihil aliud, nada mais, absolutamente nada mais”.
A alma é entendida como a profunda intimidade do ser, porque nos remete ao nosso mundo interior. E fala justamente da natureza do espírito. “Espiritual não quer dizer não-material; há uma tendência muito frequente de entender o espiritual como aquilo que não é material; e não é disso que se trata, mas de algo muito importante: espiritual é aquela realidade que é capaz de entrar em si mesma, o poder de entrar em si mesmo é o que dá a condição de espiritual, não a não-materialidade. A insistência no imaterial ocultou o que é essencial, que é precisamente a capacidade de entrar em si mesmo.”
Por isso, Santo Agostinho diz: “Não vá fora, entra em ti mesmo: no homem interior habita a verdade: Noli foras ire in te ipsum redi: in interiore homine habitat veritas”. Essas palavras são, a meu ver, de uma enorme relevância para todos.
É disso que trata essa busca: do homem interior. A derradeira descoberta é a interioridade, a intimidade do homem. Santo Agostinho percebeu que quando o homem se concentra apenas nas coisas exteriores, esvazia-se de si mesmo. Quando se vira para dentro de si, quando se recolhe em sua intimidade, quando penetra precisamente naquilo que é o verdadeiro homem interior, o mundo interior, é justamente aí que Deus se encontra. É aí que se pode encontrá-Lo, e não nas coisas, não imediatamente nas coisas. Primariamente, por experiência, em algo que é justamente sua imagem.
Para Santo Agostinho, é preciso levar a sério que o homem é imago Dei, a imagem de Deus. É evidente que para encontrar Deus, o primeiro passo, e o mais adequado, será buscar sua imagem, que é o homem interior.
E nesse processo de busca interior, vamos entendendo o que realmente representa estar encarnado, tendo a oportunidade do conhecimento interior por meio do autoconhecimento, que desperta em nós o que realmente somos e nos liberta do medo da morte, preparando-nos para transpor o Grande Umbral.
Chico Xavier, no livro Cartas e Crônicas, ditado pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos), nos dá algumas dicas valiosas:
“Se você possui o tesouro de uma fé religiosa, viva de acordo com os preceitos que abraça. É horrível a responsabilidade moral de quem já conhece o caminho, sem equilibrar-se dentro dele.
Faça o bem que puder, sem a preocupação de satisfazer a todos. Convença-se de que se você não experimenta simpatia por determinadas criaturas, há muita gente que suporta você com muito esforço.
Por essa razão, em qualquer circunstância, conserve o seu nobre sorriso.
Trabalhe sempre, trabalhe sem cessar.
O serviço é o melhor dissolvente de nossas mágoas.
Ajude-se, através do leal cumprimento de seus deveres.
Quanto ao mais, não se canse nem se indague em excesso porque com mais tempo ou menos tempo, a morte lhe oferecerá o seu cartão de visita, impondo-lhe ao conhecimento tudo aquilo que, por agora, não posso lhe dizer.”
Tudo assim concorre para a nossa preparação interior para o grande e sublime momento.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

O maior acontecimento de nossas vidas e que nos provoca forte inquietação é a morte. É um mistério insondável ao qual só vamos ter acesso e entendimento quando ocorrer a nossa transposição ao Grande Umbral, que na acepção do espiritismo é o nome que se dá a um lugar de passagem entre a dimensão física e a dimensão espiritual, ou uma porta de entrada para o plano espiritual. A minha especulação a respeito desse tema é constante.

E para uma avaliação verdadeira, o caminho interior é o meio mais apropriado. Nesse terreno, estou confortável, pois é o mesmo entendimento de Santo Agostinho. Não conheço toda a obra de Agostinho, mas do pouco que conheço me identifico muito com seu pensamento.

 
E o futuro? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 22 de Julho de 2020 16:53
E O FUTURO?
O futuro a Deus pertence. Desde o princípio e para todo o sempre. O homem põe e Deus dispõe. Ele tem a Sua estratégia. A nós, cabe procurar entender para agir de acordo. A nossa vida é única. Quando passarmos deste nível para o outro, da espiritualidade, a nossa vida continuará a mesma. Só levaremos para lá o que somos verdadeiramente. Assim, quando alcançamos a dimensão da eternidade, o que nos cabe fazer é, permanentemente, contribuir para o nosso aperfeiçoamento, nossa evolução, com aprendizado constante. Não existe aposentadoria.
Há um tempo para tudo.
“O tempo perguntou para o tempo:
Que tempo o tempo tem?
E o tempo respondeu:
O tempo que o tempo tem,
é o tempo que o tempo tem”
O futuro, na realidade, como um vir a ser, é uma ficção. A vida acontece no aqui e agora. No dia a dia, a todo momento, cada um de nós está a plantar seu futuro. Isso de ficar planejando, pensando e organizando não passa de uma ilusão, porque a qualquer instante tudo pode mudar. Como está acontecendo agora. E aqueles que se estruturaram interiormente, embora sofrendo as vicissitudes do momento, estão preparados para assimilar e vivenciar da melhor maneira os últimos acontecimentos.
“O problema do nosso tempo é que o futuro já não é mais o que costumava ser”. O poeta francês Paul Valéry (1871-1945), com esta frase atemporal definiu com muita clareza o que está acontecendo com todos. Esse “costumava ser” também era utópico. Pelas mesmas razões expostas acima.
O que está acontecendo em todo o mundo não pode ser desconsiderado. É evidente que não podemos fazer como o avestruz e enterrar a cabeça no chão, fazer de conta que tudo está bem e esperar que as coisas voltem ao normal por si sós.
Fingir que se entende tudo, porque se tem pensado muito sobre os acontecimentos atuais, não vai nos orientar e vai nos tirar da realidade. Acredito que o fundamental é entender que Deus tem seus planos, e ter a força de continuar firme em nossas convicções. Através da dor fortuita, por trás de todas essas máscaras, há um objetivo que desconhecemos. E agora? O que fazer agora quando não há nada a fazer?
Me parece que fomos filtrados para o nosso âmago. “Quem sou eu?” e “Quem eu não sou?” E o que posso fazer, se não sou quem pensei ser? Por maior que possa ser a tarefa de assumir o controle de nossas vidas, podemos e devemos fazê-lo. Mas como? Em primeiro lugar, pela ação ativa, consciente. Mudar os hábitos, entrar em ação.
Examinar nossas vidas. Para isso, temos que verificar se o medo nos paralisa e não permite olharmos para nós mesmos. Será que tenho medo de ser sincero comigo mesmo? Quais são meus objetivos? A observação severa por meio de uma meditação clara e contínua que nos conduza ao autoconhecimento pode nos levar a seguir esse caminho com segurança. Devemos ter consciência de que acima de tudo, existe o amor, a energia pura e verdadeira que move o mundo.
E assim, vamos celebrar a vida, que é repleta de altos e baixos, conquistas, derrotas, perdas e ganhos. O importante é olhar a vida e celebrá-la. Para isso, é necessário reconhecer nossas próprias imperfeições, entendendo que não somos perfeitos e devemos aceitar a vida como ela é, para então agirmos para mudar o que deve ser mudado, assumindo a vida com alegria e responsabilidade.
É hora de parar, refletir, pausar, aperfeiçoar e aproveitar estes dias de recolhimento que são preciosos – apesar de estranhos – para descobrir quem somos de verdade, abraçando este tempo de transição, partindo para a jornada interior, deixando o supérfluo do lado de fora.
E, assim, quem sabe, conseguiremos salvar uma vida, a nossa própria vida. Expandir nossa fé, o instrumento infinito, eterno, o atributo que Deus nos concedeu ao nos criar.
Sigamos inventando o futuro hoje para vivê-lo de forma objetiva, com o pensamento voltado para Deus e caminhando em frente, para o alto e para dentro.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

O futuro a Deus pertence. Desde o princípio e para todo o sempre. O homem põe e Deus dispõe. Ele tem a Sua estratégia. A nós, cabe procurar entender para agir de acordo. A nossa vida é única. Quando passarmos deste nível para o outro, da espiritualidade, a nossa vida continuará a mesma. Só levaremos para lá o que somos verdadeiramente. Assim, quando alcançamos a dimensão da eternidade, o que nos cabe fazer é, permanentemente, contribuir para o nosso aperfeiçoamento, nossa evolução, com aprendizado constante. Não existe aposentadoria.

 
A redenção da humanidade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 20 de Julho de 2020 23:18
A REDENÇÃO DA HUMANIDADE
É impressionante como o coronavírus está contribuindo para uma conscientização geral da humanidade. É sabido que nada acontece por acaso, que tudo tem uma causa anterior e um efeito posterior – como aliás, já foi enunciado por Hermes Trismegisto em seus Princípios Herméticos, no princípio da causalidade. Isso há mais ou menos cinco mil anos.
O momento atual oferece – para quem tem olhos para ver, ouvidos para ouvir e mente para discernir – uma oportunidade de ouro. E nos proporciona evolução física, mental e espiritual.
Física porque nos remeteu à prática das mais elementares noções de higiene; mental porque nos acordou para o desenvolvimento de nossas faculdades, e espiritual porque nos reconduziu ao verdadeiro caminho: Deus.
E o caminho é sempre margeado por duas vertentes; o amor ou a dor. A que muitas vezes somos conduzidos pelo medo.
Pelo amor, quando se exerce a arte de bem viver – uma arte verdadeira praticada por quem tem o entendimento de que temos muito a aprender, a aceitar, a mudar, a ceder e a ensinar com uma grande dose de coragem e desprendimento. É como uma ciência que gere as formas de energia, aprendendo a dirigir a força vital que se manifesta em cada um de nós como um esforço que vale a pena, com muitas recompensas.
Pela dor, quando a teimosia, decorrente da falta de entendimento em aceitar as circunstâncias com que nos deparamos se transforma em ação contrária, causando situações que criam obstáculos e sofrimentos.
Todos os atos realizados pelo homem se baseiam no amor e na dor; todas as decisões na vida, em todas as áreas do comportamento humano, estão relacionadas ao amor e à dor, cuja identificação se faz, muitas vezes, pelo medo.
O amor é o firme fundamento diante das vicissitudes da vida. Pode ser que se precise de muito tempo para compreender essa verdade e colocá-la em prática; ainda mais quando está ligada a outra ainda maior: o que cada um faz para si, faz para outra pessoa. O que faz por ela, faz por si.
O amor é uma energia divina inerente ao ser humano que, quando conscientizada, unifica todas as possibilidades de fragmentação. Só podemos amar quando enxergamos Deus em nós por meio de nossas experiências com Ele; não há outro modo de identificação pelo qual podemos amar; podemos ser simpáticos, educados, podemos nos confraternizar com todos que nos rodeiam; contudo, se não houver maturidade que possa identificar essa experiência, nada acontecerá.
O medo é a energia que restringe, fere, paralisa, retrai, nos leva a fugir e nos esconder.
O amor é a energia que expande, move, revela, nos leva a ficar e compartilhar, é a cura.
O medo faz segurar tudo o que se tem; o amor reparte.
O medo sufoca, o amor mostra afeição.
O medo oprime, o amor liberta.
O medo critica, o amor regenera.
Todos os pensamentos, atos, e palavras humanas se baseiam em uma dessas emoções.
"O amor é uma realização do impulso divino interno da vida. Ele baseia-se na compreensão, nutre-se do serviço não egoísta e aperfeiçoa-se na sabedoria”. (Ensinamento do Livro de Urântia em seu documento 174:2).
Enfim, o amor está expresso em todos os lugares, em todas as pessoas. Basta saber enxergá-lo. Bendita seja a Alta Espiritualidade que, por intermédio do coronavírus está promovendo a redenção da Humanidade.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

É impressionante como o coronavírus está contribuindo para uma conscientização geral da humanidade. É sabido que nada acontece por acaso, que tudo tem uma causa anterior e um efeito posterior – como aliás, já foi enunciado por Hermes Trismegisto em seus Princípios Herméticos, no princípio da causalidade. Isso há mais ou menos cinco mil anos.

 
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