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Despertai, filhos da Luz! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 13 de Março de 2019 01:00
DESPERTAI, FILHOS DA LUZ!(*)
“Caminhai, crescei e tornai-vos um auxiliar, em vez de permanecerdes sempre precisando de auxílio!”
A vida se constitui num aprendizado constante. Cada um de nós, ao sermos criados por Deus, fomos pensados por Ele. E recebemos um nome que é o nosso nome verdadeiro, único, original, a confirmação da nossa criação. Quando encarnamos recebemos um nome para cada encarnação.  Uma das grandes descobertas do ser humano, no meu entendimento, é a de descerrar o véu que encobre o seu nome verdadeiro. É uma busca que deve empolgar a todos os que têm no seu íntimo, a lembrança da sua pátria espiritual e que reativa a luz infinita da esperança que não se apaga nunca.
As qualidades intrínsecas que já são naturalmente inerentes a cada um de nós, precisam ser estimuladas e desenvolvidas pelo trabalho constante e consciente de cada um. Nada acontece por acaso. Estão em nosso coração onde Deus colocou o seu mandamento (Dt 30,11-14), fonte de todo poder, mas não atuam por gravidade precisam ser descobertas e trabalhadas. O ser humano tem que fazer a sua parte na grande construção cósmica do universo. Todos somos trabalhadores da seara do Senhor.
Na busca natural pelo autoconhecimento vamos encontrando, aqui e ali, indicações e referências que vão balizando nosso caminho espiritual. Dentre os livros que encontrei, destaco hoje Aos pés do Mestre (Ed. Pensamento), escrito por Krishnamurti, e segundo a editora, “este livrinho editado originalmente em 1908/9, foi desde logo traduzido e publicado em mais de quarenta línguas, inclusive o esperanto e o método braille. Suas reedições não pararam até hoje”.
Na mesma edição encontramos Despertai, Filhos da Luz!, de dois escritores anônimos, contendo uma sugestiva e inspiradora mensagem do Eu Superior ao eu inferior de cada ser humano, e o terceiro, O Que Devemos Ensinar, de C. Jinarajadasa.
Nesta etapa de artigos, vamos inicialmente nos inspirar nas palavras do Despertai!:
Discernimento
Não podemos empregar pessoas que não tenham discernimento.
De trabalhadores carecemos, capazes de trabalhar isoladamente.
Necessitamos de colaboradores – e para isso deveis ser capazes de distinguir o que tem importância do que não tem.
Poremos muitas vezes à prova o vosso senso comum: e deveis aprender a guiar-vos sozinho, para que possamos confiar em vós.
Aquilo que de vós carecemos depende da energia da vossa própria mente.
Deveis desenvolver tão completamente a vossa independência de pensar e de agir, que possais com segurança discernir cuidadosamente, antes de falar, agir ou pensar.
Procedei com discernimento em todas as coisas: os excessos nunca são judiciosos.
Meditai sobre aquilo que vos temos dito – pois, já o sabeis, carecemos de homens que por si mesmos pensem.
Nada de obediência cega
Precisamos de auxiliares capazes de pensar com independência e de julgar por si mesmos, e não propensos a obedecer cegamente.
Pensai sempre em Nós e naquilo que temos de fazer – e então sabe-lo-eis. Mas não obedeçais cegamente sem compreender.
É melhor cometer um erro usando o próprio discernimento – do que nos obedecer cegamente; nem seguires a vossa vontade nem a Nossa.
(*).Do livro AOS PÉS DO MESTRE - Despertai, Filhos da Luz! Krishnamurti
Estes ensinamentos de alta significação espiritual foram transmitidos a dois proeminentes místicos que desejaram ficar incógnitos. Cada um poderá interpretá-los segundo a sua tendência filosófica ou mística (Nota da Editora Pensamento).
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

“Caminhai, crescei e tornai-vos um auxiliar,

em vez de permanecerdes sempre precisando de auxílio!”

A vida se constitui num aprendizado constante. Cada um de nós, ao sermos criados por Deus, fomos pensados por Ele. E recebemos um nome que é o nosso nome verdadeiro, único, original, a confirmação da nossa criação. Quando encarnamos recebemos um nome para cada encarnação.  Uma das grandes descobertas do ser humano, no meu entendimento, é a de descerrar o véu que encobre o seu nome verdadeiro. É uma busca que deve empolgar a todos os que têm no seu íntimo, a lembrança da sua pátria espiritual e que reativa a luz infinita da esperança que não se apaga nunca.

 
A nossa missão PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 04 de Março de 2019 19:44
A NOSSA MISSÃO
O ser humano, esse ente complexo, pleno de saberes, vontades, desejos e conflitos, reina neste planeta há milhares de anos e até hoje não conseguiu entender qual a sua missão na Terra.
Ele busca incessantemente se destacar dos demais integrantes da sua espécie, exercendo as mais variadas e estranhas atividades para se realizar mas se frustra, porque por mais alto que seja o patamar que tenha atingido, se sente, mesmo assim, vazio, oco, embora por fora ostente ares de grande conquistador.
Como se sabe, o homem é um ser em construção. Ele não foi criado pronto e acabado. Foi gestado, chegou ao mundo, mas a partir daí sua evolução depende de inúmeros fatores. As influências que recebe, ao longo de sua existência, são muito variadas. Dependendo do discernimento e da vontade de cada um, umas prevalecerão sobre as outras.
E assim, durante a sua existência, as situações e as circunstâncias predominantes é que vão estabelecer e definir o rumo de cada um. É por isso que observamos comportamentos completamente diferentes na vida das pessoas. Hoje se quer uma coisa, amanhã outra.
Quando se consegue, por meio do aproveitamento consciente do sentimento, da mente e da vontade, seguindo também a formação decorrente do meio, da cultura, da família e da religião, definir um ponto fundamental, original, o ser humano começa a situar-se no universo. É bem verdade que este ponto não deve obedecer a nenhum padrão, deve ser necessariamente individual, para ser autêntico e verdadeiro.
É por isso que observamos comportamentos conflitantes no tempo e no espaço, pois o mais comum é seguir o padrão estabelecido para a maioria, com a massificação do comportamento, de modo a seguir a tendência geral. Para muitos, é preferível imitar a insistir na busca da individualidade.
A dúvida acompanha o ser humano. Para clarear o caminho e ter a coragem, a ousadia e o discernimento indispensáveis a um caminhar consciente, milênios transcorreram e a história nos mostra exemplos concretos dessa escolha. A busca é incessante.
Vamos existindo tendo como balizas os erros e os acertos – nossos e dos que vieram antes de nós. Quando conseguimos sair das influências predominantes e começamos a filtrar nossos atos e pensamentos, e manifestar o nosso eu verdadeiro, as coisas começam a mudar e a tomar o seu rumo natural.
Os parâmetros estabelecidos pelos líderes que conduzem a multidão nem sempre são os verdadeiros para guiar o ser humano. Decorrem diretamente dos interesses  desses líderes e vão se modificando ao sabor das circunstâncias.
Então qual é o caminho? A minha experiência lastreada num entendimento obtido com uma atividade mental e espiritual constante me mostra que o único caminho para a evolução e a libertação é o autoconhecimento. Somente com a prática constante da meditação poderemos cumprir essa meta que é a única missão do ser humano na Terra.
Em socorro da nossa tese, lembrei-me de um livro muito interessante: “Cartas Extraordinárias: a correspondência inesquecível de pessoas notáveis”, organizado por Shaun Usher e lançado no Brasil pela editora Companhia das Letras.
Como exemplo, escolhi transcrever aqui um trecho da carta que Hunter S. Thompson (autor de Medo e Delírio em Las Vegas) escreveu, aos 20 anos, para o amigo Hume Logan – que lhe pedira um conselho.
“É até ridículo dizer que cada um TEM de viver do modo como escolheu; deixar que os próprios objetivos sejam definidos por outra pessoa é abrir mão de uma das coisas mais importantes da vida – o supremo ato de vontade que faz de um homem um indivíduo”.
O autoconhecimento realiza o homem e o liberta de todas as circunstâncias opressoras e dominantes. E essa orientação atravessa os milênios. Não é de hoje, mas de sempre. Quando o alcançamos, tudo muda.
Então, senhores, partamos para o autoconhecimento consciente.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

O ser humano, esse ente complexo, pleno de saberes, vontades, desejos e conflitos, reina neste planeta há milhares de anos e até hoje não conseguiu entender qual a sua missão na Terra.

Ele busca incessantemente se destacar dos demais integrantes da sua espécie, exercendo as mais variadas e estranhas atividades para se realizar mas se frustra, porque por mais alto que seja o patamar que tenha atingido, se sente, mesmo assim, vazio, oco, embora por fora ostente ares de grande conquistador.

 
Do Princípio da Correspondência PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 25 de Fevereiro de 2019 01:07
DO PRINCÍPIO DA CORRESPONDÊNCIA
No tempo do Egito Antigo, entre 1.500 a 2.500 a.C., viveu Hermes
Trismegisto, o “Três Vezes Grande”, a quem é atribuída a criação da Escola de Mistérios. Segundo consta, nessa Escola foram iniciados Pitágoras, Sócrates, Platão e Aristóteles, entre outros, e ela se tornou a base do ensinamento esotérico, que desde então tem servido de fundamento para as diversas ordens ao longo dos tempos.
“O Cabailion” (Ed. Pensamento), é um livro escrito por Três Iniciados do hermetismo, anônimos, publicado em 1908 e republicado desde então. A obra reúne trechos dos escritos de Hermes, como os sete Princípios Herméticos que regem todas as coisas manifestadas, e a Tábua de Esmeralda – o mais famoso texto alquímico conhecido –, cujo entendimento está a desafiar até hoje as mentes dos estudiosos dos mistérios: “Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do entendimento.”. Para os estudiosos, tanto a autoria como a origem do nome do livro permanecem desconhecidos. O livro descreve as seguintes leis herméticas:
• Lei do mentalismo: "O todo é mente; o universo é mental".
• Lei da correspondência: "O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora".
• Lei da vibração: "Nada está parado, tudo se move, tudo vibra".
• Lei da polaridade: "Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliáveis".
• Lei do ritmo: "Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação".
• Lei do gênero: "O gênero está em tudo: tudo tem seus princípios  masculino e feminino, o gênero manifesta-se em todos os planos da criação".
• Lei de causa e efeito: "Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade, mas nada escapa à Lei".
Hoje, vamos tratar da lei da correspondência: “O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora”. Não é igual, é análogo. O próprio nome está a indicar: correspondência.
A internet é pródiga em fornecer dados e informações sobre uma grande gama de assuntos. No que se refere ao princípio da correspondência não é diferente; assim, de acordo com o site Astrolink, encontramos:
“O princípio da correspondência sempre foi utilizado como recurso metodológico em vários campos da ciência. A própria compreensão do espaço só pôde ser possível a partir do conceito de escalas na geometria – o nosso universo visível nada mais é do que uma pequena representação de algo maior.
A descoberta da própria natureza do átomo se deu a partir dessa correlação: a partir de uma analogia com o sistema solar, o físico Ernest Rutherford descobriu que o átomo é composto, em grande parte, por espaços vazios, com elétrons de carga negativa (assim como os planetas) girando em torno de um núcleo com carga positiva (assim como o Sol).
Na biologia, o curso dos rios e das correntezas servem de analogia para a corrente sanguínea.
Na sociologia, Émile Durkheim diz que a sociedade se estrutura como um "organismo" social. Inúmeros são os exemplos do uso do princípio da correspondência para alcançar um maior entendimento, seja em questões científicas como do cotidiano.
O princípio da correspondência é aplicado em todas as religiões, por meio das metáforas e analogias presentes nos mais diversos textos sagrados. A Bíblia diz que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança: aqui encontramos a primeira grande correspondência. Assim como Deus, o homem também cria o seu próprio universo, que é mental; porém, a mente humana é imperfeita, portanto, assim é aquilo que criamos.
O Espiritismo é uma das doutrinas que mais se debruçam sobre o princípio da correspondência. ‘O próprio conceito de karma nos diz sobre algo que corresponde a vidas passadas; aquilo que encontramos nos planos celestiais corresponde ao que vivemos e fazemos no plano terrestre’”.
No Caibalion, encontramos a definição de correspondência do ponto de vista esotérico:
“Este princípio contém a verdade que existe uma correspondência entre as leis e os fenômenos dos diversos planos da existência e da vida. O velho axioma hermético diz estas palavras: ‘O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima. O que está dentro é como o que está fora’
A compreensão deste princípio dá ao homem os meios de explicar muitos paradoxos obscuros e segredos da Natureza. Existem planos fora dos nossos conhecimentos, mas quando lhes aplicamos o princípio de correspondência chegamos a compreender muita coisa que de outro modo nos seria impossível compreender.
Este princípio é de aplicação e manifestação universal nos diversos planos do mundo material, mental e espiritual: é uma Lei Universal. Os antigos hermetistas consideravam este princípio como um dos mais importantes instrumentos mentais, por meio dos quais o homem pode ver além dos obstáculos que encobrem à vista o desconhecido”.
Enfim, aqui temos material que deverá ser objeto de um estudo muito profundo por parte daqueles que se aventuram no campo esotérico, merecendo naturalmente uma atenção especial.
Bom estudo, livres pensadores.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

 No tempo do Egito Antigo, entre 1.500 a 2.500 a.C., viveu Hermes Trismegisto, o “Três Vezes Grande”, a quem é atribuída a criação da Escola de Mistérios. Segundo consta, nessa Escola foram iniciados Pitágoras, Sócrates, Platão e Aristóteles, entre outros, e ela se tornou a base do ensinamento esotérico, que desde então tem servido de fundamento para as diversas ordens ao longo dos tempos.

 
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