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Heitor Freire

Covid 19

À medida que passam os dias vamos, aos poucos, nos familiarizando com o Covid 19 que chegou em nossas vidas de forma assustadora e já começamos a conviver com ele de maneira mais natural, que promoveu profundas alterações em nosso comportamento, em nosso trabalho, em nossas perspectivas e em nosso meio.

Nunca houve uma pandemia que provocasse tão grandes alterações. Fomos colocados frente a frente de uma maneira inesperada e até certo ponto assustadora. A internet que colocou o mundo em nossa sala de estar concorreu de forma muito decisiva para a sua divulgação.

Então a curiosidade se instala: por quê o nome Covid 19? Desde o início de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamar oficialmente a doença causada pelo corona vírus de Covid-19. COVID significa Corona VIrus Disease (Doença do Corona Vírus), enquanto “19” se refere a 2019, quando os primeiros casos em Wuhan, na China, foram divulgados publicamente pelo governo chinês no final de dezembro. A denominação é importante para evitar casos de xenofobia e preconceito, além de confusões com outras doenças.

E muitos casos interessantes começam a aparecer. Por exemplo em Coxim, cidade situada ao norte do nosso estado e que ficou muito famosa por ser a cidade onde nasceu Zacarias Mourão, autor de músicas que se tornaram verdadeiros ícones do nosso cancioneiro como Pé de Cedro – colocou Mato Grosso no mapa musical do país na década de 50, bem antes da criação do estado de Mato Grosso do Sul –, e A Matogrossense – esta, inclusive faz parte do CD Sertões, lançado recentemente com muito sucesso por Maria Alice, cantora com raízes no Rio de Janeiro, Ceará e em nosso estado. Eu estava com a Rosaria no Teatro do Prosa, quando ela lançou o seu CD. Ao cantar A Matogrossense a plateia ficou eletrizada acompanhando e cantando com muita alegria junto com ela, tal a identificação que nosso povo tem com essa música em que Zacarias Mourão teve com parceiro, Flor da Serra.

Coxim é uma cidade tem uma característica interessante, a ligação que os seus habitantes tem com ela, tanto que todos dizem sempre: Bom mesmo é Coxim!

Coxim também é conhecida nacionalmente pelo rio Taquari, outrora um rio muito piscoso e que recebia caravanas de pescadores de todo o Brasil.

Pois bem, em Coxim foi internado Guittierre (que nome! Na França, em Saint-Hilaire, tem uma localidade Serres de Guittierre) Fernandes, natural do Amapá, aposentado, andarilho, tendo já percorrido muitos municípios e estados brasileiros. Apresentou carteirinha de ex-combatente do Exército Brasileiro na Segunda Guerra Mundial. Alguns dias depois de chegar a Coxim, com sintomas de corona vírus. Com o agravamento dos sintomas, ele foi encaminhado ao Hospital Regional da cidade, onde recebeu  tratamento, sendo medicado e curado.

O surpreendente de tudo isso é que Guittierre, ficou curado. Tem 99 anos de idade e alto índice de comorbidade em função dos males de que é acometido.

Ou seja, nem tudo está perdido. Depende de cada um.

Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

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