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Quousque tandem, ego meo, abutere patientia mea? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 14 de Setembro de 2018 23:42
QUOUSQUE TANDEM, EGO MEO, ABUTERE PATIENTIA MEA? (*)
O processo de autoconhecimento que deve ser uma prática constante em nossas vidas nos leva, paulatinamente, a descobrir a existência de um componente que se revela profundamente pernicioso em nossa evolução: o ego.
O ego nos domina de uma forma escravizante. Inventa uma série de necessidades inexistentes, criando uma ilusão de poder, de conquistas, de realizações que, na realidade, tornam-se um mecanismo de dominação dele sobre nós.
A pressa e a preguiça são frutos do ego. Com a pressa, deixamos de estar presentes no agora e passamos a agir fora de nós mesmos, ou seja, não estamos aqui nem ali. E esse estado irreal nos conduz a ações precipitadas e inconsequentes.
Por outro lado, a preguiça nos induz a adiar o que devemos fazer no momento para mais tarde, e assim deixamos de aproveitar o instante em que a vida se realiza: o agora.
Outra forma de domínio do ego é quando as pessoas se deixam levar por discussões por qualquer motivo, gerando brigas, agressões e atitudes muitas vezes inconciliáveis. Nesse momento passamos a julgar uns aos outros. Precisamos nos dar conta de que cada indivíduo é único. O ego nos leva a agir de forma a comparar as pessoas. E, assim, a julgá-las.
Quando atingimos a maturidade por meio do autoconhecimento, chegamos a um estado de equilíbrio que produz clareza – que começa com a palavra clara e certa e se reflete no pensamento. Tudo começa com a palavra: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (Jo, 1, 1-5).
Dentre os artifícios que o ego usa para nos dominar, vou relacionar alguns para que cada um possa identificá-los e assim buscar sua própria independência desse poder.
1. Um ponto importante é não permitir que sejamos ofendidos. Quem ofende e quem se sente ofendido é o ego. O conflito nasce na resposta. Não havendo resposta, não há atrito.
2. Liberar a necessidade de vencer. Vencer e perder fazem parte da vida. Sempre haverá alguém mais inteligente e mais capaz. É só entender e aceitar.
3. A necessidade de estar sempre certo. A posição intermediária é a do observador.
4. Vencer a vontade de ser superior. Focar nossas atitudes em melhorar nosso desempenho pessoal. Ninguém é melhor do que o outro. Todos somos filhos de Deus, emanando da mesma fonte.
5. Vencer a necessidade de possuir cada vez mais. O ego nos submete a um desejo constante de sempre querer mais. Estamos permanentemente ligados à Fonte Universal que nos supre do essencial.
6. Deixar de nos vangloriar de nossas próprias realizações. Ninguém faz nada sozinho, somos instrumentos de Deus, que nos permite a oportunidade de trabalho pessoal, porque sem Ele nada se faz.
7. Abandonar a reputação. Quem precisa da reputação, que depende dos outros, deixa de agir com aquilo que lhe é inerente: o seu caráter.
Seguindo esses passos, vamos acabar descobrindo o nosso verdadeiro eu, que se encontra no coração de cada um de nós. Observem que toda cada vez que nos referimos a nós mesmos levamos automaticamente, as mãos ao peito. Pois foi ali que Deus colocou o seu mandamento, como Ele mesmo disse a Moisés no livro Deuteronômio 30, 11-14. E, assim, encontraremos o maior de todos os tesouros, o EU SOU.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.
(*) A construção do título deste artigo em latim (Até quando meu ego, abusarás da minha paciência?) contou com a inestimável colaboração do meu amigo, dr. Methódio de Arruda Filho, a quem agradeço penhoradamente.

O processo de autoconhecimento que deve ser uma prática constante em nossas vidas nos leva, paulatinamente, a descobrir a existência de um componente que se revela profundamente pernicioso em nossa evolução: o ego.

O ego nos domina de uma forma escravizante. Inventa uma série de necessidades inexistentes, criando uma ilusão de poder, de conquistas, de realizações que, na realidade, tornam-se um mecanismo de dominação dele sobre nós.

Última atualização em Sex, 14 de Setembro de 2018 23:50
 
Frederico Vitório, um Valente PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 10 de Setembro de 2018 01:16
FREDERICO VITÓRIO, UM VALENTE
No dia 1º de setembro último, faleceu em nossa cidade o engenheiro Frederico Vitório Valente, campo-grandense que honrou com seu trabalho constante, consciente e idealístico a oportunidade de sua encarnação.
Ele foi neto de Antônio Valente, filho de Walter Valente e Maria Vitório Valente.
O mercado municipal de Campo Grande tem o nome de seu avô, Antônio Valente, como reconhecimento pelo trabalho comunitário realizado em nossa cidade, numa homenagem prestada pelo prefeito Antônio Mendes Canale. Seu pai, Walter Valente, deixou o próprio nome inscrito na história do esporte campo-grandense. Foi um grande incentivador do futebol, tendo contribuído com muita dedicação para o ressurgimento de dois times de futebol que fizeram história: o Continental e o Mamoré que, mais tarde fundidos, deram origem ao Continental-Mamoré. Frederico Valente, que nos deixou há poucos dias, viveu impregnado pelo espírito de compromisso comunitário de seus antepassados.
Frederico estudou no Colégio Osvaldo Cruz, onde cursou desde o primário até o científico. Sua mãe, dona Maria, vendo nele o potencial para continuar os estudos, apesar dos poucos recursos de que dispunha fez o que pôde para proporcionar ao filho o acesso à universidade. Ele aceitou o desafio e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde prestou vestibular na Universidade Federal, em 1968 – ano de grandes transformações políticas e sociais –, sendo aprovado no primeiro vestibular que prestou para engenharia civil.
Após sua formatura em 1972 – casou-se com a Marisa Maia, constituindo assim sua própria família –, e um período de trabalho como engenheiro sanitarista na Bahia, retornou a Campo Grande. Quando da absorção do serviço municipal de água e esgoto pela Sanemat, no governo Garcia Neto, passou a trabalhar lá.
Logo a seguir Frederico começou intensa atividade política e classista ao lado do professor Fausto Mato Grosso Pereira (iniciando uma dobradinha que durou toda a sua vida) na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Campo Grande, trabalhando para a eleição do engenheiro Euclydes de Oliveira para a presidência da entidade, no período, 1978/79.
Valente foi eleito presidente da Associação para o período seguinte, 1980/1981. No exercício desse mandato teve atuação decisiva, pleiteando junto ao governador Pedro Pedrossian a realização de um concurso público para a participação de engenheiros e arquitetos do nosso estado na elaboração dos projetos para a implantação do Parque dos Poderes. O governo já estava contratando uma empresa de São Paulo, para esta finalidade. A firme ação de Frederico defendendo corajosamente a participação dos profissionais locais impressionou o governador, que acabou concordando com o concurso público local.
Durante a sua presidência, a Associação tornou-se um fórum político muito importante e influente, com discussão de ideias que empolgavam não só os associados mas a juventude em geral.
As digitais de Frederico estão impressas também no Parque das Nações Indígenas, cuja criação nasceu sob a inspiração de um seminário idealizado por ele durante seu mandato como vereador.
Frederico Valente participou ativamente da campanha para a eleição de Wilson Barbosa Martins, primeiro governador eleito (MDB) após a ditadura militar. No governo Wilson Barbosa, Frederico presidiu a Sanesul. Nesse mandato houve uma influência muito grande da associação dos engenheiros e arquitetos: o presidente da Enersul foi o engenheiro Ricardo Bacha, o diretor geral do DOP (Departamento de Obras Públicas) , o engenheiro Euclydes de Oliveira.
Frederico dedicou sua vida à causa pública, saneamento básico e meio ambiente.
Exerceu os seguintes cargos:
Presidente da Sanesul – 1983/1987 – gov. Wilson Barbosa Martins;
Secretário Nacional de Saneamento – Ministério do Desenvolvimento Urbano e de Meio Ambiente – mar/1987 a jul/1988;
Vereador em Campo Grande – 1989/1993;
Secretário de Planejamento, Ciência e Tecnologia Jan/1995 – fev/1996;
Diretor da Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste – Ministério da Integração Nacional – 2004/2011.
Juntamente com o professor Fausto Mato Grosso Pereira – o grande parceiro de toda sua vida – e sob os auspícios da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande – entidade que desde sua fundação sempre esteve à frente de iniciativas que marcaram a história da nossa cidade –, Frederico Valente criou o programa Por Uma Cidade Democrática, que se constituiu na sua última contribuição efetiva para a conscientização da nossa população, com vistas a uma participação ativa nos destinos da nossa capital.
Frederico Vitório Valente tem seu nome gravado para sempre na história de Campo Grande e nos deixa um exemplo vivo de cidadania participativa a ser seguido pela nossa população.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

No dia 1º de setembro último, faleceu em nossa cidade o engenheiro Frederico Vitório Valente, campo-grandense que honrou com seu trabalho constante, consciente e idealístico a oportunidade de sua encarnação.

Ele foi neto de Antônio Valente, filho de Walter Valente e Maria Vitório Valente.O mercado municipal de Campo Grande tem o nome de seu avô, Antônio Valente, como reconhecimento pelo trabalho comunitário realizado em nossa cidade, numa homenagem prestada pelo prefeito Antônio Mendes Canale. Seu pai, Walter Valente, deixou o próprio nome inscrito na história do esporte campo-grandense. Foi um grande incentivador do futebol, tendo contribuído com muita dedicação para o ressurgimento de dois times de futebol que fizeram história: o Continental e o Mamoré que, mais tarde fundidos, deram origem ao Continental-Mamoré.

Última atualização em Seg, 10 de Setembro de 2018 06:54
 
Celibato clerical - até quando? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 02 de Setembro de 2018 23:21
CELIBATO CLERICAL – ATÉ QUANDO?
Nos primórdios da difusão do cristianismo havia uma pureza de sentimento e de ação que elevava a um grau de alta espiritualidade o trabalho desenvolvido pelos primeiros cristãos. Essa pureza foi o fator da disseminação muito rápida da doutrina cristã, e representava a semente que Jesus deixou plantada.
No tempo e na história, observamos que a Igreja se afastou da pureza de sentimento que inicialmente inspirou e guiou os cristãos e seus dirigentes máximos. Veja-se, por exemplo, a nefasta ação da Igreja na dita “Santa Inquisição”, que disseminou o terror em toda a Idade Média a quem ousasse contrariar os seus “sagrados dogmas”.
A reencarnação foi excluída dos ensinamentos da Igreja durante a realização do II Concílio de Constantinopla no ano 553 d.C., quando Teodora, mulher do imperador Justiniano, pretendendo purgar os seus pecados e isentar-se de uma futura reencarnação probatória, agiu como o avestruz, determinando e conseguindo que a reencarnação fosse expurgada definitivamente dos ensinamentos da Igreja
A principal cláusula de excomunhão (ou anátema), aprovada nesse Concílio que nos interessa é a da condenação da preexistência da alma que, em síntese, é a seguinte: “Quem sustentar a mítica crença na preexistência da alma e a opinião, consequentemente estranha, de sua volta, seja anátema” (William Walker Atikinson, Ed. Pensamento, São Paulo, 1997).
Assim, constatamos: a Igreja Católica desde sempre continua causando uma influência negativa na vida das pessoas por sua forma impositiva e obrigatória de determinar o  comportamento de seus fiéis.
Veja-se, por exemplo, a questão do celibato clerical, que é uma determinação antinatural, que contraria a natureza do homem e também a da mulher, no caso das ordens clericais femininas. E contradiz ainda o mandamento bíblico: “Crescei e multiplicai-vos”. A única denominação religiosa do mundo que exige o celibato de seus ministros é a Igreja Católica.
Parece que o que se pretende com o celibato é alcançar a pureza, como se o ato sexual tornasse o ser humano impuro. Nada mais esdrúxulo. Esdrúxula é a pedofilia, a consequencia mais cruel dessa proibição. Há também uma versão que entende que o celibato é uma forma da Igreja se prevenir contra eventuais sustentos de filhos dos seus padres.
O celibato foi instituído aos poucos; foi defendido em força pelo Quarto Concílio de Latrão (1215), e pelo Concílio de Trento (1545/1563) foi tornado obrigatório.
Segundo a revista católica La Civilta Católica, desde o Concílio Vaticano II (1962/1965), cerca de 60 mil padres deixaram a Igreja, principalmente pela exigência do celibato.
Os casos profundamente dramáticos do crescente tema da pedofilia têm como causa principal o celibato. A pedofilia na Igreja transformou-se em um problema sistêmico. O sacerdote católico se vê premido pela exigência da sua condição sexual e não tendo como lhe dar vazão, acaba praticando atitudes tanto heterossexuais quanto homossexuais às escondidas e assim os padres se vêem na contingência de um dilema existencial: obedecer ao que sua natureza exige e impõe ou submeter-se a uma disciplina rigorosa, castradora, anuladora?
E pelo andar da carruagem, a situação continuará sendo regida pela incompreensão e pela rigidez de um sistema ultrapassado e opressor.
O que falta acontecer para que a Igreja Católica revogue definitivamente a prática do celibato por padres e freiras? O Papa Francisco está mostrando ao mundo a sua disposição em mudar em muitos aspectos a posição da Igreja. Espero que tenha a coragem de acabar com o celibato clerical.
Para a especialista em religião e socióloga Maria José Rosado, professora de Ciências Sociais da PUC-SP, Francisco está encurralado em meio a pressões de grupos opostos:
“Ele está acossado. Sofre ataques do setor que domina a Igreja, que é um grupo não só conservador, mas também autoritário. E, se por um lado a sua postura de maneira geral desagrada aos reacionários, o Papa também não consegue atender todos os anseios da ala mais progressista da Igreja”.
Na visão da professora, o meio mais eficiente de frear a criminosa prática de abusos sexuais dentro do clero seria realizar uma mudança estrutural da forma como o sacerdócio é feito. Seria preciso, para ela, acabar com a obrigatoriedade do celibato, permitir o sacerdócio de mulheres e repensar a visão da Igreja sobre a moral sexual, de modo que a reprodução não fosse mais entendida como o único fim de relações sexuais.
Frei Betto, em artigo no jornal O Globo de 1º de setembro, se manifestou a respeito do assunto:
“Malgrado tanto sofrimento causado, espero em Deus que o escândalo da pedofilia tire a Igreja do armário do moralismo farisaico e adote a atitude de Jesus que, sem canonizar o celibato, escolheu, para chefiar a comunidade dos apóstolos, Pedro, um homem casado, cuja sogra Jesus curou (Marcos 1, 30).
Como na Igreja primitiva, o celibato deveria ser facultativo. E as mulheres, tão aceitas na comunidade de Jesus (Lucas 8, 1-3), ter acesso ao sacerdócio e às funções hierárquicas. É bom lembrar que a primeira apóstola, a anunciar publicamente que Jesus era o Messias, foi uma mulher, a samaritana do poço de Jacó. E a primeira testemunha da ressurreição, que comunicou o fato aos apóstolos, outra mulher, Maria Madalena”.
Até quando a Igreja vai se fazer de surda? Até quando irá impedir a livre e natural manifestação da sexualidade?
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Nos primórdios da difusão do cristianismo havia uma pureza de sentimento e de ação que elevava a um grau de alta espiritualidade o trabalho desenvolvido pelos primeiros cristãos. Essa pureza foi o fator da disseminação muito rápida da doutrina cristã, e representava a semente que Jesus deixou plantada.

No tempo e na história, observamos que a Igreja se afastou da pureza de sentimento que inicialmente inspirou e guiou os cristãos e seus dirigentes máximos. Veja-se, por exemplo, a nefasta ação da Igreja na dita “Santa Inquisição”, que disseminou o terror em toda a Idade Média a quem ousasse contrariar os seus “sagrados dogmas”.

Última atualização em Seg, 03 de Setembro de 2018 01:57
 
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