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O homem de Miranda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qui, 24 de Agosto de 2017 22:48
O HOMEM DE MIRANDA
No dia 22 de agosto, terça feira, faleceu Pedro Pedrossian. O homem que deixa um legado inesquecível.
Pedrossian era um líder incontestável. Foi o maior forjador de lideranças políticas em nosso estado: Levy Dias, Marcelo Miranda, João Leite Schimidt, Waldomiro Gonçalves, José Elias Moreira, Antonio Carlos Arroyo e tantos outros, são crias de Pedrossian. É interessante que quando esses liderados adquiriam luz própria e poderiam fazer-lhe sombra, eram afastados naturalmente.
Governou o estado de Mato Grosso de 1965 a 70, sendo eleito aos 36 anos, o governador mais novo no Brasil, naquela época. Mato Grosso do Sul, governoude 1980 a 83 e de 1990 a 94. Deixou marcas indeléveis nos dois estados. Gerações incontáveis de estudantes devem a ele a oportunidade de cursar cursos superiores sem mudar de estado.
Fiz parte de seu segundo governo como responsável pela Comunicação Social, de 1980 a 83. Ali convivi de perto com ele. Pude testemunhar sua grande capacidade de trabalho e criatividade. Era um madrugador. Acordava bem cedo e logo convocava seus secretários para o trabalho. Naquela época era por telefone mesmo. Não havia celular.
Na nossa secretaria tivemos o concurso de profissionais do maior gabarito. Na redação: Oscar Ramos Gaspar (depois secretário de comunicação no terceiro governo Pedrossian, 1990-94), Henrique Alberto de Medeiros (recém eleito presidente da Academia Sul-Mato-grossense de Letras), Silvio de Andrade (correspondente dos maiores órgãos de imprensa do país), Lucimar Couto (diretor do site Campogrande News). Na fotografia, Roberto Higa e Valmirar Gomes. No som, José Omar Haddad; na produção, José Roberto Moura Alves e nas finanças Iran Coelho das Neves (hoje conselheiro do Tribunal de Contas). Wilson Souza Fontoura (hoje forte empresário no ramo imobiliário) foi um companheiro constante e leal.
Com Aluízio Lessa Coelho, Oscar Ramos Gaspar e Raul Longo Tubino, fundamos um jornal que teve vida efêmera: Presença. Depois, com Henrique Medeiros e Silvio Andrade, tivemos uma segunda aventura: criamos o jornal Arquibancada, voltado para os esportes – em linha direta com O Estado de São Paulo, publicávamos toda segunda-feira informando sobre o futebol de domingo. Era um trabalho feito com muita alegria e dedicação. Por falta de recursos, infelizmente não vingou.
Essa equipe trabalhava sob a inspiração do nosso governador Pedrossian, que com seu exemplo estimulava a todos nós. Uma figura marcante daquela época foi o professor João Vieira, assessor permanente do governador, dono de uma cultura invejável e muita simplicidade. Todos orbitávamos em torno dele. O Joãozinho está vivo e ainda hoje nos comunicamos por email.
Mas falar em Pedrossian sem mencionar dona Maria Aparecida seria injusto. Ela, um paradigma como primeira dama (até hoje nenhuma entendeu verdadeiramente o papel que lhes cabe. Ela sabia muito bem exercer sua função). Linda, majestosa no porte e simples na ação. Foi a grande inspiradora do marido.
Maria Aparecida Pedrossian sempre teve um olhar voltado para a população carente. Foi a mentora da criação do hospital universitário, que leva o seu nome (hoje injustamente ignorado quando se referem ao hospital). Ela foi também a grande madrinha da Santa Casa – a UTI daquele hospital tem o seu nome, e na solenidade de centenário do hospital prestaram-lhe uma merecida homenagem.
O feito que mais comove o coração de dona Maria Aparecida foi ter insistido na criação do Hospital do Câncer Alfredo Abrão. Criou também um programa de distribuição de alimentos para a população mais pobre. Um jornalista, na época, pejorativamente deu-lhe o apelido de “Maria Panelão”, que ela com simplicidade e nenhum constrangimento aceitou e assumiu porque entendia bem o sentido de seu trabalho.
Foi ela que com sua atenção voltada para o social humanizou o grande governo do marido. O governador Pedrossian, voltado para as grandes obras, era sempre cobrado por ela para a assistência social.
Pedrossian marcou sua trajetória política com obras perenes. Durante seu primeiro mandato em Mato Grosso do Sul, ao se dar conta de que a capital não contava com local apropriado para sediar os órgãos da administração pública, recebeu a sugestão de construir um espigão com 33 andares. Mas o governador pensou melhor e voltou seu olhar para o entorno de Campo Grande, e descobriu uma área com mais de 400 hectares, onde decidiu criar o Parque dos Poderes.
Para esse empreendimento, com o pensamento voltado para nossa gente, convocou arquitetos de todo o estado para elaborarem o projeto das diversas secretarias, do Tribunal de Justiça, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas, enfim, de todo o complexo administrativo. Foi, sem dúvida, uma de suas maiores realizações.
Não podemos deixar de lembrar também do estádio Pedro Pedrossian (Morenão), do ginásio de esportes Avelino dos Reis (Guanandizão) e dos conjuntos habitacionais Estrela do Sul, Aero Rancho, Moreninhas e Maria Aparecida Pedrossian.
Na área da saúde, construiu o hospital regional Rosa Pedrossian; e na área da cultura, o Palácio da Cultura, depois denominado Arquiteto Rubens Gil de Camillo.
No campo da educação, plantou universidades em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul.  Foi o maior prefeito de Campo Grande, abrindo largas avenidas que propiciaram um fluxo tranquilo de trânsito em todas as saídas da cidade.
O maior presente que ele deixou para nossa cidade foi o Parque das Nações Indígenas, o cartão postal da capital, o nosso Central Park.
Hoje, certamente, como maçom, ele está compondo o quadro de obreiros do Grande Arquiteto do Universo para colaborar com Sua obra.
A você, governador Pedro Pedrossian, a nossa eterna gratidão.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

No dia 22 de agosto, terça feira, faleceu Pedro Pedrossian. O homem que deixa um legado inesquecível. 

Pedrossian era um líder incontestável. Foi o maior forjador de lideranças políticas em nosso estado: Levy Dias, Marcelo Miranda, João Leite Schimidt, Waldomiro Gonçalves, José Elias Moreira, Antonio Carlos Arroyo e tantos outros, são crias de Pedrossian. É interessante que quando esses liderados adquiriam luz própria e poderiam fazer-lhe sombra, eram afastados naturalmente.

 
Uma instituição veneranda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 21 de Agosto de 2017 20:32
UMA INSTITUIÇÃO VENERANDA
No dia 18 de agosto, sexta feira passada, foi comemorado o primeiro centenário da Associação Beneficente de Campo Grande – Santa Casa. Esse foi um dia de glória que jamais será esquecido.
Foi uma solenidade revestida de uma grande carga emocional. Afinal são 100 anos de serviços prestados à nossa população. Campo Grande se fez presente, de maneira significativa: qualitativa e quantitativamente. E foi também uma demonstração inequívoca de apoio à administração do hospital.
A presença das mais altas autoridades federais, estaduais e municipais coroou a cerimônia de forma marcante. O auditório da Santa Casa foi pequeno para abrigar tanta gente. Quem estava de pé permaneceu até o fim, confirmando o interesse e a participação no evento. Foi um momento permeado pelo sagrado sentimento da gratidão.
Gratidão pelos fundadores, representados por seus familiares. Gratidão pelas autoridades. Gratidão pelos presidentes, diretores e associados, que ao longo dos anos dedicaram muito de seu tempo em benefício da coletividade, trabalhando de forma voluntária para proporcionar saúde à população mais carente.
A presença do Conselho de Administração com seus membros engalanados conferiu à cerimônia um caráter solene e ao mesmo tempo austero.
É de se destacar que todos que participaram estavam imbuídos da importância do momento, quando a medalha do centenário foi concedida em homenagem aos que contribuíram com a ABCG-Santa Casa.
A mestre de cerimônias, Solange Mara Barbosa, com porte majestoso e dicção perfeita, comandou toda a solenidade com equilíbrio, tranquilidade e serenidade. Na ocasião, mais de 100 pessoas foram condecoradas, sem que se perdesse o fio condutor da cerimônia.
O coral da Santa Casa, sob a direção do maestro Teófilo Gonçalves foi um dos destaques, juntamente com a apresentação do quinteto de metais da banda da Polícia Militar, que executou o hino de Campo Grande.
Uma curiosidade: o nosso hino foi composto pelo vereador Trajano Balduíno de Souza, e foi tocado em público pela primeira vez durante a comemoração da independência do Brasil, em 7 de setembro de 1918. Ou seja, no ano que vem também completará 100 anos.
As recepcionistas do evento, funcionárias da Santa Casa, todas muito gentis e integradas, sob a coordenação de Raimunda Rodrigues, deram o colorido feminino e carinhoso em todos os momentos.
É de se agradecer também à gerente de eventos, Cátia Almeida, pelo conjunto da obra,  acompanhando e dirigindo cada detalhe com simpatia e alegria, para que a festa se realizasse, com um sucesso retumbante.
Um dos momentos mais emocionantes foi quando se entregou a medalha do centenário à dona Joaninha, Joana Ávila Corrêa, funcionária do hospital há mais de quarenta anos, hoje com 72 anos de idade, que representou todo o quadro funcional do hospital, tendo desempenhado suas funções nos mais variados setores da administração.
Na oportunidade foi lançado o livro do centenário da Santa Casa, escrito por Vera Tylde de Castro Pinto, advogada, escritora e historiadora, que com uma equipe composta por Rita Arguello (pesquisadora), Vanessa Alonso, (secretária da diretoria que digitou todo o livro), Marisa Nachif (editora) e Marco Antônio Storani (revisor) proporcionou o registro histórico dessa saga histórica e centenária.
As comemorações não param por aí. No mês de setembro será depositada solenemente uma cápsula do tempo no jardim frontal do hospital – registrando todos os atos da comemoração do centenário, com exemplares do selo oficial comemorativo (lançado pela diretoria dos Correios e Telégrafos, em março deste ano), incluindo a revista, o livro e a medalha do centenário, fotos, atas e demais documentos históricos –, para ser aberta dentro de cinquenta anos.
No mês de novembro será apresentada uma peça de teatro que contará a história da Santa Casa, encenada pelos próprios funcionários que aceitaram o desafio de tornarem-se protagonistas da sua saga e que estão fazendo oficina de interpretação sob a direção da atriz Andréa Freire.
O coroamento da comemoração se dará com a instalação do Museu da Cultura da Saúde e da História Camillo Boni.
Teremos ainda muita comemoração pela frente.
Vida longa à Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande!
Heitor Rodrigues Freire – Vice-presidente da ABCG – Santa Casa.

No dia 18 de agosto, sexta feira passada, foi comemorado o primeiro centenário da Associação Beneficente de Campo Grande – Santa Casa. Esse foi um dia de glória que jamais será esquecido.

Foi uma solenidade revestida de uma grande carga emocional. Afinal são 100 anos de serviços prestados à nossa população. Campo Grande se fez presente, de maneira significativa: qualitativa e quantitativamente. E foi também uma demonstração inequívoca de apoio à administração do hospital.

 
Da pressa e da preguiça PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 14 de Agosto de 2017 17:39
DA PRESSA E DA PREGUIÇA
A humanidade está vivendo num turbilhão imenso. Os avanços tecnológicos somados à velocidade da informação estão acelerando de forma muito rápida a nossa vida. Tudo é para ontem.
É desejo elementar do ser humano agir corretamente. No entanto, os atropelos que aparecem pelo caminho, muitas vezes impedem a reflexão sobre nossas ações e consequências. Queremos tudo muito rápido, para agora, e por vezes somos impiedosos. A velocidade dos meios de comunicação nos leva a crer que se não agirmos no momento em que os fatos ocorrem, ficaremos para trás. E é justamente esta atitude que nos afasta do raciocínio e da reflexão, fatores imprescindíveis para chegar à correção de nossos atos.
O dicionário Aurélio diz que pressa significa velocidade, ligeireza, rapidez e necessidade intensa de atingir um objetivo. Já a palavra preguiça deve ser entendida como aversão ao trabalho, negligência, lentidão e moleza. Parece contraditório, mas no mundo moderno estas duas ações caminham juntas, embora partam de condições diferentes. A pressa e a preguiça estão entre os erros mais comuns que impedem a evolução espiritual. Se por um lado as pessoas correm freneticamente para alcançar algum objetivo material, por outro deixam de lado ações simples que poderiam revolucionar sua rotina e contribuir para um mundo melhor.
Falar em calma numa sociedade capitalista é quase uma afronta ao crescimento. No entanto, são muitas as pessoas que percebem a necessidade de “desacelerar” para viver uma vida mais feliz e saudável.
“Por causa da pseudo-necessidade que criamos, vivemos estressados e mergulhados na correria do dia-a-dia. Mas é preciso reavaliar nossas atitudes e nos livrar, o quanto antes, do que nos impede de crescer”, aconselha o líder espiritual Jay Gokula do Movimento Hare Krishna. O pior, de acordo com ele, se dá quando a pessoa vive esse constante estado de alerta, traduzido pela pressa, e ao mesmo tempo cultiva a preguiça, o que para os indianos é sinônimo de ignorância. “O esforço e a determinação devem estar presentes porque se não a evolução espiritual será ainda mais difícil de ser atingida”, explica.
Não ter vontade de desenvolver o plano material e ficar imerso na inoperância prejudicam ainda mais o crescimento. Não há vida humana sem ação. Cada ser tem potencial para desenvolver uma ação e precisa estar consciente de sua responsabilidade no universo. O desafio é agir fazendo algo em favor do bem. Segundo Jay Gokula, é importante que estas ações não sejam carregadas de pressa, porque assim a intenção fica pelo caminho.
No entanto, Adam Grant, psicólogo organizacional autor de Originals e Give and Take, ambos best-sellers na lista do jornal The New York Times, fala sobre como procrastinar levemente pode conduzir a ideias genuínas.  Procrastinar é aquela atitude de deixar para amanhã o que não precisa ser feito hoje. Segundo ele, estatísticas demonstram que aqueles que fuçam ideias um pouco erraticamente, quebrando estruturas e linhas de tempo, acabam em soluções muito poderosas.
Em contraste, os sabe-tudo que partem apressados na solução de um processo criativo tendem a correr atrás das ideias mais óbvias porque são mais fáceis de serem organizadas e produzidas. E a pressa é inimiga da perfeição, como diz o povo.
O que não pode acontecer é perder a perspectiva. A sociedade vem se envolvendo em inúmeras necessidades banais, criadas por mentes vaidosas e vazias que perderam de vista sua realidade e suas raízes para uma assustadora inversão de valores, a ponto de afetar nossos valores mais elementares e profundos.
Devemos viver sem pressa e sem preguiça, mas caminhar sempre em frente.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A humanidade está vivendo num turbilhão imenso. Os avanços tecnológicos somados à velocidade da informação estão acelerando de forma muito rápida a nossa vida. Tudo é para ontem.

É desejo elementar do ser humano agir corretamente. No entanto, os atropelos que aparecem pelo caminho, muitas vezes impedem a reflexão sobre nossas ações e consequências. Queremos tudo muito rápido, para agora, e por vezes somos impiedosos. A velocidade dos meios de comunicação nos leva a crer que se não agirmos no momento em que os fatos ocorrem, ficaremos para trás. E é justamente esta atitude que nos afasta do raciocínio e da reflexão, fatores imprescindíveis para chegar à correção de nossos atos.

 
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