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Sêneca PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 14 de Janeiro de 2020 00:39

 

SÊNECA

Um embasamento filosófico é indispensável para que cada pessoa possa se situar no tempo e no espaço. Para buscar esse embasamento muitos homens se dedicaram ao estudo e a prática de normas de comportamento, visando orientar a humanidade para o seu desenvolvimento mental e espiritual.
Assim, tivemos na China Lao-Tsé e Confúcio; na Índia, Buda; no Egito, Hermes Trismegisto; na Grécia, Pitágoras, Heráclito, Sócrates, Platão e Aristóteles, todos por volta do século V antes de Cristo. Com o nascimento de Jesus, o maior de todos os homens, de todos os tempos, a história da humanidade começou a tomar um rumo definido. Em Roma, no século I de nossa era, tivemos Sêneca que dedicou sua vida à prática do estoicismo. Destes, três tiveram morte trágica: Sócrates, Jesus e Sêneca.
Sócrates, por ter se dedicado a questionar tudo e todos, se viu obrigado a tomar cicuta, um veneno mortal. Jesus foi crucificado na cruz. Sêneca, injustamente acusado de tramar para o assassinato de Nero, imperador de Roma, se viu sem julgamento, condenado ao suicídio, tendo que cortar os pulsos.
Lucius Annaeus Sêneca, nasceu em Córdoba, Espanha, no ano 04 a.C e morreu no dia 12 de abril de 65 d.C. Sêneca, como ficou conhecido, foi um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano, mestre da retórica, foi o principal representante do estoicismo naquela época.
Desde sempre condenou a instituição da escravidão e as desigualdades sociais no governo de Calígula, destacando a fraternidade e o amor como fundamentos das relações entre os homens. Viveu durante o império de Calígula, de Cláudio e de Nero, de quem foi preceptor desde os seus 12 anos, o que lhe permitiu vivenciar as delícias do poder político, embora não se deixando envolver pelo sistema reinante, já que era praticante consciente do estoicismo.
Em sua vida, Sêneca vivenciou os melhores prazeres que a riqueza podia proporcionar e viveu as maiores agruras pelas quais pode passar um ser humano. Ele passou por essas duas situações extremas com o mesmo comportamento: estoicismo.
Foi o filósofo que conseguiu tornar-se o mais perfeito exemplo de sua doutrina. Praticava o que ensinava.
O estoicismo não é um conjunto de teorias sobre como o mundo funciona ou deixa de funcionar, é um conjunto de reflexões, dicas e práticas para viver melhor.
Quando Nero foi nomeado imperador, Sêneca se tornou um de seus principais conselheiros e tentou orientá-lo para uma política justa e humanitária. Durante algum tempo, exerceu influência sobre o imperador, mas em 59, decepcionado com os maus instintos de Nero, Sêneca resolveu se retirar da vida pública.
Em 62, passou a se dedicar a escrever e defender sua filosofia. Entre seus últimos textos estão um trabalho científico intitulado “Problemas Naturais”, com os tratados “Sobre a Brevidade da Vida” e “Sobre o Ócio”, e sua obra mais profunda, as “Epistolai Morales ad Lucilium”, em que reúne conselhos estóicos e elementos epicuristas na pregação de uma fraternidade universal, mais tarde adotadas pela igreja cristã.
Filosofar acerca de algo não é mergulhar em pensamentos, mas solucionar problemas tanto no plano mental quanto no plano físico, como disse o escritor norte-americano Henry D. Thoreau. E segundo Sêneca, um dos estóicos mais proeminentes, "a filosofia nos ensina a agir, não a falar".
Os estóicos pensam em como eles podem se tornar melhores a cada dia, como superar os problemas e como transformar esses problemas em oportunidades.
Frases de Sêneca:
“O maior obstáculo à vida é a expectativa, que fica na dependência do amanhã e perde o momento presente. Tu dispões o que está nas mãos da Fortuna, deixas de lado o que está nas tuas. Para onde olhas? Para onde te projetas? Tudo o que há de vir repousa na incerteza. Vive de imediato!”
“O homem que sofre antes, sofre mais que o necessário”.
“Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é por si só, uma vida”.
“É preciso dizer a verdade apenas a quem está disposto a ouvi-la”.
‘Trabalha como se vivesses para sempre. Ama, como se fosses morrer hoje”.
“A religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos inteligentes como falsa e pelos governantes como útil”.
“Não é porque certas coisas são difíceis que nós não ousamos, é justamente porque não ousamos que tais coisas são difíceis”.
Sêneca foi portanto, um perfeito exemplo da aplicação de seu conhecimento. Tão atual que hoje, passados mais de 2 mil seus ensinamentos continuam atualíssimos, como constatamos com Eckhart Tolle em seu livro “O Poder do Agora”.
“Só existe um lugar: Aqui. Só existe um tempo: Agora” (Osho).
“O Paraíso é onde estou” (Voltaire).
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Um embasamento filosófico é indispensável para que cada pessoa possa se situar no tempo e no espaço. Para buscar esse embasamento muitos homens se dedicaram ao estudo e a prática de normas de comportamento, visando orientar a humanidade para o seu desenvolvimento mental e espiritual.

 
2020 = 80 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 08 de Janeiro de 2020 00:37
2020 = 80
Ao alvorecer deste ano novo, de repente me vejo ante dois fatos: primeiro é um ano bissexto; segundo é o ano em que vou completar 80 anos. Ano novo que representa o fim de uma década.
Chama-se bissexto o ano ao qual é acrescentado um dia extra, ficando com 366 dias, um dia a mais do que os anos normais de 365 dias, ocorrendo a cada quatro anos. Isto é feito com o objetivo de manter o calendário anual ajustado com a translação da Terra e com os eventos sazonais relacionados às estações do ano. O ano bissexto foi criado em 1582, a pedido do Papa Gregório XIII, pelo alemão Cristhopher Flavius.
Eu nasci num ano bissexto, assim me vejo umbilicalmente ligado a este novo ano. É o meu ano. Sem dúvida muitas coisas boas acontecerão. Estou preparado e agradecido.
Além disso, temos a simbologia do número 8, universalmente considerado o símbolo do equilíbrio cósmico. O número 8 deitado simboliza também o infinito, e representa a inexistência de um começo ou fim, do nascimento ou da morte, e aquilo que não tem limite; representa ainda a ligação entre o físico e o espiritual, o divino e o terreno. No Japão, o número 8 é um número sagrado. Nas crenças africanas, o número 8 possui um simbolismo totalizador.
O número 8 é peculiar e visto como de grande poder pelos antigos gregos, que diziam: “Todas as coisas são oito”. Sua representação são dois quadrados, um sobre o outro ou dois círculos, também um sobre o outro. O octógono é a sua forma geométrica.
Assim, constato que tudo é favorável. Fazendo um retrospecto da minha vida, lembrei que quando era guri nós tínhamos um bolicho na rua 7 de Setembro, entre a 13 de Maio e a Rui Barbosa. Vendíamos de tudo, inclusive jogo-do-bicho. O que me deu um ensinamento para toda a vida: nos boletos do jogo, embaixo há uma inscrição: “Vale o escrito”. E adotei como paradigma permanente: o combinado não é caro.
Constatei também a minha identificação filosófica com o estoicismo, doutrina fundada por Zenão de Cício (335-264 a.C.), e desenvolvida por várias gerações de filósofos, que se caracteriza por uma ética em que a imperturbabilidade, a extirpação das paixões e a aceitação resignada do destino são as marcas fundamentais do homem sábio, o único apto a experimentar a verdadeira felicidade.
Devido a isso, os estóicos apresentaram sua filosofia como um modo de vida e pensavam que a melhor indicação da filosofia de um indivíduo não era o que uma pessoa diz, mas como essa pessoa se comporta. Para viver uma boa vida, era preciso entender as regras da ordem natural, uma vez que ensinavam que tudo estava enraizado na natureza.
Esse entendimento pautou a minha vida de construtor social. Sêneca, um dos maiores expoentes do estoicismo, enfatizava que “a virtude é suficiente para a felicidade” tornando o estóico imune ao infortúnio. A sua vida é um exemplo perfeito da prática dessa filosofia: encarou e viveu de forma exemplar tanto na opulência como na desgraça, sem, em nenhum momento, alterar seu comportamento em função das circunstâncias.
Foi a ética estoica que teve maior influência no desenvolvimento da tradição filosófica. Desde a sua fundação, a doutrina estoica era popular com seguidores na Grécia romana e por todo o Império Romano, incluindo o imperador romano Marco Aurélio ( 121–180).
Os estóicos apresentavam uma visão unificada do mundo consistindo de uma lógica formal, uma física não dualista e uma ética naturalista. Dentre estes, eles enfatizavam a ética como o foco principal do conhecimento humano, embora suas teorias lógicas fossem de mais interesse para os filósofos posteriores.
O estoicismo ensina o desenvolvimento do autocontrole e da firmeza como um meio de superar emoções destrutivas. Defende que tornar-se um pensador claro e imparcial permite compreender a razão universal (logos). Um aspecto fundamental do estoicismo envolve a melhoria da ética do indivíduo e de seu bem-estar moral: "A virtude consiste em um desejo que está de acordo com a natureza". Este princípio também se aplica ao contexto das relações interpessoais; "libertar-se da raiva, da inveja e do ciúme" e aceitar até mesmo os escravos como "iguais aos outros homens, porque todos os homens são igualmente produtos da natureza".
“O maior obstáculo à vida é a expectativa, que fica na dependência do amanhã e perde o momento presente. Tu dispões o que está nas mãos da Fortuna, deixas de lado o que está nas tuas. Para onde olhas? Para onde te projetas? Tudo o que há de vir repousa na incerteza. Vive de imediato!”
Ou seja, vamos viver o aqui e o agora! Ko’ápe ha ko’ãnga!
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Ao alvorecer deste ano novo, de repente me vejo ante dois fatos: primeiro é um ano bissexto; segundo é o ano em que vou completar 80 anos. Ano novo que representa o fim de uma década.

 
O poder do silêncio PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 23 de Dezembro de 2019 02:10
O PODER DO SILÊNCIO
Neste mundo tão barulhento em que vivemos hoje, urge resgatar o poder do silêncio. Temos que observar o quanto o silêncio é poderoso. A majestosa natureza opera em completo e total silêncio. No silêncio aprendemos a escutar a nossa voz interior. É assim que o Mentor se comunica melhor com cada um. Quanto mais falamos mais nos enfraquecemos porque a energia usada na fala diminui nossa força interior.
O silêncio não representa apenas a ausência de barulho e de conteúdo. É a dimensão mais profunda do nosso ser, a inteligência primordial, a consciência que desperta paulatinamente à medida que observamos o silêncio operando seu poder transformador, dissipando todas as dúvidas, medos e frustrações e alcançando a Paz Profunda,
O silêncio nos proporciona a solução de diversas questões internas, pois tem o poder de anular a negatividade. Ficar em silêncio é muito difícil porque o turbilhão de pensamentos que normalmente assediam nossa mente e que nos distraem tem sido preponderantes;
Blaise Pascal (1623-1662), dizia: “o silêncio eterno desses espaços infinitos me assombra”.
Pitágoras ensinava: “o começo da sabedoria é o silêncio”. Antes de iniciar um neófito em sua escola de mistérios, Pitágoras o submetia a uma disciplina severa do silêncio. O neófito permanecia em silêncio por um tempo indeterminado até que pela avaliação do seu mestre era iniciado nos augustos mistérios. Ele aprendia pela experiência pessoal, que o silêncio é quase um poder divino — a mãe de todas as virtudes.
A sociedade moderna está literalmente envenenada pelo tumulto de máquinas, está saturada com palavras barulhentas e vazias. O que importa hoje é quem fala mais alto, quem apresenta melhores argumentos, quem conta sua versão dos acontecimentos com detalhes, em sua maioria, os mais insignificantes.
É no silêncio que o Cósmico, o Ser Divino, torna-se manifesto à nossa consciência. Para que ouçamos a orientação divina, para termos lampejos de intuição, devemos aprender a silenciar a voz subjetiva do nosso pensamento. Quanto mais falamos mais nos enfraquecemos porque usamos a energia da fala de maneira inconseqüente.
Será muito salutar para todos os que se dispuserem ao teste do silêncio – a regularidade na observação do silêncio por alguns minutos todos os dias, de preferência no mesmo horário concorre para ativar a memória e a atenção concentrada, tendo como conseqüência, o enriquecimento natural que se obterá com essa prática.
A disciplina do silêncio constitui poder; ela nos permite manter dentro de nós um influxo de vitalidade que palavras inúteis desperdiçam. O silêncio ajuda a subir mais um degrau na escada da espiritualidade.
É nele que encontramos o poder que existe dentro de cada um.
É necessário experimentar o silêncio, porque essa ação fará a conexão com o hoje, respeitando o passado, e se libertando da ansiedade para o futuro. Há uma dignidade majestosa no silêncio e que se manifesta de forma soberana quando silenciamos nossa mente.
“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” (Provérbios 25:11)
No Oriente, o silêncio tem um significado profundamente espiritual e relacionado com o mundo ético. O silêncio místico convida a uma viagem pelas fibras íntimas das raízes plantadas em nossas vidas. Lá o silêncio é considerado ativo, indicativo de busca e introspecção, encontro com a voz interior. Quem cala, tem o poder.
O silêncio nos conecta com a Verdade e dissipa a ignorância que é o único pecado, segundo Sócrates.
Assim como quem quer emagrecer deve praticar o jejum, proponho para quem quiser alcançar o verdadeiro poder, que se abstenha de falar, praticando um jejum consciente de palavras.
Quem quiser atingir a plenitude deve cultivar o silêncio. Esse é o segredo!
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e

Neste mundo tão barulhento em que vivemos, urge resgatar o poder do silêncio. Temos que observar o quanto o silêncio é poderoso. A majestosa natureza opera em completo e total silêncio. Nele aprendemos a escutar a nossa voz interior. É assim que o Mentor se comunica melhor com cada um.

Última atualização em Sex, 10 de Janeiro de 2020 19:54
 
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