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Pandemia II PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qui, 19 de Março de 2020 23:16
PANDEMIA II
Os momentos que o coronavírus está a proporcionar à humanidade são de multiefeitos. A cada situação, nos vemos diante de situações inusitadas. Em determinados momentos, há a recomendação de se usar máscara. Essa situação, ironicamente, acabou na realidade desmascarando muita gente.
O mundo mudou muito em poucos dias. Nunca houve uma mudança tão radical e rápida. Uma nova ordem mundial começa a tomar corpo. A rapidez da circulação do vírus e de sua divulgação causou e continua causando transformações imediatas e acredito definitivas. A recomendação de se evitar a circulação colocou todos em face de si mesmos. Estamos em vias de proceder ao autoconhecimento por meios inimagináveis pelos filósofos. Frente a frente. Consigo mesmo.
Esse evento incerto e imprevisto pode levar a economia mundial a um colapso. Todas as atividades estão sendo afetadas. A rapidez com que forem tomadas as medidas adequadas reagindo com bom senso e equidade dará a resposta certa.
O vírus nos remeteu aos mais elementares hábitos de asseio e de higiene, há muito esquecidos, entre os quais o de lavar as mãos frequentemente. Essa prática nos leva a outro ensinamento, este esotérico: “Mãos limpas, conservai-as puras”.
Essa pandemia está demonstrando que todos somos semelhantes independentemente de riqueza, pobreza, títulos, propriedades, feiura, beleza, preto, branco, amarelo, – enfim, o vírus nos mostrou o quanto a nossa casa é um lugar sagrado e nos colocou em nosso verdadeiro lugar: somos todos irmãos.
A fábula seguinte, de Esopo, ilustra o comportamento de pessoas consideradas ilustres. Aqui e lá fora.
"Um jumento carregado de sal atravessava um rio. A certa altura escorregou e caiu na água. Então o sal derreteu e o jumento, levantando-se mais leve, ficou encantado com o acontecido. Tempos depois, chegando à beira de um rio com um carregamento de esponjas, o jumento pensou que, se ele se deixasse cair outra vez, logo se levantaria mais ligeiro; por isso resvalou de propósito e caiu dentro do rio. Todavia ocorreu que, tendo-se as esponjas embebidas de água, ele não pôde se levantar e morreu afogado ali mesmo. Assim também, certos indivíduos não percebem que, por causa das suas próprias astúcias, eles mesmos se precipitam na infelicidade".
Esopo foi um escritor da Grécia Antiga, que viveu no século VI A.C., a quem são atribuídas várias fábulas populares e a paternidade das fábulas como gênero literário.
A propósito, há um ditado que diz: “Quando a esperteza é muita, ela cresce, vira bicho e come o esperto”.
***
Outro ponto a ser destacado é a dedicação e o altruísmo dos médicos e enfermeiros que colocaram a missão de suas vidas acima dos riscos que estão correndo pelo contato direto com os infectados. Merecem a homenagem e a gratidão de todos nós. Destaco o sacrifício do médico chinês Li Wenliang. Foi ele quem alertou seus colegas quando detectou o vírus e foi forçado a se calar pelo governo chinês, que não queria que a notícia da epidemia se tornasse pública. Mesmo assim, dedicou-se ao trabalho e veio a morrer aos 33 anos após contrair o novo vírus enquanto atendia pacientes na cidade de Wuhan, o epicentro do surto da doença. Dediquemos nossa reverência ao doutor Li Wenliang, como mártir deste novo tempo.
Outra observação que faço decorre do comportamento que se está adotando quanto ao velório dos infectados. O velório praticamente foi abolido. O carinho, a amizade, o respeito que devemos aos nossos entes queridos deve ser manifestado em vida, enquanto estamos juntos. Depois da morte, fica naturalmente a saudade e a lembrança dos atos que marcaram a vida de cada um.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis, advogado, associado ao Instituto Histórico e Geográfico – MS.

Os momentos que o coronavírus está a proporcionar à humanidade são de multiefeitos. A cada situação, nos vemos diante de situações inusitadas. Em determinados momentos, há a recomendação de se usar máscara. Essa situação, ironicamente, acabou na realidade desmascarando muita gente.

 
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Escrito por Heitor Freire   
Seg, 16 de Março de 2020 14:53
PANDEMIA
E nos vemos às voltas com uma pandemia de coronavírus. É interessante como, de repente, surge uma palavra aparentemente do nada e que passa a merecer a atenção de todos. Uma pandemia é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada numa grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta Terra. Assim estamos vendo hoje a disseminação do coronavírus, como foi a gripe espanhola no século passado.
É impressionante o que está acontecendo no mundo. Nunca vi nada, até hoje, que pudesse influir tanto no comportamento das pessoas, dos países, das empresas, das religiões, tudo ao mesmo tempo, em todo o mundo e de uma forma tão rápida. São os efeitos da proliferação do vírus e da globalização.
As medidas profiláticas estão bem orientadas pelas autoridades de saúde. Então é só cumprir. O que deve se evitar é o pânico que causa mais mal do que o vírus em si. E, no extremo oposto, evitar também a displicência, o pouco caso e a negligência.
Escolhi um conto sufi para ilustrar o que está acontecendo:
“Há mil anos, ia a Peste a caminho de Bagdá, quando encontrou Nasrudin.
Este, perguntou-lhe: ‘Aonde vais?’
A Peste respondeu-lhe:
‘A Bagdá, matar dez mil pessoas’
Depois de um tempo, a Peste voltou a encontrar-se com Nasrudin. Muito zangado, o mullah disse:
‘Mentiste. Disseste que matarias dez mil pessoas e mataste cem mil’.
E a Peste respondeu:
‘Eu não menti, matei dez mil. O resto morreu de medo’ ”
(Nasrudin foi satírico sufi que pertencia a um povo nômade turco, e acredita-se que viveu e morreu durante o século XIII em Akshehir, perto de Cônia, capital do Sultanato de Rum, na atual Turquia).
*  *  *
Como a humanidade está sempre atrás de um “culpado”, agora são os chineses, como ontem foram os africanos, os romanos, os judeus, os árabes, os hindus, etc. Não podemos permitir que se instale o preconceito. Todos somos irmãos e filhos de Deus.
Aprendi que nada acontece por acaso. Ao contrário do que se diz, penso que Deus escreve certo por linhas certas. Precisamos aprender a ler. O coronavírus, de uma só penada, fez mais do que todos os compêndios de ciência esotérica e de filosofia juntos, de todos os tempos: levou a humanidade ao recolhimento e a um questionamento interior como nunca houve.
Esses acontecimentos que provocam reflexões como as que ocorrem agora acabam gerando mudanças de comportamento e criando novos (antigos) hábitos. Está proporcionando a todos um reencontro familiar, po que se constitui num grande avanço espiritual.
Há de se considerar, no entanto, que o número de pessoas contagiadas é pequeno e menor ainda o número de mortos. No Brasil, segundo dados recentes, temos l milhão de pessoas com HIV/AIDS e temos 30 mil casos de dengue. Essa é uma pandemia que não mereceu e nem está merecendo tão significativa atenção pelas autoridades constituídas.
A reflexão sobre os efeitos do coronavírus nos conduz a considerar a possibilidade da morte. De repente ela se apresenta como se estivesse até então ausente de nossas cogitações e emerge com um aspecto aterrador. Penso que devemos aprender a conviver com a morte. Ela faz parte da nossa vida. É um fato inquestionável. Aceitá-la nos torna livres.
Como de tudo o que acontece se pode tirar proveito, agora é o caso de olharmos para dentro e aprender com essa pandemia.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis, advogado, associado ao Instituto Histórico e Geográfico – MS.

E nos vemos às voltas com uma pandemia de coronavírus. É interessante como, de repente, surge uma palavra aparentemente do nada e que passa a merecer a atenção de todos. Uma pandemia é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada numa grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta Terra. Assim estamos vendo hoje a disseminação do coronavírus, como foi a gripe espanhola no século passado.

É impressionante o que está acontecendo no mundo. Nunca vi nada, até hoje, que pudesse influir tanto no comportamento das pessoas, dos países, das empresas, das religiões, tudo ao mesmo tempo, em todo o mundo e de uma forma tão rápida. São os efeitos da proliferação do vírus e da globalização.

 
A questão dos talentos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 08 de Março de 2020 12:49
A QUESTÃO DOS TALENTOS
Uma questão que intriga os seres humanos é a diversidade de situações por que passam as pessoas. Por que será que alguns têm muito e outros não têm sequer o necessário para a sobrevivência? Haveria uma ação injusta de Deus?
A explicação que encontrei para isso reside na aceitação e no entendimento da realidade da reencarnação. Para mim, é a única explicação lógica.
Desenvolvendo o raciocínio baseado nessa possibilidade, cheguei à conclusão óbvia de que Deus é perfeito e tudo o que Ele faz também é. Assim, qual seria a Sua ação para que a igualdade entre todos fosse mantida? Ela está na origem, na criação. Dessa forma, todos fomos criados da mesma maneira. A partir daí começa a diferenciação, devido ao trabalho de cada um. Potencialmente somos todos iguais. A diferença consiste no uso que cada um faz de suas ações.
Vejo uma explicação lógica para isso na parábola dos talentos.  “Os talentos são benefícios concedidos por Deus à humanidade com a finalidade de fazê-la progredir material, intelectual e moralmente. Devem ser utilizados sob a forma de diferentes tipos de trabalhos e esforços que cabe ao homem desenvolver. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que ele concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais” (Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo 16, item 7).
A parábola dos talentos está mencionada nos evangelhos. Destaco o de Mateus, 25, 14-30:
“Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois granjeou também outros dois. Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor. E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximou-se o que recebera cinco talentos e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles ganhei outros dois talentos. Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; devias, então, ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o que é meu com os juros. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes”.
Dessa maneira, cabe a cada um desenvolver os seus talentos. Eles nos proporcionam a evolução e o enriquecimento material, intelectual e moral, como bem ensinou Allan Kardec. Lembrando ainda que desta vida levaremos apenas o aprendizado que conquistamos, porque o que acumulamos financeiramente ficará por aqui e poderá se tornar causa de conflito e discórdia entre os descendentes.
As diferenças ficarão por aqui. Essa situação fica bem ilustrada com o que acontece no jogo de xadrez: quando acaba o jogo, o rei, a rainha, o peão e todos os participantes voltam para a mesma caixa.
Pensemos nisso.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis, advogado e associado do Instituto Histórico e Geográfico -  MS.

Uma questão que intriga os seres humanos é a diversidade de situações por que passam as pessoas. Por que será que alguns têm muito e outros não têm sequer o necessário para a sobrevivência? Haveria uma ação injusta de Deus?

A explicação que encontrei para isso reside na aceitação e no entendimento da realidade da reencarnação. Para mim, é a única explicação lógica.

 
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