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Das coisas inanimadas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 27 de Fevereiro de 2018 12:32
DAS COISAS INANIMADAS
Nós vivemos imersos em um mundo cheio de pessoas, coisas, cheiros, sons, movimento e gostos e, envolvidos pelos nossos sentimentos, desejos, objetivos e projetos, poucas vezes nos damos conta da realidade que nos circunda.
Como nosso foco é sempre voltado para o que nos interessa no momento, deixamos de perceber um universo de energias e de situações que nos cercam e que são muito importantes, para as quais não damos a menor importância, de um modo geral.
Refiro-me às coisas inanimadas. Inanimadas? Por quê? Porque não têm movimento aparente? Existe algo no universo que permaneça inerte? Inanimado? Objeto que não tenha alma, que não tenha vida?
No meu entendimento tudo está conectado. Não há nada fora da vibração divina. Assim, tudo vibra, tudo tem vida, tudo tem energia e como tal, tudo tem uma espécie de consciência. É indispensável que tenhamos respeito por tudo que nos cerca. E que procuremos entender a função das coisas inanimadas para que possamos vibrar juntamente com elas e nos beneficiarmos disso.
Dentre os princípios herméticos, que são sete, codificados por Hermes Trismegisto, rei, sacerdote e juiz no Egito Antigo, o princípio de vibração é o terceiro: “Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”. Nada neste mundo está em repouso, tudo está em constante movimento. Tudo tem a sua infinita vibração, embora algumas coisas pareçam estar em repouso, na verdade estão dentro de um universo que não para de vibrar.
Um acontecimento bíblico, mencionado por Michael Berg (acadêmico, professor, co-diretor do Kabbalah Centre), editor da primeira tradução do Zohar em inglês (Sefer ha-Zohar – o Livro do Esplendor – sem sombra de dúvida, a obra principal e mais sagrada da Cabalá, a dimensão mística do judaísmo), ilustra bem essa afirmação: Quando Moisés recebeu a incumbência de salvar seu povo, o primeiro ato foi o da transformação das águas do rio Nilo em sangue, e quem golpeou o Nilo com a vara de Moisés foi Aarão, seu irmão. Moisés não poderia fazê-lo porque estaria demonstrando ingratidão com o rio que o acolheu e protegeu.
Isto porque, como se sabe, quando Moisés era bebê foi colocado numa cesta por sua mãe na correnteza do rio, para fugir do decreto faraônico que determinava que os varões nascidos da descendência judaica deveriam ser sacrificados. O Nilo o acolheu e lhe deu guarida até que fosse encontrado pela irmã do faraó, que o adotou.
Segundo os judeus, todo o reino dos objetos inanimados está em constante comunicação com ele mesmo, assim como com todas as coisas vivas. Portanto, é tremendamente importante que nunca haja um momento em que desrespeitemos qualquer coisa no mundo inanimado.
Podemos ler isto e pensar: “Que possíveis sentimentos pode ter o rio Nilo? Será que realmente os sentimentos do rio Nilo ficariam feridos se Moisés os golpeasse? Mas a verdade é que uma consciência muito importante está sendo revelada para nós aqui, consciência que também podemos ver no trabalho a cada Shabat”.
A consciência de Moisés com relação ao rio Nilo, portanto, desperta em nós o entendimento de que há consciência em tudo no nosso mundo. Todos os objetos — animados e inanimados — estão interligados através de uma rede de energia e luz. Não foram só as águas do Nilo que salvaram Moisés quando ele estava flutuando rio abaixo, ainda bebê; foram também a energia e a luz que existem dentro do Nilo que o salvaram.
Precisamos da ajuda de tudo, inclusive das coisas inanimadas. E o Zohar diz que, assim como nossas paredes pensam em nós, assim também o fazem nossas roupas e todas as outras coisas. Esses objetos inanimados podem nos amparar, por isso não devemos fazer-lhes nenhum mal. A maioria de nós, no entanto, nem sequer está ciente de como os objetos inanimados são necessários para o nosso próprio desenvolvimento e crescimento espiritual.
Como é complexo e fascinante o mundo em que vivemos. E como é importante procurar conhecê-lo, reconhecê-lo e considerá-lo para que possamos interagir com ele e assim vivermos com consciência e alegria.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado

Nós vivemos imersos em um mundo cheio de pessoas, coisas, cheiros, sons, movimento e gostos e, envolvidos pelos nossos sentimentos, desejos, objetivos e projetos, poucas vezes nos damos conta da realidade que nos circunda.

Como nosso foco é sempre voltado para o que nos interessa no momento, deixamos de perceber um universo de energias e de situações que nos cercam e que são muito importantes, para as quais não damos a menor importância, de um modo geral.

Refiro-me às coisas inanimadas. Inanimadas? Por quê? Porque não têm movimento aparente? Existe algo no universo que permaneça inerte? Inanimado? Objeto que não tenha alma, que não tenha vida?

 
Momento supremo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 20 de Fevereiro de 2018 17:51
MOMENTO SUPREMO
Existe um momento supremo em nossas vidas? Um momento em que se atinge um clímax, em que tudo se realiza? Nesse caso é um momento só? Único? Isolado?
Será no nascimento? Na formatura? No casamento? No nascimento dos filhos? Na morte?
Na introdução ao Livro do Eclesiastes, na Bíblia, Coélet, rei de Jerusalém no ano 250 antes de Cristo, dá a seguinte orientação: “Descobre Deus sempre presente, fazendo o dom concreto da vida para o homem, a cada instante e continuamente. Isso leva o homem a descobrir que a própria realização é viver intensamente o momento presente, percebendo-o como lugar de relação com o Deus que dá a vida. Felicidade é viver o presente. A felicidade consiste em usufruir a vida presente que, intensamente vivida, é a própria eternidade”.
No capítulo 3, versículos 9 a 14, ele pontifica: “Que proveito o trabalhador tira de sua fadiga? Observei a tarefa que Deus entregou aos homens, para com ela se ocuparem: tudo o que Ele fez é apropriado para cada tempo. Também colocou o senso da eternidade no coração do homem, mas sem que o homem possa compreender a obra que Deus realiza do começo até o fim. Então compreendi que não existe para o homem nada melhor do que se alegrar e agir bem durante a vida.  E compreendi também que é dom de Deus que o homem possa comer e beber, desfrutando do produto de todo o seu trabalho. Compreendi que tudo o Deus fez dura para sempre. A isso nada se pode acrescentar, e disso nada se pode tirar”.
Segundo as informações do próprio Livro, ele foi escrito há 2.250 anos. E naquela época, o rei Coélet já tinha uma percepção muito clara do aproveitamento do momento presente.
Dando um salto no tempo e no espaço, reuni outra citação colhida ao correr do mouse no Google, de autoria desconhecida:
“Em toda vida humana surge um momento supremo....
Um dia, uma noite, uma manhã, uma tarde, uma hora decisiva, um instante oportuno...
Feliz é quem sabe esperar...
E que de pé, à proa da barca da vida,
trabalha e vigia pronto a aproveitar o momento em que a ocasião estender a sua mão,
quando no relógio do destino
soar o ‘Agora’”.
E em pleno século 21, Eckhart Tolle, em seu livro “O PODER DO AGORA”, de cujo teor me ocupo pela terceira vez, demonstra claramente para quem souber ler, ver e ouvir, um guia para a iluminação espiritual, demonstrando a importância de viver no momento presente, que não precisamos do passado e que o futuro não passa de uma quimera, de uma expectativa ilusória.
Mostra também que “...não há nada errado em estabelecermos metas e nos empenharmos para conseguir bens.O erro reside em usar tudo isso como um substituto para o sentimento da vida, para o Ser”. E que “...a gratidão pelo momento presente e pela plenitude da vida atual é a verdadeira  prosperidade”.
No mesmo tom, Charles Chaplin ensina: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
O renomado e saudoso professor Rubem Alves disse: “A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente”.
A conclusão a que eu chego é de que existe sim um momento supremo. E esse momento é o Agora. E para fazê-lo supremo, depende de cada um de nós. Supremo e permanente.
Vamos fazê-lo?
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Existe um momento supremo em nossas vidas? Um momento em que se atinge um clímax, em que tudo se realiza? Nesse caso é um momento só? Único? Isolado?

Será no nascimento? Na formatura? No casamento? No nascimento dos filhos? Na morte?

 
Ko'ape ha ko'ãnga PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 14 de Fevereiro de 2018 14:06
KO’ÁPE HA KO’ÃNGA
O ofício de escrevinhador que assumi há quase nove anos me proporciona um constante  meio de atualização e acompanhamento do que acontece principalmente em mim. Assim expresso meu pensamento e o compartilho com os leitores, hoje mais de 900 pessoas que recebem semanalmente meus artigos, que publico também no site www.heitorfreire.com.br.
No site que registra todos os 362 artigos escritos até hoje – este é o de número 363 –, há, por exemplo, cinco artigos que tiveram mais de 1.000 acessos. A quase totalidade teve centenas de acessos, o que abrange um universo imensurável. Sem contar os leitores do Facebook, onde também os publico. E ainda podem ser lidos no Campo Grande News e no O Estado de MS, às quintas feiras.
As manifestações que recebo por email são, também, motivadoras para a continuidade do trabalho, que passam primeiro pelo crivo da minha leitora preferida, Rosaria, e depois pela revisão da minha filha Raquel.
Já recebi muitas sugestões para publicar os artigos em livro, mas sinto que a publicação em nuvem, no site, abre um leque muito maior de leitores. E não saberia selecionar artigos para uma publicação impressa.
Agora mesmo, sobre o artigo anterior, Hic et nunc, recebi um comentário de um amigo e antigo colega no Banco do Brasil, que conheci em Ponta Porã, nos idos de 1960, Luiz Carlos Pinho de Assis: “A Cecy, nossa escritora ‘preferida’, que também é autora do único dicionário de Guarani/Português do Brasil, te brinda com a expressão "Hic et nunc" em Guarani: "Ko'ápe ha ko'ãnga"” (Título deste artigo).
O Luiz Carlos me enviou um exemplar do dicionário, que está em revisão para sua terceira edição. Trata-se de uma obra inédita e que, certamente, serve para difusão do idioma guarani, a segunda língua oficial do Paraguai, e demonstra o conhecimento e a capacidade de estudo da Cecy, esposa do Luiz Carlos. E que será objeto de um artigo futuro.
Agora, aproveitando ainda a questão do estar presente, do aqui e agora, quando comecei a perceber a diferença que se manifestou em mim com sua prática, verifiquei que se abriu um entendimento fantástico, que de imediato aceitei e passei a praticar.
De repente, o tempo deixou de ser a ilusão que todos buscamos. O passado deixa de existir e o futuro de nos angustiar. E a mente, esse tirano que nos escraviza, quando devidamente entendida, passa a ser um instrumento de trabalho realizador dos nossos anseios.
O despertar proporcionado pelo poder do agora enriqueceu meu autoconhecimento, valorizando e enriquecendo o momento atual, o local verdadeiro onde tudo acontece.
A ilusão proporcionada pela mente se desfaz. A vida se torna leve e agradável. O sentimento prevalece. Os problemas criados pela mente precisam de tempo para sobreviver.  Eles não conseguem permanecer na atualidade do agora.
Focalizando a atenção no agora, deixamos de ser dominados pela mente e nos livramos do seu poderio. A mente cria uma série de problemas cuja solução depende do tempo, nos inunda com uma infinidade de pensamentos ao mesmo tempo, para nos distrair e não percebermos o infinito poder do agora.
Recomendo a leitura do livro “O PODER DO AGORA”, de Eckhart Tolle, que é um dos maiores fenômenos da literatura espiritual, com mais de oito milhões de livros vendidos em todo o mundo. Representa a oportunidade de um estudo sério e aplicado para que se possa apreender o conjunto do significado do Agora. Vale a pena. Comprei o meu exemplar pela Estante Virtual (www.estantevirtual.com.br), por R$ 10,00. Isso mesmo, mais o custo do envio.
Então amigos, vivamos o “Ko’ape há ko’ãnga”, aqui e agora. Obrigado Luiz Carlos.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

O ofício de escrevinhador que assumi há quase nove anos me proporciona um constante  meio de atualização e acompanhamento do que acontece principalmente em mim. Assim expresso meu pensamento e o compartilho com os leitores, hoje mais de 900 pessoas que recebem semanalmente meus artigos, que publico também no site www.heitorfreire.com.br.

No site que registra todos os 362 artigos escritos até hoje – este é o de número 363 –, há, por exemplo, cinco artigos que tiveram mais de 1.000 acessos. A quase totalidade teve centenas de acessos, o que abrange um universo imensurável. Sem contar os leitores do Facebook, onde também os publico. E ainda podem ser lidos no Campo Grande News e no O Estado de MS, às quintas feiras.

 
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