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O instituto e seus associados centenários PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 02 de Maio de 2017 21:57
O INSTITUTO E SEUS ASSOCIADOS CENTENÁRIOS
O Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Mato Grosso do Sul, guardião da história em nosso estado e cuja riqueza maior e mais significativa são seus associados, orgulha-se de comemorar neste ano de 2017 o centenário de nascimento de dois de seus mais ilustres associados: Paulo Coelho Machado e Wilson Barbosa Martins. Renato Alves Ribeiro, que completa o trio, vai comemorar o seu centenário em 2018. Os dois últimos ainda estão entre nós. Tinham uma característica em comum, os três pertenceram à UDN – União Democrática Nacional, partido político que depois foi extinto pelo golpe militar de 64.
Paulo Coelho Machado, advogado, historiador, cronista-mór da nossa cidade, nascido em 16 de dezembro de 1917 em São Paulo, sempre fazia questão de se apresentar como campo-grandense pelo amor que tinha pela nossa cidade. Foi fundador do Instituto e seu presidente por longos anos.
Paulo Machado foi também professor de Direito.  Membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, secretário de Agricultura de Mato Grosso e presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul).
Paulo Machado presidiu a Liga Sul-Mato-Grossense Pró-Divisão do Estado de Mato Grosso. Escreveu “A Parceria Pecuária” (1972), “A Criminalidade em Mato Grosso”, “Processo e Julgamento de Nosso Senhor Jesus Cristo” (1954), “Arlindo de Andrade, Primeiro Juiz de Direito de Campo Grande” (1988); e a série Pelas Ruas de Campo Grande — “A Rua Velha” (1990), “A Rua Barão” (1991), “A Rua Principal” (1991), “A Rua Alegre”, “A Grande Avenida”, (2000).
Paulo presidiu ainda importantes associações em Campo Grande, como o Sindicato Rural de Campo Grande, Cruz Vermelha Brasileira, Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, Rádio Clube, Rotary Club, e a Associação sul-mato-grossense de Criadores de Nelore.
Foi vereador por dois mandatos, jornalista e diretor do “O Campograndense”, secretário de estado da Agricultura e, depois, da Indústria e Comércio de Mato Grosso. Enfim, um cidadão comprometido com nossa cidade e nossa gente.
Wilson Barbosa Martins, advogado de renome, político atuante, foi prefeito de Campo Grande, deputado federal – tendo o seu mandato cassado pelo golpe de 1964 –, senador da República e governador do estado por dois mandatos. Foi o primeiro presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de Mato Grosso do Sul. Caracterizou-se pela seriedade no trato da coisa pública. No dia 21 de junho próximo completará 100 anos. É membro emérito do IHGMS.
Renato Alves Ribeiro nasceu em 6 de fevereiro de 1918 em Aquidauana e viveu na  histórica fazenda Taboco, imortalizada em sua obra, “Fazenda Taboco – 150 anos – Balaio de Recordações”. Vai completar 100 anos no ano que vem. É neto do Coronel Jejé e filho do Coronel Zelito, chefes políticos de grande influência no estado e na região de Aquidauana. É membro emérito do IHGMS.
Engenheiro agrônomo, formado em 1940 pela Faculdade de Agronomia em Viçosa, Minas Gerais, e pecuarista famoso em Mato Grosso do Sul, Renato reconhecidamente é um administrador competente e inovador, observando e aplicando modernos recursos na condução de seus negócios. Cidadão prestante, sempre esteve voltado para a comunidade. Presidiu o Sanatório São Julião e também a Associação Beneficente de Campo Grande – Santa Casa por dois mandatos, onde mercê de sua capacidade conseguiu pagar com dois anos de antecedência o financiamento da Caixa Econômica Federal obtido para a construção daquele hospital.
Completam o quadro de associados eméritos do IHGMS: Francisco Leal de Queiróz, advogado; José Couto Vieira Pontes (fundador do Instituto) juiz de direito aposentado; João Pereira da Rosa, médico; Pedro Chaves dos Santos Filho, senador da República; e, por fim, o benjamin do quadro, o empresário Rosário Congro Neto.
É um raro privilégio ombrear-me com tantos e ilustres personagens vivos da nossa história.
Heitor Freire – titular da cadeira 37 do IHGMS.

O Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Mato Grosso do Sul, guardião da história em nosso estado e cuja riqueza maior e mais significativa são seus associados, orgulha-se de comemorar neste ano de 2017 o centenário de nascimento de dois de seus mais ilustres associados: Paulo Coelho Machado e Wilson Barbosa Martins. Renato Alves Ribeiro, que completa o trio, vai comemorar o seu centenário em 2018. Os dois últimos ainda estão entre nós. Tinham uma característica em comum, os três pertenceram à UDN – União Democrática Nacional, partido político que depois foi extinto pelo golpe militar de 64.

Última atualização em Seg, 08 de Maio de 2017 19:41
 
Historiae Testes(*) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 19 de Abril de 2017 16:19
HISTORIAE TESTES (*)
A história da humanidade é contada em ciclos e por intermédio dos grandes espíritos que, de tempos em tempos, encarnam para orientar e servir de exemplo aos homens. De todos os que já passaram por este planeta, o que mais se destacou, foi sem dúvida, Jesus. Tanto que a história do mundo ocidental é dividida, antes e depois do seu nascimento.
Mas como massa humana que se espalha por todo o globo terrestre, entendo que cada um dos habitantes deste planeta, a seu tempo e hora, faz parte da memória. Cada um é ator e protagonista da própria vida.
Somos todos testemunhas da história. Neste contexto, a importância do registro da trajetória de cada um, que fica quase sempre, quando fica, adstrito à sua própria família, nos torna participantes ativos, embora anônimos, desse monumental movimento que é a vida.
Jean-Yves Leloup, escritor, PhD em Psicologia Transpessoal, filósofo, sacerdote hesicasta – aquele que dedica-se ao universo interior e à prece – , poeta e notável intérprete das palavras de Cristo, integrante da Igreja Ortodoxa,  é um defensor ardoroso da união entre ciência e espiritualidade, tema desenvolvido ao longo de sua obra.
E nesta época da páscoa, que quando deixa de ser comemorada de forma festiva com tanta influência da mídia para nos levar a uma reflexão sobre o momento que estamos vivendo, somos chamados por Leloup a um entendimento verdadeiro do seu significado.
Ele nos brindou com um poema, Páscoa, que transcrevo abaixo:
“Sede passantes
Este tema da passagem é o tema da Páscoa.
Pessah em hebraico, quer dizer passagem.
A passagem, no rio, de uma margem à outra margem,
a passagem de um pensamento a outro pensamento,
a passagem de um estado de consciência
a outro estado de consciência.
A passagem de um modo de vida
a um outro modo de vida.
Somos passageiros.
A vida é uma ponte e, como diziam os antigos,
não se constrói sua casa sobre uma ponte.
Temos que manter, ao mesmo tempo,
as duas margens do rio, a matéria e o espírito,
o céu e a terra, o masculino e o feminino e
fazer a ponte entre estas nossas diferentes partes,
sabendo que estamos de passagem.
É importante lembrar-se do caráter passageiro de nossa existência,
da impermanência de todas as coisas,
pois o sofrimento geralmente é de querermos fazer durar
o que não foi feito para durar.
A grande Páscoa é a passagem desta vida mortal para a vida eterna,
é a abertura do coração humano ao coração divino.
É a passagem da escravidão para a liberdade,
passagem que é simbolizada pela migração dos hebreus,
do Egito para a terra Prometida.
Mas não é preciso temer o Mar Vermelho.
O mar de nossas memórias, de nossos medos, de nossas reações.
Temos que atravessar todas estas ondas, todas estas tempestades,
para tocar a terra da liberdade,
o espaço da liberdade que existe dentro de nós.
Sede passantes.
Creio que esta palavra é verdadeiramente um convite
para continuarmos nosso caminho
a partir do lugar onde algumas vezes paramos.
Observemos o que para a vida em nós,
o que impede o amor e o perdão,
onde se localiza o medo dentro de nós.
É por lá que é preciso passar, é lá o nosso Mar Vermelho.
Mas, ao mesmo tempo, não esqueçamos a luz,
não esqueçamos a liberdade, a terra que nos foi prometida”.
Disse tudo.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.
(*) Testemunhas da História.

A história da humanidade é contada em ciclos e por intermédio dos grandes espíritos que, de tempos em tempos, encarnam para orientar e servir de exemplo aos homens. De todos os que já passaram por este planeta, o que mais se destacou, foi sem dúvida, Jesus. Tanto que a história do mundo ocidental é dividida, antes e depois do seu nascimento.

 
Casa Hildebrando Campestrini PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 15 de Abril de 2017 22:48
CASA HILDEBRANDO CAMPESTRINI
No dia 1º de abril, com a presença da quase totalidade dos associados, foi descerrada a placa que denominou o prédio do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul com o nome de HILDEBRANDO CAMPESTRINI.
Uma justa homenagem a quem dedicou os últimos quinze anos de sua vida a registrar a história da nossa gente e do nosso estado. Na qualidade de presidente do Instituto o professor Campestrini cumpriu essa missão de uma forma apaixonada e com uma disciplina invejável.
Em emocionado discurso, seu filho Hildebrando Júnior, falou do amor de seu pai pelo Instituto que considerava sua segunda casa. “Aqui ele depositava sua vontade de criar um mundo melhor, e nesta casa, em conjunto com cada um dos senhores e senhoras, seu desejo por muitas vezes foi realizado”.
E continuou: “Nele havia um desejo latente de fortalecer no povo sul-mato-grossense o sentimento de pertencimento, desejo esse que o movia. Ele tentou levar a cada cidadão desta terra o orgulho e o conhecimento de sua história, principalmente por gratidão àqueles que lutaram bravamente por este chão e um desejo de ensinar incessante”.
Disse ainda: “Acredito que esse foi o seu legado, o legado que esta casa deve considerar ao pensar em seus próximos passos, afinal, nós, sul-mato-grossenses de todas as origens, devemos saber o quanto de sangue e suor foi derramado para que exista hoje um estado pujante, forte e cheio de esperança”.
Na ocasião, a professora Silvia Regina Roberto, a viúva, que testemunhou sua dedicação constante, disse que o Instituto, era a grande motivação e inspiração da vida dele. O professor Campestrini respirava o Instituto.
O professor Paulo Eduardo Cabral, atual presidente do Instituto, encerrando a comovente cerimônia, disse da responsabilidade de sucedê-lo na presidência e do compromisso de todos os associados de dar continuidade à sua obra.
Campestrini foi um mestre como poucos. Teve milhares de alunos. Dos que eu conheci, todos se referiam a ele com reverência. Ele não alisava. Era rígido, exigente, não tolerava mediocridade.
Um gigante, mestre dos mestres na cultura, dedicou sua vida à pesquisa, à história, ao ensino. Foi professor, em sala de aula, por mais de cinquenta anos.
Era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, fundado por D. Pedro II. O único em nosso estado. Foi ainda acadêmico da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, da qual foi presidente.
Foi também professor na Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça, ministrando aulas para juízes. Fazia palestras por todo o Brasil, nos tribunais de Contas e de Justiça ensinando como redigir ementas, etc.
Definia-se como agnóstico. E dialético. Buscava sempre a melhor solução. Era um verdadeiro operário do saber. Trabalhava sem cessar. De domingo a domingo.
Recuperou para a cultura a obra de Hélio Serejo – jornalista e escritor sul-mato-grossense que retratou o ciclo da erva-mate, registrando o dia-a-dia dos trabalhadores nos ervais. Serejo foi tão importante que dá nome à ponte que liga o estado de São Paulo ao de Mato Grosso do Sul. O legado de Serejo resultou num conjunto de 50 livros, significativo e importante, revisto e editado pelo professor. Campestrini que assina as notas adicionadas à obra.
O professor também editou, entre tantos outros livros, Inocência, de Visconde de Taunay, uma obra tão importante que, por iniciativa dele e decisão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, tornou-se oficialmente o livro-símbolo do nosso estado, tendo sido adaptado para o cinema sob a direção de Walter Lima Jr, com Fernanda Torres no papel principal.
A realização de que mais se orgulhava o professor Campestrini era A Enciclopédia das Águas de Mato Grosso do Sul, uma obra ciclópica, um inventário literário de todos os cursos d’água de nosso estado, desde rios, córregos, corixos, etc., com 7.119 verbetes e 154 cartas hidrográficas. O livro foi editado sob sua coordenação e com a participação dos professores Ângela Antonieta Atanásio Laurino, Arnaldo Menecozzi e Francisco Mineiro Júnior. Não existe obra similar no Brasil.
Também de autoria de Campestrini o livro A História de Mato Grosso do Sul encontra-se na oitava edição. O professor editou mais de quarenta livros na série Memórias Sul-Mato-Grossenses.
O professor era também um homem voltado para as instituições filantrópicas. Foi associado da Associação Beneficente de Campo Grande, Santa Casa, da qual foi membro do conselho de administração e defensor intransigente da entidade.
Convivi com ele diuturnamente, nos últimos 14 anos. Fui convidado pelo professor para ser seu vice-presidente no Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, em 2002. Disse-lhe, que eu não era professor, nem escritor, e não via como participar de uma instituição como aquela. Mas fui convencido e aceitei o desafio, que culminou sendo  uma oportunidade de aprendizado constante.
Hildebrando Campestrini foi para mim um mestre que marcou minha vida de forma indelével.
A homenagem que lhe foi prestada é um justo reconhecimento e também um legado para o nosso estado.
Heitor Freire – associado do IHGMS.

No dia 1º de abril, com a presença da quase totalidade dos associados, foi descerrada a placa que denominou o prédio do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul com o nome de HILDEBRANDO CAMPESTRINI.

Uma justa homenagem a quem dedicou os últimos quinze anos de sua vida a registrar a história da nossa gente e do nosso estado. Na qualidade de presidente do Instituto o professor Campestrini cumpriu essa missão de uma forma apaixonada e com uma disciplina invejável.

 
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