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Da influência do comportamento PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 18 de Novembro de 2019 20:21
DA INFLUÊNCIA DO COMPORTAMENTO
Neste momento de caos que estamos vivendo em todo o mundo com as pessoas agredindo-se mutuamente, gerando conflitos, desentendimentos, competitividade agressiva, radicalizando posições, partindo para o tudo ou nada, começa a brilhar no horizonte uma luz de paz e amor que aos poucos vai contagiando e que vai promover uma mudança no comportamento de muitos pela sua força natural: a gentileza.
Aqui no Brasil nós acompanhamos, há muitos anos, a campanha feita pelo Profeta Gentileza (apelido de José Datrino), já falecido, que andava nas ruas de cabelos longos e barba comprida vestido com uma túnica branca e difundia o seu bordão: “Gentileza gera gentileza”. Ele dedicou a vida a promover sua filosofia, viajando pelo país de Norte a Sul.
A noção de gentileza chegou às manchetes recentemente. Foi uma parte essencial do elogio do ex-presidente americano Barack Obama ao veterano parlamentar democrata Elijah Cummings, após sua morte no mês passado: "Ser um homem forte inclui ser gentil. Não há nada de fraqueza na bondade e na compaixão. Não há nada de fraqueza em cuidar dos outros. Você não é um otário por ter integridade e tratar os outros com respeito", disse Obama.
Daniel Fessler, diretor do Instituto Bedari Kindness da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, está realizando pesquisas “para entender por que a gentileza pode ser tão escassa neste  mundo moderno e para superar a divisão entre ciência e espiritualidade”.
Alguns dos projetos do instituto incluem examinar antropologicamente como a bondade se espalha entre as pessoas, analisar sociologicamente como aqueles que se comportam mal podem ser persuadidos a serem gentis e pesquisar pelo viés da psicologia como a gentileza pode melhorar o humor e reduzir os sintomas de depressão.
Isso pode ser uma questão de vida ou morte, dizem especialistas do Instituto Bedari Kindness. Em seu trabalho, Fessler analisou como as pessoas podem ser motivadas a serem gentis, simplesmente testemunhando atos de bondade e descobrindo quem é afetado por essa "gentileza contagiosa".
"Acho justo dizer que vivemos em uma época nada gentil. Tanto nos Estados Unidos quanto no mundo estamos vendo um crescente conflito entre indivíduos que têm visões políticas diferentes ou seguem religiões diferentes."
A gentileza, diz ele, são "os pensamentos, sentimentos e crenças associados a ações que pretendem beneficiar os outros, em que beneficiar os outros é um fim em si mesmo, não um meio para um fim". E a falta de gentileza reflete, por outro lado, "a falta de valorização do bem-estar dos outros".
"Nossa observação parte do ponto de vista científico. Estamos falando da psicologia, da biologia e das interações sociais positivas", diz
"Não é o caso de nos colocarmos em uma torre de marfim. Queremos usar essa pesquisa sobre pessoas no mundo real para criar políticas concretas e fazer a diferença." E esse "momento histórico é o momento certo para fazer isso", diz ele.
"Ser gentil, pensar em como você pode ser gentil com os outros, reduz a pressão arterial. Tem benefícios terapêuticos para o tratamento de depressão e ansiedade", diz Fessler
Quando as pessoas vêem atos gentis, são inspiradas a replicá-los, diz ele — “mas ainda estamos tentando entender os mecanismos da gentileza”
Em função desse movimento, foi criado o Dia Mundial da Gentileza, 13 de novembro.
Ou seja, a luz que começou a brilhar no horizonte está se expandindo gradativamente por todas as partes.
Graças a Deus!
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Neste momento de caos que estamos vivendo em todo o mundo com as pessoas agredindo-se mutuamente, gerando conflitos, desentendimentos, competitividade agressiva, radicalizando posições, partindo para o tudo ou nada, começa a brilhar no horizonte uma luz de paz e amor que aos poucos vai contagiando e que vai promover uma mudança no comportamento de muitos pela sua força natural: a gentileza.

 
Mais uma do doutor Esacheu PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 09 de Novembro de 2019 20:42
MAIS UMA DO DOUTOR ESACHEU
A Santa Casa de Campo Grande inaugurou no dia 8 deste mês as novas instalações da Unidade de Oncologia, que leva o nome de Elisbério de Souza Barbosa, um dos mais eméritos filantropos da Santa Casa, No século passado, sempre de forma generosa e constante ele fez doações que dotaram nosso hospital com as melhores condições possíveis para um atendimento humanizado à população carente quando ainda não existia o Sistema Único de Saúde (SUS).
O trio de ouro de filantropos naquela época era constituído por Elisbério de Souza Barbosa, Laucídio Coelho e Naim Dibo, empresários de destaque em nossa história econômica que sempre tiveram um olhar voltado para a caridade. Esperamos que o exemplo desses cidadãos motive nossos atuais empresários para contribuir também com a Santa Casa.
Como nada acontece por acaso, a inauguração se deu exatamente no dia de aniversário de Elisbério, que nasceu no dia 8 de novembro de 1888. Ele era dotado de espírito humanitário e foi um grande pecuarista, tendo inovado no seu ramo de atividade e contribuído para o aperfeiçoamento da pecuária em nosso estado.
A Unidade de Oncologia vai permitir um aumento significativo no número de atendimentos, que vai passar de 1.500 para 3 mil pacientes por mês. As novas instalações elevam a Unidade de Oncologia, mutatis mutandis, ao nível da Unidade de Traumatologia, dotando nosso hospital dos melhores meios para o pleno atendimento de média e alta complexidade.
A nova unidade possui um espaço físico moderno, com tecnologia de ponta, quinze leitos de infusão, sala de emergência, quatro consultórios, banheiros adaptados para acessibilidade dos usuários e demais dependências, que proporcionarão atendimento humanizado.
O mês de novembro é recentemente chamado de novembro azul, por ser dedicado à campanha de prevenção do câncer de próstata. O ônibus do projeto de prevenção do câncer já está no estacionamento da Santa Casa à disposição da população oferecendo exames gratuitos de mamografia, preventivo de câncer de colo de útero e de câncer de próstata.
A cerimônia de inauguração esteve plena de espiritualidade e de emoção, que empolgou todos os presentes. Em nome da família de Elisbério, sua neta Maria Olga Mandetta, discorreu sobre o espírito humanitário de seu avô.
Falaram também a coordenadora do Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande, Maria Auxiliadora Fortunato, e a coordenadora do Conselho Local de Usuários, Cleonice Albres. O médico Fabrício Colacino, coordenador do serviço de oncologia relatou a importância da ampliação do espaço e a possibilidade de oferecer melhores condições aos pacientes, e depois agradeceu a realização deste sonho e o decisivo apoio do presidente da Santa Casa, Esacheu Nascimento.
Foi prestada homenagem ao presidente da Santa Casa e aos médicos Fabrício Colacino e José Maria Ascenço feita pelos pacientes Gilberto Luis Martinovsky e Carlos Miranda, como reconhecimento testemunhal da competência, qualidade e humanidade no tratamento a que estão sendo submetidos há muitos anos.
O padre Marcelo Tenório de Almeida e do pastor Adão José Pereira, deram as bênçãos às novas instalações do hospital.
No encerramento da cerimônia o presidente Esacheu Nascimento fez uma retrospectiva da sua administração, agradecendo o apoio recebido de sua diretoria e do conselho de administração, do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e de toda a comunidade convocando todos a seguir no espírito que sempre norteou o relacionamento da nossa população com a Santa Casa, a solidariedade. Ele aproveitou a ocasião para divulgar a criação da Central de Dízimo Santa Casa que vai ser o instrumento de participação de todos em benefício da entidade e seus pacientes.
A administração presidida pelo dr. Esacheu registra mais uma conquista real, efetiva e demonstrativa do acerto de suas decisões e de sua capacidade gerencial, com ações concretas e benéficas para a saúde da população.
Heitor Rodrigues Freire – Vice-presidente da ABCG Santa Casa.

A Santa Casa de Campo Grande inaugurou no dia 8 deste mês as novas instalações da Unidade de Oncologia, que leva o nome de Elisbério de Souza Barbosa, um dos mais eméritos filantropos da Santa Casa, No século passado, sempre de forma generosa e constante ele fez doações que dotaram nosso hospital com as melhores condições possíveis para um atendimento humanizado à população carente quando ainda não existia o Sistema Único de Saúde (SUS).

 
A Serra de Maracaju e seus cenários PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 01 de Novembro de 2019 22:36
A SERRA DE MARACAJU E SEUS CENÁRIOS.
O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul desde 2006, realiza anualmente um seminário de desenvolvimento institucional –, coordenado desde o princípio e até hoje, por Vera Tylde de Castro Pinto e por mim, associados do Instituto –, abordando temas dos mais diversos que vão desde história, cultura, geografia, turismo, meio ambiente, empreendedorismo e culinária até o papel da mulher em nosso estado.
Neste ano, nos dias 28 e 29 de outubro, a XIV edição do seminário, teve como tema “A Serra de Maracaju e Seus Cenários”. Foi uma oportunidade que proporcionou a todos os presentes um enriquecimento cultural de alta significação.
Na abertura, o diretor de relações institucionais do Instituto, professor Américo Calheiros – que sugeriu o tema –, fez diversas considerações a respeito da influência mágica da Serra de Maracaju em toda a população do nosso estado.
A seguir, o professor Arnaldo Menecozzi, membro do Instituto – coautor da Enciclopédia das Aguas, carro chefe das publicações do IHG –, nos ensinou o verdadeiro significado da geografia. Sua palestra foi “A Serra de Maracaju e a Geografia”.
Depois foi a vez do professor Gilson Rodolfo Martins, vice-presidente do Instituto, com o tema “A Serra de Maracaju e os Seus Sítios Arqueológicos” – que foi objeto de sua tese de doutorado, com mais de 10 anos de pesquisas –, apresentando dados que remontam há mais de 15 mil anos, provando que muito antes dos índios que povoaram nosso estado já tivemos habitantes que deixaram marcas em diversas partes da Serra.
Logo depois apresentou-se o poeta e performista Ruberval Cunha, que encantou a plateia com sua performance e estimulou a participação de todos.
As palestras da noite foram encerradas pelo professor Paulo Eduardo Cabral, ex-presidente do Instituto, com o tema “A Serra de Maracaju na História e na Cultura”, demonstrando a influência mitológica da região e enumerou diversos eventos históricos que a tiveram como cenário, tais como a Guerra da Tríplice Aliança e a Revolução Constitucionalista de 1932.
No encerramento da primeira noite, foi servida uma bela sopa paraguaia, uma tradição que herdamos da cultura guarani e desde muito tempo foi incorporada à nossa culinária.
No dia 29, a palestra de abertura foi “A Serra de Maracaju e a Literatura”, da escritora e poeta Raquel Naveira, que emocionou a platéia com sua vibrante e marcante participação, levando-nos a uma viagem no tempo, evocando o Visconde de Taunay, que deixou registros históricos como A Retirada de Laguna, Memórias (no qual narrou sua história de amor com a índia Antônia) e Inocência – romance símbolo de Mato Grosso do Sul.
Raquel Naveira também contou sobre a visita de Guimarães Rosa ao nosso estado em 1952, que rendeu relatos importantes sobre vários locais por onde o escritor passou como Sanga Puitã, Ponta Porã, Campo Grande, Piraputanga, Aquidauana e a Serra de Maracaju que lhe despertou grande fascínio. Raquel também lembrou do importante trabalho dos irmãos Manoel de Barros e Abílio, e dos músicos Paulo Simões e Almir Sater, que igualmente se inspiraram no esplêndido cenário da Serra.
No intervalo, foi prestada uma homenagem à professora Maria Madalena Dib Mereb Greco, diretora executiva do Instituto, que se transformou na espinha dorsal do IHG, por sua dedicação e competência. Foi um momento emocionante que registrou a gratidão de todos os associados por ela.
A parte artística ficou por conta do violonista e professor de música Gregg Antunes, que brindou aos presentes com várias músicas do repertório internacional e também do nosso cancioneiro.
A última palestra, “A Serra de Maracaju e o Inconsciente Coletivo”, apresentada pelo psiquiatra Alex Leite de Melo, que exibiu um estudo sobre a evolução da ciência no campo da mente, passando por Pavlov, Freud, Jung e outros estudiosos eméritos, mostrando que o inconsciente coletivo depende de fatores genéticos que se transmitem de geração a geração.
Depois, na função de mestre de cerimônias do evento comentei sobre a importância da Serra no imaginário e no sentimento de nossa gente. A influência é tão forte que a energia que irradia da Serra se refletiu no tempo e no espaço. Por exemplo, em 1921, quando um grupo de maçons – que anteriormente fundaram a Santa Casa –, criaram a primeira Loja Maçônica de Campo Grande, a denominaram Oriente Maracaju nº 1. Onze anos depois, em 1932, um grupo de estudantes universitários fundou no Rio de Janeiro a Liga Sul-Mato-Grossense de Estudantes que visava a divisão do estado de Mato Grosso com a criação do estado de Maracaju. Esses estudantes sob a liderança de Ruben Alberto Abbott Castro Pinto, primeiro e único presidente da Liga, tornaram-se depois políticos que marcaram a história do nosso estado.
Ao final, foi feito o lançamento do livro Memórias do Sedims, um registro de todos os seminários já realizados, contendo o artigo de um palestrante de cada ano. O livro tem a edição caprichada de Marília Leite, com impressão da Life Editora. O livro foi patrocinado pelo empresário Sinval Martins de Araújo a quem registramos o nosso agradecimento.
E last but not least, foi servida mais uma rodada de sopa paraguaia. E assim, fechamos com chave de ouro um evento maiúsculo.
Heitor Rodrigues Freire – Titular da cadeira 37 do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, coordenador do Sedims e mestre-de-cerimônias do IHGMS.

O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul desde 2006, realiza anualmente um seminário de desenvolvimento institucional –, coordenado desde o princípio e até hoje, por Vera Tylde de Castro Pinto e por mim, associados do Instituto –, abordando temas dos mais diversos que vão desde história, cultura, geografia, turismo, meio ambiente, empreendedorismo e culinária até o papel da mulher em nosso estado.

 
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