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Da epifania PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 12 de Janeiro de 2018 15:07
DA EPIFANIA
Todos nós temos em nossas vidas momentos mágicos, de vitórias, de derrotas, de avanços, de atrasos, de evolução, de êxtase. São momentos em que nos realizamos, em que nos empolgamos. São momentos de epifania, de consagração.
Epifania é o instante do esclarecimento, é o momento do descortinar do entendimento, quando tudo passa a fazer sentido e a vida ganha novo significado. Na filosofia, é um acontecimento único, iluminado e inspirador, quase que sobrenatural em que o conhecimento acontece.
Do ponto de vista filosófico, a epifania significa uma sensação profunda de realização, no sentido de compreender a essência das coisas. Ou seja, é a sensação de considerar algo como solucionado, esclarecido ou completo.
Etimologicamente, este termo originou-se a partir do grego epiphanéia, podendo ser traduzido literalmente como “manifestação” ou “aparição”.
A epifania não acontece assim, do nada. Ela é o resultado de um conjunto de eventos presentes em nosso dia-a-dia que vão se somando aos poucos, até culminarem numa compreensão súbita, como uma iluminação aparentemente repentina, mas que na verdade levou tempo para ser construída em nossa mente.
Porém, há ainda um significado mais abrangente para o termo epifania, que no sentido religioso pode ser também de consagração, de exaltação ou até mesmo de um milagre.
Na vida de Jesus, três momentos são considerados como epifanias. O primeiro, quando os magos que vieram do Oriente se encontraram com o menino Jesus. O segundo, quando Jesus vai ao encontro de João Batista para ser batizado. E o terceiro, quando Jesus realiza seu primeiro milagre, em Canaã da Galileia, transformando a água em vinho. No meu entendimento, os momentos são quatro; acrescento também o momento maior, o da crucificação.
Esses momentos servem para nos lembrar de que epifania é o que nos conduz à entrega e à doação, é o que nos conduz a uma descoberta de que somos pessoas amadas por Deus e é também o que nos conduz à transformação e à dignidade. É o que nos capacita a estarmos mais comprometidos com a realização íntima e com a realização do outro do que com instituições, sistemas e doutrinas.
Sou um livre-pensador com formação cristã, paraguaio de origem e brasileiro por circunstância histórica, passando por influências marcantes da Igreja Católica, do Espiritismo, da Umbanda, da Seicho-No-Ie, Reiki, da Congregação da Casa de Oração, Ho’oponopono, Livro de Urântia e da Maçonaria, que são as fontes de onde, nesta encarnação, me alimentei de cada uma a seu tempo e todas moldaram meu caráter.
Desse caldeamento, filtrei alguns comportamentos, como por exemplo: buscar o entendimento de tudo que me interessa, e a partir daí, aceitar, confirmar e praticar o que aprendo, mantendo sempre um sentimento de amor, de alegria e de respeito por todas as pessoas, sem julgá-las.
Em minha vida, identifico alguns momentos de epifania: meu casamento, o nascimento de minhas filhas e dos meus netos, a minha iniciação na Maçonaria e minhas alternâncias nos negócios, quando fui algumas vezes do zênite ao nadir – das culminâncias ao abismo – e vice-versa. Foram momentos marcantes.
Esses momentos, naturalmente, acontecem na vida de todas as pessoas, de uma maneira ou de outra, mas poucas vezes são identificados como tal, como epifania, como marcantes.
Na medida em que nós nos investigamos, com o autoconhecimento, vamos encontrando e identificando esses acontecimentos. O que nos traz consciência de que nossas vidas são ricas e únicas.
Proponho que cada um busque em seu interior e em sua vida esses momentos e os vivencie com reverência.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Todos nós temos em nossas vidas momentos mágicos, de vitórias, de derrotas, de avanços, de atrasos, de evolução, de êxtase. São momentos em que nos realizamos, em que nos empolgamos. São momentos de epifania, de consagração. Epifania é o instante do esclarecimento, é o momento do descortinar do entendimento, quando tudo passa a fazer sentido e a vida ganha novo significado.

 
Ano novo, vida nova PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 02 de Janeiro de 2018 01:04
ANO NOVO, VIDA NOVA
Ano novo, vida nova é o que se escuta com muita frequência nesta época do ano. Mas, será que é assim mesmo? Não será que cada dia representa um novo começo, uma nova oportunidade que poderia ensejar a mudança?
Precisamos esperar que comece um novo ano para mudar? Precisamos agir como gado conduzido em massa, que nos digam como agir, para só então mudarmos nosso comportamento?
Na realidade, entendo que cada um de nós já foi intrinsecamente preparado para dar conta dos nossos compromissos. Cabe a cada um, por meio do autoconhecimento desvendar o enigma que é a vida. E aí reside a grande jornada da descoberta interior.
Há uma curiosa carta historicamente atribuída a Albert Einstein, um dos maiores cientistas de todos os tempos. Nessa carta, supostamente dirigida à sua filha Lieserl, o autor fala sobre a força infinita que move o mundo, o Amor.
“Lieserl, existe uma força extremamente poderosa para a qual a ciência ainda não encontrou uma explicação formal. É uma força que inclui e governa todas as outras,  está dentro de qualquer fenômeno no universo e ainda não foi identificada por nós.
Esta força universal é o Amor. Quando os cientistas buscam uma teoria unificada do universo, se esquecem da mais invisível e poderosa das forças.
O amor é luz, já que ilumina quem o dá e quem o recebe. O amor é gravidade, porque faz com que umas pessoas sejam atraídas por outras. O amor é potência, porque multiplica o melhor que temos e permite que a humanidade não se extinga no seu egoísmo cego. O amor revela e desvela. Por amor se vive e se morre!
O amor é Deus e Deus é Amor. Esta força explica tudo e dá sentido em maiúscula à vida. Esta é a variável que temos evitado durante tempo demais, talvez porque o amor nos dê medo, já que é a única energia do universo que o homem não aprendeu a manobrar segundo seu bel prazer.
Para dar visibilidade ao amor, fiz uma simples substituição na minha mais célebre equação. Se no lugar de E=mc² aceitarmos que a energia necessária para sanar o mundo pode ser obtida através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado, chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque ela não tem limite.
Após o fracasso da humanidade no uso e no controle das outras forças do universo que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia.
Se quisermos que nossa espécie sobreviva, se nos propusermos encontrar um sentido à vida, se desejarmos salvar o mundo e cada ser sinta que nele habita, o amor é a única e última resposta.
Cada individuo leva no seu Interior um pequeno mas poderoso gerador de amor cuja energia espera ser liberada.
Quando aprendermos a dar e receber esta energia universal, querida Lieserl, comprovaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida”.
Einstein, um judeu e cientista, portanto um homem da seara da “razão” teria formulado uma definição de amor muito próxima à mensagem que Jesus deixou há mais de dois mil anos: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.
Assim, se entendermos e utilizarmos o amor como a energia que move o universo, provavelmente colheremos amor, perdão, compreensão e sorrisos. Muitas pessoas ficam esperando as oportunidades chegarem, mas para ser um verdadeiro vencedor é preciso também assumir riscos, realizar coisas.
Assim, no próximo final de ano comemoraremos os resultados obtidos, Precisamos ver a passagem do tempo como uma conquista. Também é preciso não se arrepender das coisas que deixamos de fazer. Por isso, vamos tomar a iniciativa, não esperemos muito, assumamos.
Não vamos nos omitir. Façamos, mesmo errando. Aprendamos com os nossos erros. Arrisquemos, para conseguir algo novo. Sejamos entusiasmados com a vida, acreditemos em nossa capacidade de transformar a realidade.
Não esperemos saber tudo para agir. A própria ação desenvolve o saber.
Se continuarmos fazendo o que sempre fizemos, continuaremos obtendo sempre o mesmo resultado. Façamos diferente.
Feliz Ano Novo.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Ano novo, vida nova é o que se escuta com muita frequência nesta época do ano. Mas, será que é assim mesmo? Não será que cada dia representa um novo começo, uma nova oportunidade que poderia ensejar a mudança?

Precisamos esperar que comece um novo ano para mudar? Precisamos agir como gado conduzido em massa, que nos digam como agir, para só então mudarmos nosso comportamento?

 
Boas Festas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 24 de Dezembro de 2017 15:23
BOAS FESTAS
O mês de dezembro tem, realmente, uma característica diferente: a magia do Natal.
Mesmo com todo o marketing voltado para o consumismo, inundando todos os meios de comunicação, com campanhas desde as mais criativas até as mais apelativas, a magia emerge soberana emocionando todos nós quando soam os sinos do Natal.
Não tem como não se comover. O nascimento de Jesus é um marco na história da humanidade. Tanto que tudo se conta antes e depois do seu nascimento. É um divisor de águas.
A música “Noite Feliz” com seus acordes característicos, quando começa a tocar já desperta uma ligação natural com a fonte da vida,com o amor. E isso faz com que haja uma fluidez emocional muito forte.
Dezembro é o período que antecede um novo ano. Já nos predispõe à avaliação do que se passou. É o tempo que conduz a uma reflexão, a pensar no futuro e também o tempo de tomar as decisões que raramente serão cumpridas. Mas a magia do mês nos induz a  imaginar como poderia ter sido e como poderá ser. Mesmo que fique no plano das intenções.
É o mês em que perdoamos e também pedimos perdão. Há uma energia no ar que envolve todo o planeta. E que não se circunscreve apenas ao mundo ocidental e cristão. É importante passar uma borracha no passado. Esquecer e perdoar.
Outro dia, eu estava assistindo à novela “O outro lado do paraíso”. Havia uma cena em que Mercedes, uma sábia octogenária com poderes sobrenaturais interpretada  por Fernanda Montenegro, dá conselhos à jovem Clara (Bianca Bin), que foi mandada à força para um hospício por ordem de sua sogra, a vilã vivida por Marieta Severo. Depois de ter sido enclausurada no sanatório durante anos sem motivo, Clara reaparece rica e disposta a se vingar de todos que se uniram contra ela. Mercedes, então, ensina a Clara sobre a lenda da mulher de Ló, personagem do Antigo Testamento que foi salva da destruição de Sodoma e Gomorra, mas foi transformada em estátua de sal por ter cometido o erro de olhar para trás durante a fuga. Mercedes ensina que não se deve olhar para o passado, devemos olhar sempre para a frente.
É interessante a estratégia do autor da novela que, usando uma passagem bíblica dá, na realidade, uma importante lição de vida. Esquecer e perdoar, libertam o ser humano. Sem perdoar não tem como se pedir perdão. Jesus, cujo ministério foi de três anos, deixou uma mensagem de amor, de perdão, de procedimentos que bem interpretados e cumpridos servem de orientação para todos os atos humanos.
Foi Ele que, com sua encarnação, liderando uma equipe de 12 homens incultos e broncos, fez deles verdadeiros apóstolos, pregadores que difundiram sua lição de vida. A força do Seu exemplo permanece e se irradia por todo o planeta. Paulo que, de seu mais encarniçado e furioso perseguidor, quando tocado pela energia de Jesus no caminho de Damasco se converteu no seu mais fiel seguidor, foi o responsável pela difusão da mensagem do amor em todos os recantos por onde passou. Enfrentando a revolta dos judeus que não se conformaram com sua conversão, encarou a todos com plena convicção e firmeza, e teve que vencer a dúvida que se instalou na mente dos apóstolos de Jesus que viam nele um traidor que estaria se infiltrando para prendê-los e dispersá-los.
É essa força, essa magia, essa energia de Jesus faz renascer em todos os corações a chama do amor e da esperança. E nos leva a proclamar: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”. Como seria bom que a magia do Natal se irradiasse por todo o ano. Isso depende de cada um de nós.
Boas Festas e Feliz Ano Novo para todos.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

O mês de dezembro tem, realmente, uma característica diferente: a magia do Natal.

Mesmo com todo o marketing voltado para o consumismo, inundando todos os meios de comunicação, com campanhas desde as mais criativas até as mais apelativas, a magia emerge soberana emocionando todos nós quando soam os sinos do Natal. Não tem como não se comover. O nascimento de Jesus é um marco na história da humanidade. Tanto que tudo se conta antes e depois do seu nascimento. É um divisor de águas.

 
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