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O nosso instrumento PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 26 de Junho de 2018 23:31
O NOSSO INSTRUMENTO
Quando o homem se colocou em pé pela primeira vez e contemplou a majestosa natureza que o circundava, percebeu vagarosamente que isso e ele mesmo não poderiam ser frutos do acaso, que alguém deveria ter criado tudo aquilo. Começou a sentir no seu íntimo algo que despertou aos poucos, sua consciência.
Com o demorado processo de evolução que se instalou desde então, foram sendo criados mecanismos e instituições que identificassem e orientassem os seres humanos sobre suas origens e seu destino.
Assim surgiram as diferentes religiões, frutos da ação e do pensamento de seres iluminados que deixaram seus legados como orientação para seus adeptos. Naturalmente e para fidelizar seus seguidores, cada denominação religiosa se intitula dona da verdade.
E assim se instalaram os conflitos e as guerras, contrariando os princípios que cada organização pregava: o amor ao próximo.
Na realidade, todas as religiões têm em comum esse ponto: o amor ao próximo. Mas, ao mesmo tempo, a voracidade com que se lançam em conquistar adeptos e mantê-los deturpou seus princípios.
O amor ao próximo é o instrumento que Deus disponibilizou como o meio mais adequado para que a humanidade se encontrasse e procedesse a esse desideratum.
A maioria dos filósofos também aponta na mesma direção:
Pitágoras “Purifica teu coração, antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo”. .
Nietzsche : “Aquilo que se faz por amor, está sempre além do bem e do mal”.
Ou seja, na religião, na filosofia, na literatura, em tudo, enfim, a mensagem é a mesma: amor ao próximo.
Por que então se recebemos essa recomendação de tantas fontes, ela não encontra eco em nossas atitudes? Porque o ser humano é contraditório. Fala uma coisa e faz outra. Não há coerência entre sua palavra e seus atos.
E também porque a fonte verdadeira da transformação interior não depende de nada de fora. Ela está dentro de cada um. É mais confortável atribuir a outrem ou a algo a responsabilidade pelos nossos atos do que assumi-la nós mesmos.
Para acessarmos a fonte interior é indispensável o silêncio. Sem o silêncio não poderemos ouvir nossa mente verdadeira. Somos escravos do ego que busca, de todas as maneiras, nos manter ocupados com “bugigangas mentais” para nos distrair e nos afastar do que é verdadeiro.
Para isso é necessário um momento de reflexão, de interiorização do nosso ser em nós mesmos. Esse tempo deve ser aumentado paulatinamente para que encontremos o maior tesouro com que Deus nos dotou: o autoconhecimento.
Quando conseguirmos atingir esse estado mental, perceberemos que somos donos de um dom imensurável: a libertação de toda escravidão.
Mas conseguir essa libertação exige muito trabalho, dedicação, competência e vontade inabalável. E a preguiça predomina. Infelizmente.
É preciso vencer a preguiça e a nos libertar da pressa. O trabalho de libertação é longo, penoso, difícil. O manual de procedimentos deve ser buscado em nosso interior porque essa labuta é única. Cada um é o seu próprio Mestre.
O ego não quer perder a “boca”. Já observaram quantas vezes usamos a palavra “complicado?” . Esse é um dos artifícios da mente para continuar a nos escravizar.
Penso que no estágio em que chegamos, atingimos o patamar da grande decisão: parar de adiar esse momento da grande libertação e utilizar um dos grandes instrumentos ao nosso alcance: o amor ao próximo.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Quando o homem se colocou em pé pela primeira vez e contemplou a majestosa natureza que o circundava, percebeu vagarosamente que isso e ele mesmo não poderiam ser frutos do acaso, que alguém deveria ter criado tudo aquilo. Começou a sentir no seu íntimo algo que despertou aos poucos, sua consciência. 

Com o demorado processo de evolução que se instalou desde então, foram sendo criados mecanismos e instituições que identificassem e orientassem os seres humanos sobre suas origens e seu destino.

Assim surgiram as diferentes religiões, frutos da ação e do pensamento de seres iluminados que deixaram seus legados como orientação para seus adeptos. Naturalmente e para fidelizar seus seguidores, cada denominação religiosa se intitula dona da verdade.

E assim se instalaram os conflitos e as guerras, contrariando os princípios que cada organização pregava: o amor ao próximo.

Última atualização em Ter, 26 de Junho de 2018 23:39
 
O impacto da arte PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 18 de Junho de 2018 15:11
O IMPACTO DA ARTE
Campo Grande foi agraciada neste fim de semana com um espetáculo de dança-teatro que, certamente, é digno de ser apresentado nas maiores cidades do mundo.
Foi encenado “Cão sem plumas” pela Companhia Deborah Colker, coreógrafa das mais consagradas em nosso país. Ela foi uma das responsáveis pela coreografia de abertura das Olimpíadas do Rio em 2016, além de ter ganhado vários prêmios internacionais. Na semana passada, Deborah ganhou em Moscou o título de melhor coreógrafa do mundo pelo prêmio Benois De La Danse. Em 2011, ela dirigiu um espetáculo na prestigiosa companhia canadense Cirque du Soleil, onde comandou uma equipe de mais de 50 artistas de dez nacionalidades diferentes, e mostrou ao mundo um espetáculo que misturava samba, forró, baião, funk e carimbó.
Indicada para fazer a produção local do evento, a Marruá Arte e Cultura envolveu diretamente seus diretores e sócios, Belchior Cabral e Andréa Freire, minha filha, que arregaçaram as mangas e empolgaram a cidade, que se fez presente nas duas apresentações com um excelente público que aplaudiu intensamente, fazendo o Teatro Glauce Rocha, palco de tantas representações teatrais memoráveis, reviver seus grandes momentos.
A Companhia de Dança Deborah Colker tem o patrocínio da Petrobras desde 1995, o que representa, sem dúvida, um selo de qualidade e de garantia de um bom espetáculo.
Uma das maiores coreógrafas brasileiras, Deborah Colker é reconhecida com homenagens como o Prêmio Laurence Olivier, uma espécie de Oscar das artes cênicas.  Deborah é parte fundamental da história da dança contemporânea nacional e internacional.
Em turnê por várias cidades brasileiras com patrocínio da Petrobras, a capital sul-mato-grossense foi contemplada com um espetáculo de qualidade técnica como há muito tempo não se via por aqui. No palco, o tema é muito pertinente para a cidade: fala de problemas sociais, econômicos, políticos e sobre os recursos naturais.
O espetáculo baseia-se no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto publicado em 1950 sobre a pobreza e a seca na região do rio Capibaribe. À época, o escritor fez um alerta sobre o descaso com o rio que corta boa parte do estado de Pernambuco, como "um cão sem plumas”, “nada sabia da chuva azul”.
João Cabral de Melo Neto, pernambucano, foi escritor, poeta e diplomata brasileiro. Sua obra poética, que vai de uma tendência surrealista até a poesia popular, porém caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil. Como em toda a obra de João Cabral, em “O cão sem plumas” a poética prima pelo uso de palavras concretas.
Ao som que mistura coco, maracatu e outros ritmos do agreste pernambucano, os bailarinos mostram a pobreza da população ribeirinha e a vida no mangue. Em movimentos, eles se transmutaram em caranguejos. A apresentação também assume um papel social de conscientização sobre o uso dos recursos naturais. Deborah costuma dizer que criou um espetáculo sobre o "inconcebível, o inadmissível", sobre o que não deveria existir, não deveria ser permitido.
Para entender os detalhes, é preciso saber que na narrativa a dança-teatro se mistura com o cinema. Enquanto o filme – produzido pela coreógrafa e dirigido pelo cineasta pernambucano Claudio Assis – é projetado no palco, os bailarinos parecem se fundir às imagens.
Enfim, “Cão sem plumas” é um espetáculo que vai ficar na memória de quem o assistiu.
Parabéns, Campo Grande, que há muito tempo não se rendia ao impacto da arte.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Campo Grande foi agraciada neste fim de semana com um espetáculo de dança-teatro que, certamente, é digno de ser apresentado nas maiores cidades do mundo.

Foi encenado “Cão sem plumas” pela Companhia Deborah Colker, coreógrafa das mais consagradas em nosso país. Ela foi uma das responsáveis pela coreografia de abertura das Olimpíadas do Rio em 2016, além de ter ganhado vários prêmios internacionais. Na semana passada, Deborah ganhou em Moscou o título de melhor coreógrafa do mundo pelo prêmio Benois De La Danse. Em 2011, ela dirigiu um espetáculo na prestigiosa companhia canadense Cirque du Soleil, onde comandou uma equipe de mais de 50 artistas de dez nacionalidades diferentes, e mostrou ao mundo um espetáculo que misturava samba, forró, baião, funk e carimbó.

Última atualização em Seg, 18 de Junho de 2018 15:22
 
Da esperança PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 11 de Junho de 2018 18:06
DA ESPERANÇA
Os tempos atuais, mais do que nunca, nos motivam a buscar a esperança como fator de orientação e de inspiração para vencer os desafios que se apresentam e que, às vezes, parecem intransponíveis.
Onde está a esperança, para que eu possa usá-la? Ela está na fé que anima o ser humano, no seu íntimo, onde foi colocada por Deus. Fé que não é crença, é fidelidade. Fé vem do latim fides, que significa fidelidade.
A esperança está dentro de cada um. Não adianta buscá-la fora, como muita gente faz, porque não será encontrada. Não adianta buscá-la onde ela não está.
O professor Rubem Alves, em seu livro Pimentas (Ed. Planet), diz com muita propriedade:
Sei muito bem onde minha esperança não está. Não está nos pobres, não está nos movimentos populares, não está no povo. Não está também nas elites, sejam ricos ou doutores, intelectuais ou empresários. Não está em partido político algum, de direita ou de esquerda. E nem nos poderes legislativo, executivo, ou judiciário. Também não está nas igrejas nem nos movimentos religiosos.
Não coloco minha esperança em coisa alguma que seja definida por categorias sociais. Olho para todas elas com profundo desinteresse. Jamais comprometeria a minha vida com qualquer delas.
Onde está a minha esperança?
Numa multidão de indivíduos, independentemente do seu lugar social ou econômico, que vivem possuídos pelo sonho da vida, da beleza e da bondade. A esperança de Camus estava no mesmo lugar que a minha:
“Já se disse que as grandes ideias vêm ao mundo mansamente, como pombas. Talvez, então, se ouvirmos com atenção, escutaremos, em meio ao estrépito de impérios, e nações, um discreto bater de asas, o suave acordar da vida e da esperança. Alguns dirão que tal esperança jaz numa nação; outros, num homem. Eu creio, ao contrário, que ela é despertada, revivificada, alimentada por milhões de indivíduos solitários, cujos atos e trabalho, diariamente, negam as fronteiras e as implicações mais cruas da história. Como resultado, brilha por um breve momento a verdade, sempre ameaçada de cada e todo homem, sobre a base de seus próprios sofrimentos e alegrias, constrói para todos”.
Concordo plenamente com Rubem Alves. E acrescento: É a fé (esperança) que nos mostra como vencer o ego, esse inimigo invisível que domina nossos atos, fazendo-nos crer que precisamos vencer o outro, conquistar o poder, oprimir nossos semelhantes para obtenção de benefícios individuais, que nos faz sentir inveja, ciúme, raiva e que nos leva a condenar aos outros contrariando os sagrados ensinamentos que Jesus difundiu há mais de 2 mil anos.
Quando entendermos que somos seres individuais, únicos, ligados diretamente à Fonte Universal que é Deus, compreenderemos que a nossa fé é realimentada permanentemente e assim incomparável.
Cabe a cada um de nós despertar a sua fé (esperança) e irradiá-la a todos. E fazê-la instrumento de evolução e de elevação espiritual. Eu não vou conseguir transformar minha mulher, minhas filhas, netos, meus familiares enfim, por mais que os ame. Mas se conseguir a minha transformação, a partir daí vou irradiá-la para todos e assim contribuir para que cada um também possa transformar-se pelo poder da energia universal do amor.
É a fé, a esperança que muda tudo. Quando a lagarta achou que o mundo tinha acabado, virou borboleta.
Assim, vamos ser instrumentos conscientes do trabalho que Deus nos destinou, fazendo cada um a sua parte, sem visar recompensa, mas tendo a consciência verdadeira da mudança que queremos no mundo.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Os tempos atuais, mais do que nunca, nos motivam a buscar a esperança como fator de orientação e de inspiração para vencer os desafios que se apresentam e que, às vezes, parecem intransponíveis.

Onde está a esperança, para que eu possa usá-la? Ela está na fé que anima o ser humano, no seu íntimo, onde foi colocada por Deus. Fé que não é crença, é fidelidade. Fé vem do latim fides, que significa fidelidade. 

A esperança está dentro de cada um. Não adianta buscá-la fora, como muita gente faz, porque não será encontrada. Não adianta buscá-la onde ela não está.

 
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