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O despertar do gigante PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 18 de Dezembro de 2017 23:32
O DESPERTAR DO GIGANTE
Utilizando a metáfora da criação, faremos uma viagem pelo tempo com a história da Associação Beneficente de Campo Grande, a Santa Casa: a fecundação do óvulo pelo espermatozóide é o começo de tudo, e foi o que se deu em 17 de agosto de 1917, quando cidadãos comprometidos se uniram para arrecadar fundos para a criação de um hospital. Assim se iniciou uma longa gestação de dois anos: em 03 de junho de 1919 foi juridicamente fundada a Sociedade Beneficente de Campo Grande, que mais adiante passou a se chamar Associação Beneficente de Campo  Grande.
Logo depois de seu nascimento, a Santa Casa começou a engatinhar, e já em 1928 passou a andar, com a inauguração do seu primeiro pavilhão hospitalar. Em 1940, ano da ampliação de novos pavilhões, atingiu a adolescência. Em 1980, quando inaugurou a espantosa marca de 700 leitos, alcançou a maioridade. Hoje, a Santa Casa de Campo Grande, vive plenamente a sua maturidade.
Tivemos também na trajetória da instituição um período negro, quando vivemos o desterro, ocasião em que a diretoria foi expulsa da propriedade. O poder público municipal (Nelson Trad Filho), mancomunado com o governo estadual (Zeca do PT) e o governo federal (Humberto Costa – então ministro da Saúde), com o respaldo do Ministério Público Estadual, invadiram a Santa Casa, em 2005. Somente oito anos depois em 2013, por força de decisão judicial e com as bênçãos de Deus, retomamos o comando da nossa Associação.
O complexo da Santa Casa engloba um universo diário de, aproximadamente sete mil pessoas que circulam diariamente em suas dependências. Destas, cerca de quatro mil são funcionários: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, pessoal administrativo, engenheiros, arquitetos, pedreiros, encanadores, pintores, etc. As demais são pacientes, visitantes e avulsos. Cinco mil refeições são servidas por dia, e lavados, passados e esterilizados, cerca de cinco mil quilos de roupa.
Comparativamente com outras instituições, o orçamento da Santa Casa é o sexto maior do estado. O próprio estado, os municípios de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) são os únicos cujo orçamento ultrapassa o da Santa Casa. A prestação de serviço médico-hospitalar constitui, naturalmente, sua finalidade maior.
Mas os novos tempos anunciam mudanças interessantes. A Santa Casa passa a se abrir para a comunidade de uma forma mais abrangente: a história da instituição está sendo contada no espetáculo teatral “Santa Casa - 100 anos de Solidariedade”, sob a forma de teatro documentário (pela primeira vez apresentado em Campo Grande), uma produção da Marruá Cultural, com direção teatral de Andréa Freire e Conceição Leite.
Nos dias 11, 12 e 13 deste mês a peça foi encenada. Uma história de amor, sonho, luta, perdas e renascimento. Baseada em histórias reais vividas dentro da própria Santa Casa, os criadores do espetáculo alinhavaram o roteiro que resultou em uma narrativa delicada e emocionante pontuada por um trabalho que envolveu o preparo físico do elenco (composta por não-atores), a escolha de uma trilha sonora comovente, além de um belo trabalho de iluminação, figurinos e uma rica pesquisa de imagens históricas, que serviram como pano de fundo para as lindas memórias ali apresentadas.
Apresentado dentro da própria instituição no auditório Carroceiro Zé Bonito, o espetáculo teve um elenco formado por funcionários e colaboradores (que nunca tinham trabalhado com teatro antes) que durante 10 meses dividiram seu horário entre o expediente, inventando tempo para se dedicar aos ensaios num belo esforço de superação e realização, demonstrando como o ser humano quando colocado ante um desafio encontra a energia necessária para vencer qualquer obstáculo.
Com essa iniciativa que integra o conjunto de atividades comemorativas do primeiro centenário da instituição, começa a tomar corpo o Centro Histórico e Cultural da Santa Casa. É mais uma iniciativa do presidente Esacheu Nascimento que veio para ficar, e: visa atrair a sociedade campo-grandense que tanto deu para o hospital e a partir de agora terá um espaço para diversas atividades culturais, como teatro, música e literatura..
A história da Santa Casa está intimamente imbricada com a história de Campo Grande. Essa trajetória faz parte do nosso imaginário coletivo, pois revela toda a riqueza da mais antiga instituição da cidade, aprofundando os laços que agora se consolidam por sua natureza e amplitude, junto a um complexo hospitalar.
Em breve, os que se interessam pela história da nossa instituição centenária, encontrarão no antigo hospital de frente para a avenida Mato Grosso, um memorial que contemplará uma biblioteca e um centro de produção de conhecimento, que se expandirá para além do campo das ciências da saúde.
Inspirados na experiência da vetusta bicentenária Santa Casa de Porto Alegre, estamos começando a construir um patrimônio para abrigar pesquisadores, estudantes universitários e acadêmicos que encontrarão farto material documental que servirá como base de consulta para seus estudos e projetos. Para essa construção, buscaremos a participação da comunidade, a fim de dar uma abrangência maior às nossas atividades.
O gigante começa a despertar, com o objetivo de promover uma relação perene entre a ABCG e a comunidade.
É o começo de uma nova etapa nessa história rica de solidariedade, de união e de real pertencimento.
Heitor Rodrigues Freire – Vice-presidente da ABCG.

Utilizando a metáfora da criação, faremos uma viagem pelo tempo com a história da Associação Beneficente de Campo Grande, a Santa Casa: a fecundação do óvulo pelo espermatozóide é o começo de tudo, e foi o que se deu em 17 de agosto de 1917, quando cidadãos comprometidos se uniram para arrecadar fundos para a criação de um hospital. Assim se iniciou uma longa gestação de dois anos: em 03 de junho de 1919 foi juridicamente fundada a Sociedade Beneficente de Campo Grande, que mais adiante passou a se chamar Associação Beneficente de Campo  Grande.

Última atualização em Seg, 18 de Dezembro de 2017 23:36
 
O despertar do gigante PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 18 de Dezembro de 2017 23:27
O DESPERTAR DO GIGANTE
Utilizando a metáfora da criação, faremos uma viagem pelo tempo com a história da Associação Beneficente de Campo Grande, a Santa Casa: a fecundação do óvulo pelo espermatozóide é o começo de tudo, e foi o que se deu em 17 de agosto de 1917, quando cidadãos comprometidos se uniram para arrecadar fundos para a criação de um hospital. Assim se iniciou uma longa gestação de dois anos: em 03 de junho de 1919 foi juridicamente fundada a Sociedade Beneficente de Campo Grande, que mais adiante passou a se chamar Associação Beneficente de Campo  Grande.
Logo depois de seu nascimento, a Santa Casa começou a engatinhar, e já em 1928 passou a andar, com a inauguração do seu primeiro pavilhão hospitalar. Em 1940, ano da ampliação de novos pavilhões, atingiu a adolescência. Em 1980, quando inaugurou a espantosa marca de 700 leitos, alcançou a maioridade. Hoje, a Santa Casa de Campo Grande, vive plenamente a sua maturidade.
Tivemos também na trajetória da instituição um período negro, quando vivemos o desterro, ocasião em que a diretoria foi expulsa da propriedade. O poder público municipal (Nelson Trad Filho), mancomunado com o governo estadual (Zeca do PT) e o governo federal (Humberto Costa – então ministro da Saúde), com o respaldo do Ministério Público Estadual, invadiram a Santa Casa, em 2005. Somente oito anos depois em 2013, por força de decisão judicial e com as bênçãos de Deus, retomamos o comando da nossa Associação.
O complexo da Santa Casa engloba um universo diário de, aproximadamente sete mil pessoas que circulam diariamente em suas dependências. Destas, cerca de quatro mil são funcionários: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, pessoal administrativo, engenheiros, arquitetos, pedreiros, encanadores, pintores, etc. As demais são pacientes, visitantes e avulsos. Cinco mil refeições são servidas por dia, e lavados, passados e esterilizados, cerca de cinco mil quilos de roupa.
Comparativamente com outras instituições, o orçamento da Santa Casa é o sexto maior do estado. O próprio estado, os municípios de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) são os únicos cujo orçamento ultrapassa o da Santa Casa. A prestação de serviço médico-hospitalar constitui, naturalmente, sua finalidade maior.
Mas os novos tempos anunciam mudanças interessantes. A Santa Casa passa a se abrir para a comunidade de uma forma mais abrangente: a história da instituição está sendo contada no espetáculo teatral “Santa Casa - 100 anos de Solidariedade”, sob a forma de teatro documentário (pela primeira vez apresentado em Campo Grande), uma produção da Marruá Cultural, com direção teatral de Andréa Freire e Conceição Leite.
Nos dias 11, 12 e 13 deste mês a peça foi encenada. Uma história de amor, sonho, luta, perdas e renascimento. Baseada em histórias reais vividas dentro da própria Santa Casa, os criadores do espetáculo alinhavaram o roteiro que resultou em uma narrativa delicada e emocionante pontuada por um trabalho que envolveu o preparo físico do elenco (composta por não-atores), a escolha de uma trilha sonora comovente, além de um belo trabalho de iluminação, figurinos e uma rica pesquisa de imagens históricas, que serviram como pano de fundo para as lindas memórias ali apresentadas.
Apresentado dentro da própria instituição no auditório Carroceiro Zé Bonito, o espetáculo teve um elenco formado por funcionários e colaboradores (que nunca tinham trabalhado com teatro antes) que durante 10 meses dividiram seu horário entre o expediente, inventando tempo para se dedicar aos ensaios num belo esforço de superação e realização, demonstrando como o ser humano quando colocado ante um desafio encontra a energia necessária para vencer qualquer obstáculo.
Com essa iniciativa que integra o conjunto de atividades comemorativas do primeiro centenário da instituição, começa a tomar corpo o Centro Histórico e Cultural da Santa Casa. É mais uma iniciativa do presidente Esacheu Nascimento que veio para ficar, e: visa atrair a sociedade campo-grandense que tanto deu para o hospital e a partir de agora terá um espaço para diversas atividades culturais, como teatro, música e literatura..
A história da Santa Casa está intimamente imbricada com a história de Campo Grande. Essa trajetória faz parte do nosso imaginário coletivo, pois revela toda a riqueza da mais antiga instituição da cidade, aprofundando os laços que agora se consolidam por sua natureza e amplitude, junto a um complexo hospitalar.
Em breve, os que se interessam pela história da nossa instituição centenária, encontrarão no antigo hospital de frente para a avenida Mato Grosso, um memorial que contemplará uma biblioteca e um centro de produção de conhecimento, que se expandirá para além do campo das ciências da saúde.
Inspirados na experiência da vetusta bicentenária Santa Casa de Porto Alegre, estamos começando a construir um patrimônio para abrigar pesquisadores, estudantes universitários e acadêmicos que encontrarão farto material documental que servirá como base de consulta para seus estudos e projetos. Para essa construção, buscaremos a participação da comunidade, a fim de dar uma abrangência maior às nossas atividades.
O gigante começa a despertar, com o objetivo de promover uma relação perene entre a ABCG e a comunidade.
É o começo de uma nova etapa nessa história rica de solidariedade, de união e de real pertencimento.
Heitor Rodrigues Freire – Vice-presidente da ABCG.

Utilizando a metáfora da criação, faremos uma viagem pelo tempo com a história da Associação Beneficente de Campo Grande, a Santa Casa: a fecundação do óvulo pelo espermatozóide é o começo de tudo, e foi o que se deu em 17 de agosto de 1917, quando cidadãos comprometidos se uniram para arrecadar fundos para a criação de um hospital. Assim se iniciou uma longa gestação de dois anos: em 03 de junho de 1919 foi juridicamente fundada a Sociedade Beneficente de Campo Grande, que mais adiante passou a se chamar Associação Beneficente de Campo  Grande.

 
A Salvação do Mundo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 12 de Dezembro de 2017 00:51
A SALVAÇÃO DO MUNDO
O homem que permite a predominância de seu lado bélico contribui de forma poderosa para a destruição do mundo. Quem age assim, faz uso da própria inteligência e criatividade – que poderiam ser aplicadas em benefício da humanidade – a serviço da destruição, valendo-se da tecnologia para criar armas que geram lucro e fomentam guerras em todo o planeta.
Não há limite. Cada vez mais o homem estimula a cizânia, a disputa e a guerra, buscando meios que promovam o conflito.
Quem vai salvar o mundo é a mulher. A mãe. Aliás, já começou a salvar: Está começando um pequeno milagre, quase completamente ignorado pelos meios de comunicação. Milhares de mulheres judias, muçulmanas e cristãs têm caminhado juntas em Israel pela paz.
No vídeo oficial do movimento “Women Wage Peace”, a cantora israelense Yael Deckelbaum canta a canção “Prayer of the Mothers” junto às mulheres e mães de todas as religiões, mostrando que o mundo está mudando, Um milagre todo feminino que vale mais que mil palavras: Shalom! Salam! Peace! Paz! Graças a Deus!
A mulher que é mãe, e como tal tem consciência da vida, carrega por nove meses o  filho em seu ventre, sentindo por dentro toda a movimentação do bebê, vivenciando o desenvolvimento daquele ser que depende diretamente dela para a sua gestação e nascimento, mais do que ninguém pode contribuir para a paz.
À mulher, Deus concedeu essa destinação divina. Ela, esse ser maravilhoso, diáfano, sensível, inteligente, divino, misterioso, mágico, magnífico, fantástico, inexprimível, enigmático.
Mulher é algo tão diferente, atraente, que até os deuses quando aqui estiveram e viram as filhas dos homens, se extasiaram com sua beleza, e com elas coabitaram, fato narrado na Bíblia.
A maternidade é um dos fatores que confere divindade à mulher e lhe dá a sua verdadeira dimensão. Sem mulher, não existiria a humanidade. Elas são doutoras na arte de fazer do mundo um lugar melhor.
Historicamente a mulher sempre mereceu destaque. Embora a história sempre se refira aos homens e a seus feitos, quem consegue ler nas entrelinhas observa sempre o papel, às vezes oculto, mas sempre presente das mulheres. É ela que, filha, esposa, mãe, sogra, nora, avó, faz a diferença.
Desde Eva, passando por Sara, Cetura, Agar, Rebeca, Raquel, Lia, Bala, Zelfa, Séfora, Rute, Judite, Ester, Dalila, Abigail, Betsabé, Maria Madalena, Maria, entre tantas outras, marcaram presença: protagonistas no tempo e no espaço.
Agora, com o movimento  “Women Wage Peace”, elas tomam a iniciativa que, certamente, vai se difundir e irradiar por todo o planeta, contribuindo para um mundo melhor, mais humano e pacífico.
Neste momento, as mães partem para a ação, deixando o papel de espectadora da vida e da política, partindo para uma ação decisiva e consagradora, vencendo as inseguranças, fragilidades, rompendo os fluxos de consciência e as pequenas e grandes violências associadas à condição da mulher, no sentido que lhe atribuem as circunstâncias. Assumem o papel de protagonistas, da história.
Todos sabemos que colo de mãe é o melhor de todos os remédios. Estamos pedindo colo.
Mães, salvem-nos.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

O homem que permite a predominância de seu lado bélico contribui de forma poderosa para a destruição do mundo. Quem age assim, faz uso da própria inteligência e criatividade – que poderiam ser aplicadas em benefício da humanidade – a serviço da destruição, valendo-se da tecnologia para criar armas que geram lucro e fomentam guerras em todo o planeta. 

Não há limite. Cada vez mais o homem estimula a cizânia, a disputa e a guerra, buscando meios que promovam o conflito.

 
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