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Campo Grande e seus novos jardins PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 30 de Dezembro de 2011 00:00

A nossa cidade, que desponta como uma das melhores no Brasil para se viver, sempre foi privilegiada pelo poder público. O governador Pedro Pedrossian, que nos presenteou com uma universidade, dotou também a cidade com um parque que, podemos dizer, é o nosso Central Park: O Parque das Nações Indígenas, com 109 hectares, localizado em área central, dotado de vários equipamentos que lhe dão a condição de utilização múltipla, possui um lago e pistas para caminhada, lazer, reflexão, meditação e também para a cultura.

Seguramente a observação da paisagem deve ter sido o primeiro motivo que levou o homem a criar um jardim. Com a evolução e o crescimento das cidades, esses jardins passaram a ser indispensáveis ao equilíbrio, e a ter usos múltiplos. A Arte do paisagismo no Japão é antiga e provavelmente originou-se da China e da Coreia muito antes do século VI. Para a cultura japonesa, o paisagismo é uma das mais elevadas formas de arte, pois consegue expressar a essência da natureza em um limitado espaço, utilizando plantas, pedras e outros elementos de forma harmoniosa com a paisagem local. O paisagismo concede tranquilidade para reflexão.
Nas palavras de Mário Quintana: “O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você”. E é o que se está fazendo em nossa cidade.
Campo Grande dispõe hoje de diversos parques lineares que são áreas que margeiam os córregos com a finalidade de proteção da mata ciliar e preservação ambiental, algumas com equipamentos de lazer. Com isso, a cidade se transformou num lindo e imenso jardim. Temos os seguintes parques lineares, já existentes ou em fase de implantação: Parque do Sóter, do Buriti/Lagoa, do Imbirussú, do Bandeira, do Cabaça e do Segredo.
O Parque do Sóter, com uma área aproximada de 15 hectares, localiza-se na parte norte/leste da nossa cidade, e hoje se denomina Parque Francisco Anselmo Gomes de Barros, homenageando o ambientalista que se imolou pela sua causa.
O Parque Linear do Segredo, com área de 35 hectares, localiza-se na parte norte/oeste da nossa capital. Hoje é chamado Parque Presidente Jânio Quadros, distinguindo o político nascido em nossa cidade.
O Parque Linear do Cabaça, com área de 12 hectares, se localiza na parte sul/leste. Como se vê, são áreas extensas e cuja manutenção exigirá não só o aporte de recursos do poder público, mas também a fiscalização constante da nossa população para que esses tesouros sejam permanentemente preservados.  A criação do Parque Linear do Imbirussu marca uma série de intervenções sociais, urbanísticas e ambientais em uma das áreas mais populosas de Campo Grande. Foram quase sete anos de trabalho, com a construção de casas para retirada de famílias de áreas insalubres, instalação de prédios públicos como escolas e unidades de saúde, obras de infra-estrutura como asfalto e saneamento básico e recuperação de áreas degradadas.
O Horto Florestal, no Imbirussú, com uma área de 20 hectares, que é também uma área de educação ambiental, tem como projeto final a implantação de um futuro jardim botânico, dotando assim a parte oeste da cidade com um local privilegiado e que beneficia uma área extensa. O Projeto compreendeu um conjunto de obras e ações destinadas à recuperação e revitalização da infraestrutura urbana e ambiental. Obtive estas informações por intermédio do engenheiro ambientalista Antônio Carlos Silva Sampaio, da Semadur – Secretaria Municipal de Meio Ambiente e de Controle Urbanístico –, que gentilmente disponibilizou os dados para complementar este artigo.
O paisagismo implantado nos canteiros centrais da avenida Afonso Pena é de autoria do coordenador da brigada verde da Semadur, paisagista Hilarión Gregor Chaparro, – filho de Wisterman Chaparro, o grande jardineiro de nossa cidade, que foi o encarregado dos parques e jardins municipais por mais de 40 anos. Assim, Hilarión tem tradição e a quem puxar e se dedica com competência no embelezamento de nossa principal avenida, dando um novo colorido e destaque à nossa cidade e contribui não só para o aumento da área verde, mas principalmente para o acréscimo da área permeável, possibilitando uma vida mais saudável para a população.
A avenida Afonso Pena, desde a praça Newton Cavalcanti, no bairro Amambaí, onde ela começa, até o shopping Campo Grande, tem aproximadamente, a extensão de cinco quilômetros, e se transformou num verdadeiro jardim que enfeita toda a parte central da cidade e preserva as árvores centenárias já sabidamente reconhecidas como objeto de admiração da população. A avenida continua até o Parque dos Poderes, em frente ao Parque das Nações Indígenas, com pistas de ciclovia e de caminhada.
Espera-se agora o mesmo empenho para a avenida Mato Grosso, cujo projeto está em fase de conclusão e tem a implantação prevista para o ano que vem.
Cantar a nossa cidade faz um bem enorme.

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 16:08
 
A Chama de um Ideal PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 13 de Dezembro de 2011 00:00

No último dia 12, a Associação Beneficente de Campo Grande, proprietária e instituidora da Santa Casa de Campo Grande, elegeu a diretoria que regerá os seus destinos no biênio 2012/2013.
Apesar de todos os percalços, dificuldades interpostas em seu caminho e de todos os insucessos judiciais momentâneos, a Associação resiste impávida, corajosa, serena, lastreada no sonho que sempre norteou os seus caminhos, desde a sua criação.

Um ideal iluminou os corações e as mentes de Eduardo Santos Pereira, Bernardo Franco Baís, Augusto Silva, Otaviano de Mello, Benjamin Corrêa da Costa, Enoch Vieira de Almeida, dr. Eusébio Teixeira (médico militar, primeiro presidente), e o engenheiro Camillo Boni (autor do projeto  inicial com quarenta leitos), que encabeçaram uma lista com os seguintes dizeres: “Lista destinada à inscripção das pessoas que contribuem, dando uma esmola, para a creação da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, refúgio, em breve tempo, dos doentes pobres e desvalidos”. Cento setenta e oito cidadãos se cotizaram com valores variando de 5$000 (cinco mil réis) a 500$000 (quinhentos mil-réis), totalizando 27.080$000 (vinte e sete contos e oitenta mil réis). (in Rica História de Amor ao Próximo- dr. Arthur D’Àvila Filho).
A esses cidadãos altruístas e pioneiros juntaram-se Rogério Casal Caminha, dr. Arlindo de Andrade Gomes (primeiro juiz de Campo Grande) e tantos outros, ao longo dos anos. Se fossemos nomeá-los, utilizaríamos talvez uma edição de jornal. Hoje somos 135 associados.
A chama do ideal que iluminou essas pessoas não morreu. Nem morrerá jamais, pois que os atuais associados da Associação Beneficente de Campo Grande não permitirão que isso aconteça, principalmente como tributo e respeito a quem se dedicou com tanta garra e tanto entusiasmo para servir à causa da população, repetindo: “refúgio, em breve tempo, dos doentes pobres e desvalidos”.
A diretoria recém eleita tem a seguinte constituição: presidente – Wilson Levi Teslenco; vice-presidente Abdalla Jallad; primeiro secretário – Esacheu Cipriano do Nascimento; segundo secretário – Jesus Alfredo Ruiz Sülzer; primeiro tesoureiro – Carlos Henrique Santos Pereira; segundo tesoureiro – Luis Landes da Silva Pereira. Foram eleitos também sete vogais (eu faço parte do conselho de vogais) e os membros titulares e suplentes do conselho fiscal.
Entre os presentes à assembléia geral de eleição, pessoas das mais representativas da nossa sociedade, como, por exemplo, Ruben Figueiró de Oliveira, Juvêncio Cesar da Fonseca, Valter Pereira, Laucídio Coelho Neto, Henrique Martins Neto, José Augusto Lopes Sobrinho, Jairo Faracco, Izaías Gomes Ferro, Ricardo Augusto Bacha, Valter Ribeiro, Leonardo Nunes da Cunha, Mário Eugênio Perón. Peço vênia aos demais participantes por não haver espaço para citar a todos.
O certo é que as instalações da nossa Associação foram pequenas para abrigar tantas pessoas que foram dar o seu apoio à nossa Santa Casa neste momento difícil. Pela grande e significativa presença bem demonstra que o espírito que sempre norteou a nossa instituição está mais vivo do que nunca.
Aristóteles foi dos primeiros a observar que nos tornamos as pessoas que somos devido às nossas próprias decisões. E coerentes com essa atitude é que os nossos associados tem o estímulo intrínseco de continuar na luta, até a vitória final com a retomada do hospital. A nossa diretoria tem constantemente assinalado o seu propósito de estabelecer um projeto de união com o poder público, com os enfermeiros, médicos e demais instituições empresariais e classistas, para constituir uma ação conjunta que tenha como único objetivo o de servir condignamente à nossa população.  
A natureza contagiante de uma atitude corajosa por parte de alguém pode inspirar um grupo inteiro. É o que tem acontecido com os associados da nossa Associação que, desde o começo da invasão que sofreu a nossa Santa Casa, se sentiram unidos e assim permanecem. A exemplo de Sócrates que declarou com absoluta seriedade em seu julgamento: “Enquanto eu respirar não pararei de praticar a filosofia...” nós também, enquanto respirarmos, continuaremos a praticar a nossa filosofia: “Bem servir à nossa população”.  
A fé que une os nossos associados acrescenta uma dimensão significativa ao nosso trabalho. A fé é uma fonte de disciplina, força e poder; a fé em nossos ideais, compartilhada, nos dá a energia necessária para a continuação da nossa luta e contribui para a forma e conteúdo que guiam as nossas aspirações.     
Assim, mais uma vez firmes e coesos, aguardamos a iniciativa de nossas autoridades para nos devolver o que nos pertence por justiça e herança deixada pelos fundadores da nossa Associação e cujo legado sempre honramos com trabalho, dedicação, competência e perseverança.

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 16:11
 
Nos tempos da Rua Dom Aquino IV PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 12 de Novembro de 2011 00:00

Como já relatei antes, no apartamento do edifício Arnaldo Serra, onde eu vivi com a minha família na década de 70, nos sempre tínhamos como hóspedes, os parentes que vinham do interior para passeio, tratar da saúde ou de negócios. Assim hospedamos também algumas vezes, o tio Matajá, Alberto Costa (casado com a tia Júlia) farmacêutico prático que quando tinha farmácia no distrito de Campestre, localizado entre Ponta Porã e Bela Vista, fazia também as vezes de médico.

Ele dizia que se não curasse, matava já – daí o seu apelido. Ele foi aprendendo a medicar e o fazia muito bem. Uma das vezes que aqui esteve sofreu um princípio de enfarto e foi internado num dos mais renomados hospitais da nossa capital. Ao voltar a si, perguntou quanto seria a conta do atendimento. Ao saber, arrancou todos os fios que o ligavam aos aparelhos e falou que estava curado, dando-se alta por ato próprio.
Um dos nossos hóspedes mais frequentes eram tio Ticu (Hortêncio Rôa Escobar, irmão do meu sogro), e a sua mulher, tia Bernarda. Eles tiveram uma vida muito movimentada e até fascinante. Tiveram quatro filhos que, naturalmente, passaram a conviver com seus outros quatro irmãos do primeiro casamento dela. A tia Bernarda é uma cozinheira de mão cheia e muito trabalhadora. Enfrentando junto com o tio Ticu as dificuldades iniciais que todo casal enfrenta, resolveram montar um bar em Bela Vista, a que deram o nome de A Petisqueira, cujos salgados deliciosos eram preparados por ela.
Para diversificar as atividades, o tio Ticu se tornou agente da loteria estadual de Mato Grosso, vendendo os seus bilhetes. Na véspera da data do sorteio semanal, os bilhetes remanescentes deveriam ser devolvidos por malote com hora e data do embarque certificados. Pois bem. Uma vez, o tio Ticu precisou viajar e deixou bem recomendando que não se esquecessem da devolução, a tempo e hora, dos bilhetes não vendidos. Acontece que a tia Bernarda envolvida com os salgados e o atendimento do bar, acabou se esquecendo de tomar essa providência. Quando se lembrou já era tarde. Aí não tinha mais jeito, foi um Deus me acuda. Ficou muito contrariada. Como explicar para o tio? Para resumir a história, um dos bilhetes que ficaram foi o premiado e eles ganharam o grande prêmio. Demonstrando-se assim, mais uma vez, que Deus escreve certo por linhas tortas.
Foi assim que eles compraram a casa com fundos para o rio Apa, onde se estabeleceram com um comércio. Logo depois ele passou no concurso para coletor e fecharam a casa comercial. O tio Ticu tinha um amigo advogado, Carlinhos Medeiros que dizia que agora, com a mudança do status social, ele tinha que mudar o seu apelido para Tiânus.
A tia Bernarda vive lá até hoje, na casa adquirida com o dinheiro ganho na loteria, na plenitude de seus noventa anos recentemente comemorados, cercada pelo respeito e carinho da população de Bela Vista e pelos seus filhos, netos, bisnetos e trinetos. Vivendo sempre com a alegria que lhe é peculiar.
No prédio onde morávamos, o Arnaldo Serra, fizemos naturalmente muitas amizades, muitas vezes decorrentes dos relacionamentos das nossas filhas que sempre foram muito comunicativas.
Lembro-me do casal Moacir e Leontina. Ele trabalhava no Frigorífico Bordon. Tinham seis filhos, quatro homens e duas meninas. Destes se destacava a Silvana, a caçula, uma loirinha muito simpática, alegre e bonita. Ela cantava aos domingos num programa da TV Morena “Faça uma criança sorrir”, apresentado pelo grande comunicador João Bosco de Medeiros – que até hoje está no ar comandando agora um programa de rádio “Alto Astral”. Ela era a celebridade do prédio. Apesar de toda popularidade que desfrutava sempre foi muito simples sem se deixar envolver pelos destaques dos holofotes.
Como é bom ter histórias como estas para contar.

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 16:15
 
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