Área restrita



Quem está online

Nós temos 4 visitantes online
Dia Histórico PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 03 de Fevereiro de 2012 00:00

O mundo passa por transformações estruturais e fundamentais em nossos dias. Cada vez mais há ações visando conscientizar a nossa população da necessidade imperiosa de promover mudanças em seu comportamento. Há poucos dias, a professora Maria Ângela Mirault nos brindou com um artigo onde demonstrou claramente que o culpado de qualquer coisa que nos aconteça somos nós mesmos. Assim esse sentimento começa a prosperar e encontrar eco nas mentes, corações e consciências do ser humano.

Nesse diapasão, vivemos um dia histórico em Campo Grande, no dia 3 de fevereiro último. Nesse dia, no auditório do Hotel Jandaia, foi realizado o Fórum Campo Grande Sustentável, com um público que lotou totalmente suas dependências, com gente em pé nos corredores, no meio, nos fundos, sem que as pessoas pudessem literalmente se mexer. Esse Fórum foi organizado pelos partidos políticos DEM, PHS, PPS, PSDB e PSDC, com a participação dos pré-candidatos a prefeito de Campo Grande, Athayde Nery (PPS), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Reynaldo Azambuja (PSDB), e Paulo Matos (PP) e mais 10 partidos políticos.
Foi um magno evento do ponto de vista político, que coloca Campo Grande no círculo das cidades sustentáveis do planeta. Nessa oportunidade, os pré-candidatos e os representantes dos demais partidos assinaram uma Carta Compromisso, assumindo responsabilidade com a Plataforma Cidades Sustentáveis concordando em resumo, em produzir um documento de Diagnóstico da Situação Atual, em atualizar e divulgar os indicadores básicos da Plataforma. Comprometeram-se ainda em divulgar um relatório que contenha uma prestação de contas no final do segundo ano da gestão, em audiência pública, bem como reapresentar uma nova prestação com um Balanço do Plano de Metas da gestão, também em audiência publica, em até cinco meses antes do fim do mandato.
E o que é essa Plataforma?  Ela foi inspirada nos compromissos de Aalborg (Dinamarca): um pacto político com o desenvolvimento sustentável que já foi assinado por mais de 650 municípios, em todo o mundo, nos cinco continentes, principalmente na Europa. Este acordo consiste em estimular a participação da comunidade local na tomada de decisões. Em consonância com ele, a economia urbana deve ser gerida preservando os recursos naturais, a equidade social, o correto ordenamento do território, a mobilidade urbana, o clima mundial, a conservação da biodiversidade, entre outros aspectos relevantes.
A administração municipal assim constituída terá o seu nível de governo mais próximo dos cidadãos de cada cidade. A Plataforma é uma ferramenta para assumir esses desafios e aceitar responsabilidades, elaborar políticas públicas para a sustentabilidade, selecionar prioridades apropriadas às realidades e necessidades locais.
Esse projeto tem o apoio do Instituto Ethos, da Rede Nossa São Paulo e da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, que são organizações que se dedicam a esses objetivos de forma direta e compromissada.
O Fórum foi presidido por Maurício Broinizi, da Rede Nossa São Paulo.  Na abertura da solenidade foi tocado o Hino de Campo Grande (letra e música de Trajano Balduíno de Souza), em cujo estribilho está muito bem conceituado o espírito da Plataforma:
A cidade onde todos vivemos,
Aprendamos fiéís defender!
Nosso afeto a ela sagremos
E felizes assim hemos ser.
Fazemos votos que os pré-candidatos que assinaram o compromisso realmente o cumpram.

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 15:52
 
Tratado de Bem Viver II PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 10 de Janeiro de 2012 00:00

Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão (1844-1900), em livro escrito por Allan Percy – traduzido por Rodrigo Peixoto (Ed. Sextante, 2011), “Nietzsche para Estressados” – apresenta 99 doses de filosofia para despertar a mente e combater as preocupações. Devidamente autorizado pela Editora Sextante, por intermédio da assessora de comunicação Carolina Sales, apresento neste artigo alguns capítulos que considero oportunos para os nossos leitores.

Ele deixou um legado filosófico que até hoje não perdeu o poder inspirador e instigante. Cada capítulo é iniciado por um aforismo desse grande pensador, seguido de uma interpretação atual que nos ajuda a alcançar o bem estar. O que se procura é estimular que cada um pense por si mesmo. Como o conhecimento não ocupa lugar, vamos colocar filosofia em nossa vida.

Assim, no capítulo 11, com o título “Precisamos amar a nós mesmos para sermos capazes de nos tolerar e não levar uma vida errante” (Nietzsche), Allan Percy apresenta os cinco passos para aumentar a auto-estima:

1. Viva para si mesmo, não para o mundo. As pessoas que não sabem amar a si mesmas buscam constantemente a aprovação alheia e sofrem quando são rejeitadas. Para quebrar essa dinâmica, devemos admitir que não podemos satisfazer a todos.

2. Fuja das comparações. Elas são uma importante causa de infelicidade. Muita gente tem qualidades e atributos que você não tem, mas você também possui virtudes que não

estão presentes nos outros. Pare de olhar para os lados e trabalhe na construção de seu próprio destino.

3. Não busque a perfeição. Nem nos outros nem em si mesmo, já que a perfeição não existe. O que existe é uma grande margem para melhorar.

4. Perdoe seus erros. Especialmente os do passado, pois já não podem ser contornados nem têm qualquer utilidade. Aprenda com eles, para não repeti-los.

5. Pare de analisar. Em vez de ficar pensando no que deu errado, é muito melhor agir, porque isso permite aperfeiçoar suas qualidades. Movimentar-se é sinal de vida e de evolução.

            No capítulo 15, com o título “O sucesso sempre foi um grande mentiroso” (Nietzsche), complementa Allan Percy: Muitas pessoas bem sucedidas costumam dizer que o êxito é um presente envenenado, já que coloca o privilegiado em posição de semideus, achando que estará sempre por cima. Quando a sorte deixa de sorrir para essa pessoa, de uma hora para outra o seu mundo vira de cabeça para baixo.

Isso explica por que nas classes sociais mais altas acontecem tantas separações, tantos investimentos arriscados e problemas com entorpecentes – o ego é a droga mais pesada. O fracasso, por sua vez, sempre deixa ensinamentos que nos ajudam a melhorar. Vejamos alguns deles:

Favorece a humildade e nos ajuda a manter os pés no chão.

• Estimula nossa imaginação e nos leva a explorar novas alternativas.

• Faz de nós pessoas mais reflexivas, evitando decisões precipitadas.

• É um convite para recomeçar, compreendendo melhor o mundo à nossa volta.

• Coloca nossa fortaleza à prova e é um aprendizado essencial para aqueles que se dispõem a alcançar algo.

• Abre novas oportunidades que podem levar ao verdadeiro sucesso, que não conheceríamos se tudo tivesse dado certo de primeira.

No capítulo 17, ensina Nietzsche: “Falar muito de si mesmo pode ser uma forma de se ocultar”. A seguir Percy complementa: Aqui estão cinco maneiras de aumentar a autoconfiança:

1.Faça com que seus atos falem por você. Quem precisa expressar constantemente o próprio valor transmite insegurança. É melhor construir em silêncio.

2.Reconheça seus pontos fortes. Identifique as virtudes das quais você tem consciência, bem como as que já o destacaram de outras pessoas, e pense em como aproveitá-las em benefício próprio e dos demais.

3.Neutralize os elementos que podem boicotá-lo. Algumas atitudes freiam nosso progresso, da mesma forma que relacionamentos negativos minam nossa auto-estima. Livre-se deles.

4. Aproveite as oportunidades. No trabalho ou no seu círculo social, veja cada nova situação como uma oportunidade para aprender. Essa atitude reforçará sua autoconfiança e sua auto-estima.

5.Pratique exercícios físicos. A autoconfiança também aumenta quando usufruímos de um corpo saudável para enfrentar a vida. Fazer exercícios com regularidade aumenta a energia e libera endorfina, o hormônio da felicidade. Há mais sabedoria no seu corpo do que na filosofia mais profunda.

            Enfim, é mais uma relação de normas e procedimentos que se forem bem aplicados, nos proporcionará um bem viver e uma evolução mental e espiritual.

 

Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 16:04
 
Águas de Janeiro PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 28 de Janeiro de 2012 00:00

A nossa cidade foi literalmente inundada chuva do dia 26 de janeiro, última quinta feira. Foram 90 milímetros de água em meia hora. Para se ter uma idéia, a previsão para o mês de janeiro todo era de 200 milímetros para 31 dias: num só dia, em meia hora, caiu quase a metade da previsão. Ou seja, foi algo totalmente inusitado e para o qual dificilmente se consegue prevenção adequada.
 Para uma análise dos fatores que contribuíram para essa catástrofe, vamos começar pela topografia da nossa cidade, envolvendo nossos dois principais e históricos córregos: o Prosa e o Segredo. O Prosa, desde sua cabeceira até a foz, percorre uma distância de 7.800 metros, com uma diferença de nível de 112 metros. O Segredo, na mesma configuração, percorre 10.000 metros, com um desnível de 113 metros, quando ambos se encontram formando o Rio Anhanduí. O desnível é muito acentuado e acidentado, num percurso pequeno.

As informações acima fazem parte do livro Ligeira Notícia sobre a Vila de Campo Grande, de autoria do então 1º tenente e engenheiro-militar, Temístocles Paes de Souza Brasil, em 1910, “considerado o primeiro escrito sobre a cidade” segundo o professor Hildebrando Campestrini, na apresentação da edição publicada pelo Instituto Histórico e Geográfico, juntamente com a outra obra, do mesmo autor, esta de 1921, já como capitão de cavalaria, Relatório de Estudos para o Abastecimento de Água aos Quartéis de Campo Grande.
 Na obra citada, na página 32, o tenente Temístocles informa que “o regime das águas pluviais é, em Campo Grande, interessante pela impetuosidade que apresentam as torrentes e pelo trabalho que produzem arrastando as terras, cavando uns lugares, aterrando outros, enfim, transformando a feição exterior do solo com grande rapidez”.  Essa lúcida observação demonstra uma visão técnica e competente de quem conseguiu naquela época, 1910, constatar uma condição intrínseca da nossa cidade.
 O dr. Temístocles merece uma justa homenagem e um reconhecimento maiores do que recebeu: a denominação de uma travessa entre a rua 14 de Julho e a avenida Calógeras, nas imediações da estação ferroviária.
 O segundo aspecto a considerar é a chamada convergência do atlântico sul. Como o próprio nome indica, trata-se de uma convergência ( ponto ou grau em que linhas, raios luminosos, objetos, etc., convergem – segundo o Aurélio), encontro de duas tendências que ao se encontrar provocam um resultado multiplicado por suas forças e que se verifica no nordeste do nosso estado e , eventualmente, atingem nossa cidade. É um fenômeno físico, que independe da vontade das pessoas.
 Normalmente, essas precipitações pluviométricas acentuadas, são classificadas como tromba d’água. Há um equívoco nessa classificação. Tromba d’água só ocorre no oceano porque as condições para sua ocorrência dependem de cenário próprio e só se realizam em alto mar. Raramente pode ocorrer no leito dos grandes rios, como o Amazonas. Essas explicações foram dadas pelo professor Arnaldo Menecozzi, geógrafo, que, juntamente com a sua colega Ângela Antonieta Laurino – ambos associados do Instituto –, estão elaborando uma obra monumental: Enciclopédia das Águas, que vai mapear e registrar todos os cursos d’água do nosso estado, realização do Instituto Histórico e Geográfico, sob a supervisão do professor Hildebrando Campestrini, em convênio com o governo do estado e que vai ser disponibilizada até outubro deste ano, na forma digital e impressa.
 O terceiro aspecto que concorre para um resultado caótico é a qualidade das obras públicas que se praticam em nossa cidade. Lembro-me da obra realizada pelo então prefeito Levy Dias, quando na sua primeira gestão, 1973/77, criou o mini-anel, que abrangia as avenidas Salgado Filho, Eduardo Elias Zahran, Ceará, Marechal Mascarenhas de Morais e Tamandaré. O asfalto ali aplicado está inteiro até hoje, passados quase quarenta anos. A camada asfaltica hoje praticada não resiste a qualquer chuva forte, ainda mais com as condições da topografia da nossa cidade, como já demonstrado pelo dr. Temístocles há mais de um século. Isso porque a camada de cobertura do asfalto de hoje, é muito tênue.
Além disso, a imprensa informou exaustivamente, sobre os locais que receberam obras para contenção das águas e que resultaram em crateras enormes e foram abandonadas pelas empreiteiras encarregadas, uma há mais de dois anos, sem que, aparentemente, tenham sido multadas ou punidas por esse descaso com o bem público. Onde está a fiscalização da secretaria municipal de obras (Seintrha) que, naturalmente deveria fiscalizar o andamento das obras e atestar a sua conclusão na conformidade do contratado? Como são feitas as medições e conferências das obras? Recebe-se a infra-estrutura e o asfalto de qualquer jeito? De uma forma malfeita para refazer de novo? São perguntas que devem ser respondidas por quem de direito.
 Nesse episódio todo ficou muito claro o sentimento de frustração do nosso prefeito, sofrendo junto com a nossa população essa situação dolorosa. Ele que conta com mais de 70% de aprovação exatamente pela administração vitoriosa que lidera. Mas, prefeito, alguém está falhando. E muito.

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 15:53
 
<< Início < Anterior 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 Próximo > Fim >>

Página 78 de 83

Redes sociais

Facebook 
Hjemmeside Wildberry Telefoni Internet