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Jubileu PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qui, 01 de Março de 2012 16:36

Estamos todos, leitores, funcionários, diretores, colaboradores e articulistas do Correio do Estado, vivendo momentos de júbilo, plenos de alegria pela comemoração dos 58 anos do jornal, completados no dia 7 de fevereiro.

A nova diagramação – que representa um verdadeiro presente para os olhos dos leitores – enriquece essa comemoração em grande estilo e dá um novo sabor à leitura, como uma descoberta que se faz a cada página.

O jornal desde o começo se destacou com presença marcante em nossa cidade, conquistada pelo idealismo de Wilson Barbosa Martins e José Fragelli, encontrou no professor José Barbosa Rodrigues o profissional competente e leal que com honradez e integridade moral consagrou a esse trabalho sua vida, fazendo do Correio a razão de sua existência.

Com o passar do tempo e a evolução natural das coisas, o professor Barbosa adquiriu o controle acionário da empresa que acabou sendo a base de um conglomerado de comunicação: rádio Cultura, FM Canarinho, Tv Campo Grande.

Ainda menino, Antônio João chegou e aos poucos tomou conta do negócio. Hoje, com um olho na política, não deixa de ter o outro permanentemente ligado no jornal. A Ester, que chegou mocinha, cresceu e amadureceu com o jornal, incorporou o espírito do jornalismo livre e hoje representa a grande intérprete das atividades do Correio do Estado.

Torço para que a longevidade adquirida se perpetue ao longo dos tempos.

 

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 15:56
 
Galeria São José PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 18 de Janeiro de 2012 00:00

A Galeria São José, fica na Rua 14 de Julho – coração da cidade, fica no Edifício Irmãos Salomão, construído onde era antigamente a alfaiataria Cury, a Rádio Difusora e o Salão Cristal, que foi do meu pai durante um tempo. Esse era um dos pontos preferidos dos campo-grandenses na década de 70. Na calçada da frente funcionava a loja do saudoso Gabura, o mais tradicional de todos os locais de encontro da nossa capital.

Na Galeria, do lado direito de quem entrava, estava o Mini Lanches, de propriedade de William Duailibi, recentemente falecido. Foi pulando por cima de seu balcão que o William, certa vez, deu um carreirão num dos seus clientes que jocosamente lhe perguntava com freqüência, de onde havia tirado os cabelos para o seu implante capilar. William era mesmo uma figura peculiar. No Mini Lanches, uma das suas grandes fontes de receita era o suco de laranja. À noite, depois de fechar a lanchonete, o William, agradecido sempre beijava a máquina de espremer laranja. Depois que o  William passou a se dedicar exclusivamente ao ramo de buffet e de comissária da Vasp, mudando-se dali, o espaço foi ocupado pelo Arnaldo Molina com sua loja de roupas masculinas. Hoje ele está com sua loja e fábrica de confecção de uniformes na rua 13 de Maio.

Do outro lado da Galeria, ficava a Kaleche, loja do Luiz Alberto Naglis, que foi meu colega no Externato São José da severa professora dona Simpliciana Corrêa. Lá se reuniam todas as tardes os seus amigos Edson Contar e os recém formados advogados, Remolo Leteriello e Abrão Razuk. No fim de ano, para incrementar as vendas, o Luiz oferecia a seus clientes como brinde, uma garrafa de vinho. Tinha tradição, já que era filho do Jamil Naglis dono do Palace Royal, a loja mais antiga de Campo Grande. Só vendia roupas finas.

Na sobreloja, havia diversos escritórios: um deles era o dos administradores do edifício, Humberto Canale Júnior e Clodoaldo Hugueney Sobrinho. O Clodoaldo, também meu colega do Externato São José, me cedeu uma sala contígua à do seu escritório, onde funcionava a empresa que eu representava. Todas as tardes, logo depois do almoço, recebíamos a visita cordial do dr. Carlos Hugueney Filho, pai do Clodoaldo, já aposentado da sua banca de advocacia – uma das mais concorridas de Campo Grande – que nos brindava com suas ricas histórias da nossa cidade.

Na sobreloja, havia dois consultórios de cirurgiões dentistas: o do dr. Edroim Reverdito e o do dr. Jayme Valadares Novaes. Este também funcionário do Banco do Brasil era o dentista da nossa família. A minha filha Andréa chamava o Jayme de “dentista” Jayme e não de “dr. Jayme”. Não adiantava a gente falar que não era assim. Ela argumentava: “Ele não é dentista? Não se chama Jayme?”. O Jayme era tão competente que me colocou uma prótese, em 1971 que eu uso até hoje. Ele tinha um costume: todas as vezes que a gente abria a boca ele dizia: “dá licença”. Uma vez um colega do Banco – trabalhamos juntos em Ponta Porã – Reinaldo Melânio Peralta, já trabalhando na agência de Campo Grande,  cujo comportamento é um tanto informal, de tanto ouvir o Jayme pedir licença, foi logo dizendo: “A partir de agora você já está autorizado, não precisa mais pedir licença”. Inicialmente isso deixou o Jayme constrangido, mas logo entendeu a linguagem do Peralta.   

 

 

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 15:55
 
Chochinho PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 11 de Dezembro de 2011 00:00

Fui funcionário do Banco do Brasil de 1961 a 1968.

No banco havia duas categorias de funcionários: os escriturários e os contínuos. Os escriturários eram os que desenvolviam os seus trabalhos no atendimento aos clientes e na linha de frente. Os contínuos faziam os trabalhos de complementação, encaminhamento de correspondências e demais atividades secundárias.

Na agência de Campo Grande, havia um contínuo que, como se dizia, “não respeitava pelo nem marca”. Para ele todo mundo era igual, e não havia hierarquia, tratava a todos como seus iguais. E era muito criativo e engraçado. O seu nome era José Ferreira dos Santos Irmão. E aqui começam os detalhes: seu irmão mais velho chamava-se José Ferreira dos Santos. O seu pai gostando desse nome acrescentou o Irmão para o nosso personagem de hoje, que tinha o apelido de Chochinho, porque o seu irmão mais velho era conhecido como Chocho. 
Fazendo pesquisas sobre o Chochinho acabei conseguindo a colaboração inestimável do Arly Serra, que obteve as informações do Ney Sant’Anna de Carvalho e do Rosalvo Silveira, todos funcionários aposentados do Banco do Brasil.
Chochinho foi uma pessoa extremamente comunicativa, de uma presença de espírito extremamente aguçada.  Em todas as rodas que freqüentava sempre era aquela figura alegre, brincalhona, debochada... hilariante.
De certa feita, transportando o malote de dinheiro do banco para a agência de Aquidauana (Campo Grande a Aquidauana, de trem, na gloriosa NOB), o Chochinho com outro contínuo, o Adalberto, eram os responsáveis. Bons tempos em que não havia assaltos e o transporte de dinheiro era feito sem escolta. Ocorre que ambos dormiram e somente despertaram quando a cidade de Aquidauana já tinha passado. Apavorados (será que o Chochinho estava?) não viram outra alternativa senão a de continuarem até Miranda. Então, tiveram que esperar o próximo trem que vinha de Corumbá para completarem a referida missão.  Imaginem o desdobramento do assunto quando os dois emissários não chegaram no horário convencionado, em Aquidauana.
Em outra ocasião, Chochinho apareceu no expediente bancário com uma caixa de bombons. Ocorre que aquela guloseima não era convencionalmente própria para o “consumo humano”, pois continha laxante em seu interior.  Diversos colegas adiantaram-se e pediram uma “amostra”. Chochinho distribuiu para quem pediu. Havia um chefe de serviço que alegou: “Chefe é chefe” e foi pegando logo dois. O Chochinho concordou no ato: “Chefe é chefe”. Este apenas conseguiu chegar ao banheiro da agência. Nenhum dos seus outros companheiros de trabalho conseguiu chegar inteiro em suas residências.  Foi uma lástima... 
No dia seguinte, o fato foi levado ao conhecimento do subgerente, que é o chefe de pessoal da agência. O mesmo, extremante rigoroso, pediu explicações ao “doador” que, de pronto, alegou não ter qualquer tipo de culpa. “Sim, não nego, o chocolate era laxante e seria destinado ao meu próprio consumo. Ocorre que os colegas me pediram e eu não pude negar”. O assunto morreu ali mesmo...
Em uma oportunidade em que a agência do Banco do Brasil/Campo Grande recebeu a visita de alguns diretores, vindos de Brasília, Chochinho foi incumbido de ser o motorista.  O gerente da agência (naquela época existia apenas uma filial na cidade) foi até o aeroporto recepcionar os visitantes. Chochinho estava todo garboso: calça azul marinho e camisa branca, de gravata. Como a reunião com os demais funcionários deveria ocorrer somente após as 15 horas, o gerente, gentilmente, convidou-os para almoçarem. Foram para a “Cabana do Cantero”, na avenida Afonso Pena, um dos melhores (senão o melhor) da cidade. Lá, um dos diretores, declinou da cerveja e do whisky, preferindo tomar uma caipirinha, enquanto esperavam que a refeição fosse servida.
O gerente, observando que o restaurante naquele momento não tinha outros clientes, notou que o garçom passava algumas vezes levando em sua bandeja um litro de whisky escocês. Levantou-se e constatou que todas aquelas doses tinham sido consumidas, nada mais nada menos, pelo Chochinho. Os diretores ficaram na caipirinha.
Continuaremos com outras ricas estórias do Chochinho.

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 16:07
 
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