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O único beneficiário PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 04 de Dezembro de 2017 17:56
O ÚNICO BENEFICIÁRIO
Nascemos sem trazer nada,
Morremos sem levar nada...
E no meio do intervalo entre vida e a morte,
brigamos por aquilo que não trouxemos e não levaremos...
Pense nisso: Viva mais, ame mais, perdoe sempre e seja mais feliz.
A mensagem acima circula constantemente na internet. Concordo plenamente com a frase final. Quanto ao enunciado inicial, discordo. Ele só teria significado se considerarmos a parte material. Na realidade, nós não nascemos sem trazer nada. Trazemos sim, somos herdeiros da nossa herança universal que representa tudo o que realizamos em nossas encarnações anteriores. E morremos levando o resultado das sementes, energias que plantamos na encarnação atual, que se somam às nossas conquistas e realizações anteriores. Porque desde sempre tudo o que fazemos, pensamos e realizamos é depositado no Registro Akáshico, em nossa conta corrente cósmica, para posterior prestação de contas.
Akasha é uma palavra em sânscrito que significa céu, espaço ou éter, é a substância energética da qual toda a vida (alma) está formada. Akáshico é um plano da consciência cósmica que atua como arquivo, abrangendo tudo que ocorreu, ocorre e ocorrerá no universo.
Os Registros Akáshicos individuais da alma a acompanham em todas as suas encarnações. Grava pensamentos, palavras, emoções e ações geradas por cada uma das experiências vividas. Os budistas se referem a eles como “Memória da Natureza”.
“O Akasha, a Luz Astral, pode se definir como a Alma Universal, a Matriz do Universo, o Mysterium Magnum do qual tudo quanto existe é nascido por separação ou diferenciação. É a causa da existência; por todo espaço infinito… é o espaço.” (H.P. Blavatsky)
Falta ao ser humano a dimensão da eternidade. Essa visão equivocada é provocada pela noção de tudo se acaba com a morte. E também há uma confusão entre fé e crença. Fé é a força infinita com que Deus dotou cada um de nós. E que é um atributo natural do espírito. É a força com que curamos, recuperamos e realizamos. A crença é acreditar em algo que pode ser verdadeiro ou não.
O que acontece é que a preguiça se faz presente em tudo. A preguiça mental que nos induz a aceitar o que pregam as religiões, por exemplo, nos leva a uma zona de conforto em que preferimos acreditar em tudo que nos impingem a ter a coragem de pensar por nós mesmos e correr o risco de errar e ter de pagar por isso.
Mas exatamente a disposição e a vontade de pensar e avaliar os nossos atos que conferem à nossa encarnação o brilho inexaurível da participação consciente, construtora e realizadora que imprimem o selo da individualidade em nossos atos. Somos, na realidade, co-criadores do nosso destino.
Quando percebi essa condição e me dispus a procurar o entendimento alcancei uma independência que me libertou da verdade espelhada. A verdade espelhada é a verdade do espelho que reproduz uma figura em sua aparência, na sua forma, mas não reflete o conteúdo. Assim, é uma meia verdade.
Com a descoberta do fato de ser co-criador, adotei um lema: “Non ducor, duco”. Não sou conduzido, conduzo. Com todas as suas implicâncias e consequências. De vez em quando, dou uma resvalada. Mas logo me refaço. E continuo.
Assim, com a consciência dessa condição vou gerando a minha herança futura com o registro akáshico, pois sou o único beneficiário dos meus atos.
“Se compreendes, as coisas são como são. Se não compreendes, as coisas são como são” (Princípio da Ciência Esotérica).
Graças a Deus.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Nascemos sem trazer nada,

Morremos sem levar nada...

E no meio do intervalo entre vida e a morte,

brigamos por aquilo que não trouxemos e não levaremos...

Pense nisso: Viva mais, ame mais, perdoe sempre e seja mais feliz.

Última atualização em Ter, 05 de Dezembro de 2017 23:35
 
Se a vida te der um limão... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 28 de Novembro de 2017 00:02
SE A VIDA TE DER UM LIMÃO...
A vida constantemente nos traz situações inesperadas que exigem serenidade para  encará-las e resolvê-las.
Na madrugada do dia 12 último, ao perceber que a minha mulher, Rosaria, se levantara e não voltava para a cama, me levantei e perguntei o que estava acontecendo. Ela disse que sentia um mal-estar como se tivesse engolido algo que ficou entalado na altura do peito. A seguir reclamou de um incômodo nas costas e no pescoço. Pensei: preciso fazer algo e não vou esperar amanhecer. Então, eu logo disse: vamos para a Santa Casa.
Tomei a iniciativa que é a mais apropriada quando se fala de cuidado médico, ir para a Santa Casa. Já ouvi muitos profissionais de lá afirmarem: “Se eu tiver um desmaio ou qualquer outra anormalidade e não puder me manifestar, me levem para a Santa Casa”.
Lá chegando, no Prontomed, a Rosaria foi rapidamente atendida e medicada, e seu quadro se estabilizou. Ao amanhecer, sendo examinada pela cardiologista Izabela Falcão, foi diagnosticado que ela sofrera um infarto. A ação imediata proporcionou uma recuperação rápida.
A Rosaria permaneceu na UTI por um dia, sendo depois internada na UCO, Unidade Coronariana, onde ficou mais dois dias em observação e acompanhamento médico. A essa altura, ela já estava sob os cuidados do cardiologista Rafael Teixeira.
Depois de ser transferida para um apartamento, Rosaria teve um pico de pressão alta que provocou uma reviravolta no tratamento, voltando novamente para a UCO, onde se refez e depois de uns dias teve alta hospitalar. Agora ela está em casa, em franca recuperação. Graças a Deus.
Aos médicos que a atenderam nesse episódio, meu eterno agradecimento. Começando pelo superintendente, dr. Augusto Ishy, Izabela Falcão, Augusto Daige, Rafael Teixeira (que permaneceu durante todo esse tempo praticamente à cabeceira da Rosaria), José Fábio Almiro da Silva e Nara Okamoto Leite. A participação do corpo de enfermagem também foi muito eficiente e amistoso, carinhoso mesmo.
Eu sou associado da Associação Beneficente de Campo Grande, mantenedora da Santa Casa, desde 1993. No ano que vem completarei 25 anos de trabalho voluntário e contínuo. Até então nunca havia precisado de assistência médica e hospitalar para minha família.
Participei da mesa diretora na administração do dr. Arthur D’Ávila Filho e também na do coronel Clóvis Barbosa. Permaneci participante durante todo o período da lamentável intervenção na Santa Casa pela administração Nelson Trad Filho, de 2005 a 2013, quando por decisão da Justiça a Santa Casa foi devolvida a seus verdadeiros donos, a ABCG.
Durante a parte final do afastamento, ocorrido durante a intervenção, participei da diretoria executiva da administração anterior. E hoje faço parte da atual diretoria, presidida pelo advogado Esacheu Nascimento, que, felizmente, foi reeleito para mais um período. Tenho a honra de integrar a excelente equipe que revolucionou a Santa Casa, agora no cargo de vice-presidente.
Há um ditado que diz: “Se a vida te der um limão, prepare uma limonada”. Foi o que aconteceu. Nossas seis filhas se mobilizaram de imediato: Valéria, Andréa, Alessandra, Flávia e Thaís, todas ficaram a postos para o que fosse preciso. Raquel, a única que mora fora de Campo Grande, no dia seguinte ao infarto apareceu, de surpresa, e aqui permaneceu por duas semanas.
O inusitado do acontecimento serviu para confirmarmos a união e a solidariedade de nossas filhas, genros, netos, amigos e nossos mentores da Espiritualidade. Ao mesmo tempo, fomos colocados frente a frente com a iminência da transitoriedade da vida e nos demos conta da rapidez com que as coisas acontecem. Como nossa família, desde sempre, foi educada com uma orientação clara a respeito da reencarnação, soubemos encarar o episódio com certa serenidade.
E graças a Deus, renovamos a oportunidade de continuar juntos, agora, com mais consciência do que representa a grandiosidade da vida.
E na mais profunda convicção do terceiro nível do Tratado da Gratidão de São Tomás de Aquino, podemos dizer: MUITO OBRIGADO, SENHOR.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A vida constantemente nos traz situações inesperadas que exigem serenidade para  encará-las e resolvê-las.Na madrugada do dia 12 último, ao perceber que a minha mulher, Rosaria, se levantara e não voltava para a cama, me levantei e perguntei o que estava acontecendo. Ela disse que sentia um mal-estar como se tivesse engolido algo que ficou entalado na altura do peito. A seguir reclamou de um incômodo nas costas e no pescoço. Pensei: preciso fazer algo e não vou esperar amanhecer. Então, eu logo disse: vamos para a Santa Casa.

 
Metamorfose ambulante PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 22 de Novembro de 2017 11:50
METAMORFOSE AMBULANTE
Os poetas, os compositores, os filósofos e os músicos têm a sensibilidade de conceber, criar, perceber e interpretar o inconsciente coletivo e, assim, influenciar no comportamento das pessoas de forma sutil e duradoura. Raul Seixas captou, com muita competência, uma característica marcante do ser humano: a metamorfose. E autoproclamou-se como uma metamorfose ambulante. Que considero uma síntese do comportamento humano.
As influências que o meio, a cultura, a família, a nacionalidade e as atividades profissionais proporcionam ao homem fazem dele um ser indefinível que muda com o vento. E cuja ação, na maioria das vezes, é determinada pelo interesse do momento.
Há muito tempo li uma frase do escritor e filósofo espanhol José Ortega y Gasset, que diz: “Eu sou eu e a minha circunstância”. E constatei que essa frase reflete uma realidade e uma constante na minha ação.
O meu comportamento me deixa algumas vezes perplexo comigo mesmo. E assim verifiquei a veracidade da afirmação de Ortega y Gasset. Como sou um observador permanente de mim mesmo, verifiquei que cheguei à maturidade. E que essa constatação me produziu uma avaliação pessoal, crítica e reveladora.
De repente, caíram todas as máscaras. Do cinismo, da soberba, da hipocrisia, da arrogância, da prepotência, do interesse imediato, das circunstâncias. E emergiram soberanos, os princípios. Uma coisa são os meus interesses e outra são os meus princípios. Os interesses são passageiros, os princípios são eternos e fundamentais.
E qual é o meu princípio? A minha origem. Sou filho de Deus. Foi Ele quem me criou. Deu-me um espírito, o sopro da vida e a oportunidade das minhas encarnações. A Ele devo tudo. A Ele eu sou eternamente obrigado e agradecido. Dotou-me com o amor. Deu-me a fé, a força intrínseca infinita que me inspira, me alimenta e me impulsiona, despertando em mim a gratidão. Deu-me o seu mandamento que colocou em minha palavra e em meu coração. Deu-me tudo. Tenho a responsabilidade e o compromisso de bem usar as dádivas com que fui dotado.
Então, quando entram em conflito os princípios e os interesses, prevalecem os princípios. Acontece que, muitas vezes, no envolvimento dos fatos diários, os princípios como que permanecem em estado de sonolência, de letargia, e os interesses emergem como orientadores da conduta. Mas, de repente, há um alerta que aciona o acordamento nas atitudes, despertando os princípios. E aí tudo muda. Com consciência. E para melhor.
A vida me proporciona um aprendizado constante. É muito bom estar presente com tantas atividades, como as que desenvolvo atualmente. Preenchem o meu tempo e me ensinam a ser mais amigo, a ter doçura no olhar e no comportamento. A agradecer permanentemente.
A maturidade me proporcionou a oportunidade de me reciclar, de inovar, de avançar. De evoluir. Estou chegando no auge da minha vida. Dúvidas, angústias, medos, frustrações ficaram para trás. Estou tomando posse da minha maturidade percebendo e entendendo que a longevidade é uma benção. E um privilégio.
Estou proporcionando a mim mesmo a metamorfose consciente da evolução. Do renascer. Graças a Deus.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Os poetas, os compositores, os filósofos e os músicos têm a sensibilidade de conceber, criar, perceber e interpretar o inconsciente coletivo e, assim, influenciar no comportamento das pessoas de forma sutil e duradoura. Raul Seixas captou, com muita competência, uma característica marcante do ser humano: a metamorfose. E autoproclamou-se como uma metamorfose ambulante. Que considero uma síntese do comportamento humano.

 
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