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A simbologia da rã PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 29 de Setembro de 2019 13:37
A SIMBOLOGIA DA RÃ
A natureza humana nos leva a questionar tudo. Porque pensamos. Ao contrário dos animais que não pensam e se comportam da mesma maneira por gerações e gerações. Por exemplo, o João-de-Barro que, independentemente de receber instruções de seus antecessores, fará sua casinha da mesma forma sempre.
Porque pensa e raciocina, o homem cria o seu mundo, faz perguntas, inventa, busca o conhecimento, pode fazer de sua vida o que quiser. Os animais não perguntam por que, estão pré-determinados. A faculdade da imaginação leva o homem a pesquisar, procurar, entender, porque cada pessoa é herdeira de uma herança multimilenar que se perpetua no tempo e no espaço e é transmitida geneticamente.
Assim, nessa busca pelo conhecimento, começamos a inventar, a atribuir significados a símbolos com variações de sentido, usando emblemas, alegorias, metáforas, analogias, etc.
Outro dia me deparei com a simbologia da rã. Quem diria que as rãs, esses animaizinhos que nos são tão familiares na nossa infância, e que despertam nas crianças uma curiosidade e simpatia natural, teriam também um significado místico? Pois é. Mas têm.
As rãs são anuros, animais pertencentes à classe Amphibia, que inclui também sapos e pererecas. Esse nome vem do grego, e significa sem cauda (an-, sem + oura, cauda). As rãs são as mais habilidosas entre esses três tipos de anuros. Elas conseguem dar saltos de até 1,5 metro de comprimento e 70 centímetros de altura. O que nos interessa neste artigo são as rãs e a sua simbologia mística.
Fiz um apanhado na internet sobre esse tema em diversos países e culturas.
Segundo uma lenda pré-colombiana da região central do Panamá, a rã dourada traz boa sorte. Acredita-se que qualquer um que a veja ou consiga capturá-la terá um futuro feliz. Sua tez amarela brilhante, pintada com manchas cor de café, era fonte de alegria para tribos indígenas, pois acreditavam que quando ela morria, seu pequeno corpo se transformava em ouro.
Para os celtas, a rã era o senhor das águas, e para os maias e astecas, era uma deidade aquática cujo coaxar previa a chuva. A rã, por sua natureza, é um símbolo associado à água e à chuva.
Na China está ligada ao elemento yin e vista como símbolo da boa sorte. O Feng Shui recomenda colocar a imagem de uma rã em uma janela voltada para o leste, pois ensina que assim promove-se a fertilidade e uma vida familiar feliz.
Os hindus viam as rãs de uma maneira mais profunda, pois acreditavam que elas eram encarregadas da proteção do mundo dentro do espaço e que também representavam a escuridão. Na Índia, a rã é considerada o suporte do universo: a Grande Rã.
Para os japoneses, ela atrai a felicidade. Por isso as imagens ou amuletos que representam esse animal são considerados elementos de boa sorte, sobretudo quando uma viagem implica cruzar um mar ou rio. Também se diz que a palavra rã, em japonês, é a mesma palavra para dizer volta ou voltar, por isso os viajantes a levam como amuleto para voltar para casa de maneira segura. Além disso, os amuletos de rã são frequentemente levados em carteiras para não se perder o dinheiro que há dentro delas.
No Egito antigo, existia a figura de Heket, uma deusa com cabeça de rã,  relacionada à fertilidade e ao nascimento. Essa crença estava associada às inundações do Nilo, pois quando isso acontecia, centenas de rãs nasciam.
Alguns elementos e palavras-chaves associadas às rãs são: sorte, pureza, renascimento, renovação, fertilidade, liderança, transição, sonhos, oportunidade, ponto intermediário e metamorfose.
A energia da rã também é associada à relação entre a vida e a morte. A ciência mística também lhe atribui esse significado.
Algumas áreas de nossas vidas em que se diz que a rã pode ajudar como amuleto: quando precisamos atravessar etapas vitais; quando precisamos de um elemento que nos proporcione segurança durante alguma viagem; quando queremos melhorar nossa intuição, força e conexão com o mundo espiritual.
Como vemos em vários cantos do mundo a rã é considerada um elemento positivo, de mudança, de transição e, sobretudo, de sorte.
Vivendo e aprendendo.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A natureza humana nos leva a questionar tudo. Porque pensamos. Ao contrário dos animais que não pensam e se comportam da mesma maneira por gerações e gerações. Por exemplo, o João-de-Barro que, independentemente de receber instruções de seus antecessores, fará sua casinha da mesma forma sempre.

 
O sentido da vida PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 16 de Setembro de 2019 23:39
O SENTIDO DA VIDA
Um dos temas que mais me intrigam é o significado do sentido da vida. Assim, me vejo constantemente pensando nisso e no que pode representar para mim e para a minha evolução. Cheguei à conclusão, por exemplo, que o fato de existir a morte é uma demonstração clara da sabedoria de Deus. Porque se assim não fosse, seríamos eternos em nossa encarnação, o que representaria uma continuidade que, naturalmente, poderia nos levar a adiar tudo e nos tornarmos preguiçosos. Seria um desastre.
Pesquisando sobre essa temática acabei descobrindo o psiquiatra vienense Viktor Frankl (1905 – 1997). Ele fundou a logoterapia, uma abordagem terapêutica que ficou conhecida como “a terceira escola de psicologia de Viena”. A primeira escola de psicologia foi a de Sigmund Freud; a segunda, de Alfred Adler. Freud definia o homem como um ser orientado para o prazer. Adler, como um ser dirigido para o poder. Frankl entendia o homem como um ser voltado para o significado da vida.
A vontade do sentido não procura alcançar o poder nem o prazer, nem sequer a felicidade. Seu foco é o encontro de um propósito, uma razão para viver.
A logoterapia tornou-se um método de tratamento estudado e respeitado pela comunidade científica e acadêmica. Na logoterapia, as conquistas fazem referência ao sentido, ao significado, a algo que o ser humano busca sempre diante das circunstâncias do destino. Ela propõe buscar um sentido nas situações que causam dor, transformando essa dor em oportunidade de crescimento por meio da vivência dos valores, dando assim a chance de se viver uma vida plena. Ou seja, a meu ver, devemos aprender que nada acontece por acaso, e o que acontece deve ser utilizado como ferramenta de crescimento e de superação.
A vida de Frankl foi plena de situações extremas. Ele soube superar todos os sofrimentos, o que acabou fundamentando sua logoterapia pela sua própria experiência.
Filho de uma família de classe média judia austríaca, teve uma infância feliz. Na adolescência antes de ingressar na faculdade de medicina, já escrevera o que seria uma introdução ao seu projeto futuro e de toda a sua vida, muito bem recebido pelo meio universitário.
No começo da Segunda Guerra Mundial, seu irmão mais velho, Walter, foi preso pelos nazistas e enviado para um campo de concentração. Sua irmã Stella fugiu para o México. Ele obteve então um visto para entrar nos Estados Unidos, mas seus pais já eram idosos e ele decidiu que não poderia abandoná-los, por isso permaneceu na Áustria.
Em 1941, Frankl casou-se com Tilly Grosser. Os nazistas a forçaram a abortar a criança que eles estavam esperando. Em 1942, Frankl, sua esposa e seus pais foram conduzidos a um campo de concentração. No ano seguinte seu pai morreu de fome. Em 1944, o casal Frankl foi transferido para Auschwitz, o pior campo de concentração criado pelos nazistas. Lá, ele foi separado de Tilly e nunca mais a viu.
Esse período difícil e angustiante de confinamento e de trabalhos forçados provocou grandes reflexões em Viktor Frankl. Ele conseguiu sobreviver e em 1945 foi libertado pelos americanos. Sua mãe havia morrido no ano anterior na câmara de gás. Frankl perdeu toda a sua família.
Um pouco antes do Natal de 1945, ele sentiu um impulso incontrolável: precisava registrar o que tinha vivido e aprendido nos campos de concentração. Contratou três secretárias e começou a ditar tudo o que lhe vinha à mente, enquanto elas tomavam notas. Foram nove dias de trabalho intenso. Assim nasceu sua maior obra: “Em busca do sentido”. Traduzido em quase todos os idiomas, é considerada uma obra prima. Ele não fez um relato das crueldades que sofreu e testemunhou, porque seu objetivo era enviar uma mensagem para o mundo: “Eu só queria transmitir ao leitor, através de um exemplo concreto, que a vida tem um significado potencial em todas as condições, mesmo nas mais miseráveis”.
Frankl conseguiu reconstruir sua vida. Casou-se novamente em 1947. Seu casamento durou 50 anos, até sua morte em 1997. Recebeu mais de 40 títulos de doutor honoris causa. Publicou mais 30 livros. Foi professor nas universidades de maior prestígio do mundo: Stanford, Harvard e Viena. Morreu em 1997, aos 92 anos, pouco depois de fazer seu primeiro voo como piloto amador.
Deixou um legado que vai perpetuar seu nome e sua vida para sempre, porque conseguiu sobreviver ao holocausto aplicando em si mesmo sua tese, provando que o ser humano é potencialmente capaz de superar suas dificuldades.
Por fim, uma frase de Viktor Frankl que resume sua linha de pensamento:
Nós podemos descobrir o significado da vida de três diferentes maneiras: fazendo alguma coisa, experimentando um valor ou o amor, e sofrendo.
Percebo que Jesus foi precursor da logoterapia, porque Ele nos ensinou com seus atos, com seu amor e sublimando seu sofrimento.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Um dos temas que mais me intrigam é o significado do sentido da vida. Assim, me vejo constantemente pensando nisso e no que pode representar para mim e para a minha evolução. Cheguei à conclusão, por exemplo, que o fato de existir a morte é uma demonstração clara da sabedoria de Deus. Porque se assim não fosse, seríamos eternos em nossa encarnação, o que representaria uma continuidade que, naturalmente, poderia nos levar a adiar tudo e nos tornarmos preguiçosos. Seria um desastre.

Última atualização em Ter, 17 de Setembro de 2019 01:25
 
Ainda, quanto à fé. PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 03 de Setembro de 2019 01:50
AINDA, QUANTO À  FÉ
A fé, esse atributo intrínseco e infinito com que Deus nos dotou desde a criação, tem um significado mágico por sua ação transformadora. À medida que vamos vivendo, e comprovando sua eficácia, mais e mais se confirma a existência da fé proporcionando segurança, pois seu resultado passa a ser testemunhado por todos os que a vivenciam.
A história da humanidade é cheia de exemplos significativos de pessoas que a exercitaram e realizaram feitos que marcaram suas vidas e serviram de farol para seus contemporâneos.
Numa das maiores realizações do século XX, marcado por duas terríveis guerras mundiais, o líder religioso indiano Mahatma Gandhi libertou seu povo por meio da desobediência civil: sem disparar um único tiro, idealizou e comandou uma revolução pacífica, numa demonstração grandiosa e de imenso alcance, proporcionando a toda a Índia a libertação do poderoso império britânico.
Transcrevo abaixo uma combinação de trechos que pesquisei na Wikipédia e em alguns sites, via Google, sobre a biografia e a trajetória de Gandhi,
Mohandas Karamchand Gandhi nasceu no dia 2 de outubro de 1869. Foi educado na Índia, seu país natal, mas na adolescência foi estudar direito em Londres, onde se formou advogado.
O Bhagavad Gita, o poema épico e sagrado dos hindus – a Canção Celestial que ensina os valores fundamentais e as qualificações para se alcançar o autoconhecimento – assim como o Sermão da Montanha – o discurso de Jesus Cristo no Novo Testamento, a meu ver o maior discurso de todos os tempos –, tornaram-se os guias espirituais de Ghandi e fundamentaram toda a sua imensa fé.
Em 1893, Gandhi mudou-se para a África do Sul para trabalhar como advogado. Atuou em defesa da minoria hindu que vivia por lá, lutando pelos seus direitos.
Ao todo, Gandhi permaneceu 21 anos na África do Sul, tornando-se um grande nome local em defesa dos indianos. Sua atuação nesse período rendeu-lhe notoriedade e, quando retornou à Índia, em 1914, já era uma personalidade conhecida no país.
Gandhi defendia a criação de um estado autônomo na Índia, e por isso foi preso várias vezes pelos ingleses. Ele era contra qualquer forma de violência, e praticou o protesto pacífico, inspirando greves, passeatas, retiros espirituais e jejuns.
Na Índia, Gandhi difundiu o conceito de Satyagraha, o princípio pelo qual defendia o protesto não-violento a partir de demonstrações de resistência e desobediência civil. A intenção de Gandhi era fazer com que aquele que cometeu uma injustiça percebesse o dano que causou e se arrependesse. Devido ao seu papel fundamental na independência da Índia Gandhi passou a se chamado de “Mahatma” (a grande alma).
Das décadas de 1920 a 1940, Gandhi incentivou ações de desobediência civil para incentivar a população a se levantar contra os dominadores e enfraquecer o domínio colonial na Índia.
A liderança de Gandhi nas ações de desobediência civil repercutiu profundamente em dois momentos diferentes. No primeiro incentivou a população indiana a produzir suas próprias roupas e parar de comprar dos comerciantes ingleses. Para dar o exemplo, Gandhi passou a levar consigo um tear manual. Esse tear gerou tanta repercussão que se transformou em símbolo nacional da Índia e hoje é estampado na bandeira do país.
O segundo evento foi a “Marcha do Sal”, em março de 1930. Gandhi liderou uma multidão caminhando a pé por 25 dias, percorrendo perto de 400 km até o litoral indiano para que pudessem extrair sal. Isso aconteceu porque as autoridades locais haviam instituído um imposto abusivo sobre o preço do sal comprado pelos indianos. Gandhi e mais 60.000 pessoas foram presos. Ainda assim a marcha continuou, sempre com a polícia no encalço dos peregrinos.
Gandhi foi um líder mundial, cujas ações repercutiram em todo o mundo e, assim acabou conseguindo a independência da Índia. A coerência entre o discurso e seus atos  constituiu-se num dos maiores exemplos que marcaram sua vida
Em 15 de agosto de 1947, a independência da Índia foi finalmente concedida. O país, porém, ainda enfrentava uma forte tensão interna pela rivalidade entre muçulmanos e hindus. o que levou ao desmembramento do território com a criação do Paquistão.
A divisão da Índia foi o motivo da morte de Gandhi, em 1948. No dia 30 de janeiro, Gandhi foi assassinado pelo nacionalista hindu Nathuram Godse e morreu  instantaneamente. Nathuram Godse matou Gandhi porque o considerava responsável pela separação entre o Paquistão e a Índia. Ele foi preso, julgado e condenado à morte, sendo executado em 1949.
Gandhi foi, sem dúvida, um homem que deixou um legado de fé e de profunda dedicação a seus ideais, um exemplo impecável para todos nós.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A fé, esse atributo intrínseco e infinito com que Deus nos dotou desde a criação, tem um significado mágico por sua ação transformadora. À medida que vamos vivendo, e comprovando sua eficácia, mais e mais se confirma a existência da fé proporcionando segurança, pois seu resultado passa a ser testemunhado por todos os que a vivenciam. 

A história da humanidade é cheia de exemplos significativos de pessoas que a exercitaram e realizaram feitos que marcaram suas vidas e serviram de farol para seus contemporâneos.

 
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