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Campo Grande: 113 ou 140 anos? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 26 de Agosto de 2012 00:00
Campo Grande, esta terra maravilhosa, está em festas comemorando o seu aniversário. Mas, quantos anos tem a nossa cidade? Se formos considerar o ano em que aqui aportou José Antônio Pereira pela primeira vez, 140 anos, já que isso se deu em 1872. Se formos considerar a elevação a cidade, 113 anos. Essa conquista aconteceu em 1899.
As duas datas constam da bandeira da cidade: 1872 do lado esquerdo do brasão e 1899 do lado direito. Ambas são importantes e marcantes. Aliás, o prefeito Antônio Mendes Canale, em 1972 comemorou o centenário da cidade, com uma programação festiva. Assim temos duas datas representativas.
Campo Grande se destaca no cenário nacional como uma das capitais que conta com uma maior aprovação de seus habitantes.  O orgulho de aqui morar é, por centímetro quadrado, um dos mais elevados. A nossa cidade, no dizer do consagrado historiador Edson Contar, é a babel que deu certo tantas e tão variadas são as origens dos que aqui aportaram e aportam, para somar-se aos que aqui já habitam. Dá para sentir no ar o clima que predomina: sentimento de consciência do que significa viver num lugar abençoado como este.
O hino de Campo Grande é de autoria do vereador Trajano Balduíno de Souza e foi cantado pela primeira vez no dia 7 de setembro de 1918, numa comemoração da independência do Brasil. Ele soube com muita inspiração e premonição interpretar e traduzir a vocação da nossa cidade. O interessante é que o hino permaneceu na tradição oral até que na década de 80, a professora Henedina Hugo Rodrigues, procurou o maestro Vitor Marques Diniz, pedindo-lhe que criasse a melodia do hino.
Como o hino foi criado em 1918, houve um impasse para sua aprovação pela Câmara de Vereadores, pois a sua letra falava, naturalmente, em Mato Grosso e quando da proposição da sua aprovação já existia o Estado de Mato Grosso do Sul. Assim, a professora Henedina procurou o professor Hildebrando Campestrini que adaptou os versos finais com o novo status passando assim a ser o co-criador do hino. Em 1996, através de lei sancionada pelo prefeito Juvêncio César Fonseca, finalmente o hino atingiu a sua versão final, ficando então com letra de Trajano Balduíno de Souza e Hildebrando Campestrini e melodia do maestro Vitor Marques Diniz.
A letra inspirada de Trajano já previa o que seria a nossa cidade:
“Campo Grande que outrora um deserto,
Transformou-se em cidade primor,
É de jóias escrínio aberto,
É uma gema de fino lavor!”
Diz mais:
“Oh! que terra ditosa é meu lar!
Campo Grande é feliz, é feliz!”
A adaptação feita pelo professor Campestrini, nos versos finais, ficou assim:
“Mato Grosso do Sul, Campo Grande,
E Brasil, eis a tríade sagrada,
Em louvá-los minh'alma se expande
Morrerei pela Pátria adorada”.
A nossa cidade cresce cada vez mais. E para o seu crescimento urbano ordenado, o CMDU – Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização – está acompanhando e monitorando toda a evolução da nossa metrópole. O Planurb – Instituto Municipal de Planejamento Urbano, já trabalha com uma projeção de aumento da população, prevendo que em 2050, a cidade terá entre 1,5 milhões a 2 milhões de habitantes.
Glória in excelsis, Campo Grande.


Campo Grande, esta terra maravilhosa, está em festas comemorando o seu aniversário. Mas, quantos anos tem a nossa cidade? Se formos considerar o ano em que aqui aportou José Antônio Pereira pela primeira vez, 140 anos, já que isso se deu em 1872. Se formos considerar a elevação a cidade, 113 anos. Essa conquista aconteceu em 1899.As duas datas constam da bandeira da cidade: 1872 do lado esquerdo do brasão e 1899 do lado direito. Ambas são importantes e marcantes. Aliás, o prefeito Antônio Mendes Canale, em 1972 comemorou o centenário da cidade, com uma programação festiva. Assim temos duas datas representativas.

Campo Grande se destaca no cenário nacional como uma das capitais que conta com uma maior aprovação de seus habitantes.  O orgulho de aqui morar é, por centímetro quadrado, um dos mais elevados. A nossa cidade, no dizer do consagrado historiador Edson Contar, é a babel que deu certo tantas e tão variadas são as origens dos que aqui aportaram e aportam, para somar-se aos que aqui já habitam.

Dá para sentir no ar o clima que predomina: sentimento de consciência do que significa viver num lugar abençoado como este. O hino de Campo Grande é de autoria do vereador Trajano Balduíno de Souza e foi cantado pela primeira vez no dia 7 de setembro de 1918, numa comemoração da independência do Brasil. Ele soube com muita inspiração e premonição interpretar e traduzir a vocação da nossa cidade.

O interessante é que o hino permaneceu na tradição oral até que na década de 80, a professora Henedina Hugo Rodrigues, procurou o maestro Vitor Marques Diniz, pedindo-lhe que escrevesse a melodia do hino.Como o hino foi criado em 1918, houve um impasse para sua aprovação pela Câmara de Vereadores, pois a sua letra falava, naturalmente, em Mato Grosso e quando da proposição da sua aprovação já existia o Estado de Mato Grosso do Sul.

Assim, a professora Henedina procurou o professor Hildebrando Campestrini que adaptou os versos finais com o novo status passando assim a ser o co-criador do hino. Em 1996, através de lei sancionada pelo prefeito Juvêncio César Fonseca, finalmente o hino atingiu a sua versão final, ficando então com letra de Trajano Balduíno de Souza e Hildebrando Campestrini e melodia do maestro Vitor Marques Diniz. A letra inspirada de Trajano já previa o que seria a nossa cidade: 

“Campo Grande que outrora um deserto,

Transformou-se em cidade primor,

É de jóias escrínio aberto,

É uma gema de fino lavor!”

Diz mais:

“Oh! que terra ditosa é meu lar!

Campo Grande é feliz, é feliz!”

A adaptação feita pelo professor Campestrini, nos versos finais, ficou assim: 

“Mato Grosso do Sul, Campo Grande,

E Brasil, eis a tríade sagrada,

Em louvá-los minh'alma se expande

Morrerei pela Pátria adorada”.

A nossa cidade cresce cada vez mais. E para o seu crescimento urbano ordenado, o CMDU – Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização – está acompanhando e monitorando toda a evolução da nossa metrópole. O Planurb – Instituto Municipal de Planejamento Urbano, já trabalha com uma projeção de aumento da população, prevendo que em 2050, a cidade terá entre 1,5 milhões a 2 milhões de habitantes.

Glória in excelsis, Campo Grande.

Última atualização em Qua, 10 de Outubro de 2012 11:14
 
Os ventos da mudança PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 13 de Agosto de 2012 00:00
Os ventos da mudança estão começando a soprar. E quando os ventos começam, obedecem a uma sequência natural em que a velocidade vai se acelerando aos poucos, tomando corpo, aumentando até que a sua força adquira contornos irresistíveis, levando tudo de roldão. A força da natureza não encontra resistências. Assim é também na política.
Lembro-me da eleição para governador no Rio de Janeiro, na primeira direta para governadores, logo depois da anistia. Leonel Brizola tinha 3% das intenções iniciais de voto; Sandra Cavalcanti navegava tranquila em mares de almirante, com robustos 60% na preferência do eleitor. Aí os ventos da mudança começaram a soprar. Para resumir, Brizola foi eleito.
Sinto que os ventos da mudança começaram a soprar no planalto da serra de Maracaju. A posição geográfica de Campo Grande é exatamente nessa região.
As eleições municipais que se realizarão neste ano prenunciam uma grande oportunidade para mudanças significativas. Começa a despertar uma consciência cívica, que vai se tornando um fato político da mais alta relevância.
Dentre os candidatos a prefeito de Campo Grande, começa a despontar o nome de Reinaldo Azambuja que, unido a Athayde Nery, gradativamente, está ganhando a preferência de setores representativos da nossa cidade. As pressões que ambos receberam para renunciar às suas candidaturas não foram poucas. Mas assim como o bambu, que enverga mas não quebra, souberam com muita personalidade, consciência e coerência resistir. Um pé de bambu não cresce sozinho. No meio da Revolução Francesa, Danton aconselhou de l’audace, encore de l’audace, toujours de l’audace (“Audácia, mais audácia, sempre audácia”). E é este pensamento que está norteando as ações destes candidatos.
As primeiras pesquisas divulgadas colocam os candidatos Reinaldo e Athayde em 4º lugar. Mas esta posição que representa uma colocação num dado momento, é relativa. O que estimula e ativa a campanha deles: em cada lugar onde se apresentam, após a divulgação de suas propostas, que tem a ética como coluna mestra, sente-se claramente que elas mereceram a aprovação dos presentes, gerando assim uma força transformadora que se irradia pelos comentários que cada eleitor começa a fazer. Inicia-se a corrente da mudança.
Outro ponto muito importante do seu programa de governo é a participação popular. Para elaborar o seu projeto, foram ouvidas 120 mil pessoas da nossa capital. Haverá uma ênfase no fortalecimento dos conselhos regionais. O seu programa está sintonizado com o Programa Cidades Sustentáveis, o que dará à nossa capital um novo cenário. Este Programa consiste em estimular a participação da comunidade local na tomada de decisões. Em consonância com ele, a economia urbana deve ser gerida preservando os recursos naturais, a equidade social, o correto ordenamento do território, a mobilidade urbana, o clima mundial, a conservação da biodiversidade, entre outros aspectos relevantes
No seu plano de governo, Reinaldo promete divulgar diariamente a posição de caixa do tesouro municipal (como fez em sua administração municipal em Maracaju), dando transparência total aos pagamentos e aos recebimentos de verbas, para que a população possa acompanhar o movimento financeiro. Essa iniciativa de um administrador público só se viu em nosso estado quando o dr. Harry Amorim Costa, nosso primeiro governador divulgava diariamente, pelo Diário Oficial, a posição de caixa do tesouro. Depois que ele foi demitido (era governador nomeado), essa prática nunca mais foi adotada. Por que será? Os administradores têm muito a esconder?
A cidade de Maracaju na administração do Reinaldo deu um salto: do 12º lugar que ocupava no concerto dos municípios do estado passou para o 5º lugar de cidade mais importante. Foi também a primeira no estado, a ter 100% de ruas asfaltadas. Foram instaladas rede de esgoto e estação de tratamento de esgoto. A sua liderança se consolidou quando foi presidente da Assomasul, Associação dos Prefeitos de Mato Grosso do Sul, onde eleito por unanimidade.
Enfim, a campanha está nas ruas. Cabe ao eleitor consciente acompanhar e decidir. Eu já fiz a minha opção: votarei no Reinaldo Azambuja para prefeito e no Athayde Nery para vice.
E

Os ventos da mudança estão começando a soprar. E quando os ventos começam, obedecem a uma sequência natural em que a velocidade vai se acelerando aos poucos, tomando corpo, aumentando até que a sua força adquira contornos irresistíveis, levando tudo de roldão. A força da natureza não encontra resistências. Assim é também na política.Lembro-me da eleição para governador no Rio de Janeiro, na primeira direta para governadores, logo depois da anistia. Leonel Brizola tinha 3% das intenções iniciais de voto; Sandra Cavalcanti navegava tranquila em mares de almirante, com robustos 60% na preferência do eleitor. Aí os ventos da mudança começaram a soprar. Para resumir, Brizola foi eleito.

Sinto que os ventos da mudança começaram a soprar no planalto da serra de Maracaju. A posição geográfica de Campo Grande é exatamente nessa região.

As eleições municipais que se realizarão neste ano prenunciam uma grande oportunidade para mudanças significativas. Começa a despertar uma consciência cívica, que vai se tornando um fato político da mais alta relevância. 

Dentre os candidatos a prefeito de Campo Grande, começa a despontar o nome de Reinaldo Azambuja que, unido a Athayde Nery, gradativamente, está ganhando a preferência de setores representativos da nossa cidade. As pressões que ambos receberam para renunciar às suas candidaturas não foram poucas. Mas assim como o bambu, que enverga mas não quebra, souberam com muita personalidade, consciência e coerência resistir. Um pé de bambu não cresce sozinho.

No meio da Revolução Francesa, Danton aconselhou de l’audace, encore de l’audace, toujours de l’audace (“Audácia, mais audácia, sempre audácia”). E é este pensamento que está norteando as ações destes candidatos.

As primeiras pesquisas divulgadas colocam os candidatos Reinaldo e Athayde em 4º lugar. Mas esta posição que representa uma colocação num dado momento, é relativa. O que estimula e ativa a campanha deles: em cada lugar onde se apresentam, após a divulgação de suas propostas, que tem a ética como coluna mestra, sente-se claramente que elas mereceram a aprovação dos presentes, gerando assim uma força transformadora que se irradia pelos comentários que cada eleitor começa a fazer. Inicia-se a corrente da mudança.

Outro ponto muito importante do seu programa de governo é a participação popular. Para elaborar o seu projeto, foram ouvidas 120 mil pessoas da nossa capital. Haverá uma ênfase no fortalecimento dos conselhos regionais. O seu programa está sintonizado com o Programa Cidades Sustentáveis, o que dará à nossa capital um novo cenário.

Este Programa consiste em estimular a participação da comunidade local na tomada de decisões. Em consonância com ele, a economia urbana deve ser gerida preservando os recursos naturais, a equidade social, o correto ordenamento do território, a mobilidade urbana, o clima mundial, a conservação da biodiversidade, entre outros aspectos relevantes.

No seu plano de governo, Reinaldo promete divulgar diariamente a posição de caixa do tesouro municipal (como fez em sua administração municipal em Maracaju), dando transparência total aos pagamentos e aos recebimentos de verbas, para que a população possa acompanhar o movimento financeiro. Essa iniciativa de um administrador público só se viu em nosso estado quando o dr. Harry Amorim Costa, nosso primeiro governador divulgava diariamente, pelo Diário Oficial, a posição de caixa do tesouro. Depois que ele foi demitido (era governador nomeado), essa prática nunca mais foi adotada. Por que será? Os administradores têm muito a esconder?

A cidade de Maracaju na administração do Reinaldo deu um salto: do 12º lugar que ocupava no concerto dos municípios do estado passou para o 5º lugar de cidade mais importante. Foi também a primeira no estado, a ter 100% de ruas asfaltadas. Foram instaladas rede de esgoto e estação de tratamento de esgoto. A sua liderança se consolidou quando foi presidente da Assomasul, Associação dos Prefeitos de Mato Grosso do Sul, onde eleito por unanimidade. 

Enfim, a campanha está nas ruas. Cabe ao eleitor consciente acompanhar e decidir. Eu já fiz a minha opção: votarei no Reinaldo Azambuja para prefeito e no Athayde Nery para vice.



E

Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:19
 
Sapere Aude! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 28 de Julho de 2012 00:00
O filósofo grego Pitágoras, que deu seu nome a uma ordem de pensadores, religiosos e cientistas, nasceu na ilha de Samos no ano de 582 a.C. A lenda conta que ele viajou bastante e teve contato com as ideias nativas do Egito, da Ásia Menor, da Índia e da China. A parte mais importante de sua vida começou com a chegada dele a Crotona, uma colônia dórica do sul da Itália, então chamada Magna Grécia, por volta de 529 a.C., onde fundou uma escola mística e filosófica, sendo os principais temas a harmonia matemática, a doutrina dos números e o dualismo cósmico essencial.
Entre os grandes legados que Pitágoras deixou, destacam-se Os Versos de Ouro, que expressam com clareza em poucas palavras o compromisso de vida dos pitagóricos de todos os tempos. Sua mensagem será provavelmente tão válida dentro de 20 ou 25 séculos à frente como era na Grécia e na Roma antigas. Por outro lado, durante a complexa transição presente para uma civilização planetária e democrática, os Versos apontam e sinalizam impecavelmente o caminho da auto-regeneração de cada indivíduo, que constitui a base fundamental para o renascimento coletivo da sabedoria.
Vejam estes versos:
31. Não faças nada que sejas incapaz de entender,
32. Mas aprende tudo o que for necessário aprender, e desse modo terás uma vida feliz.
Estes dois versos mostram que deve haver fidelidade entre o que se fala e o que se faz. É indispensável o sentimento de fidelidade.   Daí que a fidelidade deve ser consciente e coerente. Mas não deve ser rígida, cega, imutável.
Os princípios da conduta pitagórica devem ser ponderados uma e outra vez, até que sejam absorvidos em cada um dos níveis de consciência e nas práticas da rotina diária do aprendiz. Os caminhantes espirituais gradualmente se transformam, eles mesmos, na verdade universal, que é seu próprio tema de estudo e de contemplação. Quase toda ação causa efeitos contraditórios, alguns agradáveis, outros desagradáveis. Há ações altruístas que implicam alto grau de sacrifício a curto ou médio prazo. Mas o saldo das ações deve ser positivo a longo prazo. E a decisão a respeito delas deve ser soberana.
41. Ao deitares, nunca deixes que o sono se aproxime dos teus olhos cansados,
42. Enquanto não examinares com a tua consciência mais elevada todas as tuas ações do dia.
O hábito da auto-reflexão previne alguns erros e corrige outros. Essa prática também prepara a revisão do passado que irá ocorrer na fase final da velhice, e mesmo no último minuto de nossa vida física.
De modo semelhante, em pequena escala, a revisão ao final de cada dia ajuda a definir o rumo e a qualidade de tudo o que irá ocorrer durante o sono e até o novo despertar. Graças à revisão pitagórica do final do dia, cada nova manhã pode trazer consigo uma vida mais livre do perigo de repetir os erros do passado, e mais aberta para o potencial ilimitado que cada ser humano tem sempre diante de si.
Sapere Aude! “Tem coragem para fazer uso da tua própria razão” (lema do Iluminismo). É o que falta para a humanidade.
Para os leitores que se interessarem pelo tema, Os Versos de Ouro estão disponíveis no Google, com comentários de diversos autores, como Fabre d’Olivet e José Laércio do Egito, demonstrando a sua aplicação na vida diária.


O filósofo grego Pitágoras, que deu seu nome a uma ordem de pensadores, religiosos e cientistas, nasceu na ilha de Samos no ano de 582 a.C. A lenda conta que ele viajou bastante e teve contato com as ideias nativas do Egito, da Ásia Menor, da Índia e da China. A parte mais importante de sua vida começou com a chegada dele a Crotona, uma colônia dórica do sul da Itália, então chamada Magna Grécia, por volta de 529 a.C., onde fundou uma escola mística e filosófica, sendo os principais temas a harmonia matemática, a doutrina dos números e o dualismo cósmico essencial.

Entre os grandes legados que Pitágoras deixou, destacam-se Os Versos de Ouro, que expressam com clareza em poucas palavras o compromisso de vida dos pitagóricos de todos os tempos. Sua mensagem será provavelmente tão válida dentro de 20 ou 25 séculos à frente como era na Grécia e na Roma antigas.

Por outro lado, durante a complexa transição presente para uma civilização planetária e democrática, os Versos apontam e sinalizam impecavelmente o caminho da auto-regeneração de cada indivíduo, que constitui a base fundamental para o renascimento coletivo da sabedoria.

Vejam estes versos:

31. Não faças nada que sejas incapaz de entender, 

32. Mas aprende tudo o que for necessário aprender, e desse modo terás uma vida feliz.

Estes dois versos mostram que deve haver fidelidade entre o que se fala e o que se faz. É indispensável o sentimento de fidelidade.   Daí que a fidelidade deve ser consciente e coerente. Mas não deve ser rígida, cega, imutável.  Os princípios da conduta pitagórica devem ser ponderados uma e outra vez, até que sejam absorvidos em cada um dos níveis de consciência e nas práticas da rotina diária do aprendiz.

Os caminhantes espirituais gradualmente se transformam, eles mesmos, na verdade universal, que é seu próprio tema de estudo e de contemplação. Quase toda ação causa efeitos contraditórios, alguns agradáveis, outros desagradáveis. Há ações altruístas que implicam alto grau de sacrifício a curto ou médio prazo. Mas o saldo das ações deve ser positivo a longo prazo. E a decisão a respeito delas deve ser soberana.

41. Ao deitares, nunca deixes que o sono se aproxime dos teus olhos cansados, 

42. Enquanto não examinares com a tua consciência mais elevada todas as tuas ações do dia.

O hábito da auto-reflexão previne alguns erros e corrige outros. Essa prática também prepara a revisão do passado que irá ocorrer na fase final da velhice, e mesmo no último minuto de nossa vida física.  De modo semelhante, em pequena escala, a revisão ao final de cada dia ajuda a definir o rumo e a qualidade de tudo o que irá ocorrer durante o sono e até o novo despertar.

Graças à revisão pitagórica do final do dia, cada nova manhã pode trazer consigo uma vida mais livre do perigo de repetir os erros do passado, e mais aberta para o potencial ilimitado que cada ser humano tem sempre diante de si.  

Sapere Aude! “Tem coragem para fazer uso da tua própria razão” (lema do Iluminismo). É o que falta para a humanidade. Para os leitores que se interessarem pelo tema, Os Versos de Ouro estão disponíveis no Google, com comentários de diversos autores, como Fabre d’Olivet e José Laércio do Egito, demonstrando a sua aplicação na vida diária.

Última atualização em Seg, 05 de Novembro de 2012 20:38
 
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