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Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 02 de Junho de 2012 00:00
Campo Grande é uma cidade construída por gigantes. Gigantes na política, na sociedade, no comércio, na indústria, enfim, em todos os setores de atividades. Um dos maiores gigantes, sem dúvida nenhuma, é Jorge Elias Zahran - pela sua competência, humanismo e visão empresarial. Este homem construiu um conjunto de obras que não se esgotam unicamente na sua medida em metros quadrados, mas valem principalmente pelo seu conteúdo social e alcance de utilidade, no tempo e no espaço.
No dia 2 de junho último, participei do Arraial da AACC, realizado no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, como voluntário na equipe da cozinha de produção. E ali observando o que representa hoje para a nossa cidade um empreendimento dessa natureza, me veio naturalmente o nome do cidadão que teve a ousadia de construí-lo: Jorge Elias Zahran.
O Jorge é um dos grandes empreendedores da nossa cidade. É autor de obras cuja perenidade já imortalizou o seu nome. Ele é o quarto filho de Elias e Laila Zahran, irmão do Eduardo, do Ueze, do Nagib, do João e da Jeannette – figuras que são referência em nosso estado. O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, lançará nos próximos dias um livro que retrata a vida de Eduardo Elias Zahran, resgatando assim uma dívida de gratidão da nossa cidade e do nosso estado, com esse grande cidadão que tanto fez pela nossa região, pelo nosso país e, principalmente, pela nossa cidade.
A família Zahran é constituída de seres especiais. Aí está o Ueze que com muita competência soube consolidar a semente plantada pelo
Eduardo. Contou com a valiosa união e apoio de todos os seus irmãos na construção do Grupo Zahran, constituído hoje pela Copagaz, TV Morena, TV Cidade Branca (Corumbá), TV Centro América (Cuiabá, Rondonópolis, Alta Floresta), TV Ponta Porã e Fundação Ueze Zahran.
E o Jorge, como membro típico desse clã, abriu um caminho próprio dentro das entidades de classe do setor da indústria. Fundador da Federação das Indústrias em nosso estado, foi seu primeiro presidente, exercendo diversos mandatos conseguiu deixar um legado que merece o respeito de toda a nossa população.
Jorge construiu a sede própria da Federação, a sede própria do Sebrae (em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas) – de cujo conselho deliberativo foi presidente durante oito anos, o Centro de Convenções e Exposições Albano Franco e todo o complexo do Sesi numa área com 40 hectares, constando do Clube do Trabalhador, ginásio de esportes, piscina, restaurante e escola de 1º grau que leva o nome de sua mulher, Maria José Castello Zahran. Vale lembrar que ele também incrementou o Senai. Adquiriu ainda a área para construção da colônia de férias em Bonito e uma área urbana com 20.000 metros quadrados na avenida Ricardo Brandão, ao lado da Uniderp..
O Jorge foi secretário de indústria e comércio no último governo Pedrossian, em que eu era titular da comunicação social. Na ocasião, tivemos oportunidade de estreitar nossos laços que já vinham desde a fundação do Sindicato dos Corretores de Imóveis, em 1980. Embora não tenha exercido diretamente a atividade profissional de corretor de imóveis, Jorge é credenciado e sempre esteve ativo e participante em todos os movimentos do Sindicato, votando em todas as eleições. Foi juntamente comigo fundador da Câmara de Valores Imobiliários em 1983.  Sempre tive o privilégio de contar com o seu voto, nas diversas eleições que ocorreram desde a fundação do Sindicato.
Ele sempre se caracterizou pela liberdade que concedia aos seus executivos, confiava e acompanhava o desempenho de cada um. A sua trajetória vitoriosa sempre encontrou em seus assessores um apoio que se consolidava pelo respeito mútuo. É um empresário humano, empreendedor, sempre lembrado pelos seus ex-funcionários pela forma carinhosa e até amorosa com que tratava a todos.
O Jorge é um praticante natural da lei da doação, que é uma das sete leis espirituais do sucesso, apresentadas por Deppak Chopra, em seu livro com esse título. Ele sempre influenciou as pessoas que com ele trabalhavam praticando essa lei: “A intenção por trás dos atos de dar e receber é o elemento mais relevante”. “A abundância tem expressão material, mas o que realmente está em circulação é a consciência”. E nesse quesito o Jorge é um mestre.
Enfim, um gigante.

Campo Grande é uma cidade construída por gigantes. Gigantes na política, na sociedade, no comércio, na indústria, enfim, em todos os setores de atividades. Um dos maiores gigantes, sem dúvida nenhuma, é Jorge Elias Zahran - pela sua competência, humanismo e visão empresarial. Este homem construiu um conjunto de obras que não se esgotam unicamente na sua medida em metros quadrados, mas valem principalmente pelo seu conteúdo social e alcance de utilidade, no tempo e no espaço.  

No dia 2 de junho último, participei do Arraial da AACC, realizado no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, como voluntário na equipe da cozinha de produção. E ali observando o que representa hoje para a nossa cidade um empreendimento dessa natureza, me veio naturalmente o nome do cidadão que teve a ousadia de construí-lo: Jorge Elias Zahran. O Jorge é um dos grandes empreendedores da nossa cidade. É autor de obras cuja perenidade já imortalizou o seu nome. Ele é o quarto filho de Elias e Laila Zahran, irmão do Eduardo, do Ueze, do Nagib, do João e da Jeannette – figuras que são referência em nosso estado.

O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, lançará nos próximos dias um livro que retrata a vida de Eduardo Elias Zahran, resgatando assim uma dívida de gratidão da nossa cidade e do nosso estado, com esse grande cidadão que tanto fez pela nossa região, pelo nosso país e, principalmente, pela nossa cidade. A família Zahran é constituída de seres especiais. Aí está o Ueze que com muita competência soube consolidar a semente plantada pelo Eduardo. Contou com a valiosa união e apoio de todos os seus irmãos na construção do Grupo Zahran, constituído hoje pela Copagaz, TV Morena, TV Cidade Branca (Corumbá), TV Centro América (Cuiabá, Rondonópolis, Alta Floresta), TV Ponta Porã e Fundação Ueze Zahran. E o Jorge, como membro típico desse clã, abriu um caminho próprio dentro das entidades de classe do setor da indústria.

Fundador da Federação das Indústrias em nosso estado, foi seu primeiro presidente, exercendo diversos mandatos conseguiu deixar um legado que merece o respeito de toda a nossa população.Jorge construiu a sede própria da Federação, a sede própria do Sebrae (em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas) – de cujo conselho deliberativo foi presidente durante oito anos, o Centro de Convenções e Exposições Albano Franco e todo o complexo do Sesi numa área com 40 hectares, constando do Clube do Trabalhador, ginásio de esportes, piscina, restaurante e escola de 1º grau que leva o nome de sua mulher, Maria José Castello Zahran.

Vale lembrar que ele também incrementou o Senai. Adquiriu ainda a área para construção da colônia de férias em Bonito e uma área urbana com 20.000 metros quadrados na avenida Ricardo Brandão, ao lado da Uniderp.. O Jorge foi secretário de indústria e comércio no último governo Pedrossian, em que eu era titular da comunicação social. Na ocasião, tivemos oportunidade de estreitar nossos laços que já vinham desde a fundação do Sindicato dos Corretores de Imóveis, em 1980. Embora não tenha exercido diretamente a atividade profissional de corretor de imóveis, Jorge é credenciado e sempre esteve ativo e participante em todos os movimentos do Sindicato, votando em todas as eleições. Foi juntamente comigo fundador da Câmara de Valores Imobiliários em 1983.  Sempre tive o privilégio de contar com o seu voto, nas diversas eleições que ocorreram desde a fundação do Sindicato. 

Ele sempre se caracterizou pela liberdade que concedia aos seus executivos, confiava e acompanhava o desempenho de cada um. A sua trajetória vitoriosa sempre encontrou em seus assessores um apoio que se consolidava pelo respeito mútuo. É um empresário humano, empreendedor, sempre lembrado pelos seus ex-funcionários pela forma carinhosa e até amorosa com que tratava a todos.O Jorge é um praticante natural da lei da doação, que é uma das sete leis espirituais do sucesso, apresentadas por Deppak Chopra, em seu livro com esse título.

Ele sempre influenciou as pessoas que com ele trabalhavam praticando essa lei: “A intenção por trás dos atos de dar e receber é o elemento mais relevante”. “A abundância tem expressão material, mas o que realmente está em circulação é a consciência”. E nesse quesito o Jorge é um mestre.

Enfim, um gigante.

Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:23
 
Beau Geste PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 11 de Maio de 2012 00:00
Beau Geste é uma história clássica de fraternidade entre irmãos ingleses que se alistam na famosa Legião Estrangeira Francesa, de autoria de P. C. Wren. Foi filmado em 1939, com Gary Cooper no papel principal: representava uma metáfora entre os valores britânicos da classe alta de um tempo passado. E aqui ao retratar o gesto de um descendente de ingleses, valho-me do título por que bem representa o espírito que norteou a ação do cidadão protagonista deste artigo. Significa “Nobre Gesto”.
Uma das virtudes mais louváveis no ser humano é a reverência aos antepassados. Os orientais são mestres nesse quesito. Fazem dessa reverência uma prática que os coloca em posição de destaque perante a humanidade.
Em Campo Grande, nós temos um pesquisador que fez dessa prática um ideal. E começou aos oitenta e dois anos. (Moisés, quando começou a caminhada pelo deserto com o povo hebreu tinha oitenta anos).
O pesquisador em questão é Milton Cox, hoje com 96 anos. Ao ser indagado por uma neta que queria saber quantos irmãos ele tinha, Milton se viu na mesma situação de desconhecimento quanto aos seus ancestrais. A partir daí iniciou um trabalho que jogou luz sobre as origens de sua família, pesquisa para a qual dedicou dois anos de sua vida.
Tive acesso à pesquisa familiar de Milton Cox, por meio de uma busca que nós, associados do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, fazemos constantemente. É uma garimpagem de histórias e personagens interessantes de nosso estado que nos leva à descoberta de verdadeiros tesouros.
Milton registrou a história da família Cox, nos séculos XIX e XX. Descobriu que sua família é originária da cidade de Southampton, no condado de Hamsphire, na Inglaterra. Sua bisavó, Mary Smith Cox, matriarca da família, aportou na Bahia por volta de 1856 com seus seis filhos: William Penley, Randolph Smith, Peter Smith, Osmond Paul, Franklin e Edmund Penley Cox os últimos três engenheiros civis – dando início à sua prole em nosso país.
A partir de quatro dos dez filhos de Edmund – avô de Milton –, foram contabilizados 226 descendentes. Dos outros seis, não se conseguiram informações.
O pai do Milton, Francisco Eduardo Cox, vindo do Rio de Janeiro, chegou a Três Lagoas em fins de 1919, para dirigir as oficinas de montagem da ponte metálica da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil sobre o rio Paraná, uma construção com 1.200 metros de comprimento. Francisco Cox permaneceu à frente dessa oficina até 1931, tendo montado outras pontes menores e alguns pontilhões no trecho entre Três Lagoas e Porto Esperança. Continuou morando em Três Lagoas onde faleceu em 1950, aos 86 anos.
O interessante é que Milton elaborou seu trabalho de pesquisa de forma artesanal, elencando dados e utilizando somente o telefone como meio de consulta. A partir daí foi relacionando bisavós, avós, pais, filhos, netos, bisnetos, trinetos e tataranetos, que constituíram uma imensa árvore genealógica. Ele doou ao Instituto Histórico e Geográfico um exemplar do seu trabalho, que agora pertence ao nosso acervo, e está à disposição da população.
Uma versão digital com a relação de outros membros da família Cox será disponibilizada tão logo esteja pronta, no site do Instituto, www.ihgms.org.br.
O trabalho de Milton Cox representa um verdadeiro atestado de perseverança e dedicação, coroando um registro feito com amor, de forma empírica. Ele erigiu, com diligência, um monumento à determinação, demonstrando que quando se tem vontade e um objetivo claro, tudo concorre a favor. Por falta de orientação técnica, ele mesmo foi seu professor, treinador, e técnico. Aprendeu a organizar o seu trabalho com a prática. Demonstrou que o tempo é amigo daqueles que usam o juízo para utilizá-lo da melhor forma.
Milton Cox é a perfeita encarnação do justo respeito aos antepassados.

Beau Geste é uma história clássica de fraternidade entre irmãos ingleses que se alistam na famosa Legião Estrangeira Francesa, de autoria de P. C. Wren. Foi filmado em 1939, com Gary Cooper no papel principal: representava uma metáfora entre os valores britânicos da classe alta de um tempo passado. E aqui ao retratar o gesto de um descendente de ingleses, valho-me do título por que bem representa o espírito que norteou a ação do cidadão protagonista deste artigo. Significa “Nobre Gesto”.Uma das virtudes mais louváveis no ser humano é a reverência aos antepassados. Os orientais são mestres nesse quesito. Fazem dessa reverência uma prática que os coloca em posição de destaque perante a humanidade.

Em Campo Grande, nós temos um pesquisador que fez dessa prática um ideal. E começou aos oitenta e dois anos. (Moisés, quando começou a caminhada pelo deserto com o povo hebreu tinha oitenta anos). O pesquisador em questão é Milton Cox, hoje com 96 anos. Ao ser indagado por uma neta que queria saber quantos irmãos ele tinha, Milton se viu na mesma situação de desconhecimento quanto aos seus ancestrais. A partir daí iniciou um trabalho que jogou luz sobre as origens de sua família, pesquisa para a qual dedicou dois anos de sua vida.

Tive acesso à pesquisa familiar de Milton Cox, por meio de uma busca que nós, associados do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, fazemos constantemente. É uma garimpagem de histórias e personagens interessantes de nosso estado que nos leva à descoberta de verdadeiros tesouros.

Milton registrou a história da família Cox, nos séculos XIX e XX. Descobriu que sua família é originária da cidade de Southampton, no condado de Hamsphire, na Inglaterra. Sua bisavó, Mary Smith Cox, matriarca da família, aportou na Bahia por volta de 1856 com seus seis filhos: William Penley, Randolph Smith, Peter Smith, Osmond Paul, Franklin e Edmund Penley Cox os últimos três engenheiros civis – dando início à sua prole em nosso país.A partir de quatro dos dez filhos de Edmund – avô de Milton –, foram contabilizados 226 descendentes. Dos outros seis, não se conseguiram informações. 

O pai do Milton, Francisco Eduardo Cox, vindo do Rio de Janeiro, chegou a Três Lagoas em fins de 1919, para dirigir as oficinas de montagem da ponte metálica da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil sobre o rio Paraná, uma construção com 1.200 metros de comprimento. Francisco Cox permaneceu à frente dessa oficina até 1931, tendo montado outras pontes menores e alguns pontilhões no trecho entre Três Lagoas e Porto Esperança. Continuou morando em Três Lagoas onde faleceu em 1950, aos 86 anos. 

O interessante é que Milton elaborou seu trabalho de pesquisa de forma artesanal, elencando dados e utilizando somente o telefone como meio de consulta. A partir daí foi relacionando bisavós, avós, pais, filhos, netos, bisnetos, trinetos e tataranetos, que constituíram uma imensa árvore genealógica. Ele doou ao Instituto Histórico e Geográfico um exemplar do seu trabalho, que agora pertence ao nosso acervo, e está à disposição da população.Uma versão digital com a relação de outros membros da família Cox será disponibilizada tão logo esteja pronta, no site do Instituto, www.ihgms.org.br.

O trabalho de Milton Cox representa um verdadeiro atestado de perseverança e dedicação, coroando um registro feito com amor, de forma empírica. Ele erigiu, com diligência, um monumento à determinação, demonstrando que quando se tem vontade e um objetivo claro, tudo concorre a favor. Por falta de orientação técnica, ele mesmo foi seu professor, treinador, e técnico. Aprendeu a organizar o seu trabalho com a prática.

Demonstrou que o tempo é amigo daqueles que usam o juízo para utilizá-lo da melhor forma. Milton Cox é a perfeita encarnação do justo respeito aos antepassados.

Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:23
 
Alemão fujão PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 01 de Junho de 2012 17:43
No tempo em que trabalhei no Banco do Brasil, em Ponta Porã, entre os colegas e amigos com quem convivi naquele período áureo da minha vida, destaco hoje, o Júlio Cesar Baasch. Descendente de alemães, nascido em Palhoça-SC, município hoje da Grande Florianópolis. O meu relacionamento com ele, em princípio foi de rivalidade no ping-pong, no futebol de salão e nas tiradas próprias dos funcionários do banco. Aos poucos, fomos nos harmonizando, chegando a amigos, compadres e irmãos verdadeiros.
Pois bem, o Alemão como ficou conhecido, depois de um determinado tempo, começou a namorar a Isabel, minha cunhada. Não sei por que, o namoro acabou. E ele então pediu transferência para o Rio de Janeiro. Por isso, Júlio ganhou o apelido de Alemão fujão.
Ao participar de um bingo, cujo prêmio principal era um jogo completo de casa, a Isabel ganhou o prêmio maior. Inclusive alguém falou: “Feliz no jogo, infeliz no amor”.
Na época a minha filha Valéria, a número 1, tinha dois anos e ensinaram para a Isabel, uma simpatia para fazer o namorado voltar: Colocar uma menina pequena embaixo da mesa e ela dizendo: “Volta tio Júlio, volta tio Júlio”.  E lá ficava a Valéria em baixo da mesa, com essa cantilena sem parar. Pelo sim, pelo não, o certo é que, como narro a seguir a simpatia deu certo. Fica a dica.
Logo depois, fui designado para um curso de aperfeiçoamento em Curitiba. Quando lá estava recebi a visita de um colega que estava de ferias: Mateus Aerte Pires. Ele disse que o Alemão estava agora trabalhando na agência do banco em Itajaí-SC. E propôs que ligássemos para ele, pois estávamos no período da semana santa. Assim fizemos. O Alemão ficou muito alegre e nos convidou para irmos até Itajaí. Quando lá chegamos foi logo perguntando pela Isabel e só falava nela. Ligamos para Ponta Porã. Na época poucas pessoas tinham telefone. Acabamos marcando dia e hora para que ele falasse com ela. Resumo da ópera: voltaram a namorar e se casaram logo depois, em l967.
Na ocasião do casamento, a mãe do Júlio, dona Virgulina, veio com antecedência para a cerimônia. Pouco depois que ela chegou, recebemos a notícia: seu Evaldo, marido dela e, portanto, pai do noivo, tinha acabado de falecer. Diante disso, urgia levar dona Virgulina de volta para assistir ao sepultamento em Santa Catarina. Júlio tinha um fusca azul. Embarquei nessa viagem, a bordo do fusca, com dona Virgulina, a noiva, minha cunhada Isabel, e o Júlio.
Seguíamos pela estrada de terra, não havia asfalto, quando de repente furou um pneu. Trocamos o pneu bem rápido, pois tínhamos hora para chegar, e seguimos viagem. Alguns quilômetros à frente, o pneu soltou-se da roda, voou para longe e fez o carro adernar para o lado. Entramos no mato atrás do pneu perdido que foi achado logo a seguir. Na pressa de trocar o pneu, não tínhamos dado o aperto final e os parafusos se soltaram com os solavancos da estrada. Foi impossível achá-los. Apesar da situação, baixou uma luz e tivemos a ideia de tirar um parafuso de cada roda para repor os que faltavam e seguimos viagem com um parafuso a menos em cada pneu, até o primeiro borracheiro nos socorrer. Felizmente, conseguimos chegar a tempo em Palhoça para assistir ao sepultamento.
Na década de 80, o Júlio trabalhando no Banco do Brasil em Joinville, pediu transferência para Campo Grande. Passou a trabalhar no CESEC, centro de computação do banco, onde anos depois se aposentou.
O compadre foi residir na rua Salim Maluf, no Taveirópolis. Certa vez, comprou uma chácara em Terenos e, de quebra, também adquiriu um trator. O vendedor foi entregar o trator na casa do Júlio. E lá deixou estacionada a máquina, que tomava quase toda a rua. Sentindo-se dono de um trator, meu compadre resolveu pilotá-lo e dirigiu-se, todo pimpão, ao posto de gasolina mais próximo, em frente à sede do Esporte Clube Comercial. O volante do trator estava com duas voltas de folga, e ele só percebeu isso quando atropelou a bomba de gasolina do posto, causando um baita tumulto. Nunca antes no Taveirópolis seu viu nada parecido. Pode ter sido um prenúncio de que o Júlio e o trator não foram feitos um para o outro. Tempos depois, ele naturalmente se desfez do trator e da chácara.

No tempo em que trabalhei no Banco do Brasil, em Ponta Porã, entre os colegas e amigos com quem convivi naquele período áureo da minha vida, destaco hoje, o Júlio Cesar Baasch. Descendente de alemães, nascido em Palhoça-SC, município hoje da Grande Florianópolis. O meu relacionamento com ele, em princípio foi de rivalidade no ping-pong, no futebol de salão e nas tiradas próprias dos funcionários do banco. Aos poucos, fomos nos harmonizando, chegando a amigos, compadres e irmãos verdadeiros.

Pois bem, o Alemão como ficou conhecido, depois de um determinado tempo, começou a namorar a Isabel, minha cunhada. Não sei por que, o namoro acabou. E ele então pediu transferência para o Rio de Janeiro. Por isso, Júlio ganhou o apelido de Alemão fujão.

Ao participar de um bingo, cujo prêmio principal era um jogo completo de casa, a Isabel ganhou o prêmio maior. Inclusive alguém falou: “Feliz no jogo, infeliz no amor”.Na época a minha filha Valéria, a número 1, tinha dois anos e ensinaram para a Isabel, uma simpatia para fazer o namorado voltar: Colocar uma menina pequena embaixo da mesa e ela dizendo: “Volta tio Júlio, volta tio Júlio”.  E lá ficava a Valéria em baixo da mesa, com essa cantilena sem parar. Pelo sim, pelo não, o certo é que, como narro a seguir a simpatia deu certo. Fica a dica.

Logo depois, fui designado para um curso de aperfeiçoamento em Curitiba. Quando lá estava recebi a visita de um colega que estava de ferias: Mateus Aerte Pires. Ele disse que o Alemão estava agora trabalhando na agência do banco em Itajaí-SC. E propôs que ligássemos para ele, pois estávamos no período da semana santa. Assim fizemos. O Alemão ficou muito alegre e nos convidou para irmos até Itajaí. Quando lá chegamos foi logo perguntando pela Isabel e só falava nela. Ligamos para Ponta Porã. Na época poucas pessoas tinham telefone. Acabamos marcando dia e hora para que ele falasse com ela. Resumo da ópera: voltaram a namorar e se casaram logo depois, em l967.

Na ocasião do casamento, a mãe do Júlio, dona Virgulina, veio com antecedência para a cerimônia. Pouco depois que ela chegou, recebemos a notícia: seu Evaldo, marido dela e, portanto, pai do noivo, tinha acabado de falecer. Diante disso, urgia levar dona Virgulina de volta para assistir ao sepultamento em Santa Catarina. Júlio tinha um fusca azul. Embarquei nessa viagem, a bordo do fusca, com dona Virgulina, a noiva, minha cunhada Isabel, e o Júlio. Seguíamos pela estrada de terra, não havia asfalto, quando de repente furou um pneu. Trocamos o pneu bem rápido, pois tínhamos hora para chegar, e seguimos viagem. Alguns quilômetros à frente, o pneu soltou-se da roda, voou para longe e fez o carro adernar para o lado. Entramos no mato atrás do pneu perdido que foi achado logo a seguir. Na pressa de trocar o pneu, não tínhamos dado o aperto final e os parafusos se soltaram com os solavancos da estrada. Foi impossível achá-los. Apesar da situação, baixou uma luz e tivemos a ideia de tirar um parafuso de cada roda para repor os que faltavam e seguimos viagem com um parafuso a menos em cada pneu, até o primeiro borracheiro nos socorrer. Felizmente, conseguimos chegar a tempo em Palhoça para assistir ao sepultamento. 

Na década de 80, o Júlio trabalhando no Banco do Brasil em Joinville, pediu transferência para Campo Grande. Passou a trabalhar no CESEC, centro de computação do banco, onde anos depois se aposentou. 

O compadre foi residir na rua Salim Maluf, no Taveirópolis. Certa vez, comprou uma chácara em Terenos e, de quebra, também adquiriu um trator. O vendedor foi entregar o trator na casa do Júlio. E lá deixou estacionada a máquina, que tomava quase toda a rua. Sentindo-se dono de um trator, meu compadre resolveu pilotá-lo e dirigiu-se, todo pimpão, ao posto de gasolina mais próximo, em frente à sede do Esporte Clube Comercial. O volante do trator estava com duas voltas de folga, e ele só percebeu isso quando atropelou a bomba de gasolina do posto, causando um baita tumulto. Nunca antes no Taveirópolis seu viu nada parecido. Pode ter sido um prenúncio de que o Júlio e o trator não foram feitos um para o outro. Tempos depois, ele naturalmente se desfez do trator e da chácara.

Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:26
 
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