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Estelionato PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 03 de Novembro de 2012 00:00
ESTELIONATO
O direito penal define que comete estelionato aquele que obtêm para si, ou para outrem, vantagem ilícita em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante meio ardiloso ou fraudulento. Volto a dizer: é um crime doloso que lesa o patrimônio alheio mediante emprego de manobra fraudulenta, para induzir alguém em erro obtendo para si ou para outrem vantagem ilícita.
É este o crime que acaba de ser perpetrado pela Junta Interventiva da Santa Casa. Por ato ilícito, nulo de pleno direito, induzindo diversos cidadãos que “inocentemente” emprestaram o seu nome para figurar falsamente como associados da Associação Beneficente Santa Casa, a Junta vem de publicar um edital convocando os falsos associados para um “recadastramento”, conforme publicação do dia 29 último.
Induziu em erro as pessoas listadas como “associados” arrebanhadas dos quadros de funcionários públicos, em sua grande maioria, pois não foram, em tempo algum, associados da Associação Beneficente Campo Grande.
A maneira torpe que foi agora tornada pública faz parte de um plano criminoso e traiçoeiro visando tomar posse definitiva de um bem particular pertencente a uma Associação fundada em 1919, há, portanto 93 anos e que foi sempre patrimônio do povo campo-grandense, dedicada a propiciar atendimento médico à população mais carente.
Certamente lá onde se encontram numa esfera espiritual superior: Eduardo Olímpio Machado, Eduardo Santos Pereira, Augusto Silva, Otaviano de Mello, Benjamim Corrêa da Costa, Enoch Vieira de Almeida, Camillo Boni, Bernardo Franco Baís e outros tantos grandes benfeitores da nossa gente, que tanto se sacrificaram para tornar viável um sonho do idealismo deles, devem estar estarrecidos com essa iniciativa espúria e criminosa que pretende macular e assaltar um patrimônio fruto de tanto trabalho e dedicação.
Eles encabeçaram uma lista, em agosto de 1917 denominada como “Lista destinada à inscripção das pessoas que contribuem dando uma esmola, para a criação da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, refúgio, em breve tempo dos doentes pobres e desvalidos”.
Foram arrecadando recursos e, em junho de 1919, a “Sociedade Beneficente de Campo Grande” foi fundada. Com as arrecadações foi iniciada a construção do hospital com 40 leitos, uma sala de cirurgia e as demais dependências necessárias, de acordo com projeto do engenheiro Camillo Boni. O hospital foi inaugurado em dezembro de 1928.
Juntaram-se a estes beneméritos, Rogério Casal Caminha, João Clímaco Vidal, Vitor M. Pace, Ignácio Gomes, Arlindo de Andrade Gomes, Leonel Velasco, Arnaldo Serra, Antonio Bacha, Francisco Calarge, Antônio Norberto de Almeida, e mais tarde, Naim Dibo, Laucídio Coelho, Abrão Júlio Rahe e o lendário carroceiro José Mustafá, o Zé Bonito.
Estes são os beneméritos iniciais que citamos, mas há uma centena de outros que, por falta de espaço deixamos de citar. E que naturalmente estão em assembléia espiritual permanente para irradiar uma energia renovadora e fortalecedora para que nós outros, associados verdadeiros e legais da Santa Casa, resistamos com toda garra e coragem a esta tentativa espúria de assenhorear-se de um patrimônio que não lhes pertence.
A iniciativa de repulsa desse ato ilegal já foi feita pela verdadeira Associação Beneficente Campo Grande, que notificou a junta interventora e está tomando as medidas legais para preservar o seu patrimônio e defender a causa da população mais carente de nossa cidade.
A grande questão a ser respondida é a seguinte: A Junta Interventiva resolveu a questão? Atendeu às premissas que “justificaram” a intervenção? A resposta é não.
Isto se comprova facilmente, analisando-se que, em menos de sete anos, quatro administrações se sucederam e não resolveram os fins a que se propuseram. Nesse período, a dívida de R$ 39 milhões pulou para R$ 108,9 milhões. O atendimento piorou. O hospital foi sucateado.
Isso precisa mudar. Dentro da legalidade, já preconizada pelo Tribunal de Justiça: a devolução da Santa Casa à sua verdadeira proprietária, a Associação Beneficente de Campo Grande..
Heitor Freire – associado da Associação Beneficente Campo Grande – Santa Casa, há 21 anos.

O direito penal define que comete estelionato aquele que obtêm para si, ou para outrem, vantagem ilícita em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante meio ardiloso ou fraudulento. Volto a dizer: é um crime doloso que lesa o patrimônio alheio mediante emprego de manobra fraudulenta, para induzir alguém em erro obtendo para si ou para outrem vantagem ilícita.É este o crime que acaba de ser perpetrado pela Junta Interventiva da Santa Casa.

 

 
A Praça Ary Coelho PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 26 de Setembro de 2012 00:00
A PRAÇA ARY COELHO
Com toda pompa e circunstância foi reinaugurada a praça Ary Coelho, com direito inclusive a fogos de artifício. Lugar histórico e emblemático foi palco de grandes e marcantes acontecimentos na nossa cidade. Poucos sabem, mas esse mesmo lugar foi o primeiro cemitério de Campo Grande. Quando do ordenamento viário em 1909, o local teve o seu espaço destinado a uma praça. O dr. Arlindo de Andrade, prefeito nos idos de 1920, plantou dois jequitibás – dos quais um ainda permanece vivo – e cuidou da praça com tanto carinho que, apesar de ter recebido a denominação de Praça da Liberdade, o povo começou a chamá-la de jardim, jardim público. O nome da praça foi mudado para Ary Coelho em homenagem a um prefeito que teve um breve mandato por ter sido assassinado em pleno exercício do cargo, no ano de 1952.
O doutor Ary, que era muito bem avaliado pela população, foi um médico dedicado à profissão e era proprietário de uma casa de saúde, a Santa Maria. Assim como os demais médicos daquela época, tais como Vespasiano Martins, Arthur Jorge, Fernando Corrêa da Costa, Alberto Neder, Alfredo Neder, Walfrido Arruda, Marcílio de Oliveira Lima, João Rosa Pires, Celso de Azevedo e William Maksoud, entre outros, o dr. Ary muitas vezes recebia como pagamento galinhas, queijos, ovos, porcos y otras cositas más.
Pois bem, a praça agora revitalizada, além de proporcionar à nossa população um local de lazer, teve reconstituído o coreto – cuja derrubada foi motivo de muita reclamação, na época de sua demolição –, e agora tem uma academia de ginástica, a fonte luminosa funcionando, mesas para jogo de damas dos aposentados – que durante o período de recuperação haviam migrado para o horto florestal –, a pérgula para os namorados, e last but not least, um mictório público de grande utilidade. Enfim, um local próprio para que cada cidadão faça o seu pipi amigo e cada cidadã o seu xixi amigo. (Sempre digo que a diferença decorre da onomatopéia do ato, o homem faz pipi, a mulher xixi.)
Segundo consta, o banco HSBC adotou a praça passando a administrar o local. A praça Ary Coelho, que já está cercada por uma grade protetora, necessita também de cuidados constantes e manutenção, além da prevenção dos elementos predadores que, infelizmente existem em todo lugar. O que eu não entendia é a colocação de catracas no acesso ao mictório. Procurei informações e soube que a finalidade é para monitorar o acesso e registrar estatisticamente o seu uso. Faz sentido. Não nos esqueçamos porém que a praça é do povo como o céu é do condor, como já proclamava o imortal Castro Alves. O banco que assumiu a manutenção da praça terá um retorno institucional decorrente da publicidade espontânea num local de grande circulação. Espera-se que o banco proporcione uma manutenção permanente do local com uma limpeza constante mantendo-o em condições de perfeito uso.
Enfim, esperamos que a nossa praça volte a ser, como foi no passado, o local de encontro das famílias campo-grandenses e das grandes concentrações públicas, recuperando o seu status histórico e emblemático.
Heitor Freire – www.heitorfreire.com.br
Com toda pompa e circunstância foi reinaugurada a praça Ary Coelho, com direito inclusive a fogos de artifício. Lugar histórico e emblemático foi palco de grandes e marcantes acontecimentos na nossa cidade. Poucos sabem, mas esse mesmo lugar foi o primeiro cemitério de Campo Grande. Quando do ordenamento viário em 1909, o local teve o seu espaço destinado a uma praça. O dr. Arlindo de Andrade, prefeito nos idos de 1920, plantou dois jequitibás – dos quais um ainda permanece vivo – e cuidou da praça com tanto carinho que, apesar de ter recebido a denominação de Praça da Liberdade, o povo começou a chamá-la de jardim, jardim público. O nome da praça foi mudado para Ary Coelho em homenagem a um prefeito que teve um breve mandato por ter sido assassinado em pleno exercício do cargo, no ano de 1952.
Última atualização em Seg, 22 de Outubro de 2012 19:52
 
Márcio "Chevalier" PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 05 de Outubro de 2012 00:00
MÁRCIO “CHEVALIER”
O cantor, compositor e instrumentista Márcio De Camillo, que sempre se distinguiu pela ousadia, coragem e criatividade, veio agora nos apresentar o espetáculo cênico CRIANCEIRAS, baseado na obra do maior poeta vivo da língua portuguesa: Manoel de Barros.
O CRIANCEIRAS faz parte de um projeto denominado CIRCUITO CULTURAL CRIANCEIRAS, englobando a poesia de Manoel de Barros, que inclui também o CD já lançado, e consta ainda de um ciclo de oficinas e workshops: Tudo que não invento é falso; Meu quintal é maior que o mundo e o concurso Curta Manoel.
O espetáculo CRIANCEIRAS reúne poesia, música, imagem e movimento para encantar e aproximar as crianças e seus pais. A cena é construída a partir do brincar dos intérpretes com a palavra do poeta, musicada e em interação com imagens físicas e projetadas que, delicadamente no desenrolar das intrigas, caçam jeitos inesperados para a liberdade dos curiosos personagens Bernardo, Sabastião, Caranguejo Se Achante, Sombra-Boa, Garça Branca e outros.
A direção é de Luiz André Cherubini, profissional com vinte e cinco anos de trabalho contínuo, criador e diretor do Grupo Sobrevento de São Paulo. Recentemente Luiz André organizou com sucesso absoluto uma Mostra de Teatro para Bebês no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, demonstrando assim sua surpreendente capacidade de comunicação.
O CRIANCEIRAS é uma encenação delicada, sofisticada, inusitada e bela, criada por artistas comprometidos com a estética contemporânea da arte feita para crianças. O espetáculo foi concebido por Márcio De Camillo a partir do seu CD que leva o mesmo nome da peça. E agora as encenou, com iluminuras de Martha Barros – filha do poeta –, tendo como assistente de direção Andréa Freire, com a participação dos músicos Chicão Castro e Júnior Negretti e dos atores Ângela Montealvão e Geraldo Saldanha, todos do nosso estado.
O que impressiona na apresentação, além da estrutura melódica e criatividade na encenação, é a performance do Márcio que, totalmente integrado na ação, com  presença de palco e total domínio do espaço, transmite uma alegria que contagia toda a platéia. Ao terminar o espetáculo, o palco é literalmente invadido pelas crianças que vão cercando o Márcio, abraçando-o, beijando-o pedindo autógrafo nos seus bracinhos numa demonstração de carinho e de alegria.
A performance dele me transportou no tempo relembrando-me de um artista, Maurice Chevalier, ator, cantor, artista e performer francês, falecido em 1972, aos 84 anos. Chevalier foi considerado o melhor chansonnier da sua época, com capacidade extraordinária de comunicação e simpatia. Ele atuou nos palcos da Europa e também nos Estados Unidos, onde protagonizou alguns filmes de sucesso, como Gigi, recebendo  um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra.
Prevejo que, a continuar com esse desempenho, De Camillo vai se constituir no nosso chansonnier caboclo, com projeção nacional e internacional, ele, inclusive, já cumpriu temporada na Espanha e em Portugal. O espetáculo vai agora seguir uma programação em São Paulo capital, em seguida no interior do estado de São Paulo e também em Minas Gerais.
As apresentações foram realizadas nos dias 4 e 5 últimos no Teatro Prosa, com sucesso de público e de bilheteria. Acredito que por essa repercussão, novos espetáculos deverão ser programados para a nossa cidade.
Márcio, certamente o seu pai, Rubens Gil De Camillo, arquiteto que deixou marcas em diversas obras em nossa capital e que foi o autor também do projeto do Teatro Prosa, seguramente está aplaudindo você em pé com muita alegria e entusiasmo. Meus parabéns.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.
www.heitorfreire.com.br
O cantor, compositor e instrumentista Márcio De Camillo, que sempre se distinguiu pela ousadia, coragem e criatividade, veio agora nos apresentar o espetáculo cênico CRIANCEIRAS, baseado na obra do maior poeta vivo da língua portuguesa: Manoel de Barros. O CRIANCEIRAS faz parte de um projeto denominado CIRCUITO CULTURAL CRIANCEIRAS, englobando a poesia de Manoel de Barros, que inclui também o CD já lançado, e consta ainda de um ciclo de oficinas e workshops: Tudo que não invento é falso; Meu quintal é maior que o mundo e o concurso Curta Manoel.
Última atualização em Seg, 05 de Novembro de 2012 20:32
 
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