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Sobrevento PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 10 de Abril de 2013 01:43
SOBREVENTO
Campo Grande viveu momentos de profundo êxtase cultural no último fim de semana. O Grupo Sobrevento apresentou sua produção mais recente: São Manuel Bueno, Mártir.
Peça baseada em texto de Miguel de Unamuno, filósofo, ensaísta, dramaturgo, romancista e poeta espanhol, falecido em 1936, em Salamanca. Dizia: “Ninguém conseguiu me convencer racionalmente da existência de Deus, mas tampouco de sua não existência; os argumentos dos ateus me parecem de uma superficialidade e futilidade ainda maiores que as de seus contraditores”.
O Grupo Sobrevento foi criado em 1986, por Luiz André Cherubini, Sandra Vargas, Andréa Freire e Miguel Velinho, no Rio de Janeiro, na época acadêmicos do Curso de Artes Cênicas da UNIRIO. Este grupo é uma prova cabal de que pessoas inexperientes mas com garra, dedicação, consciência e competência, fora dos holofotes da televisão podem fazer acontecer. O nome advém do significado da palavra: “Rajada de vento súbita e forte; acontecimento imprevisto e que gera transformações”. Quando a Andréa entendeu que o seu ideal de trabalho deveria ser realizado aqui em Campo Grande, desligou-se do grupo, mas não da relação profissional e de amizade que, ao longo do tempo se consolidou de forma perene.
Criado no Rio, o Grupo Sobrevento consolidou-se em São Paulo; é uma trupe profissional de teatro que mantém um repertório variado de espetáculos e que se dedica à pesquisa teórica e prática da animação de bonecos, formas e objetos.
Desde a sua fundação, o Grupo mantém um trabalho estável e ininterrupto e tem se apresentado em mais de uma centena de cidades de 19 estados brasileiros. Esteve também, no Peru (1988), Chile (1996 e 2002), Espanha (1997, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007,  2008 e 2010), Colômbia (1998 e 2002), Escócia (2000), Irlanda (2000), Argentina (2001), Angola (2004), México (2010) e Irã (2010), representando o Brasil em alguns dos mais importantes Festivais Internacionais de Teatro e de Teatro de Bonecos. Foi vencedor dos prêmios Mambembe, Shell, APCA, Maria Mazzetti (RioArte), entre outros. Há 26 anos o Sobrevento se supera na busca incessante de dizer algo através do teatro.
Em 1º de junho de 2009, abriu a sua primeira sala pública. O Espaço Sobrevento é o único da cidade de São Paulo dedicado especialmente ao Teatro de Animação.
Campo Grande faz parte do circuito preferencial de encenação, mereceu e merece do Sobrevento uma preferência em primeiro lugar, porque é a cidade onde mora a Andréa Freire. E assim, ao longo do tempo, já apresentou as seguintes peças em nossa capital: Um conto de Hoffmann, Mozart Moments, Cadê o Meu Herói?, O Anjo e a Princesa, Submundo e Orlando Furioso.
São Manuel Bueno, Mártir, começou sua temporada com uma apresentação em São Paulo. Depois Campo Grande, a seguir Rio de Janeiro, João Pessoa, Recife e Fortaleza. É uma peça com características próprias: a sua apresentação é feita no palco, onde se montam as arquibancadas, permitindo assim pela proximidade, uma interação total do espetáculo com o público presente.  A peça tem entrada franca e permite apenas a sessenta espectadores o privilégio de assisti-la de cada vez.
A peça conta a vida do personagem Dom Manuel, um padre que carrega, como um estigma, a dúvida de sua própria fé e da própria existência de Deus. É fruto de uma construção contínua, repleta de trabalho criativo, produção intensa, estudo constante, pesquisa provocativa e inovadora. Quem esteve lá, certamente, teve a oportunidade de sentir de perto o que é T E A T R O!
É um Projeto SOBREVENTO 25 ANOS: OBJETOS E IDENTIDADE, patrocinado pela Petrobras por meio da Lei de Incentivo à Cultura. O espetáculo obteve uma consagradora manifestação da crítica especializada. Assim se pronunciou Luiz Fernando Ramos, crítico da Folha de S.Paulo: “Milagre teatral. O espetáculo São Manuel Bueno, Mártir, do Grupo Sobrevento, é a prova de que o teatro de animação tem poderes miraculosos e pode realizar com pequenos seres esculpidos na madeira obras com força poética rara”.
Vida longa ao Grupo Sobrevento, que tanto orgulha o teatro brasileiro!
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

   Campo Grande viveu momentos de profundo êxtase cultural no último fim de semana. O Grupo Sobrevento apresentou sua produção mais recente: São Manuel Bueno, Mártir.    Peça baseada em texto de Miguel de Unamuno, filósofo, ensaísta, dramaturgo, romancista e poeta espanhol, falecido em 1936, em Salamanca. Dizia: “Ninguém conseguiu me convencer racionalmente da existência de Deus, mas tampouco de sua não existência; os argumentos dos ateus me parecem de uma superficialidade e futilidade ainda maiores que as de seus contraditores”.

 

 
A dignidade humana PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 02 de Abril de 2013 21:37
DA DIGNIDADE HUMANA
Dignidade humana: redundância. Porque a dignidade só pode ser humana. A dignidade é um atributo humano. É inerente ao ser humano. Decorre da consciência. É definida como respeito a si mesmo, amor próprio, brio, pundonor. Ou seja, todo ser humano é dotado desse preceito.
O conceito de dignidade ganhou sua formulação clássica por Immanuel Kant: "No reino dos fins, tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem preço, pode ser substituída por algo equivalente; por outro lado, a coisa que se acha acima de todo preço, e por isso não admite qualquer equivalência, compreende uma dignidade."
Isto vem a propósito de uma cena que assisti em que um dirigente de uma instituição, dirigindo-se a um subalterno, destratou-o de forma agressiva causando um grande constrangimento a todos os circunstantes. Apesar disso, ele continuou achando que estava certo, afinal era o “chefe”.  Atitudes dessa natureza em nada contribuem para o aprimoramento das relações humanas. Ao contrário. Esta “muito Se Achante”, no dizer do Poeta Maior, Manoel de Barros.
No direito de família o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana é o mais amplo e fundamental preceito. É um valor moral e espiritual inerente à pessoa. Assim ensina Maria Helena Diniz, titular da cadeira de Direito Civil na PUC/SP, em seu Dicionário Jurídico: “Na linguagem filosófica, (a dignidade) é o princípio moral de que o ser humano deve ser tratado como um fim e nunca como um meio”.
É relevante referir que o reconhecimento da dignidade se faz inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis; é o fundamento da liberdade, da justiça, da paz e do desenvolvimento social.
Considerando a posição machista da sociedade, e na defesa da mulher, Serge Moscovici, psicólogo social, sendo atualmente diretor do Laboratório Europeu da Psicologia Social, que ele co-fundou em Paris, em 1975, se manifesta com esta: "Os homens produzem bens,/ as mulheres produzem homens". Parafraseando-o, eu diria: “Os homens produzem bens/ as mulheres produzem seres humanos”. E isto porque toda definição do homem como representante único do gênero humano afigura-se-me como um preconceito machista. Desde sempre ele é assim manifestado. Mas nem por isso essa conceituação é verdadeira.
A mulher ao longo dos tempos foi colocada numa posição subalterna, que aceitou passivamente. E essa posição, contrario sensu, em nada favorece ao homem; é preciso compreender e respeitar o equilíbrio entre as energias opostas, restaurando-a naturalmente. Aos poucos ou aos muitos a mulher está conquistando a sua verdadeira posição de igualdade.
Se a dignidade humana é uma condição especial que reveste todo ser humano pelo fato de ser humano, quanto mais é condição especial tratando-se da mulher esse ser inefável, misterioso, magnífico, enigmático. A maternidade lhe confere divindade: sem ela não existiria a humanidade.
Concluindo, a dignidade é uma condição que reveste igualmente o homem e a mulher.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

   Dignidade humana: redundância. Porque a dignidade só pode ser humana. A dignidade é um atributo humano. É inerente ao ser humano. Decorre da consciência. É definida como respeito a si mesmo, amor próprio, brio, pundonor. Ou seja, todo ser humano é dotado desse preceito. 

 

Última atualização em Ter, 02 de Abril de 2013 21:41
 
Deus está presente PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 23 de Março de 2013 12:53
DEUS ESTÁ PRESENTE
A ligação do ser humano com Deus é transcendental. Desde sempre e para sempre. Essa ligação é tão forte que o homem primitivo a associou inicialmente ao fogo.
Com o despertar paulatino da consciência, o ser humano foi criando formas para traduzir esse anseio espiritual de relacionamento com a divindade. Assim, ao longo do tempo, foram surgindo as religiões que procuraram identificar e canalizar esse anseio de uma forma que permitisse a ligação espiritual com o mais elevado.
Mas as religiões acabaram se transformando em meios de dominação que longe de proporcionarem a libertação espiritual – finalidade lógica da sua criação – acabaram se constituindo em formas de opressão. A religiosidade que traduz naturalmente a ligação do ser humano com o seu Criador, quando dogmatizada e ritualizada, com a repetição automática de atos e procedimentos acaba engessando o conteúdo espiritual com a forma da massificação. Apesar disso, cada uma, a seu tempo e hora, conseguiu manter acesa a chama da evolução espiritual.
A evolução deve proporcionar uma busca maior e pessoal da ligação com Deus. A formação católica, que a maioria da nossa população seguiu, quando deixou de estimular um crescimento espiritual, foi gerando uma busca por diversas outras denominações religiosas: pelo estudo, pela observação e pela prática, como aconteceu comigo, me levando ao que eu denomino de minha religião pessoal, constituída de uma filosofia intrínseca de práticas que são o resultado de um caldeamento de tudo o que vi e vivi. Ela me permite uma visão particular e uma certeza: a presença de Deus está em mim, em tudo e em todos.
Deus está presente, meus irmãos. Essa certeza naturalmente orientará todos para um procedimento que, paulatinamente, não permitirá nenhum desvio de comportamento. O conhecimento da reencarnação, concedido por Deus nos proporciona o meio de contribuição de cada um, para a sua própria evolução e implica necessariamente em um compromisso consciente.
Daí se chegará ao estado de integridade: o ser será íntegro, inteiro, completo. E essa completude proporcionará o senso da responsabilidade e dos compromissos com Deus, consigo e, em conseqüência, com a humanidade.
O processo evolutivo da humanidade se desenvolve através da caminhada reencarnacionista a que todos os seres estão submetidos naturalmente. Há resistências no entendimento dessa caminhada provocada pela maioria das diferentes religiões que são professadas pelos seres humanos. Cada uma se intitula como detentora da verdade e procura impô-la aos seus adeptos que, por sua vez, também procuram enfiá-la goela abaixo de quem quer que se oponha aos seus desígnios.
O que deduzo disso tudo é que cabe a cada um buscar e encontrar o seu próprio caminho. Para isso é preciso coragem e determinação. Cada um é um ser original. A caminhada pode ser coletiva, mas a jornada deve ser individual. Sempre.
É o princípio que norteava o ensinamento filosófico de Sócrates.
Ele acreditava que temos dentro de nós tudo o que precisamos saber. Só é preciso que essa sabedoria seja extraída, isto é, que seja trazida à luz, através de um processo semelhante a um parto. E que cada um seja o seu próprio mestre.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A ligação do ser humano com Deus é transcendental. Desde sempre e para sempre. Essa ligação é tão forte que o homem primitivo a associou inicialmente ao fogo.Com o despertar paulatino da consciência, o ser humano foi criando formas para traduzir esse anseio espiritual de relacionamento com a divindade. Assim, ao longo do tempo, foram surgindo as religiões que procuraram identificar e canalizar esse anseio de uma forma que permitisse a ligação espiritual com o mais elevado.Mas as religiões acabaram se transformando em meios de dominação que longe de proporcionarem a libertação espiritual – finalidade lógica da sua criação – acabaram se constituindo em formas de opressão.

 
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