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Galeria São José II PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 04 de Março de 2012 00:00
GALERIA SÃO JOSÉ II
Dando continuidade às lembranças suscitadas pela Galeria São José, lembro-me do salão Jóia do Marcos Rodrigues do qual eu era cliente – um dos mais freqüentados daquela época –. O dr. Ramez Tebet também era seu cliente. Ao lado do salão era localizada a Relojoaria do Nelson Kawano, que foi durante muito tempo o relojoeiro mais procurado da cidade; era comum vê-lo com mais de um relógio em cada pulso. Hoje aposentado, é assessor direto do dr. Mafuci Kadri, na administração da Fundação Lowtons de Educação e Cultura (Funlec).
Do lado direito na rua 14, antes de chegar à Galeria, está localizado o edifício Korndorfer, onde funcionou por muito tempo a Joalheria e Òtica Korndorfer. Só vendia jóias finas, relógios Rolex e outros de grande fama. O edifício foi construído na década de 40, num terreno de 10x15 metros, ou seja em 150 metros quadrados, num primor de projeto e construção do engenheiro Joaquim Teodoro de Faria, com 4 andares, por seu proprietário Frederico Korndorfer, grande figura humana. Simples, sempre sorridente, excelente comerciante. O edifício tinha elevador o que, para a época, era um grande atrativo. Quando meu pai era dono do salão Cristal, uma vez, meus queridos e saudosos irmãos Hernane e Haydée, como toda criança ativa e curiosa, resolveram conhecer o tal elevador. Entraram, subiram e não souberam fazê-lo voltar, criando uma situação de pânico. Mas tudo foi rapidamente solucionado pelo “seu” Frederico, que, longe de se aborrecer ou criticar as crianças, foi de uma simpatia total desanuviando o ambiente e descontraindo-as para alívio delas e do meu pai.
Quando o “seu” Frederico faleceu, dona Olga, sua viúva, continuou à frente do negócio, secundada pelos seus filhos Hélio, Gaby, Frederico e Oscar. O Oscar foi quem, depois, administrou a Joalheria até que decidiu pelo seu fechamento.
A Joalheria Korndorfer era junto com a do Avelino dos Reis, o grande destaque nesse ramo. O “seu” Avelino, português de boa cepa, era um entusiasta dos esportes, sempre estava patrocinando eventos e premiando com troféus os esportistas da nossa cidade. Foi tão importante que o estádio municipal localizado na avenida Ernesto Geisel leva o seu nome. Aqui aproveito para fazer um parênteses, com referência a essa tendência dos jornalistas esportivos de descaracterizar a denominação que se dá aos estádios colocando-lhes nomes que pretendem popularizá-los. Por exemplo, o estádio Pedro Pedrossian, Morenão, o estádio José Fragelli, Verdão, o estádio Avelino dos Reis, Guanandizão, desrespeitando os nomes que foram, com justa razão, homenageados.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Dando continuidade às lembranças suscitadas pela Galeria São José, lembro-me do salão Jóia do Marcos Rodrigues do qual eu era cliente – um dos mais freqüentados daquela época –. O dr. Ramez Tebet também era seu cliente. Ao lado do salão era localizada a Relojoaria do Nelson Kawano, que foi durante muito tempo o relojoeiro mais procurado da cidade; era comum vê-lo com mais de um relógio em cada pulso. Hoje aposentado, é assessor direto do dr. Mafuci Kadri, na administração da Fundação Lowtons de Educação e Cultura (Funlec).

Do lado direito na rua 14, antes de chegar à Galeria, está localizado o edifício Korndorfer, onde funcionou por muito tempo a Joalheria e Òtica Korndorfer. Só vendia jóias finas, relógios Rolex e outros de grande fama. O edifício foi construído na década de 40, num terreno de 10x15 metros, ou seja em 150 metros quadrados, num primor de projeto e construção do engenheiro Joaquim Teodoro de Faria, com 4 andares, por seu proprietário Frederico Korndorfer, grande figura humana. Simples, sempre sorridente, excelente comerciante. O edifício tinha elevador o que, para a época, era um grande atrativo. Quando meu pai era dono do salão Cristal que era vizinho ao edifício, uma vez, meus queridos e saudosos irmãos Hernane e Haydée, como toda criança ativa e curiosa, resolveram conhecer o tal elevador. Entraram, subiram e não souberam fazê-lo voltar, criando uma situação de pânico. Mas tudo foi rapidamente solucionado pelo “seu” Frederico, que, longe de se aborrecer ou criticar as crianças, foi de uma simpatia total desanuviando o ambiente e descontraindo-as para alívio delas e do meu pai.

Quando o “seu” Frederico faleceu, dona Olga, sua viúva, continuou à frente do negócio, secundada pelos seus filhos Hélio, Gaby, Frederico e Oscar. O Oscar foi quem, depois, administrou a Joalheria até que decidiu pelo seu fechamento.A Joalheria Korndorfer era junto com a do Avelino dos Reis, o grande destaque nesse ramo.

O “seu” Avelino, português de boa cepa, era um entusiasta dos esportes, sempre estava patrocinando eventos e premiando com troféus os esportistas da nossa cidade. Foi tão importante que o estádio municipal localizado na avenida Ernesto Geisel leva o seu nome. Aqui aproveito para fazer um parênteses, com referência a essa tendência dos jornalistas esportivos de descaracterizar a denominação que se dá aos estádios colocando-lhes nomes que pretendem popularizá-los. Por exemplo, o estádio Pedro Pedrossian, Morenão, o estádio José Fragelli, Verdão, o estádio Avelino dos Reis, Guanandizão, desrespeitando os nomes que foram, com justa razão, homenageados.

Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:44
 
Mais uma conquista PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 13 de Abril de 2012 00:00
MAIS UMA CONQUISTA
O trabalho como esforço aplicado para se conquistar algo sempre dá resultado. O seu sentido fundamental é o que fazemos com a nossa vida, procurando sempre fazer bem feito. As mulheres, aos poucos, estão conseguindo ocupar o verdadeiro lugar a que têm direito, como companheiras dos homens e como seres inteligentes que buscam sua realização.
Elas acabam de conquistar mais uma etapa na sua luta de afirmação pessoal. A partir do dia 04 último, conforme determina a Lei nº 12.605, publicada no Diário Oficial da União, as instituições de ensino públicas e privadas são obrigadas a flexionar o gênero para nomear profissão ou grau nos diplomas universitários. Trocando em miúdos: até então, como não existiam designações femininas para as profissões, por exemplo, de arquitetos, engenheiros e bibliotecários, entre outras, os diplomas universitários que lhes eram conferidos eram grafados somente no gênero masculino. Aparentemente é pouca coisa, mas não é não.
Eu tenho uma filha, Thaís, cujo diploma universitário expedido pela PUC-Campinas, lhe confere o grau de engenheiro civil. A arquiteta Sônia Chinzarian Miguel – filha do meu saudoso amigo e irmão Muxeque Chinzarian –, usava nas placas designativas de seus projetos a sua identificação como arquiteto, como se lê numa placa de uma obra na rua Maracaju. Agora tudo isso mudou, pois o texto da lei é imperativo: elas serão nomeadas como engenheiras, arquitetas, etc. Inclusive as atuais detentoras de diplomas com a designação, agora incorreta, poderão requerer a expedição de um novo, com a nomeação correta, sem qualquer custo financeiro.
Tempos atrás, conversando com o presidente do CREA, Jary Carvalho e Castro, comentávamos o assunto. Ele dizia que o CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia –, buscava uma solução para o problema. Agora ficou resolvido definitivamente, com a iniciativa do Governo Federal.
E assim, de conquista em conquista, as mulheres prosseguem em sua luta constante para merecer o respeito de todos.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

O trabalho como esforço aplicado para se conquistar algo sempre dá resultado. O seu sentido fundamental é o que fazemos com a nossa vida, procurando sempre fazer bem feito. As mulheres, aos poucos, estão conseguindo ocupar o verdadeiro lugar a que têm direito, como companheiras dos homens e como seres inteligentes que buscam sua realização. 

Elas acabam de conquistar mais uma etapa na sua luta de afirmação pessoal. A partir do dia 04 último, conforme determina a Lei nº 12.605, publicada no Diário Oficial da União, as instituições de ensino públicas e privadas são obrigadas a flexionar o gênero para nomear profissão ou grau nos diplomas universitários. Trocando em miúdos: até então, como não existiam designações femininas para as profissões, por exemplo, de arquitetos, engenheiros e bibliotecários, entre outras, os diplomas universitários que lhes eram conferidos eram grafados somente no gênero masculino. Aparentemente é pouca coisa, mas não é não. Eu tenho uma filha, Thaís, cujo diploma universitário expedido pela PUC-Campinas, lhe confere o grau de engenheiro civil. A arquiteta Sônia Chinzarian Miguel – filha do meu saudoso amigo e irmão Muxeque Chinzarian –, usava nas placas designativas de seus projetos a sua identificação como arquiteto, como se lê numa placa de uma obra na rua Maracaju.

Agora tudo isso mudou, pois o texto da lei é imperativo: elas serão nomeadas como engenheiras, arquitetas, etc. Inclusive as atuais detentoras de diplomas com a designação, agora incorreta, poderão requerer a expedição de um novo, com a nomeação correta, sem qualquer custo financeiro.

Tempos atrás, conversando com o presidente do CREA, Jary Carvalho e Castro, comentávamos o assunto. Ele dizia que o CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia –, buscava uma solução para o problema. Agora ficou resolvido definitivamente, com a iniciativa do Governo Federal.E assim, de conquista em conquista, as mulheres prosseguem em sua luta constante para merecer o respeito de todos. 

Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:46
 
Chochinho II PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 24 de Dezembro de 2011 00:00

Continuamos com a narrativa de fatos do personagem riquíssimo que foi José Ferreira dos Santos Irmão. Chochinho para os íntimos.
Durante um evento festivo, na AABB – Associação Atlética Banco do Brasil, Chochinho foi convidado e auxiliou o então presidente da associação, Ney Sant’Anna de Carvalho, na organização da festividade. Durante o transcorrer da festa ele tomou uns “goles” a mais. Sentindo-se mal, correu para o banheiro. Ao lá chegar encontrou um cliente do banco – o homenageado da festa. O coitado do Chochinho não teve tempo de conter sua ânsia de vômito vindo a “batizar” o cliente.  Foi um fuzuê, pois o prejudicado queria ter uma conversa muito séria com ele.  Entrou o time do “deixa disso” e, mais uma vez, o Chochinho, escapou ileso. 

Em outra ocasião, acompanhando o então gerente do banco, João Proença de Queiroz, para conhecer a fazenda de sua propriedade, com outros colegas, ao lá chegar este disse, abarcando todo o horizonte com as mãos: “Tudo isso é nosso”. Chochinho na bucha: “Quero vender a minha parte”. 

Em um determinado expediente, no banco, o chefe da expedição tinha sido incumbido de uma missão especial. Determinou então que Chochinho fizesse o fechamento e preparação de todos os documentos produzidos no dia anterior. Como o volume era representativo, tanto em tamanho, quanto em peso, em determinado momento ele se atrapalhou e a papelada foi toda ao chão, espalhando-se completamente.  Chochinho apressou-se em juntá-los sem qualquer critério, colocando-os não mais na ordem correta, misturando-os aleatoriamente.  O que lhe valeu uma bronca da qual se safou dizendo que a responsabilidade não era dele, mas de quem lhe delegara uma tarefa para a qual não fora treinado. O que acabou transferindo a bronca para o chefe.
Na última etapa de sua vida funcional, foi transferido para o CESEC – Centro de Processamento de Dados do Banco Brasil. Quando chegava para o trabalho, saudava assim aos colegas: “Bom dia, seus filhos da luta”.
Chochinho despediu-se da vida da mesma maneira em que a viveu: foi até a Padaria Pão Bento pagar a coleta dos pães que distribuía gratuitamente a pessoas carentes. Ao sair daquele local, sentiu-se mal, colocou as mãos no peito e lentamente caiu ao chão. Parecia mais uma de suas brincadeiras. Mas não era... estava saindo do nosso convívio para, quem sabe, alegrar, ainda mais, a casa do Pai.

 

Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:47
 
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