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Da quietude PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 23 de Abril de 2018 15:51
DA QUIETUDE
Nós, seres humanos, vivemos imersos em um turbilhão de pensamentos provocados pelo ego para distrair nossas mentes e impedir o acesso ao nosso interior, ao nosso coração, e assim continuar nos dominando como sempre fez.
Basta verificar quantas vezes tomamos atitudes apressadas e impensadas, das quais depois nos arrependemos e para as quais não há nenhuma razão plausível.
O despertar para o nosso verdadeiro Eu depende diretamente do silêncio da nossa mente que está sempre, ou quase sempre, envolvida com os ruídos internos que são nossos pensamentos.
Quando silenciamos nossa mente poderemos ouvir a nossa verdadeira voz que se manifesta com o silêncio interior.
Mais uma vez Eckhart Tolle, considerado hoje um dos principais líderes espirituais do mundo, nos surpreende com seus ensinamentos: “A orientação para os desafios e problemas do dia a dia pode vir naturalmente ao escutarmos nossa voz interior”. Autor dos best-sellers ‘O Poder do Agora’ e ‘Um novo mundo’, ele ensina que situações complicadas – e aparentemente impossíveis de serem resolvidas – podem ser superadas por meio da intuição e da gratidão.
Tolle garante que é possível desenvolver a intuição para que ela funcione a nosso favor. De acordo com o autor, o isolamento é necessário para despertar o potencial interior de cada indivíduo. “Procure ter alguns períodos de quietude, que são melhores para aflorar o sexto sentido”, diz o autor, cujos livros superam os 10 milhões de exemplares vendidos.
Em um mundo com pessoas amplamente conectadas, porém cada vez mais focadas em si mesmas, o escritor fala sobre como equilibrar os desejos individuais e o fluxo natural da vida. “Quanto maior a resistência ao presente, mais presos estaremos a um desejo egoísta. É preciso se render ao agora, pois  essa aceitação permitirá uma resposta mais eficaz ao que o momento presente pede”.
Reconhecido pela originalidade e eficácia de suas reflexões, há 40 anos Tolle se dedica ao entendimento, integração e aprofundamento do despertar da consciência da humanidade, por meio da combinação de conceitos do cristianismo, budismo, hinduísmo, taoismo e de outras religiões.
Tolle não está sozinho nessa pregação. Jiddu Krishnamurti, um líder espiritual indiano, cujos ensinamentos sinalizam nessa mesma direção, foi “descoberto” ainda menino na Índia, por Helena Blavastky,  Charles Webster Leadbeter e Annie Besant, então líderes da Sociedade Teosófica. Na ocasião em 1909, ficaram impressionados com o incrível potencial espiritual do menino de apenas13 anos de idade, e fundaram assim a Ordem da Estrela do Oriente, em 1911, para proclamar o advento do Instrutor do Mundo, que seria Krishnamurti, pela precocidade do seu entendimento espiritual.
Krishnamurti foi nomeado o dirigente da Ordem. Em 3 de agosto de 1929, dia da abertura do Acampamento Anual da Estrela, em Ommen, na Holanda, Krishnamurti dissolveu a Ordem diante de 3.000 membros, deixando todos perplexos.
Nessa ocasião, ele disse: “Eu afirmo que a Verdade é uma terra sem caminhos, e vocês não podem alcançá-la por nenhum caminho, qualquer que seja, por nenhuma religião, por nenhuma seita. Este é o meu ponto de vista, e eu o confirmo absoluta e incondicionalmente. A Verdade, sendo ilimitada, incondicionada, inacessível por qualquer caminho que seja, não pode ser organizada; uma crença é algo puramente individual, e vocês não podem e não devem organizá-la. Se o fizerem, ela se torna morta, cristalizada; torna-se um credo, uma seita, uma religião a ser imposta aos outros”.
“Vocês têm a ideia de que somente determinadas pessoas possuem a chave do Reino da Felicidade. Ninguém a possui. Ninguém tem a autoridade para possuir tal chave. Essa chave é seu próprio eu, e no desenvolvimento e na purificação e na incorruptibilidade desse eu particular está o Reino da Eternidade”.
“Meu único interesse é tornar o ser humano absolutamente, incondicionalmente livre”.
Essa corajosa decisão demonstrou o alto nível de consciência que Krishnamurti havia atingido. Dissolveu a Ordem da Estrela do Oriente, mas continuou por toda sua vida a pregar a necessidade de o homem entender a sua individualidade e a não renunciar a ela.
"O silêncio de uma mente tranquila é a essência da beleza. Porque a mente silenciosa não é joguete dos pensamentos, então nesse silêncio chega aquilo que é indestrutível, que é sagrado", ele disse.
Na mesma trilha, Osho, outro líder espiritual hindu, ensinou: “Sempre que há silêncio, a verdade floresce. A verdade é o florescimento do silêncio, porque sempre que estão silenciosos, as portas se abrem, e vocês estão no templo”.
Daí a importância de buscarmos a nossa quietude interior. Quietude é nossa natureza essencial. O que é quietude? O mais profundo espaço de consciência, que percebe e compreende porque, sem essa consciência, não há percepção, nem pensamentos, nem realidade.
Você é essa consciência personificada, particularizada.
Resumo da ópera: Não depender de ninguém. Buscar a quietude interior. Nosso coração sabe tudo. Basta que silenciemos nossa mente para escutá-lo. Deixar de seguir o que outros dizem.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Nós, seres humanos, vivemos imersos em um turbilhão de pensamentos provocados pelo ego para distrair nossas mentes e impedir o acesso ao nosso interior, ao nosso coração, e assim continuar nos dominando como sempre fez.

Basta verificar quantas vezes tomamos atitudes apressadas e impensadas, das quais depois nos arrependemos e para as quais não há nenhuma razão plausível.

O despertar para o nosso verdadeiro Eu depende diretamente do silêncio da nossa mente que está sempre, ou quase sempre, envolvida com os ruídos internos que são nossos pensamentos. 

Quando silenciamos nossa mente poderemos ouvir a nossa verdadeira voz que se manifesta com o silêncio interior.

 
As palmeiras do doutor esacheu PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 16 de Abril de 2018 00:57
AS PALMEIRAS DO DOUTOR ESACHEU
A Associação Beneficente de Campo Grande – Santa Casa é uma instituição abençoada por Deus. Desde o princípio. A intervenção por parte do poder municipal de 2005 a 2013, um período negro em sua história centenária, serviu para consolidar a união de seus associados quando algumas lideranças se manifestaram comandando a resistência e orientando os associados para que a chama do ideal não se apagasse.
Dentre essas lideranças, destaco a atuação do atual presidente da Santa Casa, o advogado Esacheu Cipriano Nascimento que, sem dúvida, estava predestinado a ser um grande gestor. Sua administração o consolidou como um exemplo na área de saúde pública em nível nacional.
A gestão do presidente Esacheu não se restringiu apenas à melhoria do atendimento médico-hospitalar, mas também dotou a Santa Casa de uma infraestrutura que resultou na reforma do centro cirúrgico e na total reestruturação do Prontomed (o departamento de atendimento médico 24 horas), proporcionando melhor conforto para os usuários, além da reforma das enfermarias do 4º e do 5º andar, da sala de ecocardiograma Pediátrico, do consultório bucomaxilo e da revitalização da fachada do prédio histórico na avenida Mato Grosso.
O ponto alto desse pacote de reformas foi a conclusão da unidade de trauma, equivocadamente chamada pelo governador e pelo prefeito de hospital do trauma.  O hospital é a Santa Casa, do qual a unidade de traumatologia é apenas um dos departamentos. A obra estava parada havia mais de 20 anos, mas sob a gestão de Esacheu pôde ser concluída em apenas 22 meses. Essa unidade vai levar o nome de Bernardo Franco Baís, fundador e segundo presidente da Santa Casa, que em 1920, adquiriu o terreno de 60 mil metros quadrados para a construção do hospital.
O presidente Esacheu lidera uma diretoria constituída por cidadãos realmente comprometidos com a administração da Santa Casa, como Gracita Santos Barbosa, Arly Rosa Serra (neto de Francisco Serra, um dos fundadores da Santa Casa), Alcides dos Santos, Milton Ferreira dos Santos e Marcos Alceu da Silva Villalba, todos verdadeiramente conscientes da missão que assumiram, para o aprimoramento do atendimento ao público. É de se ressaltar que todos os cargos são exercidos de forma voluntária.
Esacheu sempre se destacou em todas as atividades que empreendeu em sua vida profissional e política. Foi secretário de Justiça, Trabalho e Ação Social em nosso estado. No governo federal foi chefe da consultoria jurídica do Ministério da Integração Nacional, secretário executivo e ministro interino dessa pasta no final do governo Fernando Henrique Cardoso. A sua proximidade com os altos escalões da República tem beneficiado a Santa Casa e se revelou um fator de obtenção de recursos federais para o pleno funcionamento do hospital.
O compromisso e o rigor da administração de Esacheu recuperaram a credibilidade da Santa Casa, reconquistando a estima e a participação da sociedade e dos empresários da nossa cidade que, aos poucos, vão se integrando de novo, participando e contribuindo com doações para o hospital atendendo ao trabalho do seu call center,  sensibilizando grandes empresas, como por exemplo, Sherwin Williams, Banco Itaú, Banco Santander, Grupo Zahran, Rotary Club, Roberto Coelho, Colégio Harmonia, e muitos outros que contribuíram e continuam contribuindo.
Um dos destaques da gestão de Esacheu foi a comemoração do centenário da Santa Casa, com uma visão histórica da instituição, publicando o livro do centenário abrangendo os principais momentos, homenageando os fundadores, seus familiares, os associados e também as autoridades constituídas do município, do estado e do país. O ponto alto dessa comemoração foi a montagem de uma peça teatral baseada em histórias reais que registrou vários momentos vividos no hospital, apresentada por funcionários que nunca tinham tido nenhuma experiência artística e se desdobraram, emocionando todos os que tiveram o privilégio de assistir ao espetáculo “Santa Casa, 100 anos de solidariedade”.
Esacheu se preocupou também em humanizar o atendimento, por meio da qualificação dos funcionários, e implantou um projeto paisagístico na Santa Casa. Um exemplo é a jardinagem da entrada principal pela rua Eduardo Santos Pereira (fundador da Santa Casa e seu terceiro presidente), onde o diretor Milton Ferreira dos Santos uniu sua experiência e conhecimento na área com o presidente do conselho fiscal Nasser Mustafá, criando o belo jardim que encanta a todos os que passam por ali.
Em complemento ao paisagismo do entorno da Santa Casa, foram plantadas 253 palmeiras do tipo rabo de raposa nas calçadas das quatro ruas que circundam o hospital. São mais de mil metros lineares que ganharam um contorno nobre, pois a palmeira é uma árvore que transmite a noção de distinção. Todas elas foram adquiridas e implantadas por iniciativa de Nasser Mustafá.
Assim, as palmeiras do doutor Esacheu complementam de beleza todo o entorno do hospital e funcionam como uma coroa a circundar a Santa Casa.
Heitor Rodrigues Freire – Membro do Conselho de Administração da Santa Casa.

A Associação Beneficente de Campo Grande – Santa Casa é uma instituição abençoada por Deus. Desde o princípio. A intervenção por parte do poder municipal de 2005 a 2013, um período negro em sua história centenária, serviu para consolidar a união de seus associados quando algumas lideranças se manifestaram comandando a resistência e orientando os associados para que a chama do ideal não se apagasse.

Dentre essas lideranças, destaco a atuação do atual presidente da Santa Casa, o advogado Esacheu Cipriano Nascimento que, sem dúvida, estava predestinado a ser um grande gestor. Sua administração o consolidou como um exemplo na área de saúde pública em nível nacional.

 
Das coisas II PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 06 de Abril de 2018 21:21
DAS COISAS II
No artigo da semana passada, DAS COISAS, tratei de um tema que obtive por indicação de uma amiga, e informei que era de autoria desconhecida. Mas depois soube por uma outra amiga, Marisa Nachif, publicitária e designer, que o autor do texto que citei é Francicarlos  Diniz, jornalista, paraibano (tinha que ser nordestino), e o tal trecho consta no seu primeiro livro “Coisas do Português”.
Francicarlos, por si só já é uma prova do sistema que os nordestinos adotam, de modo geral, juntando nomes ou inventando com a junção do nome do pai com o da mãe. Eu tinha um amigo, recentemente falecido, o Raiman, cujo nome era uma criativa fusão de Raimunda com Manoel, nomes de seus pais. E olha que seu Manoel era baiano, mas o nome do Raiman soava como se fosse estrangeiro.
Como todos sabemos, os nordestinos são de uma inteligência e de uma criatividade fora do comum. Se fôssemos citar os que se destacaram na história, faltaria tinta e papel para registrar todos eles. Só para mencionar alguns, a voo de pássaro, me lembro de Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Renato Aragão, Chico Anísio, Fagner. Gil e Caetano, Ariano Suassuna, Jorge Amado, Gilberto Freyre e muitos outros que não cito por falta de espaço.
Agora, por uma questão de justiça e de princípio, me vejo na circunstância de retificar a minha informação anterior, para mais uma vez aqui reforçar o nome do autor, Francicarlos Diniz, merecidamente. Segundo o crítico Antonio Miranda, “Francicarlos é um poeta minimalista, descontrói e descontrói os versos, não raras vezes, com a visão/versão de um concretista”.
Como o texto é longo, aproveito esta retificação para deleitar nossos leitores com mais algumas passagens deliciosas:
“O substantivo ‘coisa’ assumiu tantos valores que cabe em quase todas as situações cotidianas.
A natureza das coisas: gramaticalmente, ‘coisa’ pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma ‘coisificar’. E no Nordeste há ‘coisar: ‘Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?’.
Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as ‘coisas’ nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. ‘E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios’ (Riacho Doce, José Lins do Rego).
Na literatura, a ‘coisa’ é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta ‘Alguma coisa acontece no meu coração’, de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem ‘Coisinha de Jesus’.
Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, ‘coisa nenhuma’ vira ‘coisíssima’.
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: ‘Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente’. E, no verso do poeta, ‘coisa’ vira ‘cousa’.
Mas, ‘deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida’, cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda.
Entendeu o espírito da coisa?
Se não entendeu, desculpe qualquer coisa”.
Fica registrada a minha admiração e a minha gratidão ao talento de Francicarlos Diniz,que é autor também de “Moinho de Inventos (O livro das ruminâncias)”, que deve ser outro livro delicioso de se ler.
Para finalizar: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que imagina a nossa vã filosofia” (Shakespeare).
Mas que coisa!
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

No artigo da semana passada, DAS COISAS, tratei de um tema que obtive por indicação de uma amiga, e informei que era de autoria desconhecida. Mas depois soube por uma outra amiga, Marisa Nachif, publicitária e designer, que o autor do texto que citei é Francicarlos  Diniz, jornalista, paraibano (tinha que ser nordestino), e o tal trecho consta no seu primeiro livro “Coisas do Português”.

Francicarlos, por si só já é uma prova do sistema que os nordestinos adotam, de modo geral, juntando nomes ou inventando com a junção do nome do pai com o da mãe. Eu tinha um amigo, recentemente falecido, o Raiman, cujo nome era uma criativa fusão de Raimunda com Manoel, nomes de seus pais. E olha que seu Manoel era baiano, mas o nome do Raiman soava como se fosse estrangeiro.

 
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