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Dourados 78, de Marcelino, Januário e Joaquim. PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 09 de Dezembro de 2013 11:37
DOURADOS 78, DE MARCELINO, JANUÁRIO E JOAQUIM.
Mato Grosso do Sul passa atualmente por um surto de progresso em todos os seus quadrantes. Assim, na costa leste, Três Lagoas se destaca como centro produtor de celulose e com acentuado índice de progresso. No outro extremo, Corumbá se consolida como pólo de difusão da cultura e de atividade turística de grande porte. No centro sul, Dourados, que comemorará no dia 20 de dezembro 78 anos de constante progresso, se afirma como centro universitário do mais alto gabarito, ao lado da sua crescente produção agro pastoril.
Este município que hoje é o maior do nosso estado – a capital naturalmente não conta – foi formado por um caldeamento de brasileiros das mais diferentes regiões: gaúchos, paranaenses, paulistas, mineiros e sobretudo nordestinos (aqui atraídos pela implantação da Colônia Agrícola de Dourados, iniciativa do presidente Getúlio Vargas e que se constituiu no grande pólo aglutinador de aventureiros e de pessoas das mais variadas formações). Não se pode deixar de considerar e de destacar os povos indígenas.
Os primeiros habitantes aí se fixaram a partir de 1884, formando o povoado de São João Batista do Dourados. O território do atual município de Dourados começa então a ter seus contornos com a fixação de famílias não índias no final do século XIX e início do século XX.
Em 1909, cerca de 50 pioneiros (destacavam-se nesse grupo Marcelino Pires, Januário Pereira de Araújo e Joaquim Teixeira Alves) iniciam um trabalho com o objetivo de criação de um patrimônio. Januário Pereira de Araújo construiu uma casa que seria a primeira edificação da atual Avenida Marcelino Pires.
Há várias versões contraditórias sobre a fundação do povoado inicial, mas, sem entrar em qualquer polêmica sobre o assunto, não se pode deixar de reconhecer a participação efetiva do paranaense Marcelino Pires, do mineiro Januário Pereira de Araújo e do gaúcho Joaquim Teixeira Alves. Como diz com muita propriedade o professor e historiador Hildebrando Campestrini: “Fundador não é quem chega primeiro, mas todo aquele que ajuda a organizar o povoado”. A participação da família Matos também foi de grande importância.
Marcelino Pires conseguiu, segundo alguns historiadores, através de proposta feita ao então governador, o registro da posse e teria doado em 1910, 3.600 hectares de terra para criar o patrimônio que recebeu o nome de Vila das Três Padroeiras. Com seus auxiliares, Marcelino Pires fez mais dois pedidos ao governador: criação de um Patrimônio Indígena e criação de uma Colônia Estadual.
A vila se desenvolvia quando, pelo decreto estadual de nº 30, de 20 de dezembro de 1935, foi oficialmente criado o município de Dourados, desmembrado de Ponta Porã. Tinha então uma população estimada em 20 mil habitantes.
Seu primeiro prefeito nomeado foi João Vicente Ferreira. Após a emancipação, foi administrada por uma junta formada por Nelson de Araújo, Onofre Pereira de Matos e Ciro Melo (estes exerciam a função do legislativo).
Em 13 de setembro de 1943, com a criação do Território Federal de Ponta Porã pelo presidente Getúlio Vargas, Dourados passou a integrar juntamente com os municípios de Porto Murtinho, Miranda, Nioaque, Bela Vista, Maracaju e Bonito – sendo Ponta Porã sua capital –  aquela nova unidade da Federação. Este durou apenas três anos (1943 a 1946). Em 7 de janeiro de 1947 é reintroduzido ao estado de Mato Grosso.
A Colônia Nacional de Dourados (dentre as colônias criadas pelo Governo Getúlio Vargas) foi a que mais se desenvolveu e teve destaque. Atraiu muitos brasileiros (nordestinos em especial), que não tiveram êxito em outras colônias. Graças às colônias agrícolas, Dourados teve seu desenvolvimento impulsionado, transformando a cidade em um centro agrícola nacional. A área da Colônia Agrícola de Dourados era de 409.000 hectares.
Dourados sempre se destacou pela gente aventureira, e também séria, dedicada, competente e trabalhadora que constitui a grande maioria de sua população. Pelo censo de 2010 (IBGE), a população urbana era constituída por 181.086 habitantes. População total, 196.068.
A partir de 1999, o município vive uma nova fase em termos de industrialização, principalmente no setor de processamento de cana para produção de açúcar e álcool. Várias empresas se instalam na cidade, entre elas várias concessionárias de automóveis importados (Mazda, Citroen, Peugeot, entre outras).
Em 2005 é criada a Universidade Federal da Grande Dourados, o que possibilitou a cidade fortalecer sua vocação universitária. Com ela Dourados passou a dispor de duas universidades públicas com sede na cidade, a primeira foi a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Conta também com o Centro Universitário da Unigran e um campus avançado da Uniderp/Anhanguera.
Em 6 de junho de 2006, foi inaugurado o Shopping Avenida Center. O shopping provocou a abertura, ou até mesmo, o deslocamento de unidades e filiais de lojas do Centro.
Dourados, pela competência e capacidade de sua gente, se destaca cada vez mais no cenário sul-mato-grossense. Certamente, Marcelino Pires, Januário Pereira de Araújo e Joaquim Teixeira Alves se encontram satisfeitos com a colheita abundante e contínua da semente que plantaram e que prossegue germinando num moto-contínuo.
Parabéns e vida longa para Dourados.
Heitor Freire – Vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul.

Mato Grosso do Sul passa atualmente por um surto de progresso em todos os seus quadrantes. Assim, na costa leste, Três Lagoas se destaca como centro produtor de celulose e com acentuado índice de progresso. No outro extremo, Corumbá se consolida como pólo de difusão da cultura e de atividade turística de grande porte. No centro sul, Dourados, que comemorará no dia 20 de dezembro 78 anos de constante progresso, se afirma como centro universitário do mais alto gabarito, ao lado da sua crescente produção agro pastoril.

 
A cura pelas mãos . Você conhece? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 04 de Dezembro de 2013 11:23
CURA ATRAVÉS DAS MÃOS. VOCÊ CONHECE?
A vida é um aprendizado constante, cuja dinâmica se manifesta de uma forma continuada proporcionando a todos os seres humanos a oportunidade da evolução que lhes permita a elevação espiritual. E, para isso, precisamos estar atentos a todas as oportunidades à nossa volta.
Uma das próximas atividades da FAMA – Faculdade Aberta da Maturidade em convênio com o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, é um curso de Reiki - terapia universal, de aposição das mãos ao longo do corpo, que desbloqueia vórtices e meridianos energéticos, com a finalidade de equilibrar, repor e sutilizar energias, trazendo paz, bem estar e harmonia.
O curso será ministrado pelo professor Paulo Cesar Pfaltzgraff Ferreira, titular da cadeira de engenharia elétrica da Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro e iniciado nos sistemas Reiki Usui, sendo também mestre professor em cura magnificada da Mestra Kuan Yin. Será oferecido no campus acadêmico da FAMA, no auditório Acyr Vaz Guimarães, na segunda quinzena do mês de janeiro. Terá a duração de cinco dias, no período vespertino.
O Reiki é uma terapia holística de origem japonesa redescoberta pelo monge Mikao Usui, no início do século XX, que proporciona aos seus praticantes a utilização da Energia da Vida Universal imanente no Universo. O símbolo do Reiki é o bambu. Eu publiquei um artigo recentemente sobre as sete verdades do bambu que agora relembro resumidamente:
A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade;
A segunda, o bambu cria raízes profundas;
A terceira, você já viu um pé de bambu sozinho?
A quarta é a de não criar galhos;
A quinta, o bambu é cheio de “nós” (e não de “eus”);
A sexta, o bambu é oco, vazio de si mesmo;
A sétima lição que o bambu nos dá: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do alto. Essa é a sua meta.
O Sistema Reiki foi usado na Terra em tempos imemoriais, nas épocas da Lemúria e da Atlântida, mas não com o nome como é hoje conhecido. No entanto, muitos gostam de dizer que se trata de uma terapia oriental, por ter sido sistematizada, no início do século XX pelo monge japonês Mikao Usui, que pertencia à seita budista Tendai. A energia Reiki faz parte do nosso código genético (DNA) sendo, portanto, uma herança divina, ou seja, universal. A Energia Reiki é natural, harmônica e essencial a todo ser vivente, sendo uma dádiva da Luz às criaturas vivas.
A Organização Mundial de Saúde reconheceu como sendo efetivas as terapias alternativas. O Sistema Reiki é uma das muitas que existem. Tem sido empregado com muito sucesso, principalmente, na Europa, nos Estados Unidos, no Japão, na Índia e no Brasil. O Sistema Reiki não substitui a medicina tradicional, mas existem milhares de casos comprovados de sucesso onde a segunda não conseguiu ainda alcançar.
Em uma tradução bem livre, Reiki significa Energia do Espírito Universal (Deus) ou Energia Universal da Vida. De uma forma bem mais abrangente, a palavra Reiki representa uma união entre a humanidade e o Universo, pois este é o Todo (Tao), isto é, a própria Fonte Universal (Deus). De outra forma, o Reiki é uma interação do Espírito (Alma) Universal e sua Energia com a humanidade.
O curso ministrado por um mestre com a qualificação do professor Paulo Ferreira, será uma oportunidade rara para Campo Grande.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A vida é um aprendizado constante, cuja dinâmica se manifesta de uma forma continuada proporcionando a todos os seres humanos a oportunidade da evolução que lhes permita a elevação espiritual. E, para isso, precisamos estar atentos a todas as oportunidades à nossa volta.

 
Ode ao câmera desconhecido PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 27 de Novembro de 2013 12:03
ODE AO CÂMERA DESCONHECIDO
Há uma estátua ao soldado desconhecido erigida em algumas cidades da Europa, representando um reconhecimento àquele que lutou anonimamente arriscando sua vida nas inúmeras guerras que se sucederam desde sempre. O monumento homenageia o soldado da Primeira Guerra Mundial.
Penso que se deve também erigir um monumento ao câmera desconhecido, aquele profissional que enfrenta muitos perigos e dificuldades para nos proporcionar informações e notícias.
Quando nós, nos deliciamos com as matérias apresentadas pela televisão, em nenhum momento paramos para avaliar o quanto custou para que aquelas imagens chegassem à nossa casa. Os câmeras são os profissionais que vivem situações de risco para nos ofertar aquele deleite ou informação, e não merecem, salvo raríssimas exceções, qualquer comentário a respeito do que sofreram para apresentar essas cenas, pelos perigos, pelos perrengues vividos, pela ansiedade quanto à qualidade do trabalho.
Há um caso clássico: o fotógrafo e cinegrafista argentino Leonardo Henrichsen, que viajou ao Chile em junho de 1973. Ele era o câmera freelancer contratado por uma televisão sueca para documentar sobre o que acontecia na cidade de Santiago. Foi assassinado por um oficial chileno enquanto cobria a tensão que antecedeu o golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende. Filmou o seu próprio assassinato. As imagens de sua morte ficaram famosas na série documental "A Batalha do Chile", de Patrício Guzman.
Um dos meus genros, Reynaldo Zangrandi Júnior, casado com a Raquel, é cinegrafista. Ele viaja o mundo para gravar cenas de documentários com os mais variados motivos. E como tal, tem muitas histórias para contar. Hoje, para ilustrar, relato dois fatos que ele viveu e que são bem representativos do que afirmei acima.
O primeiro aconteceu durante uma viagem por um afluente do rio Negro, perto de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Isso ocorreu nos anos 90, em uma produção para a ZDF, TV Alemã. Filmavam um documentário sobre uma reserva no Alto Rio Negro. Por motivo de segurança, viajavam sempre com pelo menos dois barcos. Foi a sorte. De repente o motor falhou. O barco perdeu velocidade e força e foi arrastado em direção à corredeira. A diretora Petra Schulz gritou para o Reynaldo agarrar um galho preso à margem do rio: ele pulou em direção à frente da lancha agarrando o galho que arranhava a lateral do barco enquanto descíam a correnteza sem motor e sem controle do que poderia acontecer. Imediatamente após o pulo, todos que estavam no barco se agarraram um ao outro e  Petra às pernas do Reynaldo Ele conta que nunca se esqueceu daquele pulo que salvou o dia e provavelmente as suas vidas.
O segundo momento foi durante uma produção para o National Geographic sobre um biólogo brasileiro especialista em jacaré açu, Ronis da Silveira. Ele fazia um estudo de manejo da população do animal no Amazonas. Estavam bem perto do leito quando encontraram um jacaré descendo em direção ao rio. O plano era maravilhoso, pois o bicho tinha um peixe na boca, o que proporcionou um belo close do animal. Mas a posição do barco fechava o caminho de volta do jacaré, que pesa uns 300 quilos e media cinco metros de comprimento. Reynaldo ficou frente a frente com o bicho, que tentava voltar para o rio, mas o barco interrompia o caminho. Assim que o barco tocou a margem, em questão de segundos, o jacaré deu um salto, atravessou por cima dele e do técnico de som, alcançando a água do outro lado do barco. Foi um susto federal.
Apesar do perigo ele não escolheria outra profissão. E de todos os males, o pior é a saudade de casa.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Há uma estátua ao soldado desconhecido erigida em algumas cidades da Europa, representando um reconhecimento àquele que lutou anonimamente arriscando sua vida nas inúmeras guerras que se sucederam desde sempre. O monumento homenageia o soldado da Primeira Guerra Mundial.

Penso que se deve também erigir um monumento ao câmera desconhecido, aquele profissional que enfrenta muitos perigos e dificuldades para nos proporcionar informações e notícias.

 

 
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