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O Cascudo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 15 de Setembro de 2012 00:00
O Cascudo
Nos altos da nossa cidade, em direção ao norte, fica o emblemático bairro do Cascudo, atualmente conhecido como São Francisco um dos mais antigos da cidade, com  influência muito significativa na nossa história. Pretendendo obter informações a respeito desse bairro, instado que fui a escrever sobre o mesmo pelo meu amigo Antônio (Tonico) Rodrigues, procurei o dr. Arnaldo Rodrigues, nascido e criado no local. O dr. Arnaldo, advogado dos mais competentes da nossa comarca, dividia sua banca de advocacia com os advogados Luiz Alexandre de Oliveira, Higa Nabukatsu (depois desembargador e presidente  do Tribunal de Justiça) e Cândido Fernandes. O escritório era localizado na rua Calógeras, onde hoje é a sede da Federação Espírita.
Hoje o dr. Arnaldo, no gozo do ócio com dignidade, depois de uma vida profícua de realizações, com a maior gentileza e boa vontade, franqueou-me estes dados. A propósito, em virtude da importância do Cascudo, conversando com o professor Hildebrando Campestrini, este me autorizou a propor ao dr. Arnaldo que escrevesse sobre o bairro para a publicação de um livro na série “Eu sou História”, publicada pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, que ele aceitou e já está escrevendo. O material que me foi disponibilizado daria para alguns artigos, mas a história do Cascudo é tão rica que decidimos pelo livro, ficando sobre ele apenas este artigo, como referência.
Há uma versão muito antiga, segundo a qual o Cascudo era o nome, na verdade o sobrenome de um curandeiro e benzedor. Esse senhor morava nos altos da atual Rua Euler de Azevedo. Como tal, frequentemente atendia a muitas pessoas as quais, ao irem em busca de seus préstimos, diziam: “vamos ao Cascudo”, assim, o nome do curandeiro passou a ser o do bairro.
Outra versão é de que o nome decorreria do córrego Cascudo – um dos afluentes do córrego Segredo, e que tinha uma grande quantidade de peixe da espécie cascudo, peixe de couro.
Na realidade o bairro constituía mais que um aglomerado de casas, tinha uma população unida, consciente, trabalhadora. As atividades desenvolvidas ali eram as mais variadas, destacando-se: oficinas, carpintarias, bares, sapatarias, ferrarias, pedreira, máquinas de beneficiamento de arroz, açougue, barbearias e, nas imediações, o hospital Santa Casa e o colégio Dom Bosco.
Entre tantos fatos ali ocorridos, destacamos um que mostra o lado negativo e triste que caracterizou um período dos anos trinta do século passado: no bairro se instalou uma família conhecida como os baianinhos. Integrantes dessa família, sempre armados, roubavam gado e outros animais da região. Consta dos relatos dos antigos moradores que, certo dia, um dos baianinhos entrou numa barbearia e ordenou ao barbeiro que lhe fizesse a barba num determinado tempo sob pena de ser morto, caso não obedecesse o tempo indicado. Sob tal ameaça, o barbeiro começou o seu trabalho, que terminou dentro do tempo ordenado. O freguês lhe teria dito: “muito bem, você salvou a sua vida”, ao que o barbeiro lhe teria respondido: “quem se salvou foi você porque eu estava controlando o tempo e se não me fosse possível cumpri-lo, esta navalha em minhas mãos seria usada para a sua degola”. Ouvindo isso, o freguês, trêmulo, elogiou o barbeiro e dele se tornou amigo.
Aguardem o livro. Tenho certeza que ele agradará não só aos moradores do bairro como aos habitantes da nossa cidade.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Nos altos da nossa cidade, em direção ao norte, fica o emblemático bairro do Cascudo, atualmente conhecido como São Francisco um dos mais antigos da cidade, com  influência muito significativa na nossa história. Pretendendo obter informações a respeito desse bairro, instado que fui a escrever sobre o mesmo pelo meu amigo Antônio (Tonico) Rodrigues, procurei o dr. Arnaldo Rodrigues, nascido e criado no local. O dr. Arnaldo, advogado dos mais competentes da nossa comarca, dividia sua banca de advocacia com os advogados Luiz Alexandre de Oliveira, Higa Nabukatsu (depois desembargador e presidente  do Tribunal de Justiça) e Cândido Fernandes. O escritório era localizado na rua Calógeras, onde hoje é a sede da Federação Espírita.

Hoje o dr. Arnaldo, no gozo do ócio com dignidade, depois de uma vida profícua de realizações, com a maior gentileza e boa vontade, franqueou-me estes dados. A propósito, em virtude da importância do Cascudo, conversando com o professor Hildebrando Campestrini, este me autorizou a propor ao dr. Arnaldo que escrevesse sobre o bairro para a publicação de um livro na série “Eu sou História”, publicada pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, que ele aceitou e já está escrevendo.

O material que me foi disponibilizado daria para alguns artigos, mas a história do Cascudo é tão rica que decidimos pelo livro, ficando sobre ele apenas este artigo, como referência.   Há uma versão muito antiga, segundo a qual o Cascudo era o nome, na verdade o sobrenome de um curandeiro e benzedor. Esse senhor morava nos altos da atual Rua Euler de Azevedo. Como tal, frequentemente atendia a muitas pessoas as quais, ao irem em busca de seus préstimos, diziam: “vamos ao Cascudo”, assim, o nome do curandeiro passou a ser o do bairro.

Outra versão é de que o nome decorreria do córrego Cascudo – um dos afluentes do córrego Segredo, e que tinha uma grande quantidade de peixe da espécie cascudo, peixe de couro. 

Na realidade o bairro constituía mais que um aglomerado de casas, tinha uma população unida, consciente, trabalhadora. As atividades desenvolvidas ali eram as mais variadas, destacando-se: oficinas, carpintarias, bares, sapatarias, ferrarias, pedreira, máquinas de beneficiamento de arroz, açougue, barbearias e, nas imediações, o hospital Santa Casa e o colégio Dom Bosco. 

Entre tantos fatos ali ocorridos, destacamos um que mostra o lado negativo e triste que caracterizou um período dos anos trinta do século passado: no bairro se instalou uma família conhecida como os baianinhos. Integrantes dessa família, sempre armados, roubavam gado e outros animais da região. Consta dos relatos dos antigos moradores que, certo dia, um dos baianinhos entrou numa barbearia e ordenou ao barbeiro que lhe fizesse a barba num determinado tempo sob pena de ser morto, caso não obedecesse o tempo indicado. Sob tal ameaça, o barbeiro começou o seu trabalho, que terminou dentro do tempo ordenado. O freguês lhe teria dito: “muito bem, você salvou a sua vida”, ao que o barbeiro lhe teria respondido: “quem se salvou foi você porque eu estava controlando o tempo e se não me fosse possível cumpri-lo, esta navalha em minhas mãos seria usada para a sua degola”. Ouvindo isso, o freguês, trêmulo, elogiou o barbeiro e dele se tornou amigo.

Aguardem o livro. Tenho certeza que ele agradará não só aos moradores do bairro como aos habitantes da nossa cidade.

Última atualização em Seg, 05 de Novembro de 2012 20:35
 
Juízes em Berlim PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qui, 13 de Setembro de 2012 00:00
Há poucos dias recebi um e-mail da professora Maria Angela Mirault  que retrata um episódio acontecido no século XVIII, imortalizado pelo escritor francês François Andriex, no conto “O Moleiro de Sans-Souci”:
“Frederico II, “O Grande”, rei da Prússia, um dos maiores exemplos de “déspota esclarecido”, exímio estrategista militar e ao mesmo tempo amante das artes, amigo de Voltaire, resolveu construir um palácio de verão em Potsdam, próximo a Berlim. O rei escolheu a encosta de uma colina, onde já se elevava um moinho de vento, o Moinho de Sans-Souci, e decidiu chamar seu palácio do mesmo modo (Sans-Souci significa “sem preocupação”).
Alguns anos depois, porém, o rei resolveu expandir seu castelo e, um dia, incomodado pelo moinho que o impedia de ampliar uma ala, decidiu comprá-lo, ao que o moleiro recusou, argumentando que não poderia vender sua casa, onde seu pai havia falecido e seus filhos haveriam de nascer. O rei insistiu, dizendo que, se quisesse, poderia simplesmente lhe tomar a propriedade. Nesse momento o moleiro teria dito a célebre frase: “Como se não houvesse juízes em Berlim!”
Pasmo com a ousada e certamente ingênua resposta, que indicaria a disposição do moleiro em litigar com o próprio rei na Justiça, Frederico II decidiu alterar seus planos, deixando o sujeito (e seu moinho) em paz”.
Belo exemplo de autoridade suprema como a de um rei  que se submete à constatação do simples ato de respeitar a vontade de um súdito seu.
Hoje, aqui no Brasil, nós estamos também constatando que existem juízes em Brasília. A alegria que as decisões da Suprema Corte estão  dando aos brasileiros ao apreciar os malfeitos do mensalão se irradiam por todo o país. Há um clima de euforia e de alívio que se sente em todos os lugares. As primeiras decisões já assinalam uma continuidade que, certamente, irá prosseguir por todo o julgamento. Que bom!
Vejo nessas sábias e justas decisões muito dos ensinamentos que emanam da natureza do bambu: a primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. E aqui ressalto a humildade e a coragem do juiz relator Joaquim Barbosa que, em nenhum momento se deixou intimidar pela prepotência e pela pressão dos poderosos.
Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Então ele verga, mas não quebra.
Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado. É o que se vê na constituição coletiva do Supremo.
A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto o bambu não se permite criar galhos.
A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” (e não de eu’s). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis.
A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente a sua forma de ser: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

Há poucos dias recebi um e-mail da professora Maria Angela Mirault  que retrata um episódio acontecido no século XVIII, imortalizado pelo escritor francês François Andriex, no conto “O Moleiro de Sans-Souci”:“Frederico II, “O Grande”, rei da Prússia, um dos maiores exemplos de “déspota esclarecido”, exímio estrategista militar e ao mesmo tempo amante das artes, amigo de Voltaire, resolveu construir um palácio de verão em Potsdam, próximo a Berlim. O rei escolheu a encosta de uma colina, onde já se elevava um moinho de vento, o Moinho de Sans-Souci, e decidiu chamar seu palácio do mesmo modo (Sans-Souci significa “sem preocupação”).

Alguns anos depois, porém, o rei resolveu expandir seu castelo e, um dia, incomodado pelo moinho que o impedia de ampliar uma ala, decidiu comprá-lo, ao que o moleiro recusou, argumentando que não poderia vender sua casa, onde seu pai havia falecido e seus filhos haveriam de nascer. O rei insistiu, dizendo que, se quisesse, poderia simplesmente lhe tomar a propriedade. Nesse momento o moleiro teria dito a célebre frase: “Como se não houvesse juízes em Berlim!”Pasmo com a ousada e certamente ingênua resposta, que indicaria a disposição do moleiro em litigar com o próprio rei na Justiça, Frederico II decidiu alterar seus planos, deixando o sujeito (e seu moinho) em paz”.Belo exemplo de autoridade suprema como a de um rei  que se submete à constatação do simples ato de respeitar a vontade de um súdito seu.

Hoje, aqui no Brasil, nós estamos também constatando que existem juízes em Brasília. A alegria que as decisões da Suprema Corte estão  dando aos brasileiros ao apreciar os malfeitos do mensalão se irradiam por todo o país. Há um clima de euforia e de alívio que se sente em todos os lugares. As primeiras decisões já assinalam uma continuidade que, certamente, irá prosseguir por todo o julgamento.

Que bom!Vejo nessas sábias e justas decisões muito dos ensinamentos que emanam da natureza do bambu: a primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. E aqui ressalto a humildade e a coragem do juiz relator Joaquim Barbosa que, em nenhum momento se deixou intimidar pela prepotência e pela pressão dos poderosos.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Então ele verga, mas não quebra.  

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado. É o que se vê na constituição coletiva do Supremo.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto o bambu não se permite criar galhos. 

A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” (e não de eu’s). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. 

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente a sua forma de ser: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

Última atualização em Qua, 10 de Outubro de 2012 11:12
 
Jubileu de prata PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 19 de Agosto de 2012 00:00
Denomina-se jubileu, toda comemoração que significa grande alegria, por um acontecimento marcante. E a cada ano foi atribuída uma cor que o diferencia dos outros como uma referência particular. Assim quando se comemoram 25 anos de um acontecimento especial, diz-se jubileu de prata. É o que estamos comemorando neste ano de 2012: 25 anos de criação do Planurb. Inicialmente como unidade de planejamento por 7 anos e depois como Instituto de Planejamento Urbano.
A história de Campo Grande, tendo como pano de fundo o ordenamento urbano, tem um divisor de águas muito claro: antes e depois da primeira administração de Juvêncio César da Fonseca. Em 1987 ele criou a Unidade de Planejamento Urbano, Planurb a que se seguiu logo depois o seu irmão siamês: CMDU – Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização. Ambos são os agentes da transformação urbana da nossa cidade.
O interesse dos administradores municipais quanto a esse tema se pronunciou desde cedo, começando com a aprovação do Código de Posturas, em 1905; em 1909, foi aprovada a primeira planta urbana da cidade. Em 1921, na administração de Arlindo de Andrade Gomes, foi feita a aprovação do primeiro bairro de Campo Grande, o Amambaí. Ele foi projetado pelo engenheiro Camillo Boni, de nacionalidade italiana, cuja atuação foi muito destacada na vida da nossa cidade. Os prefeitos que se dedicaram a este assunto, além do já citado, foram Eduardo Olímpio Machado, Fernando Corrêa da Costa, Wilson Barbosa Martins, Plínio Barbosa Martins e Marcelo Miranda.
A Planurb criada como unidade de planejamento passa em 1995, em novo período administrativo de Juvêncio, a autarquia municipal, como Instituto, vinculado ao gabinete do prefeito. Em toda essa movimentação dos técnicos e urbanistas da prefeitura envolvidos com esse ideal, há um destaque especial: a participação do arquiteto Sérgio Zaratin, da Emplasa (Empresa de Planejamento Metropolitano de São Paulo), que vinha de uma experiência bem sucedida em Salvador (BA), desenvolvendo um processo de planejamento urbano democrático e participativo com uma série de idéias novas para o zoneamento daquela cidade.
No último dia 22 de agosto, em cerimônia festiva realizada na Câmara Municipal de Campo Grande, presidida pelo vereador Marcelo Bluma, foi comemorado o jubileu de prata do Planurb, oportunidade em que ocorreu o lançamento do livro “Raízes do Planejamento Urbano em Campo Grande e a criação do Planurb”, de cuja edição colhemos as informações acima mencionadas, de autoria do arquiteto Ângelo Marcos Vieira de Arruda, que foi também o seu primeiro diretor.
Exerceram a presidência do Planurb, Ângelo Marcos Vieira de Arruda, Chaia Jacob Neto, Sérgio Seiko Yonamine, Eliane Salete Detoni, Berenice Jacob e Marta Lúcia da Silva Martinez, (presidente desde 2009 até hoje).
Não podemos deixar de destacar um nome dentre os que contribuíram, desde o começo  com inteligência, competência, e dedicação a esta autarquia que se constituiu na espinha dorsal da nossa prefeitura: Rita de Cássia Belleza Michelini a quem e em seu nome, homenageamos todos os funcionários do Planurb.
Já o CMDU – Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização – permite à população da cidade participar ativamente das decisões municipais que não se restringem unicamente à questão de ordenamento urbano, de legislação sobre a lei de uso do solo, do plano diretor da cidade e de outros instrumentos. Entre as suas competências está também a análise e parecer sobre a lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento municipal. Em sua composição tomam parte a prefeitura, pois o prefeito é o presidente do Conselho, mais 8 representantes do poder público municipal, 2 representantes das concessionárias dos serviços públicos municipais, 8 representantes dos conselhos regionais de cada região da cidade e 16 representantes das diversas entidades classistas (eu represento o Sindicato dos Corretores de Imóveis no CMDU), como o Secovi, Sinduscon, OAB, IAB, Associação Comercial, Associação dos Advogados, dos engenheiros etc.
Fica aqui o registro desse jubileu de prata que representa com muita propriedade, mais essa conquista da nossa cidade.

Denomina-se jubileu, toda comemoração que significa grande alegria, por um acontecimento marcante. E a cada ano foi atribuída uma cor que o diferencia dos outros como uma referência particular. Assim quando se comemoram 25 anos de um acontecimento especial, diz-se jubileu de prata. É o que estamos comemorando neste ano de 2012: 25 anos de criação do Planurb. Inicialmente como unidade de planejamento por 7 anos e depois como Instituto de Planejamento Urbano.

A história de Campo Grande, tendo como pano de fundo o ordenamento urbano, tem um divisor de águas muito claro: antes e depois da primeira administração de Juvêncio César da Fonseca. Em 1987 ele criou a Unidade de Planejamento Urbano, Planurb a que se seguiu logo depois o seu irmão siamês: CMDU – Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização. Ambos são os agentes da transformação urbana da nossa cidade.

O interesse dos administradores municipais quanto a esse tema se pronunciou desde cedo, começando com a aprovação do Código de Posturas, em 1905; em 1909, foi aprovada a primeira planta urbana da cidade. Em 1921, na administração de Arlindo de Andrade Gomes, foi feita a aprovação do primeiro bairro de Campo Grande, o Amambaí. Ele foi projetado pelo engenheiro Camillo Boni, de nacionalidade italiana, cuja atuação foi muito destacada na vida da nossa cidade. Os prefeitos que se dedicaram a este assunto, além do já citado, foram Eduardo Olímpio Machado, Fernando Corrêa da Costa, Wilson Barbosa Martins, Plínio Barbosa Martins e Marcelo Miranda.

A Planurb criada como unidade de planejamento passa em 1995, em novo período administrativo de Juvêncio, a autarquia municipal, como Instituto, vinculado ao gabinete do prefeito. Em toda essa movimentação dos técnicos e urbanistas da prefeitura envolvidos com esse ideal, há um destaque especial: a participação do arquiteto Sérgio Zaratin, da Emplasa (Empresa de Planejamento Metropolitano de São Paulo), que vinha de uma experiência bem sucedida em Salvador (BA), desenvolvendo um processo de planejamento urbano democrático e participativo com uma série de idéias novas para o zoneamento daquela cidade.

No último dia 22 de agosto, em cerimônia festiva realizada na Câmara Municipal de Campo Grande, presidida pelo vereador Marcelo Bluma, foi comemorado o jubileu de prata do Planurb, oportunidade em que ocorreu o lançamento do livro “Raízes do Planejamento Urbano em Campo Grande e a criação do Planurb”, de cuja edição colhemos as informações acima mencionadas, de autoria do arquiteto Ângelo Marcos Vieira de Arruda, que foi também o seu primeiro diretor.

Exerceram a presidência do Planurb, Ângelo Marcos Vieira de Arruda, Chaia Jacob Neto, Sérgio Seiko Yonamine, Eliane Salete Detoni, Berenice Jacob e Marta Lúcia da Silva Martinez, (presidente desde 2009 até hoje).

Não podemos deixar de destacar um nome dentre os que contribuíram, desde o começo  com inteligência, competência, e dedicação a esta autarquia que se constituiu na espinha dorsal da nossa prefeitura: Rita de Cássia Belleza Michelini a quem e em seu nome, homenageamos todos os funcionários do Planurb.

Já o CMDU – Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização – permite à população da cidade participar ativamente das decisões municipais que não se restringem unicamente à questão de ordenamento urbano, de legislação sobre a lei de uso do solo, do plano diretor da cidade e de outros instrumentos. Entre as suas competências está também a análise e parecer sobre a lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento municipal.

Em sua composição tomam parte a prefeitura, pois o prefeito é o presidente do Conselho, mais 8 representantes do poder público municipal, 2 representantes das concessionárias dos serviços públicos municipais, 8 representantes dos conselhos regionais de cada região da cidade e 16 representantes das diversas entidades classistas (eu represento o Sindicato dos Corretores de Imóveis no CMDU), como o Secovi, Sinduscon, OAB, IAB, Associação Comercial, Associação dos Advogados, dos engenheiros etc.

Fica aqui o registro desse jubileu de prata que representa com muita propriedade, mais essa conquista da nossa cidade.

Última atualização em Qua, 10 de Outubro de 2012 11:13
 
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