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Escrito por Heitor Freire   
Sex, 02 de Março de 2012 00:00
SERENATAS NO TAVEIRÓPOLIS
Em 1975, eu me mudei com a minha família da rua D. Aquino para a rua Padre Caetano Patané, no bairro Taveirópolis. Ali moramos até o ano de 1995. Foram 20 anos dourados.
Quando para lá nos mudamos, as ruas do bairro não eram asfaltadas, e não havia água encanada, que só veio a surgir alguns anos depois. A água era de poço. Abençoado poço, pois depois que recebemos o benefício da água encanada, esta muitas vezes, faltava. Aí éramos salvos pelo poço, que, por decisão da Rosaria permaneceu em funcionamento sempre.
As meninas foram crescendo. A Andréa, minha filha número 2, foi durante um tempo, namorada do Paulo Renato Coelho Netto, cujo nome ficou inscrito na minha memória assim, embora, hoje, o seu nome público seja Renato Coelho Netto. Pois bem. Numa determinada noite, fomos acordados por um som estentórico, que me fez pular na cama. Perguntei à Rosaria se sabia o que era aquilo. Ela disse que não. Vesti um roupão em cima do pijama e fui investigar. Era o Paulo Renato tocando um berrante do tamanho de um trem, no mais alto grau. Acordou toda a vizinhança. Quando me viu, cumprimentou-me e apresentou seus amigos. Eu fiz algumas serenatas para a Rosaria em Ponta Porã, mas com aquele estardalhaço todo, nunca. Enfim, após as apresentações e de servir a tradicional bebida que o dono da casa deve oferecer aos serenateiros, voltei a dormir, observando que o nosso vizinho era homem brabo. Essas serenatas se repetiam regularmente.
O vizinho era o Miguel Patroni Duenha, que havia construído a nossa casa e também a que ficava ao lado, onde ele morava. Era pai de três filhas, entre elas a Aline Duenha, hoje atriz destacada que atua também na área circense com o Circo do Mato grupo com atuação até na área internacional.
Mas eu me referia ao vizinho brabo. Como eu descobri que o doce do Miguel podia ser também brabo? Aconteceu o seguinte: em frente às nossas casas havia uma igreja batista. Em determinada ocasião, o pastor resolveu utilizar um alto falante para chamar os fiéis e o fazia logo cedo, aos fins de semana. Na primeira vez, ficou por isso mesmo. Quando, na semana seguinte, o episódio se repetiu, o Miguel foi falar com o pastor, que o recebeu cordialmente, pediu desculpas e disse que não aconteceria mais. Na terceira semana, de novo o pastor mandou ver o seu som alto. O Miguel não teve dúvidas: de dentro de sua casa, mandou bala no alto falante do pastor. Foi um santo remédio. Nunca mais funcionou. Mas das serenatas infindáveis em frente à minha casa, posto que eu tenho sete filhas, ele nunca reclamou. Acho que por solidariedade ou por entender os serenateiros.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.
Campo Grande exerce uma posição de destaque entre as cidades brasileiras de médio porte. Numa reunião do Comitê de Habitação do CMDU, Marcos Augusto Netto, presidente do SECOVI-MS, decano dos conselheiros e representante da Confederação Nacional do Comércio junto ao Conselho Nacional das Cidades, confirmou isso comentando o que observa nas atividades do Conselho.
Agora, mais uma vez, a nossa cidade se destaca. A SEDESC, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, dando continuidade a um projeto vitorioso de fomento à produção de alimentos naturais sem agrotóxicos, inovou com a implantação do Ônibus de Orgânicos, com a participação da ASSETUR, que cedeu um ônibus. Esse projeto teve início em 2008, através de um convênio firmado com o Ministério da Agricultura, que incentiva a agricultura familiar e cria um cinturão verde em torno da cidade. 
Hoje são 125 hortas agro-ecológicas em uma área de 25 hectares destinadas pela prefeitura para a instalação do Pólo de Orgânicos. Havia necessidade também de um local apropriado para a comercialização dos produtos: a partir de 2009, a praça do Rádio Clube, local nobre da cidade, foi designada para, às quartas-feiras, abrigar a feira de orgânicos, que também passou a contar com o estacionamento da prefeitura aos sábados. Localização própria, criativa e inteligente, a custo zero para os produtores.
Agora, o Ministério da Agricultura está solicitando dados a respeito desse projeto para implantar essa iniciativa em outros municípios brasileiros. O ônibus leva à rede escolar municipal, não somente a informação sobre a vantagem de se consumir produtos livres de inseticidas ou agrotóxicos, mas principalmente os cuidados com o meio-ambiente e com as questões nutricionais conscientizando os estudantes para os benefícios decorrentes dessas práticas. O ônibus foi adaptado para ser um mercado móvel de comercialização dos produtos: no seu interior foram criadas gôndolas nas laterais, similares às dos supermercados. Assim os consumidores entram e circulam no seu interior, escolhendo e selecionando os produtos, pagando ao sair, num caixa instalado dentro do próprio ônibus, ou seja, é uma unidade volante de venda e divulgação.
Outro detalhe importante é que os produtos com toda essa gama de incentivos saem a um preço compatível com os outros produtos cultivados em grande escala e supostamente mais baratos. O consumidor ganha duas vezes: pelo consumo de alimentos naturais e pelo preço acessível.     
Essa iniciativa é do secretário titular da SEDESC e vice-prefeito, Edil Albuquerque, que sempre se destacou como um político vocacionado para o fortalecimento do mercado empresarial da cidade. Toda a sua trajetória política sempre foi voltada para essa finalidade. Ele lidera também uma equipe de técnicos de alta envergadura, contando na secretaria adjunta com Natal Baglione Meira Barros, secundado por Orany Furtado da Rocha, superintendente de agronegócios responsável pela gestão do projeto, ambos técnicos muito respeitados. 
Parabéns, Campo Grande.
Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:39
 
Serenatas no Taveirópolis PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 14 de Abril de 2012 00:00
SERENATAS NO TAVEIRÓPOLIS
Em 1975, eu me mudei com a minha família da rua D. Aquino para a rua Padre Caetano Patané, no bairro Taveirópolis. Ali moramos até o ano de 1995. Foram 20 anos dourados.
Quando para lá nos mudamos, as ruas do bairro não eram asfaltadas, e não havia água encanada, que só veio a surgir alguns anos depois. A água era de poço. Abençoado poço, pois depois que recebemos o benefício da água encanada, esta muitas vezes, faltava. Aí éramos salvos pelo poço, que, por decisão da Rosaria permaneceu em funcionamento sempre.
As meninas foram crescendo. A Andréa, minha filha número 2, foi durante um tempo, namorada do Paulo Renato Coelho Netto, cujo nome ficou inscrito na minha memória assim, embora, hoje, o seu nome público seja Renato Coelho Netto. Pois bem. Numa determinada noite, fomos acordados por um som estentórico, que me fez pular na cama. Perguntei à Rosaria se sabia o que era aquilo. Ela disse que não. Vesti um roupão em cima do pijama e fui investigar. Era o Paulo Renato tocando um berrante do tamanho de um trem, no mais alto grau. Acordou toda a vizinhança. Quando me viu, cumprimentou-me e apresentou seus amigos. Eu fiz algumas serenatas para a Rosaria em Ponta Porã, mas com aquele estardalhaço todo, nunca. Enfim, após as apresentações e de servir a tradicional bebida que o dono da casa deve oferecer aos serenateiros, voltei a dormir, observando que o nosso vizinho era homem brabo. Essas serenatas se repetiam regularmente.
O vizinho era o Miguel Patroni Duenha, que havia construído a nossa casa e também a que ficava ao lado, onde ele morava. Era pai de três filhas, entre elas a Aline Duenha, hoje atriz destacada que atua também na área circense com o Circo do Mato grupo com atuação até na área internacional.
Mas eu me referia ao vizinho brabo. Como eu descobri que o doce do Miguel podia ser também brabo? Aconteceu o seguinte: em frente às nossas casas havia uma igreja batista. Em determinada ocasião, o pastor resolveu utilizar um alto falante para chamar os fiéis e o fazia logo cedo, aos fins de semana. Na primeira vez, ficou por isso mesmo. Quando, na semana seguinte, o episódio se repetiu, o Miguel foi falar com o pastor, que o recebeu cordialmente, pediu desculpas e disse que não aconteceria mais. Na terceira semana, de novo o pastor mandou ver o seu som alto. O Miguel não teve dúvidas: de dentro de sua casa, mandou bala no alto falante do pastor. Foi um santo remédio. Nunca mais funcionou. Mas das serenatas infindáveis em frente à minha casa, posto que eu tenho sete filhas, ele nunca reclamou. Acho que por solidariedade ou por entender os serenateiros.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Em 1975, eu me mudei com a minha família da rua D. Aquino para a rua Padre Caetano Patané, no bairro Taveirópolis. Ali moramos até o ano de 1995. Foram 20 anos dourados.Quando para lá nos mudamos, as ruas do bairro não eram asfaltadas, e não havia água encanada, que só veio a surgir alguns anos depois. A água era de poço. Abençoado poço, pois depois que recebemos o benefício da água encanada, esta muitas vezes, faltava. Aí éramos salvos pelo poço, que, por decisão da Rosaria permaneceu em funcionamento sempre.

As meninas foram crescendo. A Andréa, minha filha número 2, foi durante um tempo, namorada do Paulo Renato Coelho Netto, cujo nome ficou inscrito na minha memória assim, embora, hoje, o seu nome público seja Renato Coelho Netto.

Pois bem. Numa determinada noite, fomos acordados por um som estentórico, que me fez pular na cama. Perguntei à Rosaria se sabia o que era aquilo. Ela disse que não. Vesti um roupão em cima do pijama e fui investigar. Era o Paulo Renato tocando um berrante do tamanho de um trem, no mais alto grau. Acordou toda a vizinhança. Quando me viu, cumprimentou-me e apresentou seus amigos. Eu fiz algumas serenatas para a Rosaria em Ponta Porã, mas com aquele estardalhaço todo, nunca. Enfim, após as apresentações e de servir a tradicional bebida que o dono da casa deve oferecer aos serenateiros, voltei a dormir, observando que o nosso vizinho era homem brabo. Essas serenatas se repetiam regularmente.

O vizinho era o Miguel Patroni Duenha, que havia construído a nossa casa e também a que ficava ao lado, onde ele morava. É pai de três filhas, entre elas a Aline Duenha, hoje atriz destacada que atua também na área circense com o Circo do Mato grupo com atuação até na área internacional. 

Mas eu me referia ao vizinho brabo. Como eu descobri que o doce do Miguel podia ser também brabo? Aconteceu o seguinte: em frente às nossas casas havia uma igreja batista. Em determinada ocasião, o pastor resolveu utilizar um alto falante para chamar os fiéis e o fazia logo cedo, aos fins de semana. Na primeira vez, ficou por isso mesmo. Quando, na semana seguinte, o episódio se repetiu, o Miguel foi falar com o pastor, que o recebeu cordialmente, pediu desculpas e disse que não aconteceria mais. Na terceira semana, de novo o pastor mandou ver o seu som alto. O Miguel não teve dúvidas: de dentro de sua casa, mandou bala no alto falante do pastor. Foi um santo remédio. Nunca mais funcionou.

Mas das serenatas infindáveis em frente à minha casa, posto que eu tenho sete filhas, ele nunca reclamou. Acho que por solidariedade ou por entender os serenateiros.

Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:42
 
Galeria São José II PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 04 de Março de 2012 00:00
GALERIA SÃO JOSÉ II
Dando continuidade às lembranças suscitadas pela Galeria São José, lembro-me do salão Jóia do Marcos Rodrigues do qual eu era cliente – um dos mais freqüentados daquela época –. O dr. Ramez Tebet também era seu cliente. Ao lado do salão era localizada a Relojoaria do Nelson Kawano, que foi durante muito tempo o relojoeiro mais procurado da cidade; era comum vê-lo com mais de um relógio em cada pulso. Hoje aposentado, é assessor direto do dr. Mafuci Kadri, na administração da Fundação Lowtons de Educação e Cultura (Funlec).
Do lado direito na rua 14, antes de chegar à Galeria, está localizado o edifício Korndorfer, onde funcionou por muito tempo a Joalheria e Òtica Korndorfer. Só vendia jóias finas, relógios Rolex e outros de grande fama. O edifício foi construído na década de 40, num terreno de 10x15 metros, ou seja em 150 metros quadrados, num primor de projeto e construção do engenheiro Joaquim Teodoro de Faria, com 4 andares, por seu proprietário Frederico Korndorfer, grande figura humana. Simples, sempre sorridente, excelente comerciante. O edifício tinha elevador o que, para a época, era um grande atrativo. Quando meu pai era dono do salão Cristal, uma vez, meus queridos e saudosos irmãos Hernane e Haydée, como toda criança ativa e curiosa, resolveram conhecer o tal elevador. Entraram, subiram e não souberam fazê-lo voltar, criando uma situação de pânico. Mas tudo foi rapidamente solucionado pelo “seu” Frederico, que, longe de se aborrecer ou criticar as crianças, foi de uma simpatia total desanuviando o ambiente e descontraindo-as para alívio delas e do meu pai.
Quando o “seu” Frederico faleceu, dona Olga, sua viúva, continuou à frente do negócio, secundada pelos seus filhos Hélio, Gaby, Frederico e Oscar. O Oscar foi quem, depois, administrou a Joalheria até que decidiu pelo seu fechamento.
A Joalheria Korndorfer era junto com a do Avelino dos Reis, o grande destaque nesse ramo. O “seu” Avelino, português de boa cepa, era um entusiasta dos esportes, sempre estava patrocinando eventos e premiando com troféus os esportistas da nossa cidade. Foi tão importante que o estádio municipal localizado na avenida Ernesto Geisel leva o seu nome. Aqui aproveito para fazer um parênteses, com referência a essa tendência dos jornalistas esportivos de descaracterizar a denominação que se dá aos estádios colocando-lhes nomes que pretendem popularizá-los. Por exemplo, o estádio Pedro Pedrossian, Morenão, o estádio José Fragelli, Verdão, o estádio Avelino dos Reis, Guanandizão, desrespeitando os nomes que foram, com justa razão, homenageados.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Dando continuidade às lembranças suscitadas pela Galeria São José, lembro-me do salão Jóia do Marcos Rodrigues do qual eu era cliente – um dos mais freqüentados daquela época –. O dr. Ramez Tebet também era seu cliente. Ao lado do salão era localizada a Relojoaria do Nelson Kawano, que foi durante muito tempo o relojoeiro mais procurado da cidade; era comum vê-lo com mais de um relógio em cada pulso. Hoje aposentado, é assessor direto do dr. Mafuci Kadri, na administração da Fundação Lowtons de Educação e Cultura (Funlec).

Do lado direito na rua 14, antes de chegar à Galeria, está localizado o edifício Korndorfer, onde funcionou por muito tempo a Joalheria e Òtica Korndorfer. Só vendia jóias finas, relógios Rolex e outros de grande fama. O edifício foi construído na década de 40, num terreno de 10x15 metros, ou seja em 150 metros quadrados, num primor de projeto e construção do engenheiro Joaquim Teodoro de Faria, com 4 andares, por seu proprietário Frederico Korndorfer, grande figura humana. Simples, sempre sorridente, excelente comerciante. O edifício tinha elevador o que, para a época, era um grande atrativo. Quando meu pai era dono do salão Cristal que era vizinho ao edifício, uma vez, meus queridos e saudosos irmãos Hernane e Haydée, como toda criança ativa e curiosa, resolveram conhecer o tal elevador. Entraram, subiram e não souberam fazê-lo voltar, criando uma situação de pânico. Mas tudo foi rapidamente solucionado pelo “seu” Frederico, que, longe de se aborrecer ou criticar as crianças, foi de uma simpatia total desanuviando o ambiente e descontraindo-as para alívio delas e do meu pai.

Quando o “seu” Frederico faleceu, dona Olga, sua viúva, continuou à frente do negócio, secundada pelos seus filhos Hélio, Gaby, Frederico e Oscar. O Oscar foi quem, depois, administrou a Joalheria até que decidiu pelo seu fechamento.A Joalheria Korndorfer era junto com a do Avelino dos Reis, o grande destaque nesse ramo.

O “seu” Avelino, português de boa cepa, era um entusiasta dos esportes, sempre estava patrocinando eventos e premiando com troféus os esportistas da nossa cidade. Foi tão importante que o estádio municipal localizado na avenida Ernesto Geisel leva o seu nome. Aqui aproveito para fazer um parênteses, com referência a essa tendência dos jornalistas esportivos de descaracterizar a denominação que se dá aos estádios colocando-lhes nomes que pretendem popularizá-los. Por exemplo, o estádio Pedro Pedrossian, Morenão, o estádio José Fragelli, Verdão, o estádio Avelino dos Reis, Guanandizão, desrespeitando os nomes que foram, com justa razão, homenageados.

Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:44
 
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