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Chochinho PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 11 de Dezembro de 2011 00:00

Fui funcionário do Banco do Brasil de 1961 a 1968.

No banco havia duas categorias de funcionários: os escriturários e os contínuos. Os escriturários eram os que desenvolviam os seus trabalhos no atendimento aos clientes e na linha de frente. Os contínuos faziam os trabalhos de complementação, encaminhamento de correspondências e demais atividades secundárias.

Na agência de Campo Grande, havia um contínuo que, como se dizia, “não respeitava pelo nem marca”. Para ele todo mundo era igual, e não havia hierarquia, tratava a todos como seus iguais. E era muito criativo e engraçado. O seu nome era José Ferreira dos Santos Irmão. E aqui começam os detalhes: seu irmão mais velho chamava-se José Ferreira dos Santos. O seu pai gostando desse nome acrescentou o Irmão para o nosso personagem de hoje, que tinha o apelido de Chochinho, porque o seu irmão mais velho era conhecido como Chocho. 
Fazendo pesquisas sobre o Chochinho acabei conseguindo a colaboração inestimável do Arly Serra, que obteve as informações do Ney Sant’Anna de Carvalho e do Rosalvo Silveira, todos funcionários aposentados do Banco do Brasil.
Chochinho foi uma pessoa extremamente comunicativa, de uma presença de espírito extremamente aguçada.  Em todas as rodas que freqüentava sempre era aquela figura alegre, brincalhona, debochada... hilariante.
De certa feita, transportando o malote de dinheiro do banco para a agência de Aquidauana (Campo Grande a Aquidauana, de trem, na gloriosa NOB), o Chochinho com outro contínuo, o Adalberto, eram os responsáveis. Bons tempos em que não havia assaltos e o transporte de dinheiro era feito sem escolta. Ocorre que ambos dormiram e somente despertaram quando a cidade de Aquidauana já tinha passado. Apavorados (será que o Chochinho estava?) não viram outra alternativa senão a de continuarem até Miranda. Então, tiveram que esperar o próximo trem que vinha de Corumbá para completarem a referida missão.  Imaginem o desdobramento do assunto quando os dois emissários não chegaram no horário convencionado, em Aquidauana.
Em outra ocasião, Chochinho apareceu no expediente bancário com uma caixa de bombons. Ocorre que aquela guloseima não era convencionalmente própria para o “consumo humano”, pois continha laxante em seu interior.  Diversos colegas adiantaram-se e pediram uma “amostra”. Chochinho distribuiu para quem pediu. Havia um chefe de serviço que alegou: “Chefe é chefe” e foi pegando logo dois. O Chochinho concordou no ato: “Chefe é chefe”. Este apenas conseguiu chegar ao banheiro da agência. Nenhum dos seus outros companheiros de trabalho conseguiu chegar inteiro em suas residências.  Foi uma lástima... 
No dia seguinte, o fato foi levado ao conhecimento do subgerente, que é o chefe de pessoal da agência. O mesmo, extremante rigoroso, pediu explicações ao “doador” que, de pronto, alegou não ter qualquer tipo de culpa. “Sim, não nego, o chocolate era laxante e seria destinado ao meu próprio consumo. Ocorre que os colegas me pediram e eu não pude negar”. O assunto morreu ali mesmo...
Em uma oportunidade em que a agência do Banco do Brasil/Campo Grande recebeu a visita de alguns diretores, vindos de Brasília, Chochinho foi incumbido de ser o motorista.  O gerente da agência (naquela época existia apenas uma filial na cidade) foi até o aeroporto recepcionar os visitantes. Chochinho estava todo garboso: calça azul marinho e camisa branca, de gravata. Como a reunião com os demais funcionários deveria ocorrer somente após as 15 horas, o gerente, gentilmente, convidou-os para almoçarem. Foram para a “Cabana do Cantero”, na avenida Afonso Pena, um dos melhores (senão o melhor) da cidade. Lá, um dos diretores, declinou da cerveja e do whisky, preferindo tomar uma caipirinha, enquanto esperavam que a refeição fosse servida.
O gerente, observando que o restaurante naquele momento não tinha outros clientes, notou que o garçom passava algumas vezes levando em sua bandeja um litro de whisky escocês. Levantou-se e constatou que todas aquelas doses tinham sido consumidas, nada mais nada menos, pelo Chochinho. Os diretores ficaram na caipirinha.
Continuaremos com outras ricas estórias do Chochinho.

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 16:07
 
Tratado de bem viver PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 30 de Dezembro de 2011 00:00
Navegando pelas páginas do Facebook, neste fim de ano, li na página da professora Ângela Maria Costa um texto com uma série de orientações para o aperfeiçoamento e a evolução do ser humano. Ao entrar em contato com ela, denominei esse texto de “Tratado de Bem Viver” e, ao perguntá-la pelo autor, ela informou que  desconhecia a procedência,  por se tratar de um mosaico de normas e procedimentos. Acho que vale a pena divulgar porque o tema é importante. Mas sua importância só se confirma com a prática.
Última atualização em Sáb, 28 de Janeiro de 2012 20:14
 
Campo Grande e seus novos jardins PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 30 de Dezembro de 2011 00:00

A nossa cidade, que desponta como uma das melhores no Brasil para se viver, sempre foi privilegiada pelo poder público. O governador Pedro Pedrossian, que nos presenteou com uma universidade, dotou também a cidade com um parque que, podemos dizer, é o nosso Central Park: O Parque das Nações Indígenas, com 109 hectares, localizado em área central, dotado de vários equipamentos que lhe dão a condição de utilização múltipla, possui um lago e pistas para caminhada, lazer, reflexão, meditação e também para a cultura.

Seguramente a observação da paisagem deve ter sido o primeiro motivo que levou o homem a criar um jardim. Com a evolução e o crescimento das cidades, esses jardins passaram a ser indispensáveis ao equilíbrio, e a ter usos múltiplos. A Arte do paisagismo no Japão é antiga e provavelmente originou-se da China e da Coreia muito antes do século VI. Para a cultura japonesa, o paisagismo é uma das mais elevadas formas de arte, pois consegue expressar a essência da natureza em um limitado espaço, utilizando plantas, pedras e outros elementos de forma harmoniosa com a paisagem local. O paisagismo concede tranquilidade para reflexão.
Nas palavras de Mário Quintana: “O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você”. E é o que se está fazendo em nossa cidade.
Campo Grande dispõe hoje de diversos parques lineares que são áreas que margeiam os córregos com a finalidade de proteção da mata ciliar e preservação ambiental, algumas com equipamentos de lazer. Com isso, a cidade se transformou num lindo e imenso jardim. Temos os seguintes parques lineares, já existentes ou em fase de implantação: Parque do Sóter, do Buriti/Lagoa, do Imbirussú, do Bandeira, do Cabaça e do Segredo.
O Parque do Sóter, com uma área aproximada de 15 hectares, localiza-se na parte norte/leste da nossa cidade, e hoje se denomina Parque Francisco Anselmo Gomes de Barros, homenageando o ambientalista que se imolou pela sua causa.
O Parque Linear do Segredo, com área de 35 hectares, localiza-se na parte norte/oeste da nossa capital. Hoje é chamado Parque Presidente Jânio Quadros, distinguindo o político nascido em nossa cidade.
O Parque Linear do Cabaça, com área de 12 hectares, se localiza na parte sul/leste. Como se vê, são áreas extensas e cuja manutenção exigirá não só o aporte de recursos do poder público, mas também a fiscalização constante da nossa população para que esses tesouros sejam permanentemente preservados.  A criação do Parque Linear do Imbirussu marca uma série de intervenções sociais, urbanísticas e ambientais em uma das áreas mais populosas de Campo Grande. Foram quase sete anos de trabalho, com a construção de casas para retirada de famílias de áreas insalubres, instalação de prédios públicos como escolas e unidades de saúde, obras de infra-estrutura como asfalto e saneamento básico e recuperação de áreas degradadas.
O Horto Florestal, no Imbirussú, com uma área de 20 hectares, que é também uma área de educação ambiental, tem como projeto final a implantação de um futuro jardim botânico, dotando assim a parte oeste da cidade com um local privilegiado e que beneficia uma área extensa. O Projeto compreendeu um conjunto de obras e ações destinadas à recuperação e revitalização da infraestrutura urbana e ambiental. Obtive estas informações por intermédio do engenheiro ambientalista Antônio Carlos Silva Sampaio, da Semadur – Secretaria Municipal de Meio Ambiente e de Controle Urbanístico –, que gentilmente disponibilizou os dados para complementar este artigo.
O paisagismo implantado nos canteiros centrais da avenida Afonso Pena é de autoria do coordenador da brigada verde da Semadur, paisagista Hilarión Gregor Chaparro, – filho de Wisterman Chaparro, o grande jardineiro de nossa cidade, que foi o encarregado dos parques e jardins municipais por mais de 40 anos. Assim, Hilarión tem tradição e a quem puxar e se dedica com competência no embelezamento de nossa principal avenida, dando um novo colorido e destaque à nossa cidade e contribui não só para o aumento da área verde, mas principalmente para o acréscimo da área permeável, possibilitando uma vida mais saudável para a população.
A avenida Afonso Pena, desde a praça Newton Cavalcanti, no bairro Amambaí, onde ela começa, até o shopping Campo Grande, tem aproximadamente, a extensão de cinco quilômetros, e se transformou num verdadeiro jardim que enfeita toda a parte central da cidade e preserva as árvores centenárias já sabidamente reconhecidas como objeto de admiração da população. A avenida continua até o Parque dos Poderes, em frente ao Parque das Nações Indígenas, com pistas de ciclovia e de caminhada.
Espera-se agora o mesmo empenho para a avenida Mato Grosso, cujo projeto está em fase de conclusão e tem a implantação prevista para o ano que vem.
Cantar a nossa cidade faz um bem enorme.

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 16:08
 
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