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Faixa de pedestre II PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 21 de Março de 2012 00:00
FAIXA DE PEDESTRE – II
Hoje, em nossa cidade, há uma distorção no que se refere ao relacionamento entre pedestres e motoristas. E isso decorre de uma interpretação equivocada do uso da faixa de pedestres, cuja utilização não está, ainda, devidamente explicitada pelas nossas autoridades de trânsito. A obrigatoriedade de preferência dos pedestres nas faixas determinadas, só é exigível quando não há sinalização de semáforos. Quando há sinalização, a preferência é determinada pelo comando do sinal: acontece que os motoristas, confusos e temerosos, acabam dando preferência ao pedestre inadvertidamente, e criam uma jurisprudência equivocada, pois os que assistem a esta cena acabam pensando que é assim mesmo. E os próprios pedestres se acham detentores de um direito inexistente, cruzando as ruas numa indiferença olímpica, com imperativa e equivocada pose, colocando em risco suas vidas e submetendo os motoristas a um possível e indesejado acidente.   No fundo, no fundo, todos nós somos pedestres. Vamos nos respeitar.
È preciso que nossas autoridades iniciem uma campanha informativa maciça e esclarecedora, por todos os meios de comunicação, iniciando didaticamente pelas escolas.
Em Portugal, as faixas de pedestres têm uma sinalização diferenciada – quando se trata de faixa sinalizada com semáforo e quando são faixas simples com preferência explícita para os pedestres, permitindo assim uma informação clara e precisa para todos: pedestres e motoristas. Além disso, há placas informativas nas calçadas, enfatizando essa prática.
O interessante neste tema é que a possível solução venha de Portugal. Nosso querido Portugal, terra dos nossos ancestrais. Há uma característica no ser humano: sempre critica ou menospreza o dominador – é a sua defesa. Assim, por exemplo, nos Estados Unidos no tempo da colônia, os ingleses eram vítimas de piadas, de histórias inventadas ou acontecidas e que eram distorcidas com a finalidade de colocá-los em situação vexatória.
O mesmo acontecia em nosso antigo Mato Grosso, com relação aos cuiabanos que eram sempre vítimas de chacotas e de piadas depreciativas que acabaram com a criação do nosso estado. Quando da sua criação, com a nomeação de um gaúcho – o engenheiro Harry Amorim Costa – para ser o primeiro governador, choveram histórias e piadas de gaúchos. Podem observar que com o tempo e a mudança de governador, as histórias foram diminuindo. E as histórias e piadas de português? Ao contrário do que nos acostumamos a ouvir e a difundir, o português é um povo muito inteligente, corajoso, audaz, trabalhador. É preciso resgatar esse comportamento, fazendo justiça a essa gente querida.
Para finalizar, em Porto Alegre, Brasília e Vitória, há um comportamento que penso possa ser aproveitado pela nossa gente: lá, o pedestre que deseja atravessar a faixa de segurança, em locais onde não há semáforos, estica o braço com palma da mão voltada para os carros, espera que os veículos parem e atravessa na faixa. Esse novo sinal não é fruto de lei, mas de uma prática que acaba se transformando em costume e se torna respeitada por todos. Chama-se bom senso.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.


Hoje, em nossa cidade, há uma distorção no que se refere ao relacionamento entre pedestres e motoristas. E isso decorre de uma interpretação equivocada do uso da faixa de pedestres, cuja utilização não está, ainda, devidamente explicitada pelas nossas autoridades de trânsito. A obrigatoriedade de preferência dos pedestres nas faixas determinadas, só é exigível quando não há sinalização de semáforos. Quando há sinalização, a preferência é determinada pelo comando do sinal: acontece que os motoristas, confusos e temerosos, acabam dando preferência ao pedestre inadvertidamente, e criam uma jurisprudência equivocada, pois os que assistem a esta cena acabam pensando que é assim mesmo.

Última atualização em Seg, 30 de Abril de 2012 18:27
 
Manoel de Barros existe? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 14 de Abril de 2012 00:00

 

Existe sim e existirá sempre, perpetuado no tempo e no espaço, por sua obra que não encontra similar em toda a literatura: pela profundidade, pela abrangência, pela simplicidade, criatividade e pela força da inteligência e do saber profundo.
O músico Márcio de Camillo baseando-se na obra de Manoel de Barros – o mais aclamado poeta brasileiro vivo contemporâneo – concebeu o espetáculo CRIANCEIRAS inspirado nas “iluminuras” da artista plástica Marta Barros, filha do poeta. Suas “iluminuras” transmitem a atmosfera lúdica da poesia de Manoel de Barros, um trabalho muito próximo ao que ele faz com palavras, sem, no entanto, permitir que a ilustração se transforme em legenda para o texto. No ano passado, Márcio já havia lançado o CD de mesmo nome, que agora dá origem ao espetáculo.
A direção é de Luiz André Cherubini, fundador do Grupo Sobrevento de Teatro de Animação de São Paulo. O espetáculo amalgama teatro e cinema de animação, música, tecnologia digital e literatura, fazendo-se ponte da obra poética para a  infância. Um espetáculo cênico musical inspirado na obra do poeta, com poesia, música, imagem, ação e movimento.
A cena é construída a partir da brincadeira dos intérpretes com a palavra do poeta musicada em interação com imagens físicas e projetadas que, delicadamente, no desenrolar das intrigas caçam jeitos inesperados para a liberdade dos curiosos personagens Bernardo, Sabastião, Caranguejo Se Achante Demais, Sombra Boa, e outros.
Uma encenação simples, delicada, sofisticada, inusitada, bela, concebida por artistas criadores comprometidos com a estética contemporânea da arte feita para crianças.
Luiz André Cherubini com vinte e cinco anos de trabalho contínuo, organizou ultimamente, com sucesso absoluto uma Mostra de Teatro para Bebês no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, demonstrando assim sua surpreendente capacidade de comunicação.
A montagem está em fase de criação, com a estreia prevista para o início do mês de julho de 2012. A diretora de produção é Andréa Freire, e a produção executiva é de Belchior Cabral.
O mais supreendente de tudo isso foi a concordância do poeta que é, como se sabe, totalmente avesso a qualquer exposição pessoal. Ele se entusiasmou com o projeto e está aguardando o resultado final que promete, pela qualidade e competência dos organizadores, ser muito bem sucedido.

Existe sim e existirá sempre, perpetuado no tempo e no espaço, por sua obra que não encontra similar em toda a literatura: pela profundidade, pela abrangência, pela simplicidade, criatividade e pela força da inteligência e do saber profundo.O músico Márcio de Camillo baseando-se na obra de Manoel de Barros – o mais aclamado poeta brasileiro vivo contemporâneo – concebeu o espetáculo CRIANCEIRAS inspirado nas “iluminuras” da artista plástica Marta Barros, filha do poeta.

Suas “iluminuras” transmitem a atmosfera lúdica da poesia de Manoel de Barros, um trabalho muito próximo ao que ele faz com palavras, sem, no entanto, permitir que a ilustração se transforme em legenda para o texto.

No ano passado, Márcio já havia lançado o CD de mesmo nome, que agora dá origem ao espetáculo.A direção é de Luiz André Cherubini, fundador do Grupo Sobrevento de Teatro de Animação de São Paulo. O espetáculo amalgama teatro e cinema de animação, música, tecnologia digital e literatura, fazendo-se ponte da obra poética para a  infância. Um espetáculo cênico musical inspirado na obra do poeta, com poesia, música, imagem, ação e movimento. A cena é construída a partir da brincadeira dos intérpretes com a palavra do poeta musicada em interação com imagens físicas e projetadas que, delicadamente, no desenrolar das intrigas caçam jeitos inesperados para a liberdade dos curiosos personagens Bernardo, Sabastião, Caranguejo Se Achante Demais, Sombra Boa, e outros. 

Uma encenação simples, delicada, sofisticada, inusitada, bela, concebida por artistas criadores comprometidos com a estética contemporânea da arte feita para crianças. Luiz André Cherubini com vinte e cinco anos de trabalho contínuo, organizou ultimamente, com sucesso absoluto uma Mostra de Teatro para Bebês no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, demonstrando assim sua surpreendente capacidade de comunicação. 

A montagem está em fase de criação, com a estreia prevista para o início do mês de julho de 2012. A diretora de produção é Andréa Freire, e a produção executiva é de Belchior Cabral. O mais supreendente de tudo isso foi a concordância do poeta que é, como se sabe, totalmente avesso a qualquer exposição pessoal. Ele se entusiasmou com o projeto e está aguardando o resultado final que promete, pela qualidade e competência dos organizadores, ser muito bem sucedido.

 

Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:37
 
Orgânicos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 02 de Março de 2012 00:00
SERENATAS NO TAVEIRÓPOLIS
Em 1975, eu me mudei com a minha família da rua D. Aquino para a rua Padre Caetano Patané, no bairro Taveirópolis. Ali moramos até o ano de 1995. Foram 20 anos dourados.
Quando para lá nos mudamos, as ruas do bairro não eram asfaltadas, e não havia água encanada, que só veio a surgir alguns anos depois. A água era de poço. Abençoado poço, pois depois que recebemos o benefício da água encanada, esta muitas vezes, faltava. Aí éramos salvos pelo poço, que, por decisão da Rosaria permaneceu em funcionamento sempre.
As meninas foram crescendo. A Andréa, minha filha número 2, foi durante um tempo, namorada do Paulo Renato Coelho Netto, cujo nome ficou inscrito na minha memória assim, embora, hoje, o seu nome público seja Renato Coelho Netto. Pois bem. Numa determinada noite, fomos acordados por um som estentórico, que me fez pular na cama. Perguntei à Rosaria se sabia o que era aquilo. Ela disse que não. Vesti um roupão em cima do pijama e fui investigar. Era o Paulo Renato tocando um berrante do tamanho de um trem, no mais alto grau. Acordou toda a vizinhança. Quando me viu, cumprimentou-me e apresentou seus amigos. Eu fiz algumas serenatas para a Rosaria em Ponta Porã, mas com aquele estardalhaço todo, nunca. Enfim, após as apresentações e de servir a tradicional bebida que o dono da casa deve oferecer aos serenateiros, voltei a dormir, observando que o nosso vizinho era homem brabo. Essas serenatas se repetiam regularmente.
O vizinho era o Miguel Patroni Duenha, que havia construído a nossa casa e também a que ficava ao lado, onde ele morava. Era pai de três filhas, entre elas a Aline Duenha, hoje atriz destacada que atua também na área circense com o Circo do Mato grupo com atuação até na área internacional.
Mas eu me referia ao vizinho brabo. Como eu descobri que o doce do Miguel podia ser também brabo? Aconteceu o seguinte: em frente às nossas casas havia uma igreja batista. Em determinada ocasião, o pastor resolveu utilizar um alto falante para chamar os fiéis e o fazia logo cedo, aos fins de semana. Na primeira vez, ficou por isso mesmo. Quando, na semana seguinte, o episódio se repetiu, o Miguel foi falar com o pastor, que o recebeu cordialmente, pediu desculpas e disse que não aconteceria mais. Na terceira semana, de novo o pastor mandou ver o seu som alto. O Miguel não teve dúvidas: de dentro de sua casa, mandou bala no alto falante do pastor. Foi um santo remédio. Nunca mais funcionou. Mas das serenatas infindáveis em frente à minha casa, posto que eu tenho sete filhas, ele nunca reclamou. Acho que por solidariedade ou por entender os serenateiros.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.
Campo Grande exerce uma posição de destaque entre as cidades brasileiras de médio porte. Numa reunião do Comitê de Habitação do CMDU, Marcos Augusto Netto, presidente do SECOVI-MS, decano dos conselheiros e representante da Confederação Nacional do Comércio junto ao Conselho Nacional das Cidades, confirmou isso comentando o que observa nas atividades do Conselho.
Agora, mais uma vez, a nossa cidade se destaca. A SEDESC, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, dando continuidade a um projeto vitorioso de fomento à produção de alimentos naturais sem agrotóxicos, inovou com a implantação do Ônibus de Orgânicos, com a participação da ASSETUR, que cedeu um ônibus. Esse projeto teve início em 2008, através de um convênio firmado com o Ministério da Agricultura, que incentiva a agricultura familiar e cria um cinturão verde em torno da cidade. 
Hoje são 125 hortas agro-ecológicas em uma área de 25 hectares destinadas pela prefeitura para a instalação do Pólo de Orgânicos. Havia necessidade também de um local apropriado para a comercialização dos produtos: a partir de 2009, a praça do Rádio Clube, local nobre da cidade, foi designada para, às quartas-feiras, abrigar a feira de orgânicos, que também passou a contar com o estacionamento da prefeitura aos sábados. Localização própria, criativa e inteligente, a custo zero para os produtores.
Agora, o Ministério da Agricultura está solicitando dados a respeito desse projeto para implantar essa iniciativa em outros municípios brasileiros. O ônibus leva à rede escolar municipal, não somente a informação sobre a vantagem de se consumir produtos livres de inseticidas ou agrotóxicos, mas principalmente os cuidados com o meio-ambiente e com as questões nutricionais conscientizando os estudantes para os benefícios decorrentes dessas práticas. O ônibus foi adaptado para ser um mercado móvel de comercialização dos produtos: no seu interior foram criadas gôndolas nas laterais, similares às dos supermercados. Assim os consumidores entram e circulam no seu interior, escolhendo e selecionando os produtos, pagando ao sair, num caixa instalado dentro do próprio ônibus, ou seja, é uma unidade volante de venda e divulgação.
Outro detalhe importante é que os produtos com toda essa gama de incentivos saem a um preço compatível com os outros produtos cultivados em grande escala e supostamente mais baratos. O consumidor ganha duas vezes: pelo consumo de alimentos naturais e pelo preço acessível.     
Essa iniciativa é do secretário titular da SEDESC e vice-prefeito, Edil Albuquerque, que sempre se destacou como um político vocacionado para o fortalecimento do mercado empresarial da cidade. Toda a sua trajetória política sempre foi voltada para essa finalidade. Ele lidera também uma equipe de técnicos de alta envergadura, contando na secretaria adjunta com Natal Baglione Meira Barros, secundado por Orany Furtado da Rocha, superintendente de agronegócios responsável pela gestão do projeto, ambos técnicos muito respeitados. 
Parabéns, Campo Grande.
Última atualização em Seg, 08 de Outubro de 2012 20:39
 
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