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Fides et ratio PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 22 de Outubro de 2018 15:47
FIDES ET RATIO
Estamos vivendo tempos conturbados em todo o mundo. Especialmente no Brasil de hoje. Confrontados com a realização das eleições presidenciais em que os extremos atingiram níveis inflamados com a polarização política, é chegado o momento de um chamado à razão.
As divergências levaram a polos opostos que convém trazer a uma análise filosófica que nos remeta “ao sagrado, abençoado e dourado caminho do meio” como preconizava o Bhagavad Gitâ, há mais de 5 mil anos.
O papa João Paulo II, em sua Carta Encíclica Fides et Ratio, editada em 1998, no vigésimo ano de seu pontificado, proclamava: “A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio”. Ou seja, ao autoconhecimento.
O papa João Paulo II teve um dos pontificados mais longos da história, 26 anos, e se caracterizou pelas inúmeras viagens que fez a todas as partes da Terra. Foi considerado o papa peregrino. Quando descia do avião, antes de cumprimentar a quem quer que seja, ajoelhava-se e beijava o chão.
Recebi da minha amiga Vera Tylde um texto do rabino Jonathan Sacks, publicado no site chabad.org, em que ele faz considerações interessantes a respeito da mente humana. Diz ele:
“A mente humana é capaz de fazer duas coisas bem diferentes. Uma é a capacidade de parcelar as coisas em suas partes constituintes e ver como elas se misturam e interagem. Isso é chamado com frequência de pensamento do “cérebro esquerdo”, e o melhor exemplo é a ciência. O outro, geralmente chamado de “pensamento do cérebro direito”, é a capacidade de juntar os eventos para que eles contem uma história, ou juntar as pessoas para que elas formem relacionamentos. O melhor exemplo disso é a religião.
De forma mais simples: a ciência separa as coisas para ver como elas funcionam, A religião coloca as coisas juntas para ver o que significam. E precisamos das duas, da mesma maneira que precisamos dos dois hemisférios do cérebro. A ciência analisa, a religião integra. A ciência nos diz o que é, a religião nos diz o que deveria ser. Ciência descreve; religião inspira, acena, chama”.
Disse o papa João Paulo II: “Quem sou eu? Donde venho e para onde vou? Por que existe o mal? O que existirá depois desta vida? Estas perguntas encontram-se nos escritos sagrados de Israel, mas aparecem também nos Vedas e no Avestá; achando-se tanto nos escritos de Confúcio e de Lao-Tsé, como na pregação de Tirtankara e de Buda; nos tratados filosóficos de Platão e Aristóteles. São questões que têm a sua fonte comum naquela exigência de sentido que, desde sempre, urge no coração do homem: da resposta a tais perguntas depende efetivamente a orientação que se imprime à existência”.
Ou seja, juntando a Carta Encíclica do papa e o texto do rabino, juntamente com o Bhagavad Gitâ, poderemos encontrar um caminho que nos leve a evitar essa polarização cristalizada.
Para uma orientação clara e precisa, devemos unir a ciência com a religião; a razão com a fé, e dessa junção espiritual encontrar enfim o caminho que nos levará ao “sagrado, abençoado e dourado caminho do meio”.
É evidente que neste momento, infelizmente, isso não é possível. Mas se torna uma orientação para o futuro.
Assim seja.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Estamos vivendo tempos conturbados em todo o mundo. Especialmente no Brasil de hoje. Confrontados com a realização das eleições presidenciais em que os extremos atingiram níveis inflamados com a polarização política, é chegado o momento de um chamado à razão.

As divergências levaram a polos opostos que convém trazer a uma análise filosófica que nos remeta “ao sagrado, abençoado e dourado caminho do meio” como preconizava o Bhagavad Gitâ, há mais de 5 mil anos.

 
Esquerda ou direita? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 17 de Outubro de 2018 00:59
ESQUERDA OU DIREITA?
Desde que o homem se viu em pé e olhou para o lado, vive em constante conflito, em luta permanente pela mulher e pelo território. A história da humanidade é contada pelas inúmeras guerras em que o ser humano se empenhou. E que causaram destruição, espalharam o terror, com a morte de milhões de pessoas, dependendo da época e da tecnologia usada em cada caso. E paradoxalmente acabaram contribuindo para o progresso da espécie e dos negócios.
O espírito belicoso do homem o levou a atitudes extremas para conseguir seus objetivos. Sempre foi assim, desde o princípio.
Na ânsia de encontrar um bálsamo para suas inquietudes, acabou também desenvolvendo filosofias e criando religiões que, se constituíram em fonte de novas guerras, pela vontade de impor pela força a sua aceitação. O que sempre prevaleceu foi o ter em detrimento do ser.
Há dois mil e quinhentos anos em diversas partes do globo terrestre encarnaram homens que vieram especialmente para procurar despertar na humanidade um sentido maior na vida humana. Lao-Tsé e Confúcio na China, Sócrates, Platão, Aristóteles e Pitágoras na Grécia, Buda na Índia, todos implantaram suas filosofias. Basicamente o que se ensinava era o autoconhecimento. Tudo começou no V século A.C., considerado o século de ouro da humanidade.
Há dois mil anos, um Mestre de elevadíssima estirpe espiritual, Jesus, encarnou e fez da sua vida um cântico de amor e de fraternidade, pregando o amor entre os homens e a fraternidade universal. Deixou um legado que, infelizmente acabou gerando, por parte dos religiosos que se disseram seguidores de sua doutrina, uma constante disputa ocasionando profundas divergências, contrariando tudo o que Ele pregou.
O ser humano é realmente muito complexo. Vive inventando meios de criar divergências em vez de criar convergências.
Durante a Revolução Francesa, no século XVIII, de acordo com a posição dos assentos na Assembleia Nacional Francesa, passou-se a adotar os termos de esquerda e de direita com conotação política. Os que se sentavam à esquerda do presidente da Assembleia eram os apoiadores da revolução, opondo-se à monarquia. Eram favoráveis a uma mudança radical, que levaria ao fim da monarquia e daria mais poder ao povo. Por isso essa ideologia é relacionada com a luta dos trabalhadores.
Aqueles que se sentavam à direita apoiavam o antigo regime monarquista. Quanto mais forte a sua oposição à mudança e seu desejo de preservar a sociedade tradicional, mais à direita eles estariam. A tradição, a religião institucional e a privatização da economia foram considerados os valores fundamentais da direita.
A ideologia de esquerda defende que o governo deve garantir o bem estar das pessoas. Para isso ele deve ser grande e forte, controlando todos os setores da sociedade, regulando as empresas e cobrando impostos. A esquerda é conhecida como a ideologia política que representa o socialismo, a democracia e o comunismo. Sua maior bandeira, em suma, é a igualdade.
A ideologia de direita defende menor participação do governo na sociedade, deixando que o próprio mercado dite suas regras, com maior responsabilidade individual das pessoas e autonomia das empresas, com menos impostos e menos regulamentação. Sua maior bandeira é o livre-mercado.
Enfim, essa é a realidade que estamos vivendo hoje em nosso país. Às vésperas da eleição no segundo turno as posições estão por demais radicalizadas. Com os meios modernos de difusão de ideias, a confusão aumentou e muito.
Está na hora de nos convencermos de que somos todos irmãos, vindos da mesma fonte que é Deus e propagarmos os verdadeiros ensinamentos de Jesus, respeitando as posições contrárias e trabalharmos para que o nosso país encontre o seu destino no concerto das nações, lembrando-nos que o Brasil é a Pátria do Evangelho, Coração do Mundom como já disse Humberto de Campos.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Desde que o homem se viu em pé e olhou para o lado, vive em constante conflito, em luta permanente pela mulher e pelo território. A história da humanidade é contada pelas inúmeras guerras em que o ser humano se empenhou. E que causaram destruição, espalharam o terror, com a morte de milhões de pessoas, dependendo da época e da tecnologia usada em cada caso. E paradoxalmente acabaram contribuindo para o progresso da espécie e dos negócios.

Última atualização em Qua, 17 de Outubro de 2018 15:48
 
Hai kai - Inventando moda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 08 de Outubro de 2018 15:46
HAI KAI - INVENTANDO MODA
Assistindo ao trabalho escolar do meu neto Eduardo Cabral, tive minha atenção despertada para o que ele estava apresentando: o hai kai, que é um tipo de poema curto de origem japonesa, bastante diferente, porque sua forma e disposição na página diferem do modelo literário tradicional.
Hai kai é um vocábulo composto por duas palavras da língua japonesa: hai,  brincadeira, gracejo; e kai, harmonia, realização. O poema se constitui de dois elementos: concisão e objetividade.
O modelo tradicional japonês possui uma estrutura específica composta por três versos, formados por 17 sílabas poéticas na forma 5-7-5. Embora seja essa sua estrutura original, o hai kai foi se modificando com o tempo. Alguns escritores não seguem esse padrão. No Brasil, destacaram-se como representantes do hai kai, Millôr Fernandes, Paulo Leminski e Guilherme de Almeida, entre outros. O que se observa é que o padrão original, foi sendo abandonado e a criatividade de cada um criou um hai kai brasileiro, se assim podemos definir.
Na busca da minha identidade interior, já encontrei em mim, rastros de três etnias, judaica, árabe e japonesa. Daí ter sentido uma afinidade imediata com o hai kai. O que  despertou em mim a vontade de também cometer os meus próprios hai kais.
Aí vai a minha primeira produção:
Começando a inventar moda
Aprendendo com hai kais
Pra variar o assunto.
O sabiá já está cantando
É sinal que está namorando
Cantemos o amor.
A primavera chegou
Com ela as flores e o amor
Amemos todos.
Hoje choveu muito
Foi aguaceiro pra todo lado,
Molhou tudo.
A felicidade é um tema
Que galvaniza os pensamentos
E sentimentos do ser humano.
Todos buscam uma definição
Para a felicidade no tempo
E no espaço.
Felicidade busca incessante,
É mutável, varia muito
Depende de cada um.
Felicidade como tudo
Depende da evolução e entendimento
De cada um.
Felicidade na minha caminhada,
Aspiração da minha existência,
Ao longo da minha estrada.
Beleza é fundamental,
Não é somente uma cara bonita,
Que se manifesta num sorriso.
Felicidade é acima de tudo,
A alegria de viver, sorrindo sempre
Um tom de voz e um abraço.
Na vida não há
Recompensa nem há punição,
Apenas consequências.
Hoje, eu fico por aqui.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Assistindo ao trabalho escolar do meu neto Eduardo Cabral, tive minha atenção despertada para o que ele estava apresentando: o hai kai, que é um tipo de poema curto de origem japonesa, bastante diferente, porque sua forma e disposição na página diferem do modelo literário tradicional. 

Hai kai é um vocábulo composto por duas palavras da língua japonesa: hai,  brincadeira, gracejo; e kai, harmonia, realização. O poema se constitui de dois elementos: concisão e objetividade.

Última atualização em Seg, 15 de Outubro de 2018 22:43
 
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