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O circuito sesc e a celebração da arte em nosso estado PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 24 de Outubro de 2017 17:52
O CIRCUITO SESC E A CELEBRAÇÃO DA ARTE EM NOSSO ESTADO
Em termos culturais, o nosso estado é um grande celeiro de artistas que se destacaram no cenário nacional: Glauce Rocha, Ney Matogrosso, Ney Latorraca, Zilda Salaberry, Rubens Corrêa, entre outros.  Mato Grosso do Sul atingiu e ultrapassou a maioridade. Já celebramos o jubileu de prata e o jubileu de ouro da arte em nosso estado.
Dentro desses parâmetros, destacamos:
- A cantora Delinha, que formou com seu primo Délio (já falecido) uma dupla sertaneja muito famosa – são naturais de Maracajú –, que encantou nossa população por mais de 50 anos. Delinha, hoje com 80 anos, continua cantando e se apresentando em público.
- O Grupo Acaba – Associação dos Compositores Amigos do Bairro Amambaí – de Campo Grande, constituído somente por homens, comemorou recentemente 50 anos de atividades. Fundado em 1966, o Grupo Acaba faz música regional “de raiz”, única em Mato Grosso do Sul. Foi criado com o objetivo de divulgar, pesquisar e desenvolver o folclore do estado, por iniciativa dos irmãos Chico e Moacir Saturnino de Lacerda. As letras – coletivas e individuais – do Grupo Acaba, abordam o Pantanal, sua gente, a fauna e a flora da região. O homem pantaneiro, guerreiro, trabalhador e desbravador é o personagem principal, cantando sua saga que o torna conhecido mundo afora graças ao trabalho do Acaba.
- Nas artes plásticas, o destaque é Humberto Espíndola, que está expondo na Morada dos Baís, onde 19 de seus quadros integram parte de "50 anos de Bovinocultura". O conjunto da obra mostra de que forma a figura do boi e seu simbolismo ganharam tamanho status em nosso estado e fora dele. Durante a abertura da exposição, Humberto conversou sobre a comemoração e, principalmente explica, como sua obra foi capaz de traduzir um comportamento tão sul-mato-grossense. Ele que estudou poesia, jornalismo, filosofia e letras, começou a pintar em 1964, quando sentiu que esse era o seu caminho, durante a organização de uma mostra de artistas mato-grossenses.
Humberto é o primeiro filho da família musical de artistas mais famosos de nosso estado: Geraldo, Tetê, Celito, Alzira e Jerry Espíndola.
Com exposições internacionais, premiações e produções pelo mundo, Humberto recorda um dos momentos mais marcantes de seu reconhecimento como artista plástico. "A coisa mais surpreendente foi a Bienal de Veneza (em 1972). Inclusive, José Saramago me citou na obra dele, acho que só por isso já estou eternizado".
- No campo da dança, desponta Neide Garrido, mulher corajosa, consciente, dedicada, que teve a coragem de, numa Campo Grande provinciana, abrir espaço para o ballet, dando-lhe uma dimensão única e conquistando um status de destaque. Em 1996 recebeu o título de cidadã campo-grandense. Em 1998, a Medalha e Comenda do Mérito Artístico do Conselho Brasileiro da Dança, órgão vinculado ao “Conseil International de La Danse” (UNESCO).
- Outro destaque no campo da dança é o Grupo Ginga, de Chico Neller. A companhia de dança surgiu em maio de 1986, formada por Renata Leoni, Romano Vargas, Miriam Jimenez, Luciane Mamoré, Roberta Siqueira, Gisele e Janine Freire. “Procuramos nossa identidade, e nos encontramos. Um dos principais trabalhos foi Conceição de Todos os Bugres, homenageando Conceição Ferreira”, diz Chico.
- No quesito da música, o universo é estelar: Almir Sater, Paulinho Simões, Geraldo Roca, Márcio De Camillo, Maria Alice, Marcos Mendes e Maria Cláudia, Tostão e Guarani, Júlio Cheda e Kelby, Marcelo Loureiro, entre tantos outros nomes importantes.
- Na fotografia, temos Sebastião Guimarães (Tião), Roberto Higa e Rachid Waqued, fotógrafos que registraram e seguem registrando a história do nosso estado.
Naturalmente, num artigo de dimensões reduzidas como este, o risco de cometer algumas omissões é muito grande, mas a minha intenção é mostrar a importância da cultura em nossa região.
A cultura encontra hoje um patrocinador comprometido com a causa: o Sesc. O Sesc iniciou suas atividades em Campo Grande no ano de  1954, no antigo Mato Grosso, com o compromisso de semear cultura. A semeadura foi tão abundante que até hoje e acredito para sempre, o Sesc pontificará como grande fonte de geração dos movimentos culturais, a exemplo do que acontece em todo o Brasil. Aí está, como exemplo, o Teatro do Prosa, no Sesc Horto, inaugurado em 1998.
O Sesc promove também o evento Café Literário, cuja primeira edição, em abril de 2013, marcou  o lançamento do livro Rádio – A Voz da História Sul-mato-grossense, de minha co-autoria com a advogada e historiadora Vera Tylde de Castro Pinto.
Hoje, o Sesc administra a Morada dos Baís, local que passou a ser a sede de grandes eventos da nossa capital. Também fará parte do Circuito Sesc o prédio da 9ª Região Militar, na avenida Afonso Pena, que está em fase final de reforma e irá sediar um centro multi cultural.
O antigo cine Campo Grande, na rua 15  de novembro, logo entrará em obra para sua reativação, que completará o circuito Sesc na área de cinema.
Segundo Regina Ferro, diretora regional do Sesc, toda programação é pautada pelos princípios educativos, sociais e culturais que preservam e fortalecem a missão da instituição de educar para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores do setor do comércio, de bens, serviços e turismo.
Merecidamente, o Sesc acaba de ser eleito uma das 150 empresas mais importantes para se trabalhar no Brasil. O título refere-se à pesquisa realizada pela Você S/A, revista do Grupo Abril, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA).
As atividades do Sesc vêm suprindo um vácuo que o poder público não consegue preencher, por motivos variados que não cabe discutir aqui.
Ainda bem que temos o Sesc.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.
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Em termos culturais, o nosso estado é um grande celeiro de artistas que se destacaram no cenário nacional: Glauce Rocha, Ney Matogrosso, Ney Latorraca, Zilda Salaberry, Rubens Corrêa, entre outros.  Mato Grosso do Sul atingiu e ultrapassou a maioridade. Já celebramos o jubileu de prata e o jubileu de ouro da arte em nosso estado. 

Dentro desses parâmetros, destacamos:

- A cantora Delinha, que formou com seu primo Délio (já falecido) uma dupla sertaneja muito famosa – são naturais de Maracajú –, que encantou nossa população por mais de 50 anos. Delinha, hoje com 80 anos, continua cantando e se apresentando em público.

 
A cápsula do tempo da Santa Casa PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 15 de Outubro de 2017 23:58
A CÁPSULA DO TEMPO DA SANTA CASA
Uma cápsula do tempo é um recipiente especialmente preparado para armazenar objetos ou informações com o objetivo de serem encontrados pelas gerações futuras. Tal expressão começou a ser utilizada a partir de 1937, embora a ideia seja tão antiga quanto os primeiros assentamentos humanos na Mesopotâmia.
Muitos nobres da antiguidade foram sepultados com numerosos pertences, e assim a posteridade pôde absorver valiosas informações sobre sua época, hábitos e costumes.
A iniciativa de preservar os objetos mais representativos de uma época não se limitou aos túmulos antigos nem aos modernos museus.
Muitas pessoas tomaram a atitude de criar verdadeiras cápsulas do tempo, para que fossem abertas décadas ou séculos depois. Segundo o historiador e professor Paul Hudson, co-fundador da Sociedade Internacional Cápsula do Tempo (ITCS), só nos Estados Unidos existem mais de 1 400 depósitos do gênero, variando de uma pequena caixa até grandes cômodos repletos de peças.
Trata-se de um invólucro durável que documenta sua época original, basicamente por meio de objetos e relíquias materiais. A Sociedade Internacional de Cápsula do Tempo estima que existam cerca de 15 mil cápsulas do gênero no mundo, entre conhecidas e desconhecidas.
A Santa Casa de Campo Grande, em 1941, criou sua própria cápsula do tempo que foi implantada em local não identificado e foi descoberta 72 anos depois, na época da construção de novos pavilhões, sendo levada com o entulho da obra para um lixão da cidade. Alguns jovens, curiosos, tiveram suas atenções voltadas para aquela pedra enorme e muito pesada e a levaram para casa. Depois de um ano e muitas discussões em torno do achado, resolveram, por orientação do Filho do Padre, apelido de Élzio Moreira da Silva, na época presidente da Associação de Moradores da Vila Nasser, entrar em contato com a diretoria da Santa Casa, que pôde, assim, recuperar aquele tesouro perdido.
Agora, por ocasião das festividades do centenário da Santa Casa e por sugestão do ouvidor-geral, Gilton Almeida Silva, a diretoria decidiu implantar uma nova cápsula. Esta, para não correr riscos, foi depositada no jardim frontal da Santa Casa, tendo, para sua identificação, um lindo totem (projeto da arquiteta Thays Freitas de Andrade) com uma mensagem para o futuro. A sugestão é que esta cápsula seja aberta no dia 18 de agosto de 2067, quando transcorrerá o sesquicentenário da instituição.
Para elaborarmos esta cápsula, seguimos a orientação básica para sua execução, prescrita pela Sociedade Internacional de Cápsulas do Tempo, e a adaptamos para a nossa realidade. Seguimos os seguintes parâmetros: Duração – 50 anos/ Local: Jardim frontal da Santa Casa/ Tipo do recipiente: Caixa de metal, bem vedada com os conteúdos colocados em pé/ Comemoração do centenário e ata manuscrita com descrição de todo o conteúdo.
Há várias cápsulas do tempo "enterradas" no espaço. As sondas espaciais do Programa Voyager, por exemplo, carregam um disco com informações sobre o planeta Terra e visam deixar o Sistema Solar em direção a outros sistemas.
As comemorações do centenário continuam com a apresentação da peça teatral “Santa Casa – Cem anos de Solidariedade” a ser encenada por funcionários da instituição que estão sendo dirigidos por Andréa Freire e Conceição Leite, em uma produção da Marruá Arte e Cultura.
Assim, teremos mais festividades pela frente. A comemoração final será em agosto de 2018.
Heitor Rodrigues Freire – Vice-presidente da ABCG Santa Casa;

 Uma cápsula do tempo é um recipiente especialmente preparado para armazenar objetos ou informações com o objetivo de serem encontrados pelas gerações futuras. Tal expressão começou a ser utilizada a partir de 1937, embora a ideia seja tão antiga quanto os primeiros assentamentos humanos na Mesopotâmia.

Muitos nobres da antiguidade foram sepultados com numerosos pertences, e assim a posteridade pôde absorver valiosas informações sobre sua época, hábitos e costumes. A iniciativa de preservar os objetos mais representativos de uma época não se limitou aos túmulos antigos nem aos modernos museus. Muitas pessoas tomaram a atitude de criar verdadeiras cápsulas do tempo, para que fossem abertas décadas ou séculos depois.

Última atualização em Seg, 16 de Outubro de 2017 00:00
 
Um espetáculo consagrador PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 06 de Outubro de 2017 22:33
UM ESPETÁCULO CONSAGRADOR
No dia 28 de setembro último, no Teatro do Prosa, com casa cheia, Maria Alice Garcia Martins, fazendo atença com o tempo, lançou o seu mais recente trabalho, o CD Sertões, em que fiel, às suas origens e à sua carreira de cantora talentosa, apresentou um repertório voltado inteiramente para o cancioneiro sertanejo.
Nascida no Rio de Janeiro, passou a infância no Ceará, estado de origem de seu pai, Manoel Martins Neto, e a adolescência e juventude em Maracajú, terra de sua mãe Marcy Garcia Martins.
No texto que assina na apresentação do CD, Maria Alice diz: “A música brasileira sempre foi muito presente em minha casa e se constitui como principal referência na minha formação musical e atuação como cantora. As fortes memórias afetivas ligadas às músicas sertanejas, aquelas que trazem referências temáticas do interior, me fizeram realizar este trabalho”.
São 16 faixas abrangendo desde suas origens nordestinas, passando pelas músicas de nosso estado, sem esquecer a influência da colônia paraguaia.
Como dizem os latinos “Multos capit musica”, ou seja, a música agrada a muitos. O show foi sucesso de crítica e de público. Grande parte da plateia cantou com Maria Alice, participando de forma entusiástica do espetáculo.
No palco, músicos de renomada experiência e reconhecimento por suas carreiras: Antônio Porto, Néio de Jesus, Ivan Cruz, Renan Nonato, Felipe Ceará e Pedro Ortale. Participaram também, na parte final do show, os consagrados músicos e amigos de muitas jornadas da Maria Alice, o casal Marcos Mendes e Maria Cláudia.
Foi saudada com emoção, carinho e alegria, a entrada do iniciante João Pedro Ortale, filho de Maria Alice com Pedro Ortale. O pai, por sua vez, não conseguiu disfarçou a emoção sentida pela participação de João Pedro, enxugando discretamente uma lágrima.
Pedro Ortale fez a direção musical do espetáculo com sofisticação e leveza, procurando respeitar as versões originais de cada música. Ouvimos e vibramos com Poeira, Sabiá, Forró no Escuro, Tristeza do Jeca, Sete Cantigas para Voar, Assum Preto, Kalu, Amargurado, Sonhos Guaranis, Saudade, Rio de Lágrimas, Peão de Amor, Qui Nem Jiló. Não faltaram também Mercedita, Ndéve Guará Santani, do cancioneiro correntino e guarani. E ainda interpretou aquela que considero um dos hinos do nosso povo, A Matogrossense, que levantou o público, que cantou junto com Maria Alice.
Na plateia, gente de todas as partes, do Ceará, de Maracaju, amigos, parentes, compositores, admiradores de longa data, que vibraram intensamente durante todo o espetáculo.
Na parte invisível, nos bastidores, entre outros, na fotografia, Elis Regina Nogueira; no projeto gráfico, Lula Ricardi; na revisão de textos, Marco Antonio Storani; na iluminação Camila Jordão; no cenário e figurino, Telumi Hellen; na produção, Gustavo Cegonha e sua equipe. Na direção geral, Marruá Arte e Cultura com Belchior Cabral na direção de produção e Andréa Freire, na produção executiva.
No encarte do CD, mais uma inovação marcante: em vez de publicar as letras das músicas, a cantora optou por fazer um histórico dos autores. Foi uma maneira original e carinhosa de reconhecimento e homenagem aos compositores.
Por último e não menos importante, há a participação do SESC, hoje um dos principais patrocinadores e incentivadores da cultura em nossa cidade. Que se espera seja um exemplo a inspirar as demais instituições da nossa capital.
Desse somatório todo resultou um espetáculo consagrador. Obrigado Maria Alice.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

No dia 28 de setembro último, no Teatro do Prosa, com casa cheia, Maria Alice Garcia Martins, fazendo atença com o tempo, lançou o seu mais recente trabalho, o CD Sertões, em que fiel, às suas origens e à sua carreira de cantora talentosa, apresentou um repertório voltado inteiramente para o cancioneiro sertanejo.

Nascida no Rio de Janeiro, passou a infância no Ceará, estado de origem de seu pai, Manoel Martins Neto, e a adolescência e juventude em Maracajú, terra de sua mãe Marcy Garcia Martins.

 
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