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Pandemia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 16 de Março de 2020 14:53
PANDEMIA
E nos vemos às voltas com uma pandemia de coronavírus. É interessante como, de repente, surge uma palavra aparentemente do nada e que passa a merecer a atenção de todos. Uma pandemia é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada numa grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta Terra. Assim estamos vendo hoje a disseminação do coronavírus, como foi a gripe espanhola no século passado.
É impressionante o que está acontecendo no mundo. Nunca vi nada, até hoje, que pudesse influir tanto no comportamento das pessoas, dos países, das empresas, das religiões, tudo ao mesmo tempo, em todo o mundo e de uma forma tão rápida. São os efeitos da proliferação do vírus e da globalização.
As medidas profiláticas estão bem orientadas pelas autoridades de saúde. Então é só cumprir. O que deve se evitar é o pânico que causa mais mal do que o vírus em si. E, no extremo oposto, evitar também a displicência, o pouco caso e a negligência.
Escolhi um conto sufi para ilustrar o que está acontecendo:
“Há mil anos, ia a Peste a caminho de Bagdá, quando encontrou Nasrudin.
Este, perguntou-lhe: ‘Aonde vais?’
A Peste respondeu-lhe:
‘A Bagdá, matar dez mil pessoas’
Depois de um tempo, a Peste voltou a encontrar-se com Nasrudin. Muito zangado, o mullah disse:
‘Mentiste. Disseste que matarias dez mil pessoas e mataste cem mil’.
E a Peste respondeu:
‘Eu não menti, matei dez mil. O resto morreu de medo’ ”
(Nasrudin foi satírico sufi que pertencia a um povo nômade turco, e acredita-se que viveu e morreu durante o século XIII em Akshehir, perto de Cônia, capital do Sultanato de Rum, na atual Turquia).
*  *  *
Como a humanidade está sempre atrás de um “culpado”, agora são os chineses, como ontem foram os africanos, os romanos, os judeus, os árabes, os hindus, etc. Não podemos permitir que se instale o preconceito. Todos somos irmãos e filhos de Deus.
Aprendi que nada acontece por acaso. Ao contrário do que se diz, penso que Deus escreve certo por linhas certas. Precisamos aprender a ler. O coronavírus, de uma só penada, fez mais do que todos os compêndios de ciência esotérica e de filosofia juntos, de todos os tempos: levou a humanidade ao recolhimento e a um questionamento interior como nunca houve.
Esses acontecimentos que provocam reflexões como as que ocorrem agora acabam gerando mudanças de comportamento e criando novos (antigos) hábitos. Está proporcionando a todos um reencontro familiar, po que se constitui num grande avanço espiritual.
Há de se considerar, no entanto, que o número de pessoas contagiadas é pequeno e menor ainda o número de mortos. No Brasil, segundo dados recentes, temos l milhão de pessoas com HIV/AIDS e temos 30 mil casos de dengue. Essa é uma pandemia que não mereceu e nem está merecendo tão significativa atenção pelas autoridades constituídas.
A reflexão sobre os efeitos do coronavírus nos conduz a considerar a possibilidade da morte. De repente ela se apresenta como se estivesse até então ausente de nossas cogitações e emerge com um aspecto aterrador. Penso que devemos aprender a conviver com a morte. Ela faz parte da nossa vida. É um fato inquestionável. Aceitá-la nos torna livres.
Como de tudo o que acontece se pode tirar proveito, agora é o caso de olharmos para dentro e aprender com essa pandemia.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis, advogado, associado ao Instituto Histórico e Geográfico – MS.

E nos vemos às voltas com uma pandemia de coronavírus. É interessante como, de repente, surge uma palavra aparentemente do nada e que passa a merecer a atenção de todos. Uma pandemia é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada numa grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta Terra. Assim estamos vendo hoje a disseminação do coronavírus, como foi a gripe espanhola no século passado.

É impressionante o que está acontecendo no mundo. Nunca vi nada, até hoje, que pudesse influir tanto no comportamento das pessoas, dos países, das empresas, das religiões, tudo ao mesmo tempo, em todo o mundo e de uma forma tão rápida. São os efeitos da proliferação do vírus e da globalização.

 
A questão dos talentos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 08 de Março de 2020 12:49
A QUESTÃO DOS TALENTOS
Uma questão que intriga os seres humanos é a diversidade de situações por que passam as pessoas. Por que será que alguns têm muito e outros não têm sequer o necessário para a sobrevivência? Haveria uma ação injusta de Deus?
A explicação que encontrei para isso reside na aceitação e no entendimento da realidade da reencarnação. Para mim, é a única explicação lógica.
Desenvolvendo o raciocínio baseado nessa possibilidade, cheguei à conclusão óbvia de que Deus é perfeito e tudo o que Ele faz também é. Assim, qual seria a Sua ação para que a igualdade entre todos fosse mantida? Ela está na origem, na criação. Dessa forma, todos fomos criados da mesma maneira. A partir daí começa a diferenciação, devido ao trabalho de cada um. Potencialmente somos todos iguais. A diferença consiste no uso que cada um faz de suas ações.
Vejo uma explicação lógica para isso na parábola dos talentos.  “Os talentos são benefícios concedidos por Deus à humanidade com a finalidade de fazê-la progredir material, intelectual e moralmente. Devem ser utilizados sob a forma de diferentes tipos de trabalhos e esforços que cabe ao homem desenvolver. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que ele concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais” (Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo 16, item 7).
A parábola dos talentos está mencionada nos evangelhos. Destaco o de Mateus, 25, 14-30:
“Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois granjeou também outros dois. Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor. E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximou-se o que recebera cinco talentos e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles ganhei outros dois talentos. Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; devias, então, ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o que é meu com os juros. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes”.
Dessa maneira, cabe a cada um desenvolver os seus talentos. Eles nos proporcionam a evolução e o enriquecimento material, intelectual e moral, como bem ensinou Allan Kardec. Lembrando ainda que desta vida levaremos apenas o aprendizado que conquistamos, porque o que acumulamos financeiramente ficará por aqui e poderá se tornar causa de conflito e discórdia entre os descendentes.
As diferenças ficarão por aqui. Essa situação fica bem ilustrada com o que acontece no jogo de xadrez: quando acaba o jogo, o rei, a rainha, o peão e todos os participantes voltam para a mesma caixa.
Pensemos nisso.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis, advogado e associado do Instituto Histórico e Geográfico -  MS.

Uma questão que intriga os seres humanos é a diversidade de situações por que passam as pessoas. Por que será que alguns têm muito e outros não têm sequer o necessário para a sobrevivência? Haveria uma ação injusta de Deus?

A explicação que encontrei para isso reside na aceitação e no entendimento da realidade da reencarnação. Para mim, é a única explicação lógica.

 
Da mulher e sua luta milenar PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 04 de Março de 2020 01:44
DA MULHER E SUA LUTA MILENAR
Quanto mais leio e estudo sobre os ensinamentos e a vida de Jesus, mais me convenço de sua maestria, sua divindade, sua genialidade e sua sensibilidade. Que outro ser humano teve tal importância no Ocidente a ponto de passarmos a contar o tempo antes e depois de sua passagem pela Terra?
Um aspecto pouco divulgado do trabalho de Jesus Cristo é a atenção que dedicava às mulheres, principalmente numa época em que predominava de forma muito ostensiva o isolamento e o distanciamento delas em relação aos homens, à religião e ao status social.
Em Lucas 8:1-3, Maria Madalena, Joana e Susana são escolhidas entre as mulheres que ajudam Jesus em suas viagens. Elas o assistiam em suas necessidades.
Maria Madalena, especificamente, é citada repetidamente cerca de dezessete vezes no Novo Testamento]
Também no Livro de Urântia há um capítulo intitulado “O corpo evangélico das mulheres”: “Em todas as coisas ousadas que Jesus fez na sua carreira terrena, a mais surpreendente foi o anúncio súbito, na tarde de 16 de janeiro: ‘Amanhã pela manhã, nós selecionaremos dez mulheres para o trabalho de ministração do Reino’”.
Jesus, segundo o livro – páginas 1678/9 –, determinou que se chamassem dez mulheres devotas que haviam servido na administração do acampamento anterior e na enfermaria das tendas. Essas mulheres tinham ouvido a instrução dada aos jovens evangelistas, mas nunca havia ocorrido aos instrutores nem a elas próprias que Jesus ousaria colocar mulheres na missão de ensinar o evangelho do Reino e ministrá-lo aos doentes.
Essas dez mulheres escolhidas por Jesus eram: Suzana, filha do antigo chazam da sinagoga de Nazaré; Joana, mulher de Cuza, camareiro de Herodes Antipas; Isabel, filha de um rico judeu de Tiberíades e Séforis; Marta, irmã mais velha de André e Pedro; Raquel, cunhada de Judá, irmão na carne do Mestre; Nasanta, filha de Elman, médico sírio; Milcha, prima do apóstolo Tomé; Ruth, filha mais velha de Mateus Levi; Celta, filha de um centurião romano e Agaman, uma viúva de Damasco. Mais adiante, Jesus acrescentou mais duas mulheres ao grupo – Maria Madalena e Rebeca, filha de José de Arimatéia.
O encargo que Jesus deu a essas dez mulheres quando as escolheu para ensinar o evangelho foi o de proclamar a emancipação delas e de todas as mulheres para todos os tempos; fez isso para que o homem não mais considerasse a mulher como um espírito inferior. Tal atitude foi decididamente um choque, até mesmo para os doze apóstolos que o acompanhavam de perto.
As mulheres ficaram literalmente atordoadas quando Jesus propôs formalmente confiar a elas a missão de instrutoras religiosas e permitiu que viajassem com a caravana do Mestre.
Entre as mulheres bíblicas – considerando-se a Bíblia como um todo, englobando também os evangelhos –, sem dúvida nenhuma, uma das mais enigmáticas e importantes é Maria de Magdala, depois conhecida como Maria Madalena. A sua importância na cristandade é fundamental.
Maria Madalena esteve o tempo todo acompanhando Jesus, seguindo-o até o fim. Junto a Maria, sua mãe, assistiu a sua crucificação. Ela é tão importante que no momento da ressurreição, foi para ela que Jesus apareceu primeiro. Foi ela também que comunicou aos apóstolos – os quais, com exceção de João, se dispersaram, com medo, escondendo-se – que ele havia ressuscitado. Foi ela a encarregada de proclamar a mensagem. Uma mulher: Maria Madalena.
O carinho e o respeito que Jesus dedicava a Madalena eram tão grandes que despertaram – e ainda hoje despertam – ciúme, fazendo com que sua atitude seja distorcida. Diz-se que Pedro, especificamente, tinha muito ciúme dela.
Maria Madalena foi a pessoa mais próxima de Jesus em toda a sua caminhada.
A Igreja Católica a estigmatizou como uma mulher promíscua, devassa. Em 2016 o papa Francisco corrigiu essa interpretação determinando o dia 22 de julho consagrado a ela. Maria Madalena é considerada santa pelas Igrejas Ortodoxa e Anglicana.
O Evangelho de Maria Madalena – encontrado em 1896, em um mosteiro egípcio – relata que ela teria sido uma discípula de Jesus de suma importância, à qual ele teria confiado informações que não foram passadas aos outros discípulos, o que seria a causa dos ciúmes entre eles. Entretanto, esse evangelho não é reconhecido oficialmente pela Igreja Católica.
Curiosamente, a história ocidental fez com que as duas mulheres mais próximas de Jesus, Maria e Madalena, sejam consideradas os arquétipos da figura feminina: a prostituta e a santa. E Ele as acolheu igualmente, sem discriminação.
Neste dia 8 de março, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, nada mais significativo do que celebrarmos a atitude de Jesus.
SALVE A MULHER!
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis, advogado, associado ao Instituto Histórico e Geográfico - MS
Quanto mais leio e estudo sobre os ensinamentos e a vida de Jesus, mais me convenço de sua maestria, sua divindade, sua genialidade e sua sensibilidade. Que outro ser humano teve tal importância no Ocidente a ponto de passarmos a contar o tempo antes e depois de sua passagem pela Terra?
 
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