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A Serra de Maracaju e seus cenários PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 01 de Novembro de 2019 22:36
A SERRA DE MARACAJU E SEUS CENÁRIOS.
O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul desde 2006, realiza anualmente um seminário de desenvolvimento institucional –, coordenado desde o princípio e até hoje, por Vera Tylde de Castro Pinto e por mim, associados do Instituto –, abordando temas dos mais diversos que vão desde história, cultura, geografia, turismo, meio ambiente, empreendedorismo e culinária até o papel da mulher em nosso estado.
Neste ano, nos dias 28 e 29 de outubro, a XIV edição do seminário, teve como tema “A Serra de Maracaju e Seus Cenários”. Foi uma oportunidade que proporcionou a todos os presentes um enriquecimento cultural de alta significação.
Na abertura, o diretor de relações institucionais do Instituto, professor Américo Calheiros – que sugeriu o tema –, fez diversas considerações a respeito da influência mágica da Serra de Maracaju em toda a população do nosso estado.
A seguir, o professor Arnaldo Menecozzi, membro do Instituto – coautor da Enciclopédia das Aguas, carro chefe das publicações do IHG –, nos ensinou o verdadeiro significado da geografia. Sua palestra foi “A Serra de Maracaju e a Geografia”.
Depois foi a vez do professor Gilson Rodolfo Martins, vice-presidente do Instituto, com o tema “A Serra de Maracaju e os Seus Sítios Arqueológicos” – que foi objeto de sua tese de doutorado, com mais de 10 anos de pesquisas –, apresentando dados que remontam há mais de 15 mil anos, provando que muito antes dos índios que povoaram nosso estado já tivemos habitantes que deixaram marcas em diversas partes da Serra.
Logo depois apresentou-se o poeta e performista Ruberval Cunha, que encantou a plateia com sua performance e estimulou a participação de todos.
As palestras da noite foram encerradas pelo professor Paulo Eduardo Cabral, ex-presidente do Instituto, com o tema “A Serra de Maracaju na História e na Cultura”, demonstrando a influência mitológica da região e enumerou diversos eventos históricos que a tiveram como cenário, tais como a Guerra da Tríplice Aliança e a Revolução Constitucionalista de 1932.
No encerramento da primeira noite, foi servida uma bela sopa paraguaia, uma tradição que herdamos da cultura guarani e desde muito tempo foi incorporada à nossa culinária.
No dia 29, a palestra de abertura foi “A Serra de Maracaju e a Literatura”, da escritora e poeta Raquel Naveira, que emocionou a platéia com sua vibrante e marcante participação, levando-nos a uma viagem no tempo, evocando o Visconde de Taunay, que deixou registros históricos como A Retirada de Laguna, Memórias (no qual narrou sua história de amor com a índia Antônia) e Inocência – romance símbolo de Mato Grosso do Sul.
Raquel Naveira também contou sobre a visita de Guimarães Rosa ao nosso estado em 1952, que rendeu relatos importantes sobre vários locais por onde o escritor passou como Sanga Puitã, Ponta Porã, Campo Grande, Piraputanga, Aquidauana e a Serra de Maracaju que lhe despertou grande fascínio. Raquel também lembrou do importante trabalho dos irmãos Manoel de Barros e Abílio, e dos músicos Paulo Simões e Almir Sater, que igualmente se inspiraram no esplêndido cenário da Serra.
No intervalo, foi prestada uma homenagem à professora Maria Madalena Dib Mereb Greco, diretora executiva do Instituto, que se transformou na espinha dorsal do IHG, por sua dedicação e competência. Foi um momento emocionante que registrou a gratidão de todos os associados por ela.
A parte artística ficou por conta do violonista e professor de música Gregg Antunes, que brindou aos presentes com várias músicas do repertório internacional e também do nosso cancioneiro.
A última palestra, “A Serra de Maracaju e o Inconsciente Coletivo”, apresentada pelo psiquiatra Alex Leite de Melo, que exibiu um estudo sobre a evolução da ciência no campo da mente, passando por Pavlov, Freud, Jung e outros estudiosos eméritos, mostrando que o inconsciente coletivo depende de fatores genéticos que se transmitem de geração a geração.
Depois, na função de mestre de cerimônias do evento comentei sobre a importância da Serra no imaginário e no sentimento de nossa gente. A influência é tão forte que a energia que irradia da Serra se refletiu no tempo e no espaço. Por exemplo, em 1921, quando um grupo de maçons – que anteriormente fundaram a Santa Casa –, criaram a primeira Loja Maçônica de Campo Grande, a denominaram Oriente Maracaju nº 1. Onze anos depois, em 1932, um grupo de estudantes universitários fundou no Rio de Janeiro a Liga Sul-Mato-Grossense de Estudantes que visava a divisão do estado de Mato Grosso com a criação do estado de Maracaju. Esses estudantes sob a liderança de Ruben Alberto Abbott Castro Pinto, primeiro e único presidente da Liga, tornaram-se depois políticos que marcaram a história do nosso estado.
Ao final, foi feito o lançamento do livro Memórias do Sedims, um registro de todos os seminários já realizados, contendo o artigo de um palestrante de cada ano. O livro tem a edição caprichada de Marília Leite, com impressão da Life Editora. O livro foi patrocinado pelo empresário Sinval Martins de Araújo a quem registramos o nosso agradecimento.
E last but not least, foi servida mais uma rodada de sopa paraguaia. E assim, fechamos com chave de ouro um evento maiúsculo.
Heitor Rodrigues Freire – Titular da cadeira 37 do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, coordenador do Sedims e mestre-de-cerimônias do IHGMS.

O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul desde 2006, realiza anualmente um seminário de desenvolvimento institucional –, coordenado desde o princípio e até hoje, por Vera Tylde de Castro Pinto e por mim, associados do Instituto –, abordando temas dos mais diversos que vão desde história, cultura, geografia, turismo, meio ambiente, empreendedorismo e culinária até o papel da mulher em nosso estado.

 
Do capital humano PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 30 de Outubro de 2019 22:41
DO CAPITAL HUMANO
Deus, em sua sabedoria imensurável, fez da criação do Universo e de todas as criaturas uma demonstração muito clara da sua Inteligência Infinita, da qual o ser humano é o mais perfeito exemplo.
Um dos mais bem dotados artistas de todos os tempos, Leonardo Da Vinci (l452-l519),  que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico, soube expressar com sua genialidade congênita o corpo humano.
Atualmente Leonardo tem 160 obras expostas no Museu do Louvre, em Paris, que representam o seu universo criativo e se perpetuam no tempo e no espaço. Uma de suas obras mais conhecidas é o desenho do “Homem Vitruviano”, de 1492, uma ilustração que mostra um corpo humano de proporções perfeitas, com os braços e as pernas estendidos dentro de um círculo e de um quadrado.
Esse desenho retrata com fidelidade a majestosa criação de Deus, e representa a perfeição do corpo humano que se constitui no elemento precioso para manifestação do homem na encarnação terrena.
A partir da década de 1950, nos Estados Unidos, um professor de economia da Universidade de Chicago, Theodore W. Schultz, elaborou a teoria do capital humano como fator de produção, o que lhe deu o prêmio Nobel de Economia em 1968. Aplicada ao campo educacional, a ideia de capital humano gerou uma concepção tecnicista sobre o ensino e sobre a organização da educação, o que acabou por revelar seu real objetivo: ou seja, ele equiparou a criação divina ao capital e ao trabalho numa equação perversa e material, como se fossem todos meros fatores de produção.
O ser humano é o principal ativo da humanidade e, consequentemente de todas as organizações.  Visto e considerado como capital humano – mero fator de produção –, que pode ser aprimorado e gerar mais capital para a empresa, isso acaba deturpando a finalidade divina do homem e o torna um simples componente de uma estrutura que visa primordialmente o lucro.
Sabemos que os processos só  funcionam se houver profissionais dispostos a entregar um resultado que faça sentido para a empresa. Nesse cenário, a gestão do capital humano é de extrema importância, cabendo aos líderes e ao setor de gestão de pessoas conduzir de forma adequada aquele que é um dos maiores ativos de qualquer empreendimento. O que não pode acontecer é a materialização do processo, porque o capital humano é muito mais do que apenas pessoas. Deve-se considerar a educação, a cultura e a filosofia da vida humana para compor um conjunto, aí sim de fatores positivos que concorrerão para o desenvolvimento do ser humano e sua destinação verdadeira no processo inteligente e divino da evolução espiritual, despertando talentos e humanizando o ambiente de trabalho.
O que se deve priorizar é a aplicação do conhecimento, experiência e talento para contribuir para o aprimoramento do ambiente profissional. O que não pode ocorrer é a aplicação da definição literal de que o capital humano seja compreendido apenas em termos econômicos.  Por essa razão, o valor do capital humano é a soma de uma série de características que não devem ser consideradas isoladamente.
A incapacidade da organização de identificar profissionais com a combinação necessária de habilidades e competências pode afetar todo o negócio. Logo, se uma empresa pode investir em novas tecnologias para aperfeiçoar seus processos internos, ela pode e deve identificar os talentos que demonstrem habilidades para exercer determinada função.
Isso torna possível que a organização tenha acesso a um conjunto de aptidões mais abrangentes referentes ao capital humano, sem necessidade de contratar outros funcionários. Ao mesmo tempo, a empresa contribui para aumentar o valor intrínseco de cada um desses indivíduos.
E aí acaba se transformando num incentivo constante para todos os seus funcionários que se sentirão valorizados e estimulados ao crescimento individual.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Deus, em sua sabedoria imensurável, fez da criação do Universo e de todas as criaturas uma demonstração muito clara da sua Inteligência Infinita, da qual o ser humano é o mais perfeito exemplo. 

Um dos mais bem dotados artistas de todos os tempos, Leonardo Da Vinci (l452-l519),  que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico, soube expressar com sua genialidade congênita o corpo humano.

 
Antonio Baiano - um gigante PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sáb, 19 de Outubro de 2019 01:08
ANTÔNIO BAIANO – UM GIGANTE
Roseli Marla, minha cunhada querida,
neste momento de profunda tristeza que todos estamos vivendo com a morte prematura do nosso querido Antônio Baiano, e na intenção de registrar para a história parte do que  foi a vida dele, dirijo-lhe esta carta pública para procurar expressar toda a minha admiração por esse cidadão tão dedicado à causa da educação e cuja trajetória eu tive a honra de acompanhar e testemunhar de perto.
Desde que eu conheci o Baiano, já na Maçonaria, tivemos uma identificação de propósitos e de trabalho que nos uniu para sempre em diversas atividades empresariais e públicas, principalmente no campo da educação.
Durante meu primeiro mandato como Grão Mestre da Maçonaria em 1991, tive a intenção de construir mais uma escola para a Funlec, o braço educacional da nossa Grande Loja.
Mas como fazer? Não dispúnhamos de recursos financeiros. Não tínhamos nem terreno. Mas eu já sabia que Deus tudo provê. Comecei a conversar aqui e ali, até que cheguei no Baiano, que de imediato, com seu entusiasmo contagiante e realizador, abraçou a causa.
O engenheiro e também maçom Chaia Jacob Neto, que dirigia o setor de planejamento urbano da prefeitura, soube da nossa intenção e descobriu uma área imensa no bairro Chácara Cachoeirinha, local nobre da cidade, e começou a articular para que a área fosse concedida pelo município para a Funlec.
Com a ajuda do presidente da Câmara Municipal, Flávio Renato, amigo de sempre do Baiano, conseguimos obter do prefeito Lúdio Coelho a concessão da área.
Mas e o dinheiro para tocar a obra? A Maçonaria é uma instituição cuja maior riqueza são seus obreiros. Constituímos um grupo de trabalho sob a coordenação do Baiano e a colaboração dos Irmãos Waldecy Alves Batista, Arildo Brás Flores e Chaia Jacob Neto. O projeto da construção foi feito pela arquiteta Jacyara Chaia, mulher do Chaia.
O Baiano sempre teve inspiração divina em todos seus empreendimentos. De imediato teve a ideia de começarmos a vender vagas na futura escola. Iniciamos com o preço estipulado em 100 dólares – a inflação galopante da época, 1993, não permitia utilizar outro parâmetro –, e o sucesso foi estrondoso. As últimas vagas foram vendidas a 700 dólares. As três primeiras vagas foram compradas pelo Baiano para seus filhos, Marco Antônio, Filipe e Gustavo.
O Arildo e o Waldecy ficaram no comando da venda das vagas e o Baiano assumiu a construção do colégio.
Em menos de um ano, a obra ficou pronta, com mais de 6 mil metros quadrados de área construída. E a um custo baixíssimo, em torno de 500 reais o metro quadrado. Cada um dos quatro blocos recebeu o nome dos membros do grupo de trabalho. No dia 19 de fevereiro de 1994, o colégio Oswaldo Tognini – homenagem a um dos Grãos Mestres da Grande Loja – foi inaugurado em grande estilo com a presença do prefeito Lúdio Coelho, que ficou admirado com o porte da construção e a rapidez da empreitada.
Nesse mesmo ano, 1994, o Baiano foi eleito presidente da Funlec. Revolucionou a instituição: remodelou e ampliou o colégio Maria Lago Barcellos, o colégio Raul Sans de Matos, e a escola Honorato Jacques, em Bonito. Criou o Colégio Hermezindo Alonso Gonzales. em Três Lagoas, nos mesmos moldes do Oswaldo Tognini. Construiu o colégio Nagem Jorge Saad no bairro São Jorge da Lagoa em Campo Grande, que negociou com o prefeito André Puccinelli, recebendo em troca o restante da área do Osvaldo Tognini, que ficou com mais 40 mil metros quadrados de terreno.
Além disso, comprou uma área de 12 hectares, no Jardim Veraneio, ao lado do Parque dos Poderes, e com seu espírito também voltado para a prática de esportes, construiu um magnífico complexo poliesportivo dotando a Funlec de um espaço para múltiplas atividades, o Cedesc.
Comprou também parte da Fazenda Rancharia para abrigar a futura Universidade Maçônica, projeto que não conseguiu implantar porque o seu segundo mandato terminou antes. Deixou um patrimônio imenso para a Funlec. Por tudo isso, todos nós devemos gratidão eterna ao Baiano, por seu espírito visionário.
Você, Roseli Marla, foi a musa inspiradora do Baiano e soube sempre motivá-lo para suas grandes realizações.
No campo da construção civil, Baiano deixou seu nome em tudo que empreendeu como a construção do Hotel Exceller e o edifício Solar das Acácias, com 25 andares – na época o maior edifício de Campo Grande. Com muita ousadia e visão de futuro, lançou o empreendimento Terras do Golfe que inovou o mercado imobiliário de Campo Grande no que tange a condomínios residenciais associado com um clube de golfe, que foi mais um sucesso. Além disso, lançou também importantes loteamentos em Bonito.
Baiano deixou um legado imensurável. Mas, Roseli, a construção de que mais o meu Irmão se orgulhava era aquela que vocês construíram juntos, a sua família.
Quando seus filhos se casaram e nasceram os netos, ele foi ao céu. Passou a viver para os netos que enriqueceram a vida dele.
E agora, aos 65 anos, em pleno vigor e saúde, meu grande Irmão veio a morrer em um acidente de carro quando voltava da Bahia, trazendo um bugue de presente para os netos.  O carro derrapou numa curva e caiu numa ribanceira. Pois o Baiano deu mais uma prova da sua capacidade de ação em qualquer circunstância. Conseguiu subir a ribanceira e ligou para você, Roseli, informando o que aconteceu, e antes de desmaiar passou-lhe as coordenadas de onde se encontrava, o que permitiu a sua localização. Se não tivesse tomado essa atitude num momento de extrema gravidade, talvez não tivesse sido encontrado com tanta rapidez.
O último ato do Baiano, Roseli, foi falar com você.
Há alguns dias, na presença de inúmeros amigos, assistimos, entristecidos, ao sepultamento do corpo do nosso querido Baiano. Mas, Roseli, homens como o Baiano – um verdadeiro varão de Plutarco – não morrem, porque deixam um legado na mente e no coração dos que o conheceram e o perpetuam para sempre.
Ele nos antecedeu na grande viagem. Mas, quando chegar a nossa vez, tenho plena convicção de que ele estará nos esperando de braços abertos e com aquele sorriso inesquecível que trazia sempre.
Vá em paz, Antônio Baiano, nosso inesquecível Irmão e imenso exemplo de vida para todos nós.
Até um dia, meu Irmão.
Roseli querida, essa é a homenagem que queremos prestar ao nosso Baiano.
Heitor Rodrigues Freire – Grão Mestre Ad Vitam – Grande Loja Maçônica – MS.

Roseli Marla, minha cunhada querida,

neste momento de profunda tristeza que todos estamos vivendo com a morte prematura do nosso querido Antônio Baiano, e na intenção de registrar para a história parte do que  foi a vida dele, dirijo-lhe esta carta pública para procurar expressar toda a minha admiração por esse cidadão tão dedicado à causa da educação e cuja trajetória eu tive a honra de acompanhar e testemunhar de perto.

 
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