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Hai kai - Inventando moda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 08 de Outubro de 2018 15:46
HAI KAI - INVENTANDO MODA
Assistindo ao trabalho escolar do meu neto Eduardo Cabral, tive minha atenção despertada para o que ele estava apresentando: o hai kai, que é um tipo de poema curto de origem japonesa, bastante diferente, porque sua forma e disposição na página diferem do modelo literário tradicional.
Hai kai é um vocábulo composto por duas palavras da língua japonesa: hai,  brincadeira, gracejo; e kai, harmonia, realização. O poema se constitui de dois elementos: concisão e objetividade.
O modelo tradicional japonês possui uma estrutura específica composta por três versos, formados por 17 sílabas poéticas na forma 5-7-5. Embora seja essa sua estrutura original, o hai kai foi se modificando com o tempo. Alguns escritores não seguem esse padrão. No Brasil, destacaram-se como representantes do hai kai, Millôr Fernandes, Paulo Leminski e Guilherme de Almeida, entre outros. O que se observa é que o padrão original, foi sendo abandonado e a criatividade de cada um criou um hai kai brasileiro, se assim podemos definir.
Na busca da minha identidade interior, já encontrei em mim, rastros de três etnias, judaica, árabe e japonesa. Daí ter sentido uma afinidade imediata com o hai kai. O que  despertou em mim a vontade de também cometer os meus próprios hai kais.
Aí vai a minha primeira produção:
Começando a inventar moda
Aprendendo com hai kais
Pra variar o assunto.
O sabiá já está cantando
É sinal que está namorando
Cantemos o amor.
A primavera chegou
Com ela as flores e o amor
Amemos todos.
Hoje choveu muito
Foi aguaceiro pra todo lado,
Molhou tudo.
A felicidade é um tema
Que galvaniza os pensamentos
E sentimentos do ser humano.
Todos buscam uma definição
Para a felicidade no tempo
E no espaço.
Felicidade busca incessante,
É mutável, varia muito
Depende de cada um.
Felicidade como tudo
Depende da evolução e entendimento
De cada um.
Felicidade na minha caminhada,
Aspiração da minha existência,
Ao longo da minha estrada.
Beleza é fundamental,
Não é somente uma cara bonita,
Que se manifesta num sorriso.
Felicidade é acima de tudo,
A alegria de viver, sorrindo sempre
Um tom de voz e um abraço.
Na vida não há
Recompensa nem há punição,
Apenas consequências.
Hoje, eu fico por aqui.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Assistindo ao trabalho escolar do meu neto Eduardo Cabral, tive minha atenção despertada para o que ele estava apresentando: o hai kai, que é um tipo de poema curto de origem japonesa, bastante diferente, porque sua forma e disposição na página diferem do modelo literário tradicional. 

Hai kai é um vocábulo composto por duas palavras da língua japonesa: hai,  brincadeira, gracejo; e kai, harmonia, realização. O poema se constitui de dois elementos: concisão e objetividade.

Última atualização em Seg, 15 de Outubro de 2018 22:43
 
Uma conquista centenária PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 01 de Outubro de 2018 18:51

Embalado pelo artigo da semana passada, Um Século de História, acabei encontrando um fato marcante acontecido em 1918, exatamente no dia 27 de setembro, quando uma mulher extraordinária, Maria José de Castro Rebello Mendes, afrontando o “status quo” da época se insurgiu contra uma proibição não escrita nem legal, mas consentida por todos, a de que a mulher não poderia ingressar na carreira pública.

 
Um século de história PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 25 de Setembro de 2018 17:45
UM SÉCULO DE HISTÓRIA
Quando participamos e nos envolvemos com as atividades comunitárias, às vezes a passagem do tempo se faz de forma imperceptível. De repente somos surpreendidos com fatos históricos, de cuja ação não nos demos conta.
É o que aconteceu com o Colégio Osvaldo Cruz. Ao fazer a prospecção para restauração e recuperação do prédio original, a arquiteta Perla Larsen, especialista nessa área, contratada pela Associação Beneficente Santa Casa, proprietária do imóvel, fez também uma pesquisa sobre a história do Colégio, descobrindo quando o prédio foi construído e como veio a se tornar parte importante e influente na história da nossa cidade: tudo começou há cem anos.
O prédio do Colégio Osvaldo Cruz teve sua edificação iniciada em 1916 e foi concluído em 1918. Destinado inicialmente para atividades comerciais, era apenas um armazém de secos e molhados da firma Carmelo & Interlando, de propriedade dos irmãos Moliterno. Contrataram Francesco Cetraro, vindo da Itália para executar a fachada da edificação. Contou também com Adolfo Carlos Stefano Tognini, construtor, pai de Alexandre Tognini (que aos 11 anos começou aí sua vitoriosa carreira de mestre de obras). “Tutti oriundi”.
A influência da colônia italiana em nossa cidade é notável. Alexandre Tognini, pai dos médicos Gil Tognini e Edson Tognini e irmão de Nadir e Oswaldo Tognini, estes comerciantes que marcaram também sua participação na Maçonaria. Nadir e Oswaldo foram Grão Mestres da Grande Loja Maçônica de Mato Grosso (hoje de Mato Grosso do Sul).
Voltando ao armazém de secos e molhados, funcionou assim até o ano de 1927, quando Henrique Corrêa, em março daquele ano, fundou o Ginásio Osvaldo Cruz. Em 1933, o Ginásio passou a pertencer ao Sindicato dos Professores do Curso Secundário, sendo adquirido pelo professor Enzo Ciantelli, em 1934.
Em 1940, o Ginásio foi comprado pelos jovens advogados José Manoel Fontanillas Fragelli e Wilson Barbosa Martins, políticos históricos em nosso estado. Fragelli foi deputado constituinte em 1947, governador de Mato Grosso, de 1970 a 1974, depois senador por Mato Grosso do Sul, presidente do Senado Federal, chegando a ocupar interinamente a presidência da República; Wilson foi prefeito de Campo Grande, deputado federal (cassado pela ditadura militar), governador de Mato Grosso do Sul por dois mandatos e também senador da República.
Em 1942, o advogado Luiz Alexandre de Oliveira adquiriu o Ginásio. Em 1949 o local foi autorizado por decreto federal a funcionar como colégio. Luiz Alexandre foi um ícone em nossa cidade. Negro, filho de lavadeira, cego de um olho e com grande deficiência no outro olho, fez da sua vida um exemplo de superação. Lutando com todas as dificuldades, sustentado pela mãe, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou no vestibular para a Faculdade Nacional de Direito.
Formado, voltou a Campo Grande, começando a advogar e a construir uma sólida carreira no direito. Constituiu um patrimônio respeitável. Solteiro e sem herdeiros, destinou todo o seu patrimônio a entidades beneficentes e de caridade. Destinou à Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande (da qual era associado) o imóvel onde funcionava o Colégio Osvaldo Cruz. O seu escritório na avenida Calógeras foi doado para a Federação Espírita de Mato Grosso do Sul. Um terreno com mais de 5 mil metros quadrados, adjacente ao Colégio Osvaldo Cruz, foi doado, ainda em vida, para a Loja Maçônica Oriente Maracajú (primeira Loja Maçônica de Campo Grande), da qual Luiz Alexandre era obreiro.
Em 2005, o então prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, ilegalmente interveio na Santa Casa, e, mandou também invadir o Colégio só porque era de propriedade da Associação Beneficente. O hospital foi devolvido por decisão judicial em 2013. A  posse do Colégio só foi recuperada também na Justiça, em 2015. Na sentença judicial da retomada do imóvel, foi determinado o ressarcimento dos prejuízos causados pela posse ilegal do Colégio, no montante de R$ 4,28 milhões referente a alugueres, reparação de danos e lucros cessantes, valor que está sendo aplicado na recuperação do imóvel. Essa indenização a rigor deveria ser paga pelo então prefeito, do seu próprio bolso por sua ação manifestamente ilegal. No entanto, todos nós estamos pagando, pois quem está arcando com a indenização é a prefeitura de Campo Grande.
Hoje, o prédio está sendo restaurado e reformado para sediar a Escola de Saúde da Santa Casa, com previsão de cursos de medicina, enfermagem, fisioterapia e também de nutrição, retomando sua destinação histórica e cumprindo o ideal que sempre norteou a vida do dr. Luiz Alexandre de Oliveira. A reforma do prédio está a cargo da empresa do arquiteto José Marcos da Fonseca.
A Santa Casa de Campo Grande, sob a presidência do advogado Esacheu Cipriano Nascimento destaca-se sob sua administração com realizações concretas voltadas para a assistência médico-hospitalar, entre as quais a conclusão da unidade de traumatologia, já em pleno funcionamento com 110 novos leitos, depois de mais de 20 anos de obras e paralisadas desde 2011 (construção retomada em 2015); a construção do novo edifício que abrigará a parte administrativa a ser concluída ainda este mês; a recuperação de todo o entorno da Santa Casa, reformas das alas de enfermarias, lavanderia, etc etc etc.
Assim quando o Colégio Osvaldo Cruz completa 100 anos de sua construção, Campo Grande poderá se orgulhar de mais uma entidade histórica com rico manancial a servir sua população. Registro também o meu orgulho por ter sido aluno do Colégio Osvaldo Cruz.
Vida longa à Santa Casa de Campo Grande e sua subsidiária também centenária.
Heitor Rodrigues Freire – Membro do Conselho de Administração da Santa Casa.

Quando participamos e nos envolvemos com as atividades comunitárias, às vezes a passagem do tempo se faz de forma imperceptível. De repente somos surpreendidos com fatos históricos, de cuja ação não nos demos conta.

É o que aconteceu com o Colégio Osvaldo Cruz. Ao fazer a prospecção para restauração e recuperação do prédio original, a arquiteta Perla Larsen, especialista nessa área, contratada pela Associação Beneficente Santa Casa, proprietária do imóvel, fez também uma pesquisa sobre a história do Colégio, descobrindo quando o prédio foi construído e como veio a se tornar parte importante e influente na história da nossa cidade: tudo começou há cem anos.

Última atualização em Qui, 27 de Setembro de 2018 16:46
 
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