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Celibato clerical - até quando? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 02 de Setembro de 2018 23:21
CELIBATO CLERICAL – ATÉ QUANDO?
Nos primórdios da difusão do cristianismo havia uma pureza de sentimento e de ação que elevava a um grau de alta espiritualidade o trabalho desenvolvido pelos primeiros cristãos. Essa pureza foi o fator da disseminação muito rápida da doutrina cristã, e representava a semente que Jesus deixou plantada.
No tempo e na história, observamos que a Igreja se afastou da pureza de sentimento que inicialmente inspirou e guiou os cristãos e seus dirigentes máximos. Veja-se, por exemplo, a nefasta ação da Igreja na dita “Santa Inquisição”, que disseminou o terror em toda a Idade Média a quem ousasse contrariar os seus “sagrados dogmas”.
A reencarnação foi excluída dos ensinamentos da Igreja durante a realização do II Concílio de Constantinopla no ano 553 d.C., quando Teodora, mulher do imperador Justiniano, pretendendo purgar os seus pecados e isentar-se de uma futura reencarnação probatória, agiu como o avestruz, determinando e conseguindo que a reencarnação fosse expurgada definitivamente dos ensinamentos da Igreja
A principal cláusula de excomunhão (ou anátema), aprovada nesse Concílio que nos interessa é a da condenação da preexistência da alma que, em síntese, é a seguinte: “Quem sustentar a mítica crença na preexistência da alma e a opinião, consequentemente estranha, de sua volta, seja anátema” (William Walker Atikinson, Ed. Pensamento, São Paulo, 1997).
Assim, constatamos: a Igreja Católica desde sempre continua causando uma influência negativa na vida das pessoas por sua forma impositiva e obrigatória de determinar o  comportamento de seus fiéis.
Veja-se, por exemplo, a questão do celibato clerical, que é uma determinação antinatural, que contraria a natureza do homem e também a da mulher, no caso das ordens clericais femininas. E contradiz ainda o mandamento bíblico: “Crescei e multiplicai-vos”. A única denominação religiosa do mundo que exige o celibato de seus ministros é a Igreja Católica.
Parece que o que se pretende com o celibato é alcançar a pureza, como se o ato sexual tornasse o ser humano impuro. Nada mais esdrúxulo. Esdrúxula é a pedofilia, a consequencia mais cruel dessa proibição. Há também uma versão que entende que o celibato é uma forma da Igreja se prevenir contra eventuais sustentos de filhos dos seus padres.
O celibato foi instituído aos poucos; foi defendido em força pelo Quarto Concílio de Latrão (1215), e pelo Concílio de Trento (1545/1563) foi tornado obrigatório.
Segundo a revista católica La Civilta Católica, desde o Concílio Vaticano II (1962/1965), cerca de 60 mil padres deixaram a Igreja, principalmente pela exigência do celibato.
Os casos profundamente dramáticos do crescente tema da pedofilia têm como causa principal o celibato. A pedofilia na Igreja transformou-se em um problema sistêmico. O sacerdote católico se vê premido pela exigência da sua condição sexual e não tendo como lhe dar vazão, acaba praticando atitudes tanto heterossexuais quanto homossexuais às escondidas e assim os padres se vêem na contingência de um dilema existencial: obedecer ao que sua natureza exige e impõe ou submeter-se a uma disciplina rigorosa, castradora, anuladora?
E pelo andar da carruagem, a situação continuará sendo regida pela incompreensão e pela rigidez de um sistema ultrapassado e opressor.
O que falta acontecer para que a Igreja Católica revogue definitivamente a prática do celibato por padres e freiras? O Papa Francisco está mostrando ao mundo a sua disposição em mudar em muitos aspectos a posição da Igreja. Espero que tenha a coragem de acabar com o celibato clerical.
Para a especialista em religião e socióloga Maria José Rosado, professora de Ciências Sociais da PUC-SP, Francisco está encurralado em meio a pressões de grupos opostos:
“Ele está acossado. Sofre ataques do setor que domina a Igreja, que é um grupo não só conservador, mas também autoritário. E, se por um lado a sua postura de maneira geral desagrada aos reacionários, o Papa também não consegue atender todos os anseios da ala mais progressista da Igreja”.
Na visão da professora, o meio mais eficiente de frear a criminosa prática de abusos sexuais dentro do clero seria realizar uma mudança estrutural da forma como o sacerdócio é feito. Seria preciso, para ela, acabar com a obrigatoriedade do celibato, permitir o sacerdócio de mulheres e repensar a visão da Igreja sobre a moral sexual, de modo que a reprodução não fosse mais entendida como o único fim de relações sexuais.
Frei Betto, em artigo no jornal O Globo de 1º de setembro, se manifestou a respeito do assunto:
“Malgrado tanto sofrimento causado, espero em Deus que o escândalo da pedofilia tire a Igreja do armário do moralismo farisaico e adote a atitude de Jesus que, sem canonizar o celibato, escolheu, para chefiar a comunidade dos apóstolos, Pedro, um homem casado, cuja sogra Jesus curou (Marcos 1, 30).
Como na Igreja primitiva, o celibato deveria ser facultativo. E as mulheres, tão aceitas na comunidade de Jesus (Lucas 8, 1-3), ter acesso ao sacerdócio e às funções hierárquicas. É bom lembrar que a primeira apóstola, a anunciar publicamente que Jesus era o Messias, foi uma mulher, a samaritana do poço de Jacó. E a primeira testemunha da ressurreição, que comunicou o fato aos apóstolos, outra mulher, Maria Madalena”.
Até quando a Igreja vai se fazer de surda? Até quando irá impedir a livre e natural manifestação da sexualidade?
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Nos primórdios da difusão do cristianismo havia uma pureza de sentimento e de ação que elevava a um grau de alta espiritualidade o trabalho desenvolvido pelos primeiros cristãos. Essa pureza foi o fator da disseminação muito rápida da doutrina cristã, e representava a semente que Jesus deixou plantada.

No tempo e na história, observamos que a Igreja se afastou da pureza de sentimento que inicialmente inspirou e guiou os cristãos e seus dirigentes máximos. Veja-se, por exemplo, a nefasta ação da Igreja na dita “Santa Inquisição”, que disseminou o terror em toda a Idade Média a quem ousasse contrariar os seus “sagrados dogmas”.

Última atualização em Seg, 03 de Setembro de 2018 01:57
 
Os sétuplos americanos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 27 de Agosto de 2018 00:53
OS SÉTUPLOS AMERICANOS
A vida proporciona a cada um situações inusitadas que são, naturalmente, oportunidades para o crescimento interior e a evolução individual. O que falta é o entendimento e a coragem para encarar essas situações como elas se apresentam.
Como exemplo do que afirmo acima, refiro-me ao casal norte-americano Bobbie e Kenneth McCaughey. Eles tinham uma filha, Mikayla, com menos de dois anos de idade e decidiram ter um segundo filho, optando por um tratamento de fertilização artificial. Bobbie engravidou e pouco tempo depois foram informados pelo médico que sete embriões tinham vingado.
O médico sugeriu que houvesse uma redução seletiva para diminuir o número de bebês. Era uma orientação técnica. Nesse momento, Bobbie  manifestou  sua fé profunda. Não aceitou a sugestão do médico, disse que confiava em Deus e se Ele tinha lhe proporcionado essa oportunidade, ela iria aproveitá-la da melhor maneira possível.
Bobbie soube encarar muito bem essa tarefa, entendendo o que representa a oportunidade dada à mulher de contribuir com a missão divina que lhe foi concedida por Deus. Teve plena consciência da condição da maternidade.
Foi uma gestação muito difícil, como era de se supor. Bobbie ficou deitada durante todo o período da gravidez, com alimentação controlada. Nos três últimos meses viveu num hospital, sendo monitorada 24 horas por dia.
Para surpresa dos médicos, a gestação chegou aos 7,5 meses e os bebês nasceram por cesariana (3 meninas e 4 meninos) no dia 19 de novembro de 1997. Embora muito fraquinhos, todos sobreviveram. E assim Bobbie deu a luz a Kenneth Robert, Alexis May, Natalie Sue, Kelsey Ann, Nathan Roy, James Brandon e Joel Steven. O nascimento dos sete bebês foi um acontecimento de repercussão mundial. Tão importante que até mesmo o presidente dos Estados Unidos à época, Bill Clinton, foi visitá-los.
Duas das sete crianças nasceram com certo grau de paralisia cerebral, mas foram submetidas a cirurgia e puderam crescer com saúde.
A divulgação do nascimento dos sétuplos gerou uma corrente de solidariedade muito significativa. Se o nascimento de uma criança já traz muitas mudanças, imaginem sete de uma só vez, de uma só mãe. De imediato, muitas doações começaram a chegar de todas as partes dos Estados Unidos.
Muitas pessoas entenderam a dificuldade da família para criar oito crianças – incluindo a filha mais velha – ao mesmo tempo. Assim, muitos amigos, familiares, empresas e instituições de caridade deram uma mãozinha ao casal. Eles receberam uma casa com 511 metros quadrados num terreno com 1.600 m² de área, uma van, doações de alimentos por um ano e fraldas para os dois primeiros anos, além de bolsas integrais para o estudo das sete crianças e para qualquer universidade de Iowa, seu estado natal. Nos primeiros meses, os bebês usavam 52 fraldas por dia e tomavam 42 mamadeiras.
Como o terreno da casa era bastante amplo, o casal McCaughey decidiu aproveitá-lo da melhor maneira possível, plantando uma horta e um pomar para diminuir as despesas de alimentação, tendo sempre em mente o combate ao desperdício e o melhor uso dos meios de que dispunham.
Hoje, aos 21 anos de idade, os sétuplos confirmam a fé de Bobbie, pois estão quase todos formados e encaminhados profissionalmente. A vida deles foi uma epopeia, com muita luta e dificuldades constantes a serem vencidas.
Hoje quando muito se discute a questão da legalização do aborto, destaca-se de forma proeminente o exemplo de Bobbie. Como sabemos, a questão do aborto é muito complexa, mas no meu entendimento, respeitando as opiniões contrárias, ela não deve ficar circunscrita unicamente quanto à legalidade, descurando do principal que é a espiritualidade..
Fica o registro como exemplo a ser seguido.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A vida proporciona a cada um situações inusitadas que são, naturalmente, oportunidades para o crescimento interior e a evolução individual. O que falta é o entendimento e a coragem para encarar essas situações como elas se apresentam.

Como exemplo do que afirmo acima, refiro-me ao casal norte-americano Bobbie e Kenneth McCaughey. Eles tinham uma filha, Mikayla, com menos de dois anos de idade e decidiram ter um segundo filho, optando por um tratamento de fertilização artificial. Bobbie engravidou e pouco tempo depois foram informados pelo médico que sete embriões tinham vingado.

 
Da conciliação II PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 13 de Agosto de 2018 23:44
DA CONCILIAÇÃO – II
O ser humano ainda não entendeu a finalidade de sua criação. O seu olhar vaga, perplexo, por tudo o que acontece e que impressiona seus sentidos, sem atentar para o significado de tudo o que vê.
A longa caminhada desde o provável Jardim do Éden, passando pelo Egito antigo, pela Mesopotâmia, Índia, China, Israel, Grécia, Roma, Idade Média, Grandes Navegações, Descoberta das Américas, Iluminismo, Revolução Industrial, Marxismo, Rússia, duas Grandes Guerras com seus milhões e milhões de mortos, etc etc, não conseguiram despertar totalmente o homem.
O sacrifício de Jesus com sua mensagem redentora que perpassa os séculos, apesar de deturpada pelas igrejas ditas cristãs, permanece como luz a iluminar o caminho da humanidade, mas continua ignorada em sua essência.
O homem insiste em olhar para fora e horizontalmente. Fica observando as diferenças que o cercam. Começa com o gênero, raça, nacionalidade, depois vêm as religiões, ideologias, classes sociais e o estrato social que, naturalmente, defendem suas posições visando obter o maior número possível de adeptos.
E aí começam os conflitos em que o homem se empenha e pensa que está a defender a sua sustentabilidade quando, na verdade, se torna joguete nas mãos daqueles que o manipulam e conduzem.
Somos seres individuais vivendo em coletividade. Não podemos deixar de considerar essa realidade, a da vida em comunidade que implica, necessariamente em compromissos com a sociedade e com tudo o que nos cerca.
Com a invenção da imprensa, começou sua influência; no começo, relativamente pequena, mas com o desenvolvimento tecnológico alcançou índices cada vez maiores. A mídia com influência poderosa determina grande parte do comportamento das pessoas, mas também visando seus interesses.
Entendo que, naturalmente, cada um tem o direito de usar, gozar e dispor de sua encarnação da maneira que lhe aprouver, defendendo seus interesses e suas inclinações mas devemos sempre estar atentos para evitar que fatores externos acabem influenciando negativamente nossos comportamentos.
Esquerda e direita são componentes da mesma moeda, duas faces que não se dissociam, criando parâmetros distantes, radicais e que nada contribuem para o bem geral da sociedade.
Enquanto continuarmos nos extremos radicalizando posições e defendendo conflitos permaneceremos distantes uns dos outros. A evolução da humanidade aponta para caminhos convergentes a serem trilhados pelos que começam a entender a responsabilidade de cada um no conjunto universal e têm o compromisso de liderar movimentos que conduzam o ser humano para uma conciliação geral e irrestrita.
É hora de sair da horizontalidade e de passar para a verticalidade e na sequência olhar para dentro. É no coração de cada um que Deus colocou seu mandamento como Ele ensinou a Moisés no livro do Deuterônomio, capítulo 30, versículos 11 a 14. Isso há mais de três mil anos.
É chegado também o momento de seguir o ensinamento de Paulo na Carta aos Colossenses, capítulo 3, versículos 9 a 14: “Não mintam uns aos outros. De fato, vocês foram despojados do homem velho e de suas ações, e se revestiram do homem novo que, através do conhecimento, vai se renovando à imagem do seu Criador. E aí já não há grego nem judeu, circunciso ou incircunciso, estrangeiro ou bárbaro, escravo ou livre, mas apenas Cristo, que é tudo em todos”.
“Como escolhidos de Deus, santos e amados, vistam-se de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e se perdoem mutuamente, sempre que tiverem queixa contra alguém. Cada um perdoe o outro, do mesmo modo que o Senhor perdoou vocês. E acima de tudo vistam-se com o amor, que é o laço da perfeição”.
Não é preciso acrescentar mais nada.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

O ser humano ainda não entendeu a finalidade de sua criação. O seu olhar vaga, perplexo, por tudo o que acontece e que impressiona seus sentidos, sem atentar para o significado de tudo o que vê.

A longa caminhada desde o provável Jardim do Éden, passando pelo Egito antigo, pela Mesopotâmia, Índia, China, Israel, Grécia, Roma, Idade Média, Grandes Navegações, Descoberta das Américas, Iluminismo, Revolução Industrial, Marxismo, Rússia, duas Grandes Guerras com seus milhões e milhões de mortos, etc etc, não conseguiram despertar totalmente o homem.

Última atualização em Qua, 05 de Setembro de 2018 19:56
 
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