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11 de outubro de 1977 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 06 de Outubro de 2017 22:26
11 de outubro de 1977
Esta é uma data para ser lembrada para sempre. Foi nesse dia que o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar nº 31, criando o estado de Mato Grosso do Sul, desmembrando-o do estado de Mato Grosso, instituindo a nova capital em Campo Grande.
Um detalhe interessante é que o presidente Geisel, inicialmente, pensou em denominar o estado como Campo Grande, capital Campo Grande. Mas a nossa gente tinha em seu inconsciente coletivo o nome de Mato Grosso do Sul. Era o nome que estava registrado em nossa memória. Houve uma movimentação maciça que acabou influindo para que o nome fosse Mato Grosso do Sul.
Quando foi divulgada a notícia, uma explosão de euforia tomou conta de todo o estado. Afinal, um sonho quase secular estava sendo concretizado.
O governador de então, em Mato Grosso, nomeado pela ditadura, era o sergipano José Garcia Neto. Outro detalhe de se notar é que, na realidade, o último governador de Mato Grosso uno foi Cássio Leite de Barros, corumbaense, sul-mato-grossense. Ele havia sido eleito vice-governador com José Garcia Neto como governador, em 1974.
Garcia Neto se lançou candidato a senador por Mato Grosso nas eleições de 1978, tendo assim que se desincompatibilizar do cargo com a renúncia ao cargo de governador. Assumiu o vice-governador, Cássio Leite de Barros.
A conquista da criação de Mato Grosso do Sul foi realizada por uma convergência de forças que se manteve unida por muito tempo. Uma vez estabelecido o novo estado, os nossos políticos, até então unidos, começaram uma disputa encarniçada para indicar o primeiro governador. Como eles não chegavam a um consenso, o presidente Geisel nomeou o engenheiro Harry Amorim Costa, de sua confiança, gaúcho, funcionário público federal de alta estirpe, na época diretor-geral do DNOS (Departamento Nacional de Obras e Saneamento), como nosso primeiro governador.
A instalação do novo estado foi feita em solenidade presidida pelo presidente Ernesto Geisel e a presença de altas autoridades do país e do estado, no Teatro Glauce Rocha, em Campo Grande, no dia 1º de janeiro de 1979.
Tomaram posse o governador do estado, Harry Amorim Costa, os dezoito deputados-constituintes e os quatro primeiros desembargadores do Tribunal de Justiça.
Em seu livro, História de Mato Grosso do Sul, 8ª edição, o professor Hildebrando Campestrini registra um fato curioso: “Não foi redigida a ata de instalação do estado. Falta-lhe o registro de nascimento” (nota nº 380).
O início do novo estado foi muito tumultuado, tanto que no período de um mandato, tivemos três governadores, de 1979 a 1982: Harry Amorim Costa, Marcelo Miranda Soares e Pedro Pedrossian, todos nomeados pelo governo militar, e engenheiros civis. Poderiam ter construído um estado modelo, sonho de Harry. Como o estado nascente não tinha vice-governador, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Londres Machado, assumiu o cargo de governador, nas duas vacâncias havidas.
A implantação do novo estado trouxe muitos benefícios para a população, além, naturalmente, da auto-afirmação do povo, e do status de capital para Campo Grande. Uma das consequências imediatas foi a criação das entidades federadas do comércio e da indústria.
A Federação do Comércio foi fundada em 29 de agosto de 1979 e apostilada no Ministério do Trabalho em 11 de novembro de 1979. Como presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis, participei da fundação da Fecomércio. Fui seu vice-presidente por doze anos.
Em 1982 tivemos a primeira eleição direta para governador. Foi eleito Wilson Barbosa Martins. Em 1983, o ex-presidente Ernesto Geisel foi convidado pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis, presidido por mim na época, para receber uma homenagem por ter sido o presidente que sancionou a lei que concedeu aos corretores de imóveis o status de profissional legalmente reconhecido.
Ao recebê-lo no aeroporto fui surpreendido com a presença do governador, Wilson Barbosa Martins e todo o seu secretariado recepcionando o ex-presidente Geisel com honras de chefe de estado, e convidando-o para comparecer à governadoria para receber o título de cidadão sul-mato-grossense que lhe havia sido outorgado pela Assembleia Legislativa, tempos atrás. E assim sucedeu.
O detalhe é que o governador, quando deputado federal teve seu mandato cassado pelo golpe militar. E demonstrou nesse episódio uma grandeza de espírito, desprendimento e uma visão de estadista homenageando aquele que representava um período difícil em nossa história.
Campo Grande, sede do governo, passou por um boom de negócios e de expansão. Sua população aumentou consideravelmente. Localizada no centro geográfico do estado, tudo convergia para Campo Grande. As oportunidades surgiam a cada momento.
A criação do Parque dos Poderes, em uma área de 400 hectares, abrigando os três níveis de governo, numa localização privilegiada, concentrou o poder num só local. O governador Pedro Pedrossian muito contribuiu para isso. O projeto do Parque foi  implantado por ele.
Pedrossian criou também o Parque das Nações Indígenas, que com 109 hectares no centro da cidade, é o nosso Central Park e tornou-se um dos locais mais frequentados pela população da cidade e um motivo de orgulho para todos.
Os governadores que se sucederam no exercício do cargo, foram: Wilson Barbosa Martins (que completou 100 anos no dia 21 de junho passado), que teve o seu mandato completado por seu vice Ramez Tebet (Wilson renunciou para candidatar-se ao Senado Federal, e foi eleito), Marcelo Miranda Soares, Pedro Pedrossian, Wilson Barbosa Martins, José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT) por dois mandatos consecutivos, André Puccinelli, também por dois mandatos e o atual governador, Reinaldo Azambuja Silva.
Viva Mato Grosso do Sul!
Heitor Rodrigues Freire – titular da cadeira nº 37 do IHGMS.

Esta é uma data para ser lembrada para sempre. Foi nesse dia que o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar nº 31, criando o estado de Mato Grosso do Sul, desmembrando-o do estado de Mato Grosso, instituindo a nova capital em Campo Grande.

Um detalhe interessante é que o presidente Geisel, inicialmente, pensou em denominar o estado como Campo Grande, capital Campo Grande. Mas a nossa gente tinha em seu inconsciente coletivo o nome de Mato Grosso do Sul. Era o nome que estava registrado em nossa memória. Houve uma movimentação maciça que acabou influindo para que o nome fosse Mato Grosso do Sul.

 
O homem de Miranda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qui, 24 de Agosto de 2017 22:48
O HOMEM DE MIRANDA
No dia 22 de agosto, terça feira, faleceu Pedro Pedrossian. O homem que deixa um legado inesquecível.
Pedrossian era um líder incontestável. Foi o maior forjador de lideranças políticas em nosso estado: Levy Dias, Marcelo Miranda, João Leite Schimidt, Waldomiro Gonçalves, José Elias Moreira, Antonio Carlos Arroyo e tantos outros, são crias de Pedrossian. É interessante que quando esses liderados adquiriam luz própria e poderiam fazer-lhe sombra, eram afastados naturalmente.
Governou o estado de Mato Grosso de 1965 a 70, sendo eleito aos 36 anos, o governador mais novo no Brasil, naquela época. Mato Grosso do Sul, governoude 1980 a 83 e de 1990 a 94. Deixou marcas indeléveis nos dois estados. Gerações incontáveis de estudantes devem a ele a oportunidade de cursar cursos superiores sem mudar de estado.
Fiz parte de seu segundo governo como responsável pela Comunicação Social, de 1980 a 83. Ali convivi de perto com ele. Pude testemunhar sua grande capacidade de trabalho e criatividade. Era um madrugador. Acordava bem cedo e logo convocava seus secretários para o trabalho. Naquela época era por telefone mesmo. Não havia celular.
Na nossa secretaria tivemos o concurso de profissionais do maior gabarito. Na redação: Oscar Ramos Gaspar (depois secretário de comunicação no terceiro governo Pedrossian, 1990-94), Henrique Alberto de Medeiros (recém eleito presidente da Academia Sul-Mato-grossense de Letras), Silvio de Andrade (correspondente dos maiores órgãos de imprensa do país), Lucimar Couto (diretor do site Campogrande News). Na fotografia, Roberto Higa e Valmirar Gomes. No som, José Omar Haddad; na produção, José Roberto Moura Alves e nas finanças Iran Coelho das Neves (hoje conselheiro do Tribunal de Contas). Wilson Souza Fontoura (hoje forte empresário no ramo imobiliário) foi um companheiro constante e leal.
Com Aluízio Lessa Coelho, Oscar Ramos Gaspar e Raul Longo Tubino, fundamos um jornal que teve vida efêmera: Presença. Depois, com Henrique Medeiros e Silvio Andrade, tivemos uma segunda aventura: criamos o jornal Arquibancada, voltado para os esportes – em linha direta com O Estado de São Paulo, publicávamos toda segunda-feira informando sobre o futebol de domingo. Era um trabalho feito com muita alegria e dedicação. Por falta de recursos, infelizmente não vingou.
Essa equipe trabalhava sob a inspiração do nosso governador Pedrossian, que com seu exemplo estimulava a todos nós. Uma figura marcante daquela época foi o professor João Vieira, assessor permanente do governador, dono de uma cultura invejável e muita simplicidade. Todos orbitávamos em torno dele. O Joãozinho está vivo e ainda hoje nos comunicamos por email.
Mas falar em Pedrossian sem mencionar dona Maria Aparecida seria injusto. Ela, um paradigma como primeira dama (até hoje nenhuma entendeu verdadeiramente o papel que lhes cabe. Ela sabia muito bem exercer sua função). Linda, majestosa no porte e simples na ação. Foi a grande inspiradora do marido.
Maria Aparecida Pedrossian sempre teve um olhar voltado para a população carente. Foi a mentora da criação do hospital universitário, que leva o seu nome (hoje injustamente ignorado quando se referem ao hospital). Ela foi também a grande madrinha da Santa Casa – a UTI daquele hospital tem o seu nome, e na solenidade de centenário do hospital prestaram-lhe uma merecida homenagem.
O feito que mais comove o coração de dona Maria Aparecida foi ter insistido na criação do Hospital do Câncer Alfredo Abrão. Criou também um programa de distribuição de alimentos para a população mais pobre. Um jornalista, na época, pejorativamente deu-lhe o apelido de “Maria Panelão”, que ela com simplicidade e nenhum constrangimento aceitou e assumiu porque entendia bem o sentido de seu trabalho.
Foi ela que com sua atenção voltada para o social humanizou o grande governo do marido. O governador Pedrossian, voltado para as grandes obras, era sempre cobrado por ela para a assistência social.
Pedrossian marcou sua trajetória política com obras perenes. Durante seu primeiro mandato em Mato Grosso do Sul, ao se dar conta de que a capital não contava com local apropriado para sediar os órgãos da administração pública, recebeu a sugestão de construir um espigão com 33 andares. Mas o governador pensou melhor e voltou seu olhar para o entorno de Campo Grande, e descobriu uma área com mais de 400 hectares, onde decidiu criar o Parque dos Poderes.
Para esse empreendimento, com o pensamento voltado para nossa gente, convocou arquitetos de todo o estado para elaborarem o projeto das diversas secretarias, do Tribunal de Justiça, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas, enfim, de todo o complexo administrativo. Foi, sem dúvida, uma de suas maiores realizações.
Não podemos deixar de lembrar também do estádio Pedro Pedrossian (Morenão), do ginásio de esportes Avelino dos Reis (Guanandizão) e dos conjuntos habitacionais Estrela do Sul, Aero Rancho, Moreninhas e Maria Aparecida Pedrossian.
Na área da saúde, construiu o hospital regional Rosa Pedrossian; e na área da cultura, o Palácio da Cultura, depois denominado Arquiteto Rubens Gil de Camillo.
No campo da educação, plantou universidades em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul.  Foi o maior prefeito de Campo Grande, abrindo largas avenidas que propiciaram um fluxo tranquilo de trânsito em todas as saídas da cidade.
O maior presente que ele deixou para nossa cidade foi o Parque das Nações Indígenas, o cartão postal da capital, o nosso Central Park.
Hoje, certamente, como maçom, ele está compondo o quadro de obreiros do Grande Arquiteto do Universo para colaborar com Sua obra.
A você, governador Pedro Pedrossian, a nossa eterna gratidão.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

No dia 22 de agosto, terça feira, faleceu Pedro Pedrossian. O homem que deixa um legado inesquecível. 

Pedrossian era um líder incontestável. Foi o maior forjador de lideranças políticas em nosso estado: Levy Dias, Marcelo Miranda, João Leite Schimidt, Waldomiro Gonçalves, José Elias Moreira, Antonio Carlos Arroyo e tantos outros, são crias de Pedrossian. É interessante que quando esses liderados adquiriam luz própria e poderiam fazer-lhe sombra, eram afastados naturalmente.

 
Uma instituição veneranda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 21 de Agosto de 2017 20:32
UMA INSTITUIÇÃO VENERANDA
No dia 18 de agosto, sexta feira passada, foi comemorado o primeiro centenário da Associação Beneficente de Campo Grande – Santa Casa. Esse foi um dia de glória que jamais será esquecido.
Foi uma solenidade revestida de uma grande carga emocional. Afinal são 100 anos de serviços prestados à nossa população. Campo Grande se fez presente, de maneira significativa: qualitativa e quantitativamente. E foi também uma demonstração inequívoca de apoio à administração do hospital.
A presença das mais altas autoridades federais, estaduais e municipais coroou a cerimônia de forma marcante. O auditório da Santa Casa foi pequeno para abrigar tanta gente. Quem estava de pé permaneceu até o fim, confirmando o interesse e a participação no evento. Foi um momento permeado pelo sagrado sentimento da gratidão.
Gratidão pelos fundadores, representados por seus familiares. Gratidão pelas autoridades. Gratidão pelos presidentes, diretores e associados, que ao longo dos anos dedicaram muito de seu tempo em benefício da coletividade, trabalhando de forma voluntária para proporcionar saúde à população mais carente.
A presença do Conselho de Administração com seus membros engalanados conferiu à cerimônia um caráter solene e ao mesmo tempo austero.
É de se destacar que todos que participaram estavam imbuídos da importância do momento, quando a medalha do centenário foi concedida em homenagem aos que contribuíram com a ABCG-Santa Casa.
A mestre de cerimônias, Solange Mara Barbosa, com porte majestoso e dicção perfeita, comandou toda a solenidade com equilíbrio, tranquilidade e serenidade. Na ocasião, mais de 100 pessoas foram condecoradas, sem que se perdesse o fio condutor da cerimônia.
O coral da Santa Casa, sob a direção do maestro Teófilo Gonçalves foi um dos destaques, juntamente com a apresentação do quinteto de metais da banda da Polícia Militar, que executou o hino de Campo Grande.
Uma curiosidade: o nosso hino foi composto pelo vereador Trajano Balduíno de Souza, e foi tocado em público pela primeira vez durante a comemoração da independência do Brasil, em 7 de setembro de 1918. Ou seja, no ano que vem também completará 100 anos.
As recepcionistas do evento, funcionárias da Santa Casa, todas muito gentis e integradas, sob a coordenação de Raimunda Rodrigues, deram o colorido feminino e carinhoso em todos os momentos.
É de se agradecer também à gerente de eventos, Cátia Almeida, pelo conjunto da obra,  acompanhando e dirigindo cada detalhe com simpatia e alegria, para que a festa se realizasse, com um sucesso retumbante.
Um dos momentos mais emocionantes foi quando se entregou a medalha do centenário à dona Joaninha, Joana Ávila Corrêa, funcionária do hospital há mais de quarenta anos, hoje com 72 anos de idade, que representou todo o quadro funcional do hospital, tendo desempenhado suas funções nos mais variados setores da administração.
Na oportunidade foi lançado o livro do centenário da Santa Casa, escrito por Vera Tylde de Castro Pinto, advogada, escritora e historiadora, que com uma equipe composta por Rita Arguello (pesquisadora), Vanessa Alonso, (secretária da diretoria que digitou todo o livro), Marisa Nachif (editora) e Marco Antônio Storani (revisor) proporcionou o registro histórico dessa saga histórica e centenária.
As comemorações não param por aí. No mês de setembro será depositada solenemente uma cápsula do tempo no jardim frontal do hospital – registrando todos os atos da comemoração do centenário, com exemplares do selo oficial comemorativo (lançado pela diretoria dos Correios e Telégrafos, em março deste ano), incluindo a revista, o livro e a medalha do centenário, fotos, atas e demais documentos históricos –, para ser aberta dentro de cinquenta anos.
No mês de novembro será apresentada uma peça de teatro que contará a história da Santa Casa, encenada pelos próprios funcionários que aceitaram o desafio de tornarem-se protagonistas da sua saga e que estão fazendo oficina de interpretação sob a direção da atriz Andréa Freire.
O coroamento da comemoração se dará com a instalação do Museu da Cultura da Saúde e da História Camillo Boni.
Teremos ainda muita comemoração pela frente.
Vida longa à Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande!
Heitor Rodrigues Freire – Vice-presidente da ABCG – Santa Casa.

No dia 18 de agosto, sexta feira passada, foi comemorado o primeiro centenário da Associação Beneficente de Campo Grande – Santa Casa. Esse foi um dia de glória que jamais será esquecido.

Foi uma solenidade revestida de uma grande carga emocional. Afinal são 100 anos de serviços prestados à nossa população. Campo Grande se fez presente, de maneira significativa: qualitativa e quantitativamente. E foi também uma demonstração inequívoca de apoio à administração do hospital.

 
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