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Uma conquista centenária PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 01 de Outubro de 2018 18:51

Embalado pelo artigo da semana passada, Um Século de História, acabei encontrando um fato marcante acontecido em 1918, exatamente no dia 27 de setembro, quando uma mulher extraordinária, Maria José de Castro Rebello Mendes, afrontando o “status quo” da época se insurgiu contra uma proibição não escrita nem legal, mas consentida por todos, a de que a mulher não poderia ingressar na carreira pública.

 
Um século de história PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 25 de Setembro de 2018 17:45
UM SÉCULO DE HISTÓRIA
Quando participamos e nos envolvemos com as atividades comunitárias, às vezes a passagem do tempo se faz de forma imperceptível. De repente somos surpreendidos com fatos históricos, de cuja ação não nos demos conta.
É o que aconteceu com o Colégio Osvaldo Cruz. Ao fazer a prospecção para restauração e recuperação do prédio original, a arquiteta Perla Larsen, especialista nessa área, contratada pela Associação Beneficente Santa Casa, proprietária do imóvel, fez também uma pesquisa sobre a história do Colégio, descobrindo quando o prédio foi construído e como veio a se tornar parte importante e influente na história da nossa cidade: tudo começou há cem anos.
O prédio do Colégio Osvaldo Cruz teve sua edificação iniciada em 1916 e foi concluído em 1918. Destinado inicialmente para atividades comerciais, era apenas um armazém de secos e molhados da firma Carmelo & Interlando, de propriedade dos irmãos Moliterno. Contrataram Francesco Cetraro, vindo da Itália para executar a fachada da edificação. Contou também com Adolfo Carlos Stefano Tognini, construtor, pai de Alexandre Tognini (que aos 11 anos começou aí sua vitoriosa carreira de mestre de obras). “Tutti oriundi”.
A influência da colônia italiana em nossa cidade é notável. Alexandre Tognini, pai dos médicos Gil Tognini e Edson Tognini e irmão de Nadir e Oswaldo Tognini, estes comerciantes que marcaram também sua participação na Maçonaria. Nadir e Oswaldo foram Grão Mestres da Grande Loja Maçônica de Mato Grosso (hoje de Mato Grosso do Sul).
Voltando ao armazém de secos e molhados, funcionou assim até o ano de 1927, quando Henrique Corrêa, em março daquele ano, fundou o Ginásio Osvaldo Cruz. Em 1933, o Ginásio passou a pertencer ao Sindicato dos Professores do Curso Secundário, sendo adquirido pelo professor Enzo Ciantelli, em 1934.
Em 1940, o Ginásio foi comprado pelos jovens advogados José Manoel Fontanillas Fragelli e Wilson Barbosa Martins, políticos históricos em nosso estado. Fragelli foi deputado constituinte em 1947, governador de Mato Grosso, de 1970 a 1974, depois senador por Mato Grosso do Sul, presidente do Senado Federal, chegando a ocupar interinamente a presidência da República; Wilson foi prefeito de Campo Grande, deputado federal (cassado pela ditadura militar), governador de Mato Grosso do Sul por dois mandatos e também senador da República.
Em 1942, o advogado Luiz Alexandre de Oliveira adquiriu o Ginásio. Em 1949 o local foi autorizado por decreto federal a funcionar como colégio. Luiz Alexandre foi um ícone em nossa cidade. Negro, filho de lavadeira, cego de um olho e com grande deficiência no outro olho, fez da sua vida um exemplo de superação. Lutando com todas as dificuldades, sustentado pela mãe, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou no vestibular para a Faculdade Nacional de Direito.
Formado, voltou a Campo Grande, começando a advogar e a construir uma sólida carreira no direito. Constituiu um patrimônio respeitável. Solteiro e sem herdeiros, destinou todo o seu patrimônio a entidades beneficentes e de caridade. Destinou à Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande (da qual era associado) o imóvel onde funcionava o Colégio Osvaldo Cruz. O seu escritório na avenida Calógeras foi doado para a Federação Espírita de Mato Grosso do Sul. Um terreno com mais de 5 mil metros quadrados, adjacente ao Colégio Osvaldo Cruz, foi doado, ainda em vida, para a Loja Maçônica Oriente Maracajú (primeira Loja Maçônica de Campo Grande), da qual Luiz Alexandre era obreiro.
Em 2005, o então prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, ilegalmente interveio na Santa Casa, e, mandou também invadir o Colégio só porque era de propriedade da Associação Beneficente. O hospital foi devolvido por decisão judicial em 2013. A  posse do Colégio só foi recuperada também na Justiça, em 2015. Na sentença judicial da retomada do imóvel, foi determinado o ressarcimento dos prejuízos causados pela posse ilegal do Colégio, no montante de R$ 4,28 milhões referente a alugueres, reparação de danos e lucros cessantes, valor que está sendo aplicado na recuperação do imóvel. Essa indenização a rigor deveria ser paga pelo então prefeito, do seu próprio bolso por sua ação manifestamente ilegal. No entanto, todos nós estamos pagando, pois quem está arcando com a indenização é a prefeitura de Campo Grande.
Hoje, o prédio está sendo restaurado e reformado para sediar a Escola de Saúde da Santa Casa, com previsão de cursos de medicina, enfermagem, fisioterapia e também de nutrição, retomando sua destinação histórica e cumprindo o ideal que sempre norteou a vida do dr. Luiz Alexandre de Oliveira. A reforma do prédio está a cargo da empresa do arquiteto José Marcos da Fonseca.
A Santa Casa de Campo Grande, sob a presidência do advogado Esacheu Cipriano Nascimento destaca-se sob sua administração com realizações concretas voltadas para a assistência médico-hospitalar, entre as quais a conclusão da unidade de traumatologia, já em pleno funcionamento com 110 novos leitos, depois de mais de 20 anos de obras e paralisadas desde 2011 (construção retomada em 2015); a construção do novo edifício que abrigará a parte administrativa a ser concluída ainda este mês; a recuperação de todo o entorno da Santa Casa, reformas das alas de enfermarias, lavanderia, etc etc etc.
Assim quando o Colégio Osvaldo Cruz completa 100 anos de sua construção, Campo Grande poderá se orgulhar de mais uma entidade histórica com rico manancial a servir sua população. Registro também o meu orgulho por ter sido aluno do Colégio Osvaldo Cruz.
Vida longa à Santa Casa de Campo Grande e sua subsidiária também centenária.
Heitor Rodrigues Freire – Membro do Conselho de Administração da Santa Casa.

Quando participamos e nos envolvemos com as atividades comunitárias, às vezes a passagem do tempo se faz de forma imperceptível. De repente somos surpreendidos com fatos históricos, de cuja ação não nos demos conta.

É o que aconteceu com o Colégio Osvaldo Cruz. Ao fazer a prospecção para restauração e recuperação do prédio original, a arquiteta Perla Larsen, especialista nessa área, contratada pela Associação Beneficente Santa Casa, proprietária do imóvel, fez também uma pesquisa sobre a história do Colégio, descobrindo quando o prédio foi construído e como veio a se tornar parte importante e influente na história da nossa cidade: tudo começou há cem anos.

Última atualização em Qui, 27 de Setembro de 2018 16:46
 
Quousque tandem, ego meo, abutere patientia mea? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Sex, 14 de Setembro de 2018 23:42
QUOUSQUE TANDEM, EGO MEO, ABUTERE PATIENTIA MEA? (*)
O processo de autoconhecimento que deve ser uma prática constante em nossas vidas nos leva, paulatinamente, a descobrir a existência de um componente que se revela profundamente pernicioso em nossa evolução: o ego.
O ego nos domina de uma forma escravizante. Inventa uma série de necessidades inexistentes, criando uma ilusão de poder, de conquistas, de realizações que, na realidade, tornam-se um mecanismo de dominação dele sobre nós.
A pressa e a preguiça são frutos do ego. Com a pressa, deixamos de estar presentes no agora e passamos a agir fora de nós mesmos, ou seja, não estamos aqui nem ali. E esse estado irreal nos conduz a ações precipitadas e inconsequentes.
Por outro lado, a preguiça nos induz a adiar o que devemos fazer no momento para mais tarde, e assim deixamos de aproveitar o instante em que a vida se realiza: o agora.
Outra forma de domínio do ego é quando as pessoas se deixam levar por discussões por qualquer motivo, gerando brigas, agressões e atitudes muitas vezes inconciliáveis. Nesse momento passamos a julgar uns aos outros. Precisamos nos dar conta de que cada indivíduo é único. O ego nos leva a agir de forma a comparar as pessoas. E, assim, a julgá-las.
Quando atingimos a maturidade por meio do autoconhecimento, chegamos a um estado de equilíbrio que produz clareza – que começa com a palavra clara e certa e se reflete no pensamento. Tudo começa com a palavra: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (Jo, 1, 1-5).
Dentre os artifícios que o ego usa para nos dominar, vou relacionar alguns para que cada um possa identificá-los e assim buscar sua própria independência desse poder.
1. Um ponto importante é não permitir que sejamos ofendidos. Quem ofende e quem se sente ofendido é o ego. O conflito nasce na resposta. Não havendo resposta, não há atrito.
2. Liberar a necessidade de vencer. Vencer e perder fazem parte da vida. Sempre haverá alguém mais inteligente e mais capaz. É só entender e aceitar.
3. A necessidade de estar sempre certo. A posição intermediária é a do observador.
4. Vencer a vontade de ser superior. Focar nossas atitudes em melhorar nosso desempenho pessoal. Ninguém é melhor do que o outro. Todos somos filhos de Deus, emanando da mesma fonte.
5. Vencer a necessidade de possuir cada vez mais. O ego nos submete a um desejo constante de sempre querer mais. Estamos permanentemente ligados à Fonte Universal que nos supre do essencial.
6. Deixar de nos vangloriar de nossas próprias realizações. Ninguém faz nada sozinho, somos instrumentos de Deus, que nos permite a oportunidade de trabalho pessoal, porque sem Ele nada se faz.
7. Abandonar a reputação. Quem precisa da reputação, que depende dos outros, deixa de agir com aquilo que lhe é inerente: o seu caráter.
Seguindo esses passos, vamos acabar descobrindo o nosso verdadeiro eu, que se encontra no coração de cada um de nós. Observem que toda cada vez que nos referimos a nós mesmos levamos automaticamente, as mãos ao peito. Pois foi ali que Deus colocou o seu mandamento, como Ele mesmo disse a Moisés no livro Deuteronômio 30, 11-14. E, assim, encontraremos o maior de todos os tesouros, o EU SOU.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.
(*) A construção do título deste artigo em latim (Até quando meu ego, abusarás da minha paciência?) contou com a inestimável colaboração do meu amigo, dr. Methódio de Arruda Filho, a quem agradeço penhoradamente.

O processo de autoconhecimento que deve ser uma prática constante em nossas vidas nos leva, paulatinamente, a descobrir a existência de um componente que se revela profundamente pernicioso em nossa evolução: o ego.

O ego nos domina de uma forma escravizante. Inventa uma série de necessidades inexistentes, criando uma ilusão de poder, de conquistas, de realizações que, na realidade, tornam-se um mecanismo de dominação dele sobre nós.

Última atualização em Sex, 14 de Setembro de 2018 23:50
 
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