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A questão da morte PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 20 de Abril de 2020 11:48
A QUESTÃO DA MORTE
À medida que o tempo passa e as experiências vão se avolumando e enriquecendo a minha vida, em que olho para trás e constato com satisfação que minha passagem por este maravilhoso planeta azul me permitiu a oportunidade de contribuir efetivamente para a realização de uma unidade familiar, em que cada uma das minhas filhas criou a sua própria célula familiar, chega um momento em que o sentimento do cumprimento da missão assumida se manifesta com uma frequência constante, então começa a aparecer no canto da minha tela um lembrete que se torna cada vez mais presente: a inexorabilidade da partida.
A qualquer momento, não sei quando, chegará a hora de partir para novas realizações no plano espiritual, de voltar para a pátria celestial, e ali assumir novas missões em função do nosso plantio aqui na Terra.
E com essa perspectiva natural e inevitável, comecei a conjecturar a respeito da morte, de sua finalidade, dos benefícios que proporciona – embora para uma grande maioria que não consegue alcançar esse entendimento, ela seja um castigo – e das suas conseqüências.
A atual pandemia alterou muitos usos e costumes – alguns arraigados, como a realização de velórios, que na realidade não representam nenhum acréscimo ao falecido. O que este fez já está feito, tanto de bom como de mau; qualquer coisa que se faça nesse momento não vai acrescentar nada ao cidadão que ali se encontra com o rosto maquiado, vestindo um terno, muitas vezes com sapato novo – no Rio Grande do Sul, tem até um ditado: “Fulano se faz de morto para ganhar sapato novo” –, sendo que essa indumentária em nada vai contribuir para uma entrada triunfal no mundo espiritual.
Quantas famílias – quem sabe até por arrependimento – gastam somas elevadas para comprar o melhor caixão para o falecido.
Em vez de tristeza, ansiedade e desesperança provocadas pela morte, deveríamos aceitá-la como um dado perfeitamente natural da vida. E, para isso acontecer, é preciso que se fale da morte, e não que se usem palavras ou expressões substitutas que amenizem o seu significado. Isso significa admitir que, assim como outros processos – como o nascimento –, a morte é um estágio da vida, o qual sabemos que virá implacavelmente para todos nós.
Então entender essa situação como natural, aceitando-a, representa uma libertação. A propósito disso, transcrevo a seguir uma página, atribuída a Santo Agostinho:
A morte não é nada.
“A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Por que eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho…
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.”
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis, advogado e membro do Instituto Histórico e Geográfico – IHG/MS.

À medida que o tempo passa e as experiências vão se avolumando e enriquecendo a minha vida, em que olho para trás e constato com satisfação que minha passagem por este maravilhoso planeta azul me permitiu a oportunidade de contribuir efetivamente para a realização de uma unidade familiar, em que cada uma das minhas filhas criou a sua própria célula familiar, chega um momento em que o sentimento do cumprimento da missão assumida se manifesta com uma frequência constante, então começa a aparecer no canto da minha tela um lembrete que se torna cada vez mais presente: a inexorabilidade da partida.

 
A pedra angular PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qui, 16 de Abril de 2020 12:12
A PEDRA ANGULAR
Pedra angular era o nome dado à pedra fundamental utilizada nas antigas construções, caracterizada por ser a primeira a ser assentada na esquina de um edifício, formando um ângulo reto entre duas paredes. A partir da pedra angular, eram definidas as colocações das outras pedras, alinhando toda a construção. É o elemento essencial que dá existência àquilo que se chama de fundamento da construção.
Assim, a pedra angular representa o alinhamento de toda uma obra. É o que, metaforicamente representam, para nós, cristãos, os ensinamentos de Jesus. Em Lucas 20:17, temos: “Jesus olhou bem nos olhos de cada pessoa e indagou: ‘Então, qual é o significado do que está escrito: ‘A pedra que os construtores rejeitaram, esta veio a ser a principal pedra angular’”?
“Jesus é a pedra que foi rejeitada por vós, os construtores, a qual foi posta como pedra angular. Não existe salvação em nenhum outro, pois debaixo do céu não existe outro nome dado aos homens, pelo qual possam ser salvos”. Atos 4:11
Disse Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:6)
Tudo isso vem a propósito de identificarmos verdadeiramente o que Jesus representa e o que Ele ensinou a todos nós que nos dizemos cristãos. Digo “dizemos” porque muitos assim se manifestam, mas para ser de verdade, o comportamento de cada um deve, naturalmente, estar de acordo com os ensinamentos d’Ele.
Atitude é tudo o que pode definir o comportamento de um cristão verdadeiro. Os ensinamentos de Jesus foram divulgados urbi et orbi por Paulo, que quando se dirigia a Damasco para combater os cristãos, no caminho teve uma revelação que mudou sua vida e a de grande parte da humanidade, por seu legado  que se perpetuou no tempo e propagou no espaço o significado do trabalho que Jesus desenvolveu em nosso benefício.
Entre todas as Suas qualidades divinas, a que mais me impressiona é a humildade. Jesus é o Mestre dos Mestres, que deve ser devidamente reverenciado por toda Sua majestade. No entanto, sendo quem É, fez-se humano para aqui na horizontalidade nos ensinar como proceder. A humildade é a rainha das virtudes e ela está presente em cada um dos Seus atos.
Nestes tempos de perplexidade que estamos vivendo, em que todos os procedimentos estão sendo colocados em xeque, com inversão total de valores emerge soberana a majestade da presença divina de Jesus, a Sua Luz a nos indicar o caminho: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (João 14:6).
Mais do que nunca cabe a nós a prática dos ensinamentos de Jesus. Constantemente estamos todos recebendo mensagens de todas as partes, exortando-nos a uma mudança de hábitos, deixando a ignorância, arrogância, prepotência, soberba, egoísmo, e a indiferença pelas práticas do amor, da solidariedade e da caridade. Pois com essa mudança estaremos todos contribuindo para o verdadeiro despertar da humanidade e para a nossa própria evolução e libertação. O momento é este. Não podemos deixar para depois. A mudança de atitudes, seguindo a orientação de Jesus, é fundamental.
O amor, finalmente triunfará e iremos todos olhar nossos semelhantes como irmãos verdadeiros, todos, filhos de Deus, contribuindo com nossas energias para uma harmonização global. Cumpriremos o Seu mandamento divino: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.
Penso que devemos agradecer por estes momentos de transição porque Jesus está no comando. A pedra angular continua orientando e alinhando nossos atos. Obrigado.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis, advogado, membro do Instituto Histórico e Geográfico – IHG/MS.

Pedra angular era o nome dado à pedra fundamental utilizada nas antigas construções, caracterizada por ser a primeira a ser assentada na esquina de um edifício, formando um ângulo reto entre duas paredes. A partir da pedra angular, eram definidas as colocações das outras pedras, alinhando toda a construção. É o elemento essencial que dá existência àquilo que se chama de fundamento da construção.

 
Esperanza PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 12 de Abril de 2020 20:00
ESPERANZA
Como é importante o momento que estamos vivendo em todo o planeta. Que eu saiba, nunca houve, em toda a história, uma situação global e, para muitos, de pânico total, em que as pessoas se sentem, na sua maioria, totalmente acuadas e sem saber o que fazer ou a quem recorrer.
Mas, ao mesmo tempo, começam a surgir mensagens que são frutos da cabeça de inconsequentes que encontraram também uma oportunidade para externar suas ideias estapafúrdias, levando mais confusão ao concerto geral das coisas. Outras, ao contrário, oriundas de fontes espirituais, proporcionam aos que têm ouvidos para ouvir e olhos para ver, uma segurança interior de que tudo, na realidade, está vindo para a depuração da humanidade, obedecendo a uma determinação cósmica maior.
E tudo isso acontece no período da Semana Santa, com todo seu significado sacrossanto para os cristãos. É tempo realmente de ressurreição, em que o novo vai ressurgir com toda a força da renovação, brilhando com a energia da esperança no coração de todos, se mudarmos o nosso comportamento.
Jesus nos deixou lições infinitas, eternas, basicamente com seu exemplo, e que devem naturalmente balizar nosso comportamento se quisermos nos transformar em verdadeiros cristãos. Mas muitos se dizem cristãos da boca para fora.
Um dos ensinamentos mais difíceis de praticar é o do não julgamento. Estou aproveitando a Páscoa e a oportunidade do isolamento para refletir sobre o que realmente pretendo mudar em mim. Estou reaprendendo que o próximo é meu irmão. Que o Deus que está em mim, está nele também. Quando digo que fulano é um lixo, isto ou aquilo, estou na realidade dizendo que Deus é um lixo, isto ou aquilo.
Para mudarmos, não basta boa intenção, boa vontade. Santo Agostinho ensinou com muita propriedade: “Não basta fazer coisas boas. É preciso fazê-las bem”.
A esperança é a fonte que ilumina, alimenta e fundamenta a fé. Santo Agostinho, de novo, sobre a esperança, escreveu: “A esperança tem duas filhas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem a mudá-las”.
Então tudo, como sempre, depende de atitude e não de passagem do tempo. Atitude é fundamental em qualquer época, em qualquer lugar.
E atitude é tudo que Alexis Valdés Gutierréz, ator, cineasta e poeta cubano, .nos proporciona em seu poema “Esperanza” que, por seu conteúdo e oportunidade, reproduzo aqui:
.
Cuando la tormenta pase
Y se amansen los caminos
y seamos sobrevivientes
de un naufragio colectivo.
Con el corazón lloroso
y el destino bendecido
nos sentiremos dichosos
tan sólo por estar vivos.
Y le daremos un abrazo
al primer desconocido
y alabaremos la suerte
de conservar un amigo.
Y entonces recordaremos
todo aquello que perdimos
y de una vez aprenderemos
todo lo que no aprendimos.
Ya no tendremos envidia
pues todos habrán sufrido.
Ya no tendremos desidia
Seremos más compasivos.
Valdrá más lo que es de todos
Que lo jamás conseguido
Seremos más generosos
Y mucho más comprometidos
Entenderemos lo frágil
que significa estar vivos
Sudaremos empatía
por quien está y quien se ha ido.
Extrañaremos al viejo
que pedía un peso en el mercado,
que no supimos su nombre
y siempre estuvo a tu lado.
Y quizás el viejo pobre
era tu Dios disfrazado.
Nunca preguntaste el nombre
porque estabas apurado.
Y todo será un milagro
Y todo será un legado
Y se respetará la vida,
la vida que hemos ganado.
Cuando la tormenta pase
te pido Dios, apenado,
que nos devuelvas mejores,
como nos habías soñado.
Atitude é tudo meus amigos!
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis, advogado, membro do Instituto Histórico e Geográfico- IHG/MS.

Como é importante o momento que estamos vivendo em todo o planeta. Que eu saiba, nunca houve, em toda a história, uma situação global e, para muitos, de pânico total, em que as pessoas se sentem, na sua maioria, totalmente acuadas e sem saber o que fazer ou a quem recorrer.

 
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