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Frederico Vitório, um Valente PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 10 de Setembro de 2018 01:16
FREDERICO VITÓRIO, UM VALENTE
No dia 1º de setembro último, faleceu em nossa cidade o engenheiro Frederico Vitório Valente, campo-grandense que honrou com seu trabalho constante, consciente e idealístico a oportunidade de sua encarnação.
Ele foi neto de Antônio Valente, filho de Walter Valente e Maria Vitório Valente.
O mercado municipal de Campo Grande tem o nome de seu avô, Antônio Valente, como reconhecimento pelo trabalho comunitário realizado em nossa cidade, numa homenagem prestada pelo prefeito Antônio Mendes Canale. Seu pai, Walter Valente, deixou o próprio nome inscrito na história do esporte campo-grandense. Foi um grande incentivador do futebol, tendo contribuído com muita dedicação para o ressurgimento de dois times de futebol que fizeram história: o Continental e o Mamoré que, mais tarde fundidos, deram origem ao Continental-Mamoré. Frederico Valente, que nos deixou há poucos dias, viveu impregnado pelo espírito de compromisso comunitário de seus antepassados.
Frederico estudou no Colégio Osvaldo Cruz, onde cursou desde o primário até o científico. Sua mãe, dona Maria, vendo nele o potencial para continuar os estudos, apesar dos poucos recursos de que dispunha fez o que pôde para proporcionar ao filho o acesso à universidade. Ele aceitou o desafio e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde prestou vestibular na Universidade Federal, em 1968 – ano de grandes transformações políticas e sociais –, sendo aprovado no primeiro vestibular que prestou para engenharia civil.
Após sua formatura em 1972 – casou-se com a Marisa Maia, constituindo assim sua própria família –, e um período de trabalho como engenheiro sanitarista na Bahia, retornou a Campo Grande. Quando da absorção do serviço municipal de água e esgoto pela Sanemat, no governo Garcia Neto, passou a trabalhar lá.
Logo a seguir Frederico começou intensa atividade política e classista ao lado do professor Fausto Mato Grosso Pereira (iniciando uma dobradinha que durou toda a sua vida) na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Campo Grande, trabalhando para a eleição do engenheiro Euclydes de Oliveira para a presidência da entidade, no período, 1978/79.
Valente foi eleito presidente da Associação para o período seguinte, 1980/1981. No exercício desse mandato teve atuação decisiva, pleiteando junto ao governador Pedro Pedrossian a realização de um concurso público para a participação de engenheiros e arquitetos do nosso estado na elaboração dos projetos para a implantação do Parque dos Poderes. O governo já estava contratando uma empresa de São Paulo, para esta finalidade. A firme ação de Frederico defendendo corajosamente a participação dos profissionais locais impressionou o governador, que acabou concordando com o concurso público local.
Durante a sua presidência, a Associação tornou-se um fórum político muito importante e influente, com discussão de ideias que empolgavam não só os associados mas a juventude em geral.
As digitais de Frederico estão impressas também no Parque das Nações Indígenas, cuja criação nasceu sob a inspiração de um seminário idealizado por ele durante seu mandato como vereador.
Frederico Valente participou ativamente da campanha para a eleição de Wilson Barbosa Martins, primeiro governador eleito (MDB) após a ditadura militar. No governo Wilson Barbosa, Frederico presidiu a Sanesul. Nesse mandato houve uma influência muito grande da associação dos engenheiros e arquitetos: o presidente da Enersul foi o engenheiro Ricardo Bacha, o diretor geral do DOP (Departamento de Obras Públicas) , o engenheiro Euclydes de Oliveira.
Frederico dedicou sua vida à causa pública, saneamento básico e meio ambiente.
Exerceu os seguintes cargos:
Presidente da Sanesul – 1983/1987 – gov. Wilson Barbosa Martins;
Secretário Nacional de Saneamento – Ministério do Desenvolvimento Urbano e de Meio Ambiente – mar/1987 a jul/1988;
Vereador em Campo Grande – 1989/1993;
Secretário de Planejamento, Ciência e Tecnologia Jan/1995 – fev/1996;
Diretor da Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste – Ministério da Integração Nacional – 2004/2011.
Juntamente com o professor Fausto Mato Grosso Pereira – o grande parceiro de toda sua vida – e sob os auspícios da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande – entidade que desde sua fundação sempre esteve à frente de iniciativas que marcaram a história da nossa cidade –, Frederico Valente criou o programa Por Uma Cidade Democrática, que se constituiu na sua última contribuição efetiva para a conscientização da nossa população, com vistas a uma participação ativa nos destinos da nossa capital.
Frederico Vitório Valente tem seu nome gravado para sempre na história de Campo Grande e nos deixa um exemplo vivo de cidadania participativa a ser seguido pela nossa população.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

No dia 1º de setembro último, faleceu em nossa cidade o engenheiro Frederico Vitório Valente, campo-grandense que honrou com seu trabalho constante, consciente e idealístico a oportunidade de sua encarnação.

Ele foi neto de Antônio Valente, filho de Walter Valente e Maria Vitório Valente.O mercado municipal de Campo Grande tem o nome de seu avô, Antônio Valente, como reconhecimento pelo trabalho comunitário realizado em nossa cidade, numa homenagem prestada pelo prefeito Antônio Mendes Canale. Seu pai, Walter Valente, deixou o próprio nome inscrito na história do esporte campo-grandense. Foi um grande incentivador do futebol, tendo contribuído com muita dedicação para o ressurgimento de dois times de futebol que fizeram história: o Continental e o Mamoré que, mais tarde fundidos, deram origem ao Continental-Mamoré.

Última atualização em Seg, 10 de Setembro de 2018 06:54
 
Celibato clerical - até quando? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 02 de Setembro de 2018 23:21
CELIBATO CLERICAL – ATÉ QUANDO?
Nos primórdios da difusão do cristianismo havia uma pureza de sentimento e de ação que elevava a um grau de alta espiritualidade o trabalho desenvolvido pelos primeiros cristãos. Essa pureza foi o fator da disseminação muito rápida da doutrina cristã, e representava a semente que Jesus deixou plantada.
No tempo e na história, observamos que a Igreja se afastou da pureza de sentimento que inicialmente inspirou e guiou os cristãos e seus dirigentes máximos. Veja-se, por exemplo, a nefasta ação da Igreja na dita “Santa Inquisição”, que disseminou o terror em toda a Idade Média a quem ousasse contrariar os seus “sagrados dogmas”.
A reencarnação foi excluída dos ensinamentos da Igreja durante a realização do II Concílio de Constantinopla no ano 553 d.C., quando Teodora, mulher do imperador Justiniano, pretendendo purgar os seus pecados e isentar-se de uma futura reencarnação probatória, agiu como o avestruz, determinando e conseguindo que a reencarnação fosse expurgada definitivamente dos ensinamentos da Igreja
A principal cláusula de excomunhão (ou anátema), aprovada nesse Concílio que nos interessa é a da condenação da preexistência da alma que, em síntese, é a seguinte: “Quem sustentar a mítica crença na preexistência da alma e a opinião, consequentemente estranha, de sua volta, seja anátema” (William Walker Atikinson, Ed. Pensamento, São Paulo, 1997).
Assim, constatamos: a Igreja Católica desde sempre continua causando uma influência negativa na vida das pessoas por sua forma impositiva e obrigatória de determinar o  comportamento de seus fiéis.
Veja-se, por exemplo, a questão do celibato clerical, que é uma determinação antinatural, que contraria a natureza do homem e também a da mulher, no caso das ordens clericais femininas. E contradiz ainda o mandamento bíblico: “Crescei e multiplicai-vos”. A única denominação religiosa do mundo que exige o celibato de seus ministros é a Igreja Católica.
Parece que o que se pretende com o celibato é alcançar a pureza, como se o ato sexual tornasse o ser humano impuro. Nada mais esdrúxulo. Esdrúxula é a pedofilia, a consequencia mais cruel dessa proibição. Há também uma versão que entende que o celibato é uma forma da Igreja se prevenir contra eventuais sustentos de filhos dos seus padres.
O celibato foi instituído aos poucos; foi defendido em força pelo Quarto Concílio de Latrão (1215), e pelo Concílio de Trento (1545/1563) foi tornado obrigatório.
Segundo a revista católica La Civilta Católica, desde o Concílio Vaticano II (1962/1965), cerca de 60 mil padres deixaram a Igreja, principalmente pela exigência do celibato.
Os casos profundamente dramáticos do crescente tema da pedofilia têm como causa principal o celibato. A pedofilia na Igreja transformou-se em um problema sistêmico. O sacerdote católico se vê premido pela exigência da sua condição sexual e não tendo como lhe dar vazão, acaba praticando atitudes tanto heterossexuais quanto homossexuais às escondidas e assim os padres se vêem na contingência de um dilema existencial: obedecer ao que sua natureza exige e impõe ou submeter-se a uma disciplina rigorosa, castradora, anuladora?
E pelo andar da carruagem, a situação continuará sendo regida pela incompreensão e pela rigidez de um sistema ultrapassado e opressor.
O que falta acontecer para que a Igreja Católica revogue definitivamente a prática do celibato por padres e freiras? O Papa Francisco está mostrando ao mundo a sua disposição em mudar em muitos aspectos a posição da Igreja. Espero que tenha a coragem de acabar com o celibato clerical.
Para a especialista em religião e socióloga Maria José Rosado, professora de Ciências Sociais da PUC-SP, Francisco está encurralado em meio a pressões de grupos opostos:
“Ele está acossado. Sofre ataques do setor que domina a Igreja, que é um grupo não só conservador, mas também autoritário. E, se por um lado a sua postura de maneira geral desagrada aos reacionários, o Papa também não consegue atender todos os anseios da ala mais progressista da Igreja”.
Na visão da professora, o meio mais eficiente de frear a criminosa prática de abusos sexuais dentro do clero seria realizar uma mudança estrutural da forma como o sacerdócio é feito. Seria preciso, para ela, acabar com a obrigatoriedade do celibato, permitir o sacerdócio de mulheres e repensar a visão da Igreja sobre a moral sexual, de modo que a reprodução não fosse mais entendida como o único fim de relações sexuais.
Frei Betto, em artigo no jornal O Globo de 1º de setembro, se manifestou a respeito do assunto:
“Malgrado tanto sofrimento causado, espero em Deus que o escândalo da pedofilia tire a Igreja do armário do moralismo farisaico e adote a atitude de Jesus que, sem canonizar o celibato, escolheu, para chefiar a comunidade dos apóstolos, Pedro, um homem casado, cuja sogra Jesus curou (Marcos 1, 30).
Como na Igreja primitiva, o celibato deveria ser facultativo. E as mulheres, tão aceitas na comunidade de Jesus (Lucas 8, 1-3), ter acesso ao sacerdócio e às funções hierárquicas. É bom lembrar que a primeira apóstola, a anunciar publicamente que Jesus era o Messias, foi uma mulher, a samaritana do poço de Jacó. E a primeira testemunha da ressurreição, que comunicou o fato aos apóstolos, outra mulher, Maria Madalena”.
Até quando a Igreja vai se fazer de surda? Até quando irá impedir a livre e natural manifestação da sexualidade?
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Nos primórdios da difusão do cristianismo havia uma pureza de sentimento e de ação que elevava a um grau de alta espiritualidade o trabalho desenvolvido pelos primeiros cristãos. Essa pureza foi o fator da disseminação muito rápida da doutrina cristã, e representava a semente que Jesus deixou plantada.

No tempo e na história, observamos que a Igreja se afastou da pureza de sentimento que inicialmente inspirou e guiou os cristãos e seus dirigentes máximos. Veja-se, por exemplo, a nefasta ação da Igreja na dita “Santa Inquisição”, que disseminou o terror em toda a Idade Média a quem ousasse contrariar os seus “sagrados dogmas”.

Última atualização em Seg, 03 de Setembro de 2018 01:57
 
Os sétuplos americanos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 27 de Agosto de 2018 00:53
OS SÉTUPLOS AMERICANOS
A vida proporciona a cada um situações inusitadas que são, naturalmente, oportunidades para o crescimento interior e a evolução individual. O que falta é o entendimento e a coragem para encarar essas situações como elas se apresentam.
Como exemplo do que afirmo acima, refiro-me ao casal norte-americano Bobbie e Kenneth McCaughey. Eles tinham uma filha, Mikayla, com menos de dois anos de idade e decidiram ter um segundo filho, optando por um tratamento de fertilização artificial. Bobbie engravidou e pouco tempo depois foram informados pelo médico que sete embriões tinham vingado.
O médico sugeriu que houvesse uma redução seletiva para diminuir o número de bebês. Era uma orientação técnica. Nesse momento, Bobbie  manifestou  sua fé profunda. Não aceitou a sugestão do médico, disse que confiava em Deus e se Ele tinha lhe proporcionado essa oportunidade, ela iria aproveitá-la da melhor maneira possível.
Bobbie soube encarar muito bem essa tarefa, entendendo o que representa a oportunidade dada à mulher de contribuir com a missão divina que lhe foi concedida por Deus. Teve plena consciência da condição da maternidade.
Foi uma gestação muito difícil, como era de se supor. Bobbie ficou deitada durante todo o período da gravidez, com alimentação controlada. Nos três últimos meses viveu num hospital, sendo monitorada 24 horas por dia.
Para surpresa dos médicos, a gestação chegou aos 7,5 meses e os bebês nasceram por cesariana (3 meninas e 4 meninos) no dia 19 de novembro de 1997. Embora muito fraquinhos, todos sobreviveram. E assim Bobbie deu a luz a Kenneth Robert, Alexis May, Natalie Sue, Kelsey Ann, Nathan Roy, James Brandon e Joel Steven. O nascimento dos sete bebês foi um acontecimento de repercussão mundial. Tão importante que até mesmo o presidente dos Estados Unidos à época, Bill Clinton, foi visitá-los.
Duas das sete crianças nasceram com certo grau de paralisia cerebral, mas foram submetidas a cirurgia e puderam crescer com saúde.
A divulgação do nascimento dos sétuplos gerou uma corrente de solidariedade muito significativa. Se o nascimento de uma criança já traz muitas mudanças, imaginem sete de uma só vez, de uma só mãe. De imediato, muitas doações começaram a chegar de todas as partes dos Estados Unidos.
Muitas pessoas entenderam a dificuldade da família para criar oito crianças – incluindo a filha mais velha – ao mesmo tempo. Assim, muitos amigos, familiares, empresas e instituições de caridade deram uma mãozinha ao casal. Eles receberam uma casa com 511 metros quadrados num terreno com 1.600 m² de área, uma van, doações de alimentos por um ano e fraldas para os dois primeiros anos, além de bolsas integrais para o estudo das sete crianças e para qualquer universidade de Iowa, seu estado natal. Nos primeiros meses, os bebês usavam 52 fraldas por dia e tomavam 42 mamadeiras.
Como o terreno da casa era bastante amplo, o casal McCaughey decidiu aproveitá-lo da melhor maneira possível, plantando uma horta e um pomar para diminuir as despesas de alimentação, tendo sempre em mente o combate ao desperdício e o melhor uso dos meios de que dispunham.
Hoje, aos 21 anos de idade, os sétuplos confirmam a fé de Bobbie, pois estão quase todos formados e encaminhados profissionalmente. A vida deles foi uma epopeia, com muita luta e dificuldades constantes a serem vencidas.
Hoje quando muito se discute a questão da legalização do aborto, destaca-se de forma proeminente o exemplo de Bobbie. Como sabemos, a questão do aborto é muito complexa, mas no meu entendimento, respeitando as opiniões contrárias, ela não deve ficar circunscrita unicamente quanto à legalidade, descurando do principal que é a espiritualidade..
Fica o registro como exemplo a ser seguido.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A vida proporciona a cada um situações inusitadas que são, naturalmente, oportunidades para o crescimento interior e a evolução individual. O que falta é o entendimento e a coragem para encarar essas situações como elas se apresentam.

Como exemplo do que afirmo acima, refiro-me ao casal norte-americano Bobbie e Kenneth McCaughey. Eles tinham uma filha, Mikayla, com menos de dois anos de idade e decidiram ter um segundo filho, optando por um tratamento de fertilização artificial. Bobbie engravidou e pouco tempo depois foram informados pelo médico que sete embriões tinham vingado.

 
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