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Da corrupção PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Dom, 12 de Maio de 2019 12:58
DA CORRUPÇÃO
Um dos males mais antigos e nocivos que assediam e corroem a alma humana é a corrupção. Ela se abriga na alma e se perpetua no tempo e no espaço. Começou lá atrás quando Eva corrompeu Adão, segundo a alegoria bíblica, com a maçã. A partir daí ela se propagou.
Com o crescimento da humanidade, tornou-se endêmica chegando a ponto de Deus mandar o Dilúvio para tentar consertar o mundo de então. Outro exemplo está na destruição de Sodoma e Gomorra. E mais: a submersão da Lemúria e da Atlântida, o famoso reino perdido.
Por volta do século XVIII a.C., o rei Hamurabi, da primeira dinastia babilônica, criou “O Código de Hamurabi” um conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, com punições severíssimas para qualquer delito, demonstrando tolerância zero com a corrupção. O código é baseado na lei de talião, “olho por olho, dente por dente”.
A corrupção se insinua de forma insidiosa e silenciosa, bem devagar. Ela sabe como se infiltrar e chegar devagarinho, sem alarde, para não chamar a atenção.
Nos tempos atuais, em que tanto se fala sobre a corrupção em todo o mundo, criou-se a imagem de que ela é moderna e de que corrupto é aquele que lesa o poder público, que rouba, que se locupleta com sua atividade funcional, etc. etc.
Mas não é só isso. Essa grande corrupção é apenas a ponta do iceberg. A corrupção tem raízes profundas na alma das pessoas e vai, ao longo das encarnações corroendo o caráter de suas vítimas. Para sua sobrevivência, o corrupto vai aperfeiçoando e sofisticando formas diferentes de sua prática com muita sutileza para envolver o maior número de pessoas.
A corrupção precisa formar equipes de seguidores para sua sobrevivência. E começa com pequenos atos de transgressão aparentemente inocentes, mas que vão se infiltrando e as pessoas se justificam dizendo para si mesmas: ninguém viu, não tem importância, é só desta vez, todo mundo faz.
Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos, disse: "Sempre que você fizer algo, mesmo que ninguém venha a saber, faça como se o mundo estivesse olhando para você."
Hoje em dia é muito comum de se ouvir: O fulano é corrupto de nascença. E é verdade. Porque o corrupto em sua grande parte traz o germe da corrupção, em sua alma. Livrar-se desse germe é uma luta de gigante. Precisa de uma determinação férrea.
Nós só conseguiremos eliminar a corrupção quando cada um de nós adotar o lema atribuído a Thomas Jefferson: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. Não pode haver vacilo. O trabalho que cada um deve fazer não comporta tolerância. Não existe meio-corrupto. Uma vez corrupto, é por inteiro.
Aproveitamos, por oportuno, para adicionar parte de Os Versos de Ouro de Pitágoras  que são uma  fonte rica de ensinamento. Selecionamos alguns deles:
“- Leve bem a sério o seguinte: Deves enfrentar e vencer as paixões.
- Não faça junto com outros, nem sozinho, o que te dê vergonha.
- Ao se deitar, nunca deixe que o sono se aproxime dos seus olhos cansados,
- Enquanto não revisar com a sua consciência mais elevada todas as suas ações do dia.
- Pergunte-se: "Em que eu errei? Em que agi corretamente? Que dever deixei de cumprir?”
- Recrimine-se pelos seus erros, alegre-se pelos acertos.
- Deste modo não desejará o que não deve desejar, e nada neste mundo lhe será desconhecido.
- Perceberá também que os homens lançam sobre si mesmos suas próprias desgraças, voluntariamente e por sua livre escolha”.
O filósofo Aristóteles acreditava que a corrupção era típica do mundo sublunar, isto é, o mundo terreno existente abaixo das esferas celestes. Para ele, tudo o que não era terreno era perfeito e eterno, portanto, não podia ser alvo da corrupção (entendida como degeneração). Como seres terrenos, os humanos estavam também sujeitos à corrupção, e isso influenciou profundamente a própria noção de organização política nas civilizações gregas e romanas.
Enfim, cabe a cada um essa tarefa hercúlea que não pode ser delegada a ninguém.
Trabalhemos.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Um dos males mais antigos e nocivos que assediam e corroem a alma humana é a corrupção. Ela se abriga na alma e se perpetua no tempo e no espaço. Começou lá atrás quando Eva corrompeu Adão, segundo a alegoria bíblica, com a maçã. A partir daí ela se propagou. 

Com o crescimento da humanidade, tornou-se endêmica chegando a ponto de Deus mandar o Dilúvio para tentar consertar o mundo de então. Outro exemplo está na destruição de Sodoma e Gomorra. E mais: a submersão da Lemúria e da Atlântida, o famoso reino perdido.

 
O semeador PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 22 de Abril de 2019 18:21
O SEMEADOR
À medida que cada um começa a buscar a sua verdadeira consciência que se encontra no recôndito de seu coração, passa a sentir uma melancolia, uma saudade de algo indefinível, de algo que perdeu e não consegue definir. E esse sentimento só vai refluir pelo autoconhecimento, quando aos poucos o indivíduo vai se reconectando consigo mesmo. E começa a descobrir que o reino de Deus, de que Jesus tanto falava, já está presente no ser, no coração de cada um. E então recupera a alegria de viver e de sentir o que representa a oportunidade da encarnação, do trabalho que cabe a cada um de nós realizar.
Jesus ensinava por parábolas, cuja elucidação exigia um entendimento acurado para sua perfeita aplicação e uso. Ele não entregava o prato feito. Quem quisesse servir-se do prato tinha que trabalhar intelectualmente para cogitar, raciocinar e encontrar o uso adequado do ensinamento recebido.
Uma das parábolas mais significativas é a parábola do semeador, que se encontra nos evangelhos sinóticos (Mateus, 13, 3-9; Marcos 4,2 e Lucas 8, 5-8). Nessa parábola, Jesus explica como o Evangelho é recebido em diferentes contextos.
Jesus contou a parábola à multidão, mas explicou o seu significado apenas aos seus discípulos, como está registrado em  Mateus 13:3-9:
"Ouçam! O semeador saiu a semear. Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram. Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou, porque a terra não era profunda. Mas, quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz. Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas, de forma que ela não deu fruto. Outra ainda caiu em boa terra, germinou, cresceu e deu boa colheita, a trinta, sessenta e até cem por um". E acrescentou: "Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!"
Depois Ele explica aos discípulos que a semente é a Palavra de Deus, e que só germinará “a que cair em terra boa, pois é aquele que ouve a Palavra, a compreende e coloca em prática. Esse com certeza dará fruto. Um dá cem, outro, sessenta e outro trinta por um”.
Marcel Domergue (+1922-2015), sacerdote jesuíta francês, comentou as diversas leituras das parábolas de Jesus, publicadas no sítio Croire,  que reproduzimos a seguir:
“(Jesus)... nos faz descobrir algo de essencial: que o Reino de Deus – ou seja, este universo que se constitui da vontade de Deus – será compartilhado plenamente pela humanidade, já está presente e em atividade na criação e em nossa vida diária.
‘O Reino de Deus é semelhante a...’, diz Ele muitas vezes, no início de suas parábolas. Já o estamos vivendo, portanto, ainda que sem perceber, e a parábola nos permite descobri-lo. Na 2ª leitura, Paulo diz que toda a criação está também ‘gemendo, como que em dores do parto’.
Se Jesus fosse dizer diretamente a verdade, estaria imediatamente fazendo-se rejeitar. Qual é esta verdade? Os seus ouvintes imaginavam que ele tivesse vindo para restabelecer a autonomia de Israel... Enquanto ele veio para fazer seus os sofrimentos e a morte de todos, a fim de libertá-los.
Para estes, Jesus terá falado em vão: a Palavra Semente não produzirá nem cem, nem sessenta, nem trinta por uma. Devemos compreender que Cristo dirige-se a cada um de nós e que temos de perguntar: somos que tipo de terreno? E que fruto, até aqui, a sua palavra tem dado em nós?”
Essa é a grande questão que cada um de nós deverá avaliar e responder com nossos atos e não apenas com palavras.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

À medida que cada um começa a buscar a sua verdadeira consciência que se encontra no recôndito de seu coração, passa a sentir uma melancolia, uma saudade de algo indefinível, de algo que perdeu e não consegue definir. E esse sentimento só vai refluir pelo autoconhecimento, quando aos poucos o indivíduo vai se reconectando consigo mesmo. E começa a descobrir que o reino de Deus, de que Jesus tanto falava, já está presente no ser, no coração de cada um. E então recupera a alegria de viver e de sentir o que representa a oportunidade da encarnação, do trabalho que cabe a cada um de nós realizar.

 
O significado da Quinta-Feira Santa PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 15 de Abril de 2019 17:34
O SIGNIFICADO DA QUINTA-FEIRA SANTA
Religiosamente, a Quinta-Feira Santa é conhecida como “endoenças”, que é um termo de origem latina do verbo indulgeo, que significa perdoar, ser condescendente, interpretado pelo cristianismo como dias de perdão. Porém, esse termo também pode receber outra interpretação, como sofrer, sentir dor. Daí a denominação desse período como de endoenças.
Como sabemos, a história da humanidade é contada antes e depois de Cristo, o que demonstra claramente a importância de Sua vida e a transformação que Ele provocou em todo o planeta.
A pregação pública de Jesus, realizada em apenas três anos, teve dois momentos marcantes: o primeiro, o Sermão da Montanha – sem dúvida, o discurso mais importante já proferido nesta Terra; o segundo, toda a preparação que foi registrada em João, 13:31 até 18:01 – conhecido como o Evangelho do Testemunho, o discurso da despedida –, um dos momentos mais significativos da vida de Jesus, que começa com o ritual de lava-pés dos apóstolos e depois Ele demonstra de forma clara que o dinamismo da fé é o amor, preparando os apóstolos para a sua missão.
Os apóstolos de Jesus são retratados como pessoas simples, rudes, pescadores sem instrução formal. O próprio Jesus não teve uma formação educacional. Sem dúvida, cada um dos apóstolos era dotado de uma dimensão espiritual muito elevada, pois foram designados para a difusão da mensagem de Cristo. Todos eles são membros da Ordem Maior e aqui vieram como companheiros de Jesus secundá-Lo na pregação e no trabalho de divulgação do Evangelho.
Jesus lhes disse: “Não fique perturbado o coração de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim. Existem muitas moradas na casa do meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês. E quando eu for e lhes tiver preparado um lugar, voltarei e levarei vocês comigo, para que onde eu estiver, estejam vocês também. E para onde eu vou, vocês já conhecem o caminho” (Jo, 14,1-4). Essa passagem confirma que apesar de os apóstolos serem pessoas humildes, eles não foram escolhidos de forma aleatória por Jesus. Eles vieram com um compromisso assumido. No caso de Judas Iscariotes, houve um desvio de comportamento.
Foi nesse momento que Jesus anunciou um novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Assim serão reconhecidos como meus discípulos”.
“Não se acovardem. Vou enviar o Espírito da Verdade. Para que todos sejam um”. O evangelho do testemunho encerra também exortações e conselhos finais: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Eu garanto a vocês, se pedirem alguma coisa ao Pai, em meu nome, ele O concederá”.
A liturgia utilizada na noite da Quinta-feira Santa encerra a Quaresma e dá início ao chamado Tríduo Pascal, o período em que se comemora a paixão, morte e ressurreição de Jesus, incluindo ainda a Sexta-feira Santa, o Sábado de Aleluia e terminando no Domingo de Páscoa.
A história de Jesus encerra um mistério, se formos considerar a falta de instrução formal em sua vida aqui na Terra. Mas, indubitavelmente, Ele não carecia disso. Ele já veio pronto e preparado. A interpretação que se dá a esse período que antecede a sua crucificação, de momentos de dúvida e de sofrimento, me parece equivocada, porque Ele sempre soube o que Lhe deveria acontecer, aceitando e assumindo integralmente o Seu papel.
“Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a Tua vontade”. Ele bebeu da Taça Sagrada até a última gota. Acredito que a Sua dimensão espiritual, o Seu conhecimento e a consciência de Sua missão davam a Ele o suporte necessário para encarar tudo de forma serena.
A nós, que estamos aqui na horizontalidade da nossa posição, só nos cabe procurar entender e agradecer o trabalho de Jesus, que nos mostrou o verdadeiro caminho.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.
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O SIGNIFICADO DA QUINTA-FEIRA SANTA
Religiosamente, a Quinta-Feira Santa é conhecida como “endoenças”, que é um termo de origem latina do verbo indulgeo, que significa perdoar, ser condescendente, interpretado pelo cristianismo como dias de perdão. Porém, esse termo também pode receber outra interpretação, como sofrer, sentir dor. Daí a denominação desse período como de endoenças.
Como sabemos, a história da humanidade é contada antes e depois de Cristo, o que demonstra claramente a importância de Sua vida e a transformação que Ele provocou em todo o planeta.
A pregação pública de Jesus, realizada em apenas três anos, teve dois momentos marcantes: o primeiro, o Sermão da Montanha – sem dúvida, o discurso mais importante já proferido nesta Terra; o segundo, toda a preparação que foi registrada em João, 13:31 até 18:01 – conhecido como o Evangelho do Testemunho, o discurso da despedida –, um dos momentos mais significativos da vida de Jesus, que começa com o ritual de lava-pés dos apóstolos e depois Ele demonstra de forma clara que o dinamismo da fé é o amor, preparando os apóstolos para a sua missão.
Os apóstolos de Jesus são retratados como pessoas simples, rudes, pescadores sem instrução formal. O próprio Jesus não teve uma formação educacional. Sem dúvida, cada um dos apóstolos era dotado de uma dimensão espiritual muito elevada, pois foram designados para a difusão da mensagem de Cristo. Todos eles são membros da Ordem Maior e aqui vieram como companheiros de Jesus secundá-Lo na pregação e no trabalho de divulgação do Evangelho.
Jesus lhes disse: “Não fique perturbado o coração de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim. Existem muitas moradas na casa do meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês. E quando eu for e lhes tiver preparado um lugar, voltarei e levarei vocês comigo, para que onde eu estiver, estejam vocês também. E para onde eu vou, vocês já conhecem o caminho” (Jo, 14,1-4). Essa passagem confirma que apesar de os apóstolos serem pessoas humildes, eles não foram escolhidos de forma aleatória por Jesus. Eles vieram com um compromisso assumido. No caso de Judas Iscariotes, houve um desvio de comportamento.
Foi nesse momento que Jesus anunciou um novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Assim serão reconhecidos como meus discípulos”.
“Não se acovardem. Vou enviar o Espírito da Verdade. Para que todos sejam um”. O evangelho do testemunho encerra também exortações e conselhos finais: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Eu garanto a vocês, se pedirem alguma coisa ao Pai, em meu nome, ele O concederá”.
A liturgia utilizada na noite da Quinta-feira Santa encerra a Quaresma e dá início ao chamado Tríduo Pascal, o período em que se comemora a paixão, morte e ressurreição de Jesus, incluindo ainda a Sexta-feira Santa, o Sábado de Aleluia e terminando no Domingo de Páscoa.
A história de Jesus encerra um mistério, se formos considerar a falta de instrução formal em sua vida aqui na Terra. Mas, indubitavelmente, Ele não carecia disso. Ele já veio pronto e preparado. A interpretação que se dá a esse período que antecede a sua crucificação, de momentos de dúvida e de sofrimento, me parece equivocada, porque Ele sempre soube o que Lhe deveria acontecer, aceitando e assumindo integralmente o Seu papel.
“Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a Tua vontade”. Ele bebeu da Taça Sagrada até a última gota. Acredito que a Sua dimensão espiritual, o Seu conhecimento e a consciência de Sua missão davam a Ele o suporte necessário para encarar tudo de forma serena.
A nós, que estamos aqui na horizontalidade da nossa posição, só nos cabe procurar entender e agradecer o trabalho de Jesus, que nos mostrou o verdadeiro caminho.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.
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O SIGNIFICADO DA QUINTA-FEIRA SANTA
Religiosamente, a Quinta-Feira Santa é conhecida como “endoenças”, que é um termo de origem latina do verbo indulgeo, que significa perdoar, ser condescendente, interpretado pelo cristianismo como dias de perdão. Porém, esse termo também pode receber outra interpretação, como sofrer, sentir dor. Daí a denominação desse período como de endoenças.
Como sabemos, a história da humanidade é contada antes e depois de Cristo, o que demonstra claramente a importância de Sua vida e a transformação que Ele provocou em todo o planeta.
A pregação pública de Jesus, realizada em apenas três anos, teve dois momentos marcantes: o primeiro, o Sermão da Montanha – sem dúvida, o discurso mais importante já proferido nesta Terra; o segundo, toda a preparação que foi registrada em João, 13:31 até 18:01 – conhecido como o Evangelho do Testemunho, o discurso da despedida –, um dos momentos mais significativos da vida de Jesus, que começa com o ritual de lava-pés dos apóstolos e depois Ele demonstra de forma clara que o dinamismo da fé é o amor, preparando os apóstolos para a sua missão.
Os apóstolos de Jesus são retratados como pessoas simples, rudes, pescadores sem instrução formal. O próprio Jesus não teve uma formação educacional. Sem dúvida, cada um dos apóstolos era dotado de uma dimensão espiritual muito elevada, pois foram designados para a difusão da mensagem de Cristo. Todos eles são membros da Ordem Maior e aqui vieram como companheiros de Jesus secundá-Lo na pregação e no trabalho de divulgação do Evangelho.
Jesus lhes disse: “Não fique perturbado o coração de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim. Existem muitas moradas na casa do meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês. E quando eu for e lhes tiver preparado um lugar, voltarei e levarei vocês comigo, para que onde eu estiver, estejam vocês também. E para onde eu vou, vocês já conhecem o caminho” (Jo, 14,1-4). Essa passagem confirma que apesar de os apóstolos serem pessoas humildes, eles não foram escolhidos de forma aleatória por Jesus. Eles vieram com um compromisso assumido. No caso de Judas Iscariotes, houve um desvio de comportamento.
Foi nesse momento que Jesus anunciou um novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Assim serão reconhecidos como meus discípulos”.
“Não se acovardem. Vou enviar o Espírito da Verdade. Para que todos sejam um”. O evangelho do testemunho encerra também exortações e conselhos finais: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Eu garanto a vocês, se pedirem alguma coisa ao Pai, em meu nome, ele O concederá”.
A liturgia utilizada na noite da Quinta-feira Santa encerra a Quaresma e dá início ao chamado Tríduo Pascal, o período em que se comemora a paixão, morte e ressurreição de Jesus, incluindo ainda a Sexta-feira Santa, o Sábado de Aleluia e terminando no Domingo de Páscoa.
A história de Jesus encerra um mistério, se formos considerar a falta de instrução formal em sua vida aqui na Terra. Mas, indubitavelmente, Ele não carecia disso. Ele já veio pronto e preparado. A interpretação que se dá a esse período que antecede a sua crucificação, de momentos de dúvida e de sofrimento, me parece equivocada, porque Ele sempre soube o que Lhe deveria acontecer, aceitando e assumindo integralmente o Seu papel.
“Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a Tua vontade”. Ele bebeu da Taça Sagrada até a última gota. Acredito que a Sua dimensão espiritual, o Seu conhecimento e a consciência de Sua missão davam a Ele o suporte necessário para encarar tudo de forma serena.
A nós, que estamos aqui na horizontalidade da nossa posição, só nos cabe procurar entender e agradecer o trabalho de Jesus, que nos mostrou o verdadeiro caminho.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.
_

Religiosamente, a Quinta-Feira Santa é conhecida como “endoenças”, que é um termo de origem latina do verbo indulgeo, que significa perdoar, ser condescendente, interpretado pelo cristianismo como dias de perdão. Porém, esse termo também pode receber outra interpretação, como sofrer, sentir dor. Daí a denominação desse período como de endoenças.

Como sabemos, a história da humanidade é contada antes e depois de Cristo, o que demonstra claramente a importância de Sua vida e a transformação que Ele provocou em todo o planeta.

 
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