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o que nós precisamosr? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Qua, 04 de Julho de 2018 21:31
O QUE NÓS PRECISAMOS?
Neste mundo radioso e maravilhoso em que vivemos, temos todos um cardápio muito variado à nossa disposição. Temos o amor, a fé, a saúde, a prosperidade, a alegria, a paz, a confiança e a amizade de um lado da mesa e, do outro, o ódio, a inveja, o ressentimento, o ciúme, a discórdia, o medo, a carência, a tristeza. Qual lado escolher? Depende de cada um.
Deus quando nos criou, nos dotou do cabedal necessário para o nosso desenvolvimento e evolução. Não deixou ninguém, NINGUÉM, ao desamparo. Dotou-nos, por exemplo, com a faculdade do discernimento, que poucos usam como deveriam.
As situações adversas em que a maioria das pessoas vive, longe de ser desculpa para vitimizar suas vidas, devem ser exatamente a alavanca para sair das condições subumanas em que se encontram. Ninguém é coitadinho. Essas situações são tristes, mas representam a oportunidade que cabe a cada um aproveitar.Todos somos filhos de Deus.
O que nos compete é descobrir como utilizar esse cabedal e transformá-lo em nosso beneficio permanente. E essa descoberta decorre de uma ação contínua, utilizando o amor como energia modificadora de nossa conduta.
Em socorro desta tese, apresento abaixo um conto israelita de autoria desconhecida, que me foi enviado por uma de minhas filhas e que sintetiza com muita propriedade o que aprendemos e praticamos:
"Um jovem foi visitar um sábio conselheiro e contou-lhe sobre as dúvidas que tinha a respeito do AMOR.
O sábio o escutou, olhou-o nos olhos e disse apenas uma coisa:
— Ame.
E logo se calou.
Disse o rapaz:
— Mas, ainda tenho as dúvidas...
— Ame, disse novamente o sábio.
E, diante do desconserto do jovem, depois de um breve silêncio, o sábio disse o seguinte:
— Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento!
Amar é dedicação e entrega; amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor!
O amor é um exercício de jardinagem! Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide.
Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim.
Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda.
Simplesmente. Ame!!!
E sabe por quê?
Porque a inteligência sem amor te faz perverso;
A justiça sem amor te faz implacável;
A diplomacia sem amor te faz hipócrita;
O êxito sem amor te faz arrogante;
A riqueza sem amor te faz avarento;
A docilidade sem amor te faz servil;
A pobreza sem amor te faz orgulhoso;
A beleza sem amor te faz ridículo;
A autoridade sem amor te faz tirano;
O trabalho sem amor te faz escravo;
A simplicidade sem amor te deprecia;
E A VIDA SEM AMOR NÃO TEM SENTIDO.
Apenas.... Ame!!!”
Concordando em gênero, número e grau, só temos uma alternativa para nossa evolução espiritual: AMAR.
Será que é tão difícil? Difícil na realidade não é. Mas é exigente porque o ego comanda a maioria das nossas ações. É o ego que nos conduz ao apego, nos faz olhar o nosso irmão como se fosse um outro, nos faz pensar que somos melhores, cria diferenças, nos escraviza e procura evitar a manifestação do amor.
O ego nos induz a levar em consideração o que achamos que os outros vão pensar de nossos atos e tende a subestimar o que nós mesmos pensamos a nosso respeito.
Uma atitude que mostra a ação do ego ocorre, por exemplo, nas promoções comerciais conhecidas como “Black Friday”, em que as pessoas ficam tão obcecadas para comprar os produtos em promoção que nem param para pensar se estão mesmo precisando daquilo, e saem empurrando os outros para fora do caminho e pisam nelas, na ânsia de aproveitar aquelas oportunidades forçadas, sem pensar duas vezes.
Voltamos sempre ao ensinamento básico de Jesus: “Amar ao próximo como a nós mesmos”, ou seja, é tudo de que verdadeiramente precisamos.
Simples assim.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor  de imóveis e advogado.

Neste mundo radioso e maravilhoso em que vivemos, temos todos um cardápio muito variado à nossa disposição. Temos o amor, a fé, a saúde, a prosperidade, a alegria, a paz, a confiança e a amizade de um lado da mesa e, do outro, o ódio, a inveja, o ressentimento, o ciúme, a discórdia, o medo, a carência, a tristeza. Qual lado escolher? Depende de cada um.

 
O nosso instrumento PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Ter, 26 de Junho de 2018 23:31
O NOSSO INSTRUMENTO
Quando o homem se colocou em pé pela primeira vez e contemplou a majestosa natureza que o circundava, percebeu vagarosamente que isso e ele mesmo não poderiam ser frutos do acaso, que alguém deveria ter criado tudo aquilo. Começou a sentir no seu íntimo algo que despertou aos poucos, sua consciência.
Com o demorado processo de evolução que se instalou desde então, foram sendo criados mecanismos e instituições que identificassem e orientassem os seres humanos sobre suas origens e seu destino.
Assim surgiram as diferentes religiões, frutos da ação e do pensamento de seres iluminados que deixaram seus legados como orientação para seus adeptos. Naturalmente e para fidelizar seus seguidores, cada denominação religiosa se intitula dona da verdade.
E assim se instalaram os conflitos e as guerras, contrariando os princípios que cada organização pregava: o amor ao próximo.
Na realidade, todas as religiões têm em comum esse ponto: o amor ao próximo. Mas, ao mesmo tempo, a voracidade com que se lançam em conquistar adeptos e mantê-los deturpou seus princípios.
O amor ao próximo é o instrumento que Deus disponibilizou como o meio mais adequado para que a humanidade se encontrasse e procedesse a esse desideratum.
A maioria dos filósofos também aponta na mesma direção:
Pitágoras “Purifica teu coração, antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo”. .
Nietzsche : “Aquilo que se faz por amor, está sempre além do bem e do mal”.
Ou seja, na religião, na filosofia, na literatura, em tudo, enfim, a mensagem é a mesma: amor ao próximo.
Por que então se recebemos essa recomendação de tantas fontes, ela não encontra eco em nossas atitudes? Porque o ser humano é contraditório. Fala uma coisa e faz outra. Não há coerência entre sua palavra e seus atos.
E também porque a fonte verdadeira da transformação interior não depende de nada de fora. Ela está dentro de cada um. É mais confortável atribuir a outrem ou a algo a responsabilidade pelos nossos atos do que assumi-la nós mesmos.
Para acessarmos a fonte interior é indispensável o silêncio. Sem o silêncio não poderemos ouvir nossa mente verdadeira. Somos escravos do ego que busca, de todas as maneiras, nos manter ocupados com “bugigangas mentais” para nos distrair e nos afastar do que é verdadeiro.
Para isso é necessário um momento de reflexão, de interiorização do nosso ser em nós mesmos. Esse tempo deve ser aumentado paulatinamente para que encontremos o maior tesouro com que Deus nos dotou: o autoconhecimento.
Quando conseguirmos atingir esse estado mental, perceberemos que somos donos de um dom imensurável: a libertação de toda escravidão.
Mas conseguir essa libertação exige muito trabalho, dedicação, competência e vontade inabalável. E a preguiça predomina. Infelizmente.
É preciso vencer a preguiça e a nos libertar da pressa. O trabalho de libertação é longo, penoso, difícil. O manual de procedimentos deve ser buscado em nosso interior porque essa labuta é única. Cada um é o seu próprio Mestre.
O ego não quer perder a “boca”. Já observaram quantas vezes usamos a palavra “complicado?” . Esse é um dos artifícios da mente para continuar a nos escravizar.
Penso que no estágio em que chegamos, atingimos o patamar da grande decisão: parar de adiar esse momento da grande libertação e utilizar um dos grandes instrumentos ao nosso alcance: o amor ao próximo.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Quando o homem se colocou em pé pela primeira vez e contemplou a majestosa natureza que o circundava, percebeu vagarosamente que isso e ele mesmo não poderiam ser frutos do acaso, que alguém deveria ter criado tudo aquilo. Começou a sentir no seu íntimo algo que despertou aos poucos, sua consciência. 

Com o demorado processo de evolução que se instalou desde então, foram sendo criados mecanismos e instituições que identificassem e orientassem os seres humanos sobre suas origens e seu destino.

Assim surgiram as diferentes religiões, frutos da ação e do pensamento de seres iluminados que deixaram seus legados como orientação para seus adeptos. Naturalmente e para fidelizar seus seguidores, cada denominação religiosa se intitula dona da verdade.

E assim se instalaram os conflitos e as guerras, contrariando os princípios que cada organização pregava: o amor ao próximo.

Última atualização em Ter, 26 de Junho de 2018 23:39
 
O impacto da arte PDF Imprimir E-mail
Escrito por Heitor Freire   
Seg, 18 de Junho de 2018 15:11
O IMPACTO DA ARTE
Campo Grande foi agraciada neste fim de semana com um espetáculo de dança-teatro que, certamente, é digno de ser apresentado nas maiores cidades do mundo.
Foi encenado “Cão sem plumas” pela Companhia Deborah Colker, coreógrafa das mais consagradas em nosso país. Ela foi uma das responsáveis pela coreografia de abertura das Olimpíadas do Rio em 2016, além de ter ganhado vários prêmios internacionais. Na semana passada, Deborah ganhou em Moscou o título de melhor coreógrafa do mundo pelo prêmio Benois De La Danse. Em 2011, ela dirigiu um espetáculo na prestigiosa companhia canadense Cirque du Soleil, onde comandou uma equipe de mais de 50 artistas de dez nacionalidades diferentes, e mostrou ao mundo um espetáculo que misturava samba, forró, baião, funk e carimbó.
Indicada para fazer a produção local do evento, a Marruá Arte e Cultura envolveu diretamente seus diretores e sócios, Belchior Cabral e Andréa Freire, minha filha, que arregaçaram as mangas e empolgaram a cidade, que se fez presente nas duas apresentações com um excelente público que aplaudiu intensamente, fazendo o Teatro Glauce Rocha, palco de tantas representações teatrais memoráveis, reviver seus grandes momentos.
A Companhia de Dança Deborah Colker tem o patrocínio da Petrobras desde 1995, o que representa, sem dúvida, um selo de qualidade e de garantia de um bom espetáculo.
Uma das maiores coreógrafas brasileiras, Deborah Colker é reconhecida com homenagens como o Prêmio Laurence Olivier, uma espécie de Oscar das artes cênicas.  Deborah é parte fundamental da história da dança contemporânea nacional e internacional.
Em turnê por várias cidades brasileiras com patrocínio da Petrobras, a capital sul-mato-grossense foi contemplada com um espetáculo de qualidade técnica como há muito tempo não se via por aqui. No palco, o tema é muito pertinente para a cidade: fala de problemas sociais, econômicos, políticos e sobre os recursos naturais.
O espetáculo baseia-se no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto publicado em 1950 sobre a pobreza e a seca na região do rio Capibaribe. À época, o escritor fez um alerta sobre o descaso com o rio que corta boa parte do estado de Pernambuco, como "um cão sem plumas”, “nada sabia da chuva azul”.
João Cabral de Melo Neto, pernambucano, foi escritor, poeta e diplomata brasileiro. Sua obra poética, que vai de uma tendência surrealista até a poesia popular, porém caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil. Como em toda a obra de João Cabral, em “O cão sem plumas” a poética prima pelo uso de palavras concretas.
Ao som que mistura coco, maracatu e outros ritmos do agreste pernambucano, os bailarinos mostram a pobreza da população ribeirinha e a vida no mangue. Em movimentos, eles se transmutaram em caranguejos. A apresentação também assume um papel social de conscientização sobre o uso dos recursos naturais. Deborah costuma dizer que criou um espetáculo sobre o "inconcebível, o inadmissível", sobre o que não deveria existir, não deveria ser permitido.
Para entender os detalhes, é preciso saber que na narrativa a dança-teatro se mistura com o cinema. Enquanto o filme – produzido pela coreógrafa e dirigido pelo cineasta pernambucano Claudio Assis – é projetado no palco, os bailarinos parecem se fundir às imagens.
Enfim, “Cão sem plumas” é um espetáculo que vai ficar na memória de quem o assistiu.
Parabéns, Campo Grande, que há muito tempo não se rendia ao impacto da arte.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Campo Grande foi agraciada neste fim de semana com um espetáculo de dança-teatro que, certamente, é digno de ser apresentado nas maiores cidades do mundo.

Foi encenado “Cão sem plumas” pela Companhia Deborah Colker, coreógrafa das mais consagradas em nosso país. Ela foi uma das responsáveis pela coreografia de abertura das Olimpíadas do Rio em 2016, além de ter ganhado vários prêmios internacionais. Na semana passada, Deborah ganhou em Moscou o título de melhor coreógrafa do mundo pelo prêmio Benois De La Danse. Em 2011, ela dirigiu um espetáculo na prestigiosa companhia canadense Cirque du Soleil, onde comandou uma equipe de mais de 50 artistas de dez nacionalidades diferentes, e mostrou ao mundo um espetáculo que misturava samba, forró, baião, funk e carimbó.

Última atualização em Seg, 18 de Junho de 2018 15:22
 
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