Área restrita



Quem está online

Nós temos 28 visitantes online
Desachar PDF Imprimir E-mail
DESACHAR
No comportamento humano está disseminado, de forma muito avassaladora, um sistema de comunicação baseado em premissas equivocadas. Todo mundo acha. O presidente, os ministros, os deputados, os senadores, todos acham e ninguém sabe. Essa é a diferença vital entre os dois procedimentos: de quem acha e de quem sabe. Quem sabe, sabe. E como tal tem seu raciocínio e seu discurso baseado em fatos reais. Não acha.
O homem sempre achou e é muito comum querer mostrar erudição deitando falação sobre tudo, a torto e a direito. Achismo é uma gíria atribuída à “teoria” que é criada por alguém sobre algo com base unicamente nas suas opiniões e intenções, sem nenhuma  argumentação concreta ou justificativa.
Um dos critérios para o reconhecimento de um fato social é determinar sua resistência à mudança de perspectiva: os fatos sociais não podem ser alterados pela simples declaração da vontade. Isso não implica na impossibilidade de alteração do fato social, mas é necessário um grande esforço para fazê-lo.
Hoje, o avanço tecnológico e a difusão dos fatos de forma instantânea estimularam uma grande parcela da população a emitir suas opiniões de forma irresponsável, unicamente para sentirem-se parte de um universo pensante. A mudança social decorrente do crescimento da população e do aumento da tecnologia, especialmente na área da comunicação e do transporte, são os principais fatores que causaram essa mudança.
O problema do achismo é que mesmo sem fundamentação teórica ele pode servir como base para uma tomada de decisão em que as chances de se cometer um erro aumentam exponencialmente à medida que a linha de argumentação avança sobre a contextualização.
O achismo tem como fundamento um conjunto de premissas interpretadas de forma parcial e superficial, seguindo uma sequência lógica imaginária que pode ser precedida pela perseguição a uma ideia fixa a respeito de um assunto.
Porém, a falta de uma evidência concreta torna a “visão antropológica” um espelho distorcido dos temores que afetam não só o indivíduo que observa de forma entorpecida, mas todos aqueles que são atingidos por seus achismos.
Para que um indivíduo evite cair na armadilha da suposição superficial é preciso que adquira conhecimento de causa para que as sucessivas informações que dele possam ser abstraídas produzam efeitos verdadeiramente verificáveis.
Só assim é possível, por exemplo, construir um pensamento científico em que a visão antropológica permita ao indivíduo aproximar uma evidência de sua conclusão lógica.
Construindo um espaço em que as ideias possam emergir de forma pura dentro de um contexto, é possível diminuir a propensão ao erro na linha de argumentação e relativizar o achismo como uma suposição rasa sem sustentação.
A linguagem recorrente deste momento tão apressado é o achismo. Todo mundo acha. A emissão de opinião baseada no achismo é destituída de fundamento. Quem acha não sabe. E só quem sabe deveria opinar. Quem acha acaba se tornando  “se achante”, como diria nosso laureado e saudoso poeta Manoel de Barros.
Vamos trabalhar para que essa onda seja desconstruída de maneira eficaz.
Vamos desachar?
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

No comportamento humano está disseminado, de forma muito avassaladora, um sistema de comunicação baseado em premissas equivocadas. Todo mundo acha. O presidente, os ministros, os deputados, os senadores, todos acham e ninguém sabe. Essa é a diferença vital entre os dois procedimentos: de quem acha e de quem sabe. Quem sabe, sabe. E como tal tem seu raciocínio e seu discurso baseado em fatos reais. Não acha.

O homem sempre achou e é muito comum querer mostrar erudição deitando falação sobre tudo, a torto e a direito. Achismo é uma gíria atribuída à “teoria” que é criada por alguém sobre algo com base unicamente nas suas opiniões e intenções, sem nenhuma  argumentação concreta ou justificativa.

Um dos critérios para o reconhecimento de um fato social é determinar sua resistência à mudança de perspectiva: os fatos sociais não podem ser alterados pela simples declaração da vontade. Isso não implica na impossibilidade de alteração do fato social, mas é necessário um grande esforço para fazê-lo.

Hoje, o avanço tecnológico e a difusão dos fatos de forma instantânea estimularam uma grande parcela da população a emitir suas opiniões de forma irresponsável, unicamente para sentirem-se parte de um universo pensante. A mudança social decorrente do crescimento da população e do aumento da tecnologia, especialmente na área da comunicação e do transporte, são os principais fatores que causaram essa mudança. 

O problema do achismo é que mesmo sem fundamentação teórica ele pode servir como base para uma tomada de decisão em que as chances de se cometer um erro aumentam exponencialmente à medida que a linha de argumentação avança sobre a contextualização.

O achismo tem como fundamento um conjunto de premissas interpretadas de forma parcial e superficial, seguindo uma sequência lógica imaginária que pode ser precedida pela perseguição a uma ideia fixa a respeito de um assunto.

Porém, a falta de uma evidência concreta torna a “visão antropológica” um espelho distorcido dos temores que afetam não só o indivíduo que observa de forma entorpecida, mas todos aqueles que são atingidos por seus achismos.

Para que um indivíduo evite cair na armadilha da suposição superficial é preciso que adquira conhecimento de causa para que as sucessivas informações que dele possam ser abstraídas produzam efeitos verdadeiramente verificáveis.

Só assim é possível, por exemplo, construir um pensamento científico em que a visão antropológica permita ao indivíduo aproximar uma evidência de sua conclusão lógica.

Construindo um espaço em que as ideias possam emergir de forma pura dentro de um contexto, é possível diminuir a propensão ao erro na linha de argumentação e relativizar o achismo como uma suposição rasa sem sustentação.

A linguagem recorrente deste momento tão apressado é o achismo. Todo mundo acha. A emissão de opinião baseada no achismo é destituída de fundamento. Quem acha não sabe. E só quem sabe deveria opinar. Quem acha acaba se tornando  “se achante”, como diria nosso laureado e saudoso poeta Manoel de Barros.

Vamos trabalhar para que essa onda seja desconstruída de maneira eficaz.

Vamos desachar?

 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Redes sociais

Facebook 
Hjemmeside Wildberry Telefoni Internet