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11 de outubro de 1977 PDF Imprimir E-mail
11 de outubro de 1977
Esta é uma data para ser lembrada para sempre. Foi nesse dia que o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar nº 31, criando o estado de Mato Grosso do Sul, desmembrando-o do estado de Mato Grosso, instituindo a nova capital em Campo Grande.
Um detalhe interessante é que o presidente Geisel, inicialmente, pensou em denominar o estado como Campo Grande, capital Campo Grande. Mas a nossa gente tinha em seu inconsciente coletivo o nome de Mato Grosso do Sul. Era o nome que estava registrado em nossa memória. Houve uma movimentação maciça que acabou influindo para que o nome fosse Mato Grosso do Sul.
Quando foi divulgada a notícia, uma explosão de euforia tomou conta de todo o estado. Afinal, um sonho quase secular estava sendo concretizado.
O governador de então, em Mato Grosso, nomeado pela ditadura, era o sergipano José Garcia Neto. Outro detalhe de se notar é que, na realidade, o último governador de Mato Grosso uno foi Cássio Leite de Barros, corumbaense, sul-mato-grossense. Ele havia sido eleito vice-governador com José Garcia Neto como governador, em 1974.
Garcia Neto se lançou candidato a senador por Mato Grosso nas eleições de 1978, tendo assim que se desincompatibilizar do cargo com a renúncia ao cargo de governador. Assumiu o vice-governador, Cássio Leite de Barros.
A conquista da criação de Mato Grosso do Sul foi realizada por uma convergência de forças que se manteve unida por muito tempo. Uma vez estabelecido o novo estado, os nossos políticos, até então unidos, começaram uma disputa encarniçada para indicar o primeiro governador. Como eles não chegavam a um consenso, o presidente Geisel nomeou o engenheiro Harry Amorim Costa, de sua confiança, gaúcho, funcionário público federal de alta estirpe, na época diretor-geral do DNOS (Departamento Nacional de Obras e Saneamento), como nosso primeiro governador.
A instalação do novo estado foi feita em solenidade presidida pelo presidente Ernesto Geisel e a presença de altas autoridades do país e do estado, no Teatro Glauce Rocha, em Campo Grande, no dia 1º de janeiro de 1979.
Tomaram posse o governador do estado, Harry Amorim Costa, os dezoito deputados-constituintes e os quatro primeiros desembargadores do Tribunal de Justiça.
Em seu livro, História de Mato Grosso do Sul, 8ª edição, o professor Hildebrando Campestrini registra um fato curioso: “Não foi redigida a ata de instalação do estado. Falta-lhe o registro de nascimento” (nota nº 380).
O início do novo estado foi muito tumultuado, tanto que no período de um mandato, tivemos três governadores, de 1979 a 1982: Harry Amorim Costa, Marcelo Miranda Soares e Pedro Pedrossian, todos nomeados pelo governo militar, e engenheiros civis. Poderiam ter construído um estado modelo, sonho de Harry. Como o estado nascente não tinha vice-governador, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Londres Machado, assumiu o cargo de governador, nas duas vacâncias havidas.
A implantação do novo estado trouxe muitos benefícios para a população, além, naturalmente, da auto-afirmação do povo, e do status de capital para Campo Grande. Uma das consequências imediatas foi a criação das entidades federadas do comércio e da indústria.
A Federação do Comércio foi fundada em 29 de agosto de 1979 e apostilada no Ministério do Trabalho em 11 de novembro de 1979. Como presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis, participei da fundação da Fecomércio. Fui seu vice-presidente por doze anos.
Em 1982 tivemos a primeira eleição direta para governador. Foi eleito Wilson Barbosa Martins. Em 1983, o ex-presidente Ernesto Geisel foi convidado pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis, presidido por mim na época, para receber uma homenagem por ter sido o presidente que sancionou a lei que concedeu aos corretores de imóveis o status de profissional legalmente reconhecido.
Ao recebê-lo no aeroporto fui surpreendido com a presença do governador, Wilson Barbosa Martins e todo o seu secretariado recepcionando o ex-presidente Geisel com honras de chefe de estado, e convidando-o para comparecer à governadoria para receber o título de cidadão sul-mato-grossense que lhe havia sido outorgado pela Assembleia Legislativa, tempos atrás. E assim sucedeu.
O detalhe é que o governador, quando deputado federal teve seu mandato cassado pelo golpe militar. E demonstrou nesse episódio uma grandeza de espírito, desprendimento e uma visão de estadista homenageando aquele que representava um período difícil em nossa história.
Campo Grande, sede do governo, passou por um boom de negócios e de expansão. Sua população aumentou consideravelmente. Localizada no centro geográfico do estado, tudo convergia para Campo Grande. As oportunidades surgiam a cada momento.
A criação do Parque dos Poderes, em uma área de 400 hectares, abrigando os três níveis de governo, numa localização privilegiada, concentrou o poder num só local. O governador Pedro Pedrossian muito contribuiu para isso. O projeto do Parque foi  implantado por ele.
Pedrossian criou também o Parque das Nações Indígenas, que com 109 hectares no centro da cidade, é o nosso Central Park e tornou-se um dos locais mais frequentados pela população da cidade e um motivo de orgulho para todos.
Os governadores que se sucederam no exercício do cargo, foram: Wilson Barbosa Martins (que completou 100 anos no dia 21 de junho passado), que teve o seu mandato completado por seu vice Ramez Tebet (Wilson renunciou para candidatar-se ao Senado Federal, e foi eleito), Marcelo Miranda Soares, Pedro Pedrossian, Wilson Barbosa Martins, José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT) por dois mandatos consecutivos, André Puccinelli, também por dois mandatos e o atual governador, Reinaldo Azambuja Silva.
Viva Mato Grosso do Sul!
Heitor Rodrigues Freire – titular da cadeira nº 37 do IHGMS.

Esta é uma data para ser lembrada para sempre. Foi nesse dia que o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar nº 31, criando o estado de Mato Grosso do Sul, desmembrando-o do estado de Mato Grosso, instituindo a nova capital em Campo Grande.

Um detalhe interessante é que o presidente Geisel, inicialmente, pensou em denominar o estado como Campo Grande, capital Campo Grande. Mas a nossa gente tinha em seu inconsciente coletivo o nome de Mato Grosso do Sul. Era o nome que estava registrado em nossa memória. Houve uma movimentação maciça que acabou influindo para que o nome fosse Mato Grosso do Sul.

.Quando foi divulgada a notícia, uma explosão de euforia tomou conta de todo o estado. Afinal, um sonho quase secular estava sendo concretizado. O governador de então, em Mato Grosso, nomeado pela ditadura, era o sergipano José Garcia Neto.

Na realidade, o último governador de Mato Grosso uno foi Cássio Leite de Barros, corumbaense, sul-mato-grossense. Ele havia sido eleito vice-governador com José Garcia Neto como governador, em 1974.

Garcia Neto se lançou candidato a senador por Mato Grosso nas eleições de 1978, tendo assim que se desincompatibilizar do cargo com a renúncia ao cargo de governador. Assumiu o vice-governador, Cássio Leite de Barros. 

A conquista da criação de Mato Grosso do Sul foi realizada por uma convergência de forças que se manteve unida por muito tempo. Uma vez estabelecido o novo estado, os nossos políticos, até então unidos, começaram uma disputa encarniçada para indicar o primeiro governador. Como eles não chegavam a um consenso, o presidente Geisel nomeou o engenheiro Harry Amorim Costa, de sua confiança, gaúcho, funcionário público federal de alta estirpe, na época diretor-geral do DNOS (Departamento Nacional de Obras e Saneamento), como nosso primeiro governador.

A instalação do novo estado foi feita em solenidade presidida pelo presidente Ernesto Geisel e a presença de altas autoridades do país e do estado, no Teatro Glauce Rocha, em Campo Grande, no dia 1º de janeiro de 1979. Tomaram posse o governador do estado, Harry Amorim Costa, os dezoito deputados-constituintes e os quatro primeiros desembargadores do Tribunal de Justiça.

Em seu livro, História de Mato Grosso do Sul, 8ª edição, o professor Hildebrando Campestrini registra um fato curioso: “Não foi redigida a ata de instalação do estado. Falta-lhe o registro de nascimento” (nota nº 380).

O início do novo estado foi muito tumultuado, tanto que no período de um mandato, tivemos três governadores, de 1979 a 1982: Harry Amorim Costa, Marcelo Miranda Soares e Pedro Pedrossian, todos nomeados pelo governo militar, e engenheiros civis. Poderiam ter construído um estado modelo, sonho de Harry. Como o estado nascente não tinha vice-governador, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Londres Machado, assumiu o cargo de governador, nas duas vacâncias havidas.

A implantação do novo estado trouxe muitos benefícios para a população, além, naturalmente, da auto-afirmação do povo, e do status de capital para Campo Grande. Uma das consequências imediatas foi a criação das entidades federadas do comércio e da indústria.

A Federação do Comércio foi fundada em 29 de agosto de 1979 e apostilada no Ministério do Trabalho em 11 de novembro de 1979. Como presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis, participei da fundação da Fecomércio. Fui seu vice-presidente por doze anos.

Em 1982 tivemos a primeira eleição direta para governador. Foi eleito Wilson Barbosa Martins. Em 1983, o ex-presidente Ernesto Geisel foi convidado pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis, presidido por mim na época, para receber uma homenagem por ter sido o presidente que sancionou a lei que concedeu aos corretores de imóveis o status de profissional legalmente reconhecido.

Ao recebê-lo no aeroporto fui surpreendido com a presença do governador, Wilson Barbosa Martins e todo o seu secretariado recepcionando o ex-presidente Geisel com honras de chefe de estado, e convidando-o para comparecer à governadoria para receber o título de cidadão sul-mato-grossense que lhe havia sido outorgado pela Assembleia Legislativa, tempos atrás. E assim sucedeu.

O governador, quando deputado federal teve seu mandato cassado pelo golpe militar. E demonstrou nesse episódio uma grandeza de espírito, desprendimento e uma visão de estadista homenageando aquele que representava um período difícil em nossa história.

Campo Grande, sede do governo, passou por um boom de negócios e de expansão. Sua população aumentou consideravelmente. Localizada no centro geográfico do estado, tudo convergia para Campo Grande. As oportunidades surgiam a cada momento. 

A criação do Parque dos Poderes, em uma área de 400 hectares, abrigando os três níveis de governo, numa localização privilegiada, concentrou o poder num só local. O governador Pedro Pedrossian muito contribuiu para isso. O projeto do Parque foi  implantado por ele. 

Pedrossian criou também o Parque das Nações Indígenas, que com 109 hectares no centro da cidade, é o nosso Central Park e tornou-se um dos locais mais frequentados pela população da cidade e um motivo de orgulho para todos. 

Os governadores que se sucederam no exercício do cargo, foram: Wilson Barbosa Martins (que completou 100 anos no dia 21 de junho passado), que teve o seu mandato completado por seu vice Ramez Tebet (Wilson renunciou para candidatar-se ao Senado Federal, e foi eleito), Marcelo Miranda Soares, Pedro Pedrossian, Wilson Barbosa Martins, José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT) por dois mandatos consecutivos, André Puccinelli, também por dois mandatos e o atual governador, Reinaldo Azambuja Silva. 

Viva Mato Grosso do Sul!

 

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