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Frederico Vitório, um Valente PDF Imprimir E-mail
FREDERICO VITÓRIO, UM VALENTE
No dia 1º de setembro último, faleceu em nossa cidade o engenheiro Frederico Vitório Valente, campo-grandense que honrou com seu trabalho constante, consciente e idealístico a oportunidade de sua encarnação.
Ele foi neto de Antônio Valente, filho de Walter Valente e Maria Vitório Valente.
O mercado municipal de Campo Grande tem o nome de seu avô, Antônio Valente, como reconhecimento pelo trabalho comunitário realizado em nossa cidade, numa homenagem prestada pelo prefeito Antônio Mendes Canale. Seu pai, Walter Valente, deixou o próprio nome inscrito na história do esporte campo-grandense. Foi um grande incentivador do futebol, tendo contribuído com muita dedicação para o ressurgimento de dois times de futebol que fizeram história: o Continental e o Mamoré que, mais tarde fundidos, deram origem ao Continental-Mamoré. Frederico Valente, que nos deixou há poucos dias, viveu impregnado pelo espírito de compromisso comunitário de seus antepassados.
Frederico estudou no Colégio Osvaldo Cruz, onde cursou desde o primário até o científico. Sua mãe, dona Maria, vendo nele o potencial para continuar os estudos, apesar dos poucos recursos de que dispunha fez o que pôde para proporcionar ao filho o acesso à universidade. Ele aceitou o desafio e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde prestou vestibular na Universidade Federal, em 1968 – ano de grandes transformações políticas e sociais –, sendo aprovado no primeiro vestibular que prestou para engenharia civil.
Após sua formatura em 1972 – casou-se com a Marisa Maia, constituindo assim sua própria família –, e um período de trabalho como engenheiro sanitarista na Bahia, retornou a Campo Grande. Quando da absorção do serviço municipal de água e esgoto pela Sanemat, no governo Garcia Neto, passou a trabalhar lá.
Logo a seguir Frederico começou intensa atividade política e classista ao lado do professor Fausto Mato Grosso Pereira (iniciando uma dobradinha que durou toda a sua vida) na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Campo Grande, trabalhando para a eleição do engenheiro Euclydes de Oliveira para a presidência da entidade, no período, 1978/79.
Valente foi eleito presidente da Associação para o período seguinte, 1980/1981. No exercício desse mandato teve atuação decisiva, pleiteando junto ao governador Pedro Pedrossian a realização de um concurso público para a participação de engenheiros e arquitetos do nosso estado na elaboração dos projetos para a implantação do Parque dos Poderes. O governo já estava contratando uma empresa de São Paulo, para esta finalidade. A firme ação de Frederico defendendo corajosamente a participação dos profissionais locais impressionou o governador, que acabou concordando com o concurso público local.
Durante a sua presidência, a Associação tornou-se um fórum político muito importante e influente, com discussão de ideias que empolgavam não só os associados mas a juventude em geral.
As digitais de Frederico estão impressas também no Parque das Nações Indígenas, cuja criação nasceu sob a inspiração de um seminário idealizado por ele durante seu mandato como vereador.
Frederico Valente participou ativamente da campanha para a eleição de Wilson Barbosa Martins, primeiro governador eleito (MDB) após a ditadura militar. No governo Wilson Barbosa, Frederico presidiu a Sanesul. Nesse mandato houve uma influência muito grande da associação dos engenheiros e arquitetos: o presidente da Enersul foi o engenheiro Ricardo Bacha, o diretor geral do DOP (Departamento de Obras Públicas) , o engenheiro Euclydes de Oliveira.
Frederico dedicou sua vida à causa pública, saneamento básico e meio ambiente.
Exerceu os seguintes cargos:
Presidente da Sanesul – 1983/1987 – gov. Wilson Barbosa Martins;
Secretário Nacional de Saneamento – Ministério do Desenvolvimento Urbano e de Meio Ambiente – mar/1987 a jul/1988;
Vereador em Campo Grande – 1989/1993;
Secretário de Planejamento, Ciência e Tecnologia Jan/1995 – fev/1996;
Diretor da Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste – Ministério da Integração Nacional – 2004/2011.
Juntamente com o professor Fausto Mato Grosso Pereira – o grande parceiro de toda sua vida – e sob os auspícios da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande – entidade que desde sua fundação sempre esteve à frente de iniciativas que marcaram a história da nossa cidade –, Frederico Valente criou o programa Por Uma Cidade Democrática, que se constituiu na sua última contribuição efetiva para a conscientização da nossa população, com vistas a uma participação ativa nos destinos da nossa capital.
Frederico Vitório Valente tem seu nome gravado para sempre na história de Campo Grande e nos deixa um exemplo vivo de cidadania participativa a ser seguido pela nossa população.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

No dia 1º de setembro último, faleceu em nossa cidade o engenheiro Frederico Vitório Valente, campo-grandense que honrou com seu trabalho constante, consciente e idealístico a oportunidade de sua encarnação.

Ele foi neto de Antônio Valente, filho de Walter Valente e Maria Vitório Valente.O mercado municipal de Campo Grande tem o nome de seu avô, Antônio Valente, como reconhecimento pelo trabalho comunitário realizado em nossa cidade, numa homenagem prestada pelo prefeito Antônio Mendes Canale. Seu pai, Walter Valente, deixou o próprio nome inscrito na história do esporte campo-grandense. Foi um grande incentivador do futebol, tendo contribuído com muita dedicação para o ressurgimento de dois times de futebol que fizeram história: o Continental e o Mamoré que, mais tarde fundidos, deram origem ao Continental-Mamoré.

Frederico Valente, que nos deixou há poucos dias, viveu impregnado pelo espírito de compromisso comunitário de seus antepassados.

Frederico estudou no Colégio Osvaldo Cruz, onde cursou desde o primário até o científico. Sua mãe, dona Maria, vendo nele o potencial para continuar os estudos, apesar dos poucos recursos de que dispunha fez o que pôde para proporcionar ao filho o acesso à universidade. Ele aceitou o desafio e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde prestou vestibular na Universidade Federal, em 1968 – ano de grandes transformações políticas e sociais –, sendo aprovado no primeiro vestibular que prestou para engenharia civil. 

Após sua formatura em 1972 – casou-se com a Marisa Maia, constituindo assim sua própria família –, e um período de trabalho como engenheiro sanitarista na Bahia, retornou a Campo Grande. Quando da absorção do serviço municipal de água e esgoto pela Sanemat, no governo Garcia Neto, passou a trabalhar lá.

Logo a seguir Frederico começou intensa atividade política e classista ao lado do professor Fausto Mato Grosso Pereira (iniciando uma dobradinha que durou toda a sua vida) na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Campo Grande, trabalhando para a eleição do engenheiro Euclydes de Oliveira para a presidência da entidade, no período, 1978/79.

Valente foi eleito presidente da Associação para o período seguinte, 1980/1981. No exercício desse mandato teve atuação decisiva, pleiteando junto ao governador Pedro Pedrossian a realização de um concurso público para a participação de engenheiros e arquitetos do nosso estado na elaboração dos projetos para a implantação do Parque dos Poderes. O governo já estava contratando uma empresa de São Paulo, para esta finalidade. A firme ação de Frederico defendendo corajosamente a participação dos profissionais locais impressionou o governador, que acabou concordando com o concurso público local.

Durante a sua presidência, a Associação tornou-se um fórum político muito importante e influente, com discussão de ideias que empolgavam não só os associados mas a juventude em geral.

As digitais de Frederico estão impressas também no Parque das Nações Indígenas, cuja criação nasceu sob a inspiração de um seminário idealizado por ele durante seu mandato como vereador.

Frederico Valente participou ativamente da campanha para a eleição de Wilson Barbosa Martins, primeiro governador eleito (MDB) após a ditadura militar. No governo Wilson Barbosa, Frederico presidiu a Sanesul. Nesse mandato houve uma influência muito grande da associação dos engenheiros e arquitetos: o presidente da Enersul foi o engenheiro Ricardo Bacha, o diretor geral do DOP (Departamento de Obras Públicas) , o engenheiro Leonel Velasco de Oliveira.

Frederico dedicou sua vida à causa pública, saneamento básico e meio ambiente.

Exerceu os seguintes cargos:Presidente da Sanesul – 1983/1987 – gov. Wilson Barbosa Martins;

Secretário Nacional de Saneamento – Ministério do Desenvolvimento Urbano e de Meio Ambiente – mar/1987 a jul/1988;

Vereador em Campo Grande – 1989/1993;

Secretário de Planejamento, Ciência e Tecnologia Jan/1995 – fev/1996;

Diretor da Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste – Ministério da Integração Nacional – 2004/2011.

Juntamente com o professor Fausto Mato Grosso Pereira – o grande parceiro de toda sua vida – e sob os auspícios da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande – entidade que desde sua fundação sempre esteve à frente de iniciativas que marcaram a história da nossa cidade –, Frederico Valente criou o programa Pacto por Campo Grande. O movimento Por Uma Cidade Democrática, sempre com o professor Fausto, se constituiu na sua última contribuição efetiva para a conscientização da nossa população, com vistas a uma participação ativa nos destinos da nossa capital.

Frederico Vitório Valente tem seu nome gravado para sempre na história de Campo Grande e nos deixa um exemplo vivo de cidadania participativa a ser seguido pela nossa população.

 

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