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DE ALGOZ A APÓSTOLO
A história da humanidade é rica em registrar atos e comportamentos de homens e mulheres eminentes que serviram de farol para iluminar os caminhos e também está repleta de eventos que marcaram época: as viagens de Colombo, as noventa e cinco teses de Lutero, a invenção da imprensa, a pólvora, a bússola, a Revolução Francesa, o impacto de Voltaire e Rousseau no pensamento político ocidental no século XVIII, o advento do Espiritismo com Allan Kardeck e a explosão da bomba atômica são apenas alguns exemplos que representam uma ruptura em relação ao passado.
Com a intenção de recuperar o acesso cristão a Jerusalém, muitos fiéis foram a combate esperando reconhecimento espiritual e recompensas por parte da Igreja. Era a Guerra Santa, iniciada com a Cruzada no século XI e que durou três séculos, acumulou mortes e deu início ao eterno confronto religioso entre Ocidente e Oriente.
Sem dúvida, a criação e expansão das religiões contribuíram e muito para as grandes transformações. As mudanças de comportamento determinadas pelos interesses dominantes nem sempre foram edificantes.
Uma das mudanças mais marcantes, sem dúvida, foi a de Saulo de Tarso. Judeu, fariseu, doutor da lei, um defensor arraigado dos princípios da religião hebraica, viveu no século I d.C. e foi um dos mais ardorosos perseguidores dos cristãos. Quando da prisão de Estêvão (o primeiro mártir do cristianismo, morto por apedrejamento, por isso chamado de Protomártir, no qual Saulo estava presente), os judeus depositaram seus mantos aos pés de Saulo como demonstração de submissão e de liderança. Ele assumiu a campanha para erradicar de uma vez o cristianismo nascente.
O Sinédrio – a assembleia de juízes judeus que constituía a corte e o legislativo supremos da antiga Israel, dirigida por um sumo sacerdote –, conferiu cartas a  Saulo dirigidas às sinagogas de Damasco, autorizando perseguição contra os cristãos de lá. Saulo empreendeu viagem, para ali descobrir, prender e executar os cristãos daquela cidade. Ao chegar nas cercanias de Damasco, caiu do cavalo, cegado por uma forte luz que descia do alto. Ao cair, escutou uma voz: “Saulo, Saulo porque me persegues?”. Ele respondeu: “Quem sois, Senhor?”. E a Voz respondeu: “Jesus a quem persegues; mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer”.
Saulo, cego, ficou sem voz, no chão. Foi levantado pelos seus companheiros, que a tudo assistiam sem entender nada. Levado a Damasco, foi hospedado numa pousada. Ali permaneceu por três dias, meditando e especulando sobre o que lhe estava acontecendo até que Ananias, seguidor de Jesus e atendendo a uma determinação, o visitou celebrando sua súbita e surpreendente conversão ao cristianismo. A partir desse momento, Saulo foi batizado e começou a pregar o evangelho de Jesus, acompanhado de Ananias.
A resistência dos cristãos em relação a Saulo era muito grande, pois até então ele era o mais encarniçado perseguidor do cristianismo. Não acreditavam em sua palavra. Somente com o testemunho de Barnabé, que passou também a acompanhá-lo, foi que pouco a pouco começaram a aceitá-lo.
Num episódio relatado por Lucas – redator do livro dos Atos dos Apóstolos, no Novo Testamento – capítulo 13, versículo 9, Saulo passa a ser chamado de Paulo: “Então Saulo, que também se chamava Paulo repleto do Espírito Santo, fixou nele o olhar e disse...”.
A partir daí Lucas usa pela primeira vez e para sempre o nome romano dele, Paulo, em todos os seus escritos. Lucas nesse momento faz a transferência de Paulo para o primeiro plano na evangelização dos gentios; ou seja ele não é mais um simples auxiliar de Barnabé, mas é o verdadeiro chefe da missão. É verdadeiramente Paulo, seguidor de Cristo.
O nome hebreu dado por seus pais a ele era Saulo, mas seu pai era um cidadão romano, cuja cidadania Paulo também herdou. Saulo também tinha o nome latino Paulo.
A partir daí começa sua pregação em Jerusalém, que se estendeu por todo o Oriente e também no Ocidente, o que lhe deu o título de “Apóstolo dos Gentios”. Foi preso por sete vezes, confirmando sua fé consubstanciada nos seus atos verdadeiros e corajosos, torturado, e, na iminência de ser julgado, invocou sua condição de cidadão romano, sendo então conduzido a Roma. Durante a viagem, o navio que o levava naufragou e ele se salvou por milagre.
A pregação de Paulo não se restringiu unicamente à oratória, mas também por suas epístolas, nas quais sintetizou com muita propriedade o seu trabalho, mantendo contato com seus seguidores, eternizando seus atos e sua mensagem de forma perene.
Paulo foi juntamente com Pedro, o grande divulgador do evangelho de Jesus.
Preso, Paulo foi acusado, ao lado de outros cristãos, de ter incendiado Roma, na realidade um ato insano de Nero, imperador, que buscava inspiração para seus versos. Por essa acusação Paulo foi decapitado.
Mas sua pregação permaneceu, atravessando todos os milênios e consagrando seu nome para sempre. Ficou conhecido como São Paulo.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A história da humanidade é rica em registrar atos e comportamentos de homens e mulheres eminentes que serviram de farol para iluminar os caminhos e também está repleta de eventos que marcaram época: as viagens de Colombo, as noventa e cinco teses de Lutero, a invenção da imprensa, a pólvora, a bússola, a Revolução Francesa, o impacto de Voltaire e Rousseau no pensamento político ocidental no século XVIII, o advento do espiritismo com Allan Kardec e a explosão da bomba atômica são apenas alguns exemplos que representam uma ruptura em relação ao passado.

Com a intenção de recuperar o acesso cristão a Jerusalém, muitos fiéis foram a combate esperando reconhecimento espiritual e recompensas por parte da Igreja. Era a Guerra Santa, iniciada com a Cruzada no século XI e que durou três séculos, acumulou mortes e deu início ao eterno confronto religioso entre Ocidente e Oriente.

Sem dúvida, a criação e expansão das religiões contribuíram  muito para as grandes transformações. As mudanças de comportamento determinadas pelos interesses dominantes nem sempre foram edificantes.

Uma das mudanças mais marcantes, foi a de Saulo de Tarso. Judeu, fariseu, doutor da lei, um defensor arraigado dos princípios da religião hebraica, viveu no século I d.C. e foi um dos mais ardorosos perseguidores dos cristãos. Quando da prisão de Estêvão (o primeiro mártir do cristianismo, morto por apedrejamento, no qual Saulo estava presente), os judeus depositaram seus mantos aos pés de Saulo como demonstração de submissão e de liderança. Ele assumiu a campanha para erradicar de uma vez o cristianismo nascente.

O Sinédrio – a assembleia de juízes judeus que constituía a corte e o legislativo supremos da antiga Israel, dirigida por um sumo sacerdote –, conferiu cartas a  Saulo dirigidas às sinagogas de Damasco, autorizando a perseguição contra os cristãos de lá. Saulo empreendeu viagem, para ali descobrir, prender e executar os cristãos daquela cidade. Ao chegar nas cercanias de Damasco, caiu do cavalo, cegado por uma forte luz que descia do alto. Ao cair, escutou uma Voz: “Saulo, Saulo porque me persegues?”. Ele respondeu: “Quem sois, Senhor?”. E a Voz respondeu: “Jesus, a quem persegues; mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer”.

Saulo, cego, ficou sem voz, caído no chão. Foi levantado pelos seus companheiros, que a tudo assistiam sem entender nada. Levado a Damasco, foi hospedado numa pousada. Ali permaneceu por três dias, meditando e especulando sobre o que estava lhe acontecendo até que Ananias, seguidor de Jesus e atendendo a uma determinação, o visitou celebrando sua súbita e surpreendente conversão ao cristianismo. A partir desse momento, Saulo foi batizado e começou a pregar o evangelho de Jesus, acompanhado de Ananias.

A resistência dos cristãos em relação a Saulo era muito grande, pois até então ele era o mais encarniçado perseguidor do cristianismo. Não acreditavam em sua palavra. Somente com o testemunho de Barnabé, que passou também a acompanhá-lo, foi que pouco a pouco começaram a aceitá-lo.

Num episódio relatado por Lucas – redator do livro dos Atos dos Apóstolos, no Novo Testamento – capítulo 13, versículo 9, Saulo passa a ser chamado de Paulo: “Então Saulo, que também se chamava Paulo repleto do Espírito Santo, fixou nele o olhar e disse...”. A partir daí Lucas se refere para sempre ao nome romano de Paulo, em todos os seus escritos. Lucas nesse momento faz a transferência de Paulo para o primeiro plano na evangelização dos gentios; ou seja, ele não é mais um simples auxiliar de Barnabé, mas é o verdadeiro chefe da missão. É verdadeiramente Paulo, seguidor de Cristo. 

O nome hebreu dado por seus pais era Saulo, mas seu pai era um cidadão romano, cuja cidadania Paulo também herdou. Saulo também tinha o nome latino Paulo.

A partir daí Paulo começa sua pregação em Jerusalém, que se estendeu por todo o Oriente e também no Ocidente, o que lhe deu o título de “Apóstolo dos Gentios”. Foi preso por sete vezes, confirmando sua fé consubstanciada nos seus atos verdadeiros e corajosos, torturado, e, na iminência de ser julgado, invocou sua condição de cidadão romano, sendo então conduzido a Roma. Durante a viagem, o navio que o levava naufragou e ele se salvou por milagre.

A pregação de Paulo não se restringiu unicamente à oratória, mas também por suas epístolas, nas quais sintetizou com muita propriedade o seu trabalho, mantendo contato com seus seguidores, eternizando seus atos e sua mensagem de forma perene. 

Paulo foi, juntamente com Pedro, o grande divulgador do evangelho de Jesus.

Preso, Paulo foi acusado, ao lado de outros cristãos, de ter incendiado Roma, na realidade um ato insano de Nero, imperador, que buscava inspiração para seus versos. Por essa acusação, Paulo foi decapitado.

Mas sua pregação permaneceu, atravessando todos os milênios e consagrando seu nome para sempre. Ficou conhecido como São Paulo.

 

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