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Heitor Freire

Nos Tempos Do Rio – III

Em pouco tempo morando no Rio, nos meus vinte e poucos anos, logo comecei a me relacionar com os mato-grossenses que moravam na cidade e costumavam frequentar o Largo do Machado. A praça era um ponto de encontro dos nossos conterrâneos. Foi ali que estreitei os laços com o Flaviano Carvalho, irmão da Mariazinha, casada com o professor Castro, que tinha sido meu professor no Ginásio Barão do Rio Branco, aqui em Campo Grande.

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Heitor Freire

Nos Tempos Do Rio – II

Quando morei no Rio de Janeiro, na época dos meus vinte e poucos anos, depois que arrumei meu primeiro emprego na cidade fui tratar de estudar, embora tenha ficado apenas na intenção. Eu me matriculei num curso preparatório para vestibular na MABE – Moderna Associação Brasileira de Ensino –, que funcionava na Rua Riachuelo, próxima à Lapa, no centro da cidade.  Assim, eu passei a ter carteira de estudante e tinha direito a almoçar no Calabouço, o famoso restaurante dos estudantes nos anos 60. Era um restaurante para estudante pobre, funcionava no esquema de bandejão: cada um tinha que entrar na fila para receber a comida.

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Nos Tempos Do Rio

Quando dei baixa no Exército, em janeiro de 1960, decidi me mudar para o Rio de Janeiro para estudar. Meu pai concordou, mas disse que não poderia me sustentar por lá, eu teria que trabalhar e me virar sozinho. Como já trabalhava desde os meus 7 anos, aceitei o desafio.

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Nos Tempos Do Quartel – Final

A maior autoridade para o recruta é o cabo. Ele é o seu superior imediato, com quem vai conviver diretamente até passar “a pronto”, quando presta o juramento à bandeira, um acontecimento emocionante e inesquecível. E quase sempre, o cabo é um disciplinador, exigindo muito dos pobres recrutas. Recruta morre de medo do cabo.

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Nos Tempos do Quartel – Parte 2

Na época em que eu servi o Exército, minha família morava na rua 7 de Setembro, nos fundos do mercadinho do meu pai, perto do centro da cidade. O quartel ficava no bairro Amambaí. Era proibido cruzar a linha do trem em uniforme de instrução, a roupa que usávamos o dia todo no quartel, mas eu sempre dava um jeito e chegava em casa com o uniforme de instrução.

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Nos Tempos do Quartel

Desde os meus 13 anos de idade, passei a estudar à noite para trabalhar de dia. Naquele tempo, a maioria dos alunos no período noturno era de pessoas mais velhas do que eu.

Quando concluí o ginásio, fui estudar na Escola Técnica de Comércio Carlos de Carvalho, que funcionava no prédio do Colégio Oswaldo Cruz, onde fiz o curso técnico em contabilidade. Eu era o caçula da turma e me destacava pela capacidade de aprender mais rápido do que a maioria dos colegas, o que me tornou na época meio arrogante e prepotente.

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Nos Tempos do Mercadinho

Nos idos de 1952, meu pai, Luiz Freire Benchetrit, era proprietário do Salão Cristal, uma barbearia localizada na rua 14 de Julho, entre a Rio Branco e a Afonso Pena. Bem ali no coração da cidade, onde hoje funciona a Galeria São José.

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Heitor Freire

Nos Tempos de Meninice

Em casa, éramos seis irmãos (pela ordem): eu, Hernane, Haydée, Hugo, Luiz e Dorila. Quando morávamos no Paraguai, mamãe tinha ajudantes para tudo. Mas quando nos mudamos para Campo Grande, ela tinha que se virar sozinha com todos os afazeres da casa. Aos poucos, ela foi dando conta. Não deve ter sido nem um pouco fácil.

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Heitor Freire

Nihil Aliud

Os momentos que estamos vivendo de perplexidade, situações inusitadas, busca de novas alternativas e de um novo modelo de vida provocam insegurança, medo, e frustrações nas mentes que viviam numa aparente e ilusória tranquilidade.

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Mulher, Mulher, Sempre Mulher!

Faz quase 12 anos que, de repente, não mais que de repente, comecei, do nada, a escrever. Foi uma inspiração. E assim, de semana em semana, chegamos a quase 500 artigos.

O tema mais recorrente e que tem merecido uma atenção especial de minha parte – pela minha rica convivência, como pai de sete filhas e casado com uma mulher de uma inteligência invulgar e de uma intuição divina –, tem sido a mulher. Esse Ser divino, misterioso, mágico, magnífico, fantástico, inexprimível, enigmático.