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Heitor Freire

Falência múltipla da consciência

Na medicina, quando ocorre a falência múltipla dos órgãos é porque o corpo não reage mais e a morte é apenas uma questão de tempo. Também chamada “síndrome de disfunção de múltiplos órgãos” é uma complexa manifestação patológica subaguda, caracterizada pela deterioração aguda de dois ou mais órgãos vitais, resultando na perda de suas funções. A degradação dos diversos sistemas ocorre à medida que vários órgãos entram em desequilíbrio funcional.

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Heitor Freire

A questão do uso

A QUESTÃO DO USO
Segundo a física quântica – que estuda os fenômenos relativos às partículas menores que os átomos, como elétrons, prótons, moléculas e fótons – tudo que existe se deve à irradiação da Energia Única – procedente de uma mesma fonte –, que permeia todo o Universo e que como tal envolve tudo que existe.
Assim, todos nós somos partículas emanadas dessa mesma fonte, tendo manifestações iguais em todos os seres. Daí que não há diferença entre os seres humanos. As diferenças criadas pelas religiões – que se auto proclamam, cada uma, serem a única verdadeira –, se infiltraram no inconsciente coletivo, causando guerras e lutas que envolveram a humanidade em disputas sem fim.
Quando entendemos que somos entes emanados de uma mesma fonte começamos a olhar nossos semelhantes como seres iguais e irmãos. Desaparecem as diferenças de religião, raça – aliás só existe uma raça, a humana –, etnia, cor, etc. TODOS SOMOS UM.
Há então uma ligação de tudo com tudo, uma relação entre a física quântica e a espiritualidade, de modo que a força do pensamento exerce um grande poder sobre a realidade de cada pessoa –, o que nos torna de acordo com as práticas corretas capazes de alterar o mundo ao nosso redor.
Numa rápida pesquisa na internet, verificamos que vários físicos de renome internacional relacionam os princípios da física quântica com as teorias sobre a consciência e o poder do pensamento como construtores da realidade.
Em suma, a mente teria uma capacidade profunda de influenciar na disposição das micropartículas atômicas em volta das pessoas, no modo como elas se comportam e na maneira com que constroem a própria realidade. Para os estudiosos que acreditam nessa ideia, as intenções das pessoas influenciariam a construção da realidade física.
Pois é, esta teoria que hoje empolga os estudiosos cada vez mais, na realidade não tem nada de novo. Hermes Trismegistus, rei, sacerdote e juiz, o Tríplice Coroado do Egito Antigo, em 2.700 anos antes de Cristo, já havia formulado os sete princípios herméticos assim enunciados:
1) Mentalismo: “O Todo é Mente; o Universo é Mental”.
2) Correspondência: “O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima”.
3) Vibração: “Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”.
4) Polaridade: “Tudo é duplo; tudo tem dois pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados”.
5) Ritmo: “Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação”.
6) Causa e Efeito: “Toda causa tem seu efeito, todo efeito tem sua causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei”.
7) Gênero: “O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos”.
Ou seja, tudo está estabelecido há muito tempo. Só precisamos compreender e colocar em prática. É aí que entra a questão do uso. Conhecer é uma coisa, usar com sabedoria é outra.
O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.(Ecl 1,9)
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Segundo a física quântica – que estuda os fenômenos relativos às partículas menores que os átomos, como elétrons, prótons, moléculas e fótons – tudo que existe se deve à irradiação da Energia Única – procedente de uma mesma fonte –, que permeia todo o Universo e que como tal envolve tudo que existe.

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Heitor Freire

Tudo que tem que ser feito…

Cada um de nós, ao ser criado por Deus, recebeu predicados e atributos que devem ser trabalhados e desenvolvidos por nós mesmos. Essa condição nos possibilita a oportunidade de contribuir para a evolução da humanidade.
Daí a necessidade de nos dedicarmos a isso de forma consciente e aplicada, porque da perfeita execução de nossas tarefas – na realidade, um compromisso para a vida toda –, contribuiremos para o nosso aperfeiçoamento pessoal e, pelo exemplo, para o aperfeiçoamento geral de todos.
A inspiração para escrever este artigo, veio de uma conversa com o dr. Esacheu Nascimento, presidente da Santa Casa, que citou uma frase de Jean-Claude Decaux, publicitário francês, falecido em 2016 que se notabilizou pelo alto nível de empreendedorismo em todas as suas atividades: “Tudo o que tem que ser feito, merece ser bem feito”. Atualmente a JC Decaux emprega mais de 13 mil pessoas em todo o mundo, com presença em 75 países.
Essa frase tem sido o norte da atual administração da Santa Casa de Campo Grande, sob a liderança do dr. Esacheu. Tudo o que a nossa gestão tem realizado está inspirado nessa motivação.
Basta observarmos a transformação que vem ocorrendo na Santa Casa, por dentro e por fora. Em quatro anos tudo mudou para melhor. A conclusão da Unidade de Traumatologia, por exemplo, que capengava há mais de 20 anos – e adicionou mais 110 leitos ao nosso hospital – foi concluída nesse período. A reforma nos centros cirúrgicos realizada em tempo recorde, sem interrupção das operações, possibilita aos nossos médicos um ambiente apropriado, com tecnologia de ponta, mais eficiência e rapidez, funcionando 24 horas por dia.
Construímos um prédio de apoio administrativo, além da ampliação e instalação da Unidade de Oncologia em novo local. Essa unidade vai permitir o aumento significativo no número de atendimentos, que passará de 1.500 para 3 mil pacientes por mês. As novas instalações elevam a Unidade de Oncologia, mutatis mutandis, ao nível da Unidade de Traumatologia, dotando nosso hospital dos melhores meios para o pleno atendimento de média e alta complexidade.
As calçadas do entorno do hospital foram reconstruídas criando um novo espaço de l quilometro de extensão que possibilita à população realizar caminhadas, e uma academia ao ar livre com orientação profissional em dois turnos diários, mais a construção do ponto de ônibus na avenida Mato Grosso, com todo conforto, inclusive dotado de Wi-Fi. Aliás uma das primeiras iniciativas de Decaux foi exatamente a de reformar os pontos de ônibus em Lyon, na França, e ao fazer isso comprometeu-se a mantê-los limpos usando o espaço para veicular publicidade.
A característica principal de Decaux foi a ação constante de inovar no mercado publicitário francês e depois no mercado mundial. Ele tinha obsessão pela perfeição e pela limpeza: “Toda a minha carreira é baseada numa constante busca da perfeição, num forte foco no design e numa obsessão eterna para tornar nossos equipamentos úteis para a sociedade”. Decaux é considerado um ícone da publicidade mundial.
Enfim, a Santa Casa é um exemplo perfeito da aplicação do preceito de JC Decaux:
“O que tem que ser feito, merece ser bem feito”.
Heitor Rodrigues Freire – Diretor secretário da ABCG Santa Casa.

Cada um de nós, ao ser criado por Deus, recebeu predicados e atributos que devem ser trabalhados e desenvolvidos por nós mesmos. Essa condição nos possibilita a oportunidade de contribuir para a evolução da humanidade.

Daí a necessidade de nos dedicarmos a isso de forma consciente e aplicada, porque da perfeita execução de nossas tarefas – na realidade, um compromisso para a vida toda –, contribuiremos para o nosso aperfeiçoamento pessoal e, pelo exemplo, para o aperfeiçoamento geral de todos.

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Heitor Freire

Sêneca

 

SÊNECA

Um embasamento filosófico é indispensável para que cada pessoa possa se situar no tempo e no espaço. Para buscar esse embasamento muitos homens se dedicaram ao estudo e a prática de normas de comportamento, visando orientar a humanidade para o seu desenvolvimento mental e espiritual.
Assim, tivemos na China Lao-Tsé e Confúcio; na Índia, Buda; no Egito, Hermes Trismegisto; na Grécia, Pitágoras, Heráclito, Sócrates, Platão e Aristóteles, todos por volta do século V antes de Cristo. Com o nascimento de Jesus, o maior de todos os homens, de todos os tempos, a história da humanidade começou a tomar um rumo definido. Em Roma, no século I de nossa era, tivemos Sêneca que dedicou sua vida à prática do estoicismo. Destes, três tiveram morte trágica: Sócrates, Jesus e Sêneca.
Sócrates, por ter se dedicado a questionar tudo e todos, se viu obrigado a tomar cicuta, um veneno mortal. Jesus foi crucificado na cruz. Sêneca, injustamente acusado de tramar para o assassinato de Nero, imperador de Roma, se viu sem julgamento, condenado ao suicídio, tendo que cortar os pulsos.
Lucius Annaeus Sêneca, nasceu em Córdoba, Espanha, no ano 04 a.C e morreu no dia 12 de abril de 65 d.C. Sêneca, como ficou conhecido, foi um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano, mestre da retórica, foi o principal representante do estoicismo naquela época.
Desde sempre condenou a instituição da escravidão e as desigualdades sociais no governo de Calígula, destacando a fraternidade e o amor como fundamentos das relações entre os homens. Viveu durante o império de Calígula, de Cláudio e de Nero, de quem foi preceptor desde os seus 12 anos, o que lhe permitiu vivenciar as delícias do poder político, embora não se deixando envolver pelo sistema reinante, já que era praticante consciente do estoicismo.
Em sua vida, Sêneca vivenciou os melhores prazeres que a riqueza podia proporcionar e viveu as maiores agruras pelas quais pode passar um ser humano. Ele passou por essas duas situações extremas com o mesmo comportamento: estoicismo.
Foi o filósofo que conseguiu tornar-se o mais perfeito exemplo de sua doutrina. Praticava o que ensinava.
O estoicismo não é um conjunto de teorias sobre como o mundo funciona ou deixa de funcionar, é um conjunto de reflexões, dicas e práticas para viver melhor.
Quando Nero foi nomeado imperador, Sêneca se tornou um de seus principais conselheiros e tentou orientá-lo para uma política justa e humanitária. Durante algum tempo, exerceu influência sobre o imperador, mas em 59, decepcionado com os maus instintos de Nero, Sêneca resolveu se retirar da vida pública.
Em 62, passou a se dedicar a escrever e defender sua filosofia. Entre seus últimos textos estão um trabalho científico intitulado “Problemas Naturais”, com os tratados “Sobre a Brevidade da Vida” e “Sobre o Ócio”, e sua obra mais profunda, as “Epistolai Morales ad Lucilium”, em que reúne conselhos estóicos e elementos epicuristas na pregação de uma fraternidade universal, mais tarde adotadas pela igreja cristã.
Filosofar acerca de algo não é mergulhar em pensamentos, mas solucionar problemas tanto no plano mental quanto no plano físico, como disse o escritor norte-americano Henry D. Thoreau. E segundo Sêneca, um dos estóicos mais proeminentes, “a filosofia nos ensina a agir, não a falar”.
Os estóicos pensam em como eles podem se tornar melhores a cada dia, como superar os problemas e como transformar esses problemas em oportunidades.
Frases de Sêneca:
“O maior obstáculo à vida é a expectativa, que fica na dependência do amanhã e perde o momento presente. Tu dispões o que está nas mãos da Fortuna, deixas de lado o que está nas tuas. Para onde olhas? Para onde te projetas? Tudo o que há de vir repousa na incerteza. Vive de imediato!”
“O homem que sofre antes, sofre mais que o necessário”.
“Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é por si só, uma vida”.
“É preciso dizer a verdade apenas a quem está disposto a ouvi-la”.
‘Trabalha como se vivesses para sempre. Ama, como se fosses morrer hoje”.
“A religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos inteligentes como falsa e pelos governantes como útil”.
“Não é porque certas coisas são difíceis que nós não ousamos, é justamente porque não ousamos que tais coisas são difíceis”.
Sêneca foi portanto, um perfeito exemplo da aplicação de seu conhecimento. Tão atual que hoje, passados mais de 2 mil seus ensinamentos continuam atualíssimos, como constatamos com Eckhart Tolle em seu livro “O Poder do Agora”.
“Só existe um lugar: Aqui. Só existe um tempo: Agora” (Osho).
“O Paraíso é onde estou” (Voltaire).
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Um embasamento filosófico é indispensável para que cada pessoa possa se situar no tempo e no espaço. Para buscar esse embasamento muitos homens se dedicaram ao estudo e a prática de normas de comportamento, visando orientar a humanidade para o seu desenvolvimento mental e espiritual.

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Heitor Freire

2020 = 80

2020 = 80
Ao alvorecer deste ano novo, de repente me vejo ante dois fatos: primeiro é um ano bissexto; segundo é o ano em que vou completar 80 anos. Ano novo que representa o fim de uma década.
Chama-se bissexto o ano ao qual é acrescentado um dia extra, ficando com 366 dias, um dia a mais do que os anos normais de 365 dias, ocorrendo a cada quatro anos. Isto é feito com o objetivo de manter o calendário anual ajustado com a translação da Terra e com os eventos sazonais relacionados às estações do ano. O ano bissexto foi criado em 1582, a pedido do Papa Gregório XIII, pelo alemão Cristhopher Flavius.
Eu nasci num ano bissexto, assim me vejo umbilicalmente ligado a este novo ano. É o meu ano. Sem dúvida muitas coisas boas acontecerão. Estou preparado e agradecido.
Além disso, temos a simbologia do número 8, universalmente considerado o símbolo do equilíbrio cósmico. O número 8 deitado simboliza também o infinito, e representa a inexistência de um começo ou fim, do nascimento ou da morte, e aquilo que não tem limite; representa ainda a ligação entre o físico e o espiritual, o divino e o terreno. No Japão, o número 8 é um número sagrado. Nas crenças africanas, o número 8 possui um simbolismo totalizador.
O número 8 é peculiar e visto como de grande poder pelos antigos gregos, que diziam: “Todas as coisas são oito”. Sua representação são dois quadrados, um sobre o outro ou dois círculos, também um sobre o outro. O octógono é a sua forma geométrica.
Assim, constato que tudo é favorável. Fazendo um retrospecto da minha vida, lembrei que quando era guri nós tínhamos um bolicho na rua 7 de Setembro, entre a 13 de Maio e a Rui Barbosa. Vendíamos de tudo, inclusive jogo-do-bicho. O que me deu um ensinamento para toda a vida: nos boletos do jogo, embaixo há uma inscrição: “Vale o escrito”. E adotei como paradigma permanente: o combinado não é caro.
Constatei também a minha identificação filosófica com o estoicismo, doutrina fundada por Zenão de Cício (335-264 a.C.), e desenvolvida por várias gerações de filósofos, que se caracteriza por uma ética em que a imperturbabilidade, a extirpação das paixões e a aceitação resignada do destino são as marcas fundamentais do homem sábio, o único apto a experimentar a verdadeira felicidade.
Devido a isso, os estóicos apresentaram sua filosofia como um modo de vida e pensavam que a melhor indicação da filosofia de um indivíduo não era o que uma pessoa diz, mas como essa pessoa se comporta. Para viver uma boa vida, era preciso entender as regras da ordem natural, uma vez que ensinavam que tudo estava enraizado na natureza.
Esse entendimento pautou a minha vida de construtor social. Sêneca, um dos maiores expoentes do estoicismo, enfatizava que “a virtude é suficiente para a felicidade” tornando o estóico imune ao infortúnio. A sua vida é um exemplo perfeito da prática dessa filosofia: encarou e viveu de forma exemplar tanto na opulência como na desgraça, sem, em nenhum momento, alterar seu comportamento em função das circunstâncias.
Foi a ética estoica que teve maior influência no desenvolvimento da tradição filosófica. Desde a sua fundação, a doutrina estoica era popular com seguidores na Grécia romana e por todo o Império Romano, incluindo o imperador romano Marco Aurélio ( 121–180).
Os estóicos apresentavam uma visão unificada do mundo consistindo de uma lógica formal, uma física não dualista e uma ética naturalista. Dentre estes, eles enfatizavam a ética como o foco principal do conhecimento humano, embora suas teorias lógicas fossem de mais interesse para os filósofos posteriores.
O estoicismo ensina o desenvolvimento do autocontrole e da firmeza como um meio de superar emoções destrutivas. Defende que tornar-se um pensador claro e imparcial permite compreender a razão universal (logos). Um aspecto fundamental do estoicismo envolve a melhoria da ética do indivíduo e de seu bem-estar moral: “A virtude consiste em um desejo que está de acordo com a natureza”. Este princípio também se aplica ao contexto das relações interpessoais; “libertar-se da raiva, da inveja e do ciúme” e aceitar até mesmo os escravos como “iguais aos outros homens, porque todos os homens são igualmente produtos da natureza”.
“O maior obstáculo à vida é a expectativa, que fica na dependência do amanhã e perde o momento presente. Tu dispões o que está nas mãos da Fortuna, deixas de lado o que está nas tuas. Para onde olhas? Para onde te projetas? Tudo o que há de vir repousa na incerteza. Vive de imediato!”
Ou seja, vamos viver o aqui e o agora! Ko’ápe ha ko’ãnga!
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Ao alvorecer deste ano novo, de repente me vejo ante dois fatos: primeiro é um ano bissexto; segundo é o ano em que vou completar 80 anos. Ano novo que representa o fim de uma década.

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O poder do silêncio

O PODER DO SILÊNCIO
Neste mundo tão barulhento em que vivemos hoje, urge resgatar o poder do silêncio. Temos que observar o quanto o silêncio é poderoso. A majestosa natureza opera em completo e total silêncio. No silêncio aprendemos a escutar a nossa voz interior. É assim que o Mentor se comunica melhor com cada um. Quanto mais falamos mais nos enfraquecemos porque a energia usada na fala diminui nossa força interior.
O silêncio não representa apenas a ausência de barulho e de conteúdo. É a dimensão mais profunda do nosso ser, a inteligência primordial, a consciência que desperta paulatinamente à medida que observamos o silêncio operando seu poder transformador, dissipando todas as dúvidas, medos e frustrações e alcançando a Paz Profunda,
O silêncio nos proporciona a solução de diversas questões internas, pois tem o poder de anular a negatividade. Ficar em silêncio é muito difícil porque o turbilhão de pensamentos que normalmente assediam nossa mente e que nos distraem tem sido preponderantes;
Blaise Pascal (1623-1662), dizia: “o silêncio eterno desses espaços infinitos me assombra”.
Pitágoras ensinava: “o começo da sabedoria é o silêncio”. Antes de iniciar um neófito em sua escola de mistérios, Pitágoras o submetia a uma disciplina severa do silêncio. O neófito permanecia em silêncio por um tempo indeterminado até que pela avaliação do seu mestre era iniciado nos augustos mistérios. Ele aprendia pela experiência pessoal, que o silêncio é quase um poder divino — a mãe de todas as virtudes.
A sociedade moderna está literalmente envenenada pelo tumulto de máquinas, está saturada com palavras barulhentas e vazias. O que importa hoje é quem fala mais alto, quem apresenta melhores argumentos, quem conta sua versão dos acontecimentos com detalhes, em sua maioria, os mais insignificantes.
É no silêncio que o Cósmico, o Ser Divino, torna-se manifesto à nossa consciência. Para que ouçamos a orientação divina, para termos lampejos de intuição, devemos aprender a silenciar a voz subjetiva do nosso pensamento. Quanto mais falamos mais nos enfraquecemos porque usamos a energia da fala de maneira inconseqüente.
Será muito salutar para todos os que se dispuserem ao teste do silêncio – a regularidade na observação do silêncio por alguns minutos todos os dias, de preferência no mesmo horário concorre para ativar a memória e a atenção concentrada, tendo como conseqüência, o enriquecimento natural que se obterá com essa prática.
A disciplina do silêncio constitui poder; ela nos permite manter dentro de nós um influxo de vitalidade que palavras inúteis desperdiçam. O silêncio ajuda a subir mais um degrau na escada da espiritualidade.
É nele que encontramos o poder que existe dentro de cada um.
É necessário experimentar o silêncio, porque essa ação fará a conexão com o hoje, respeitando o passado, e se libertando da ansiedade para o futuro. Há uma dignidade majestosa no silêncio e que se manifesta de forma soberana quando silenciamos nossa mente.
“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” (Provérbios 25:11)
No Oriente, o silêncio tem um significado profundamente espiritual e relacionado com o mundo ético. O silêncio místico convida a uma viagem pelas fibras íntimas das raízes plantadas em nossas vidas. Lá o silêncio é considerado ativo, indicativo de busca e introspecção, encontro com a voz interior. Quem cala, tem o poder.
O silêncio nos conecta com a Verdade e dissipa a ignorância que é o único pecado, segundo Sócrates.
Assim como quem quer emagrecer deve praticar o jejum, proponho para quem quiser alcançar o verdadeiro poder, que se abstenha de falar, praticando um jejum consciente de palavras.
Quem quiser atingir a plenitude deve cultivar o silêncio. Esse é o segredo!
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e

Neste mundo tão barulhento em que vivemos, urge resgatar o poder do silêncio. Temos que observar o quanto o silêncio é poderoso. A majestosa natureza opera em completo e total silêncio. Nele aprendemos a escutar a nossa voz interior. É assim que o Mentor se comunica melhor com cada um.

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Eu acho…

EU ACHO…
Verdade ou mentira? Os dois conceitos são relativos porque se acham enredados por um terceiro que sempre ganha mais adeptos influenciados pelo modismo da hora: o achismo. São as tais verdades subjetivas, objetos de precipitadas e parciais análises pessoais, não respaldadas na realidade objetiva dos fatos.
Tal comportamento, segundo Jorge Ferrão (jornalista, radialista e publicitário, editor-chefe do blog e podcast Alerta Total), deveria ser chamado de “Síndrome do
Achismo”: “Não desenvolvemos a capacidade de analisar a vida como ela é. Por isso temos dificuldade em entender o que acontece, de verdade, à nossa volta. Assim, esse mundo imaginário, quase virtual, é concebido na cabeça de alguém ou de um grupo para ser assimilado (e difundido) pelo resto da sociedade consumidora das ‘informações’”.
Todo mundo “acha”, mas na realidade não sabe nada. E fica repetindo o que ouve, com ar de entendido como se fosse o dono da verdade. O ser humano ainda não conseguiu entender o imenso poder de sua palavra, e fica repetindo aquilo que ouve sem uma análise prévia e ponderada.
É interessante notar que o mundo empresarial está cada vez mais empenhado em sugerir aos seus executivos mudanças de hábito que lhes proporcionem crescimento pessoal e profissional, levando-os a prestar mais atenção nos padrões negativos. O Canal Meio, um site jornalístico que faz uma compilação diária de notícias do Brasil e do mundo, divulgou que a Fast Company, uma revista norte-americana de tecnologia e inovação pediu a oito executivos que descrevessem alguns hábitos de que tiveram que abrir mão.
Uma delas, Kate Lewis, diretora de um grupo de mídia, falou sobre uma mudança que potencializou sua carreira: passou a evitar usar a frase “eu acho” depois de perceber que enviava muitos emails nesse padrão. Uma atitude simples, mas que produziu um efeito positivo e verdadeiro.
É necessário compreender que criamos e recriamos nosso mundo por meio de nossas palavras.  “Pensamentos são paredes ou… asas; como pensas, vives”. Palavras de Emmanuel, o mentor espiritual de Chico Xavier.
O achismo pulula por toda parte sem consistência e sem base verídica, e por isso não se sustenta. Ele se propaga fundamentado somente nas opiniões de seu divulgador, sem nenhum tipo de argumentação concreta. O perigo a que estamos expostos é o risco da disseminação do achismo.
A essência do achismo é a de construir suas próprias verdades, com base unicamente no princípio do “eu acho”.
O “achista”, se assim podemos chamá-lo, cada vez argumenta mais e conhece menos. O que o impulsiona é a ilusão de impressionar as pessoas e de ser respeitado, buscando raciocínios que considera mais interessantes ou convincentes.
Um ideal a ser alcançado é a fidelidade de pensamento com base numa opinião firme e consistente, sem a frenética e inesgotável busca pelas novidades, que só leva ao vazio espiritual.
Estamos todos expostos aos riscos do achismo. As redes sociais estão amplificando essa moda, procurando a exposição e divulgação dos anseios dos “achistas”. Elas reverberam esse tipo de comportamento, e é preciso estar muito centrado e bem informado para ficar imune a esse tipo de armadilha.
Agora mesmo, temos dois grandes campeões do “achismo”: Donald Trump e Jair Bolsonaro. Pela importância e alcance de seus cargos, infelizmente influenciam negativamente milhões de pessoas. Eles falam a primeira coisa que lhes vêm à cabeça, e frequentemente são desmentidos pelos fatos, ou são obrigados a voltar atrás em suas declarações. É triste que dois governantes se comportem de forma tão irresponsável abrindo mão de agirem como verdadeiros líderes.
Vamos acordar para essa síndrome e ficar atentos para não nos transformarmos em divulgadores inconsequentes de falsas verdades.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Verdade ou mentira? Os dois conceitos são relativos porque se acham enredados por um terceiro que sempre ganha mais adeptos influenciados pelo modismo da hora: o achismo. São as tais verdades subjetivas, objetos de precipitadas e parciais análises pessoais, não respaldadas na realidade objetiva dos fatos.

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Do invisível

DO INVISÍVEL
À medida que vamos vivendo, priorizando a consciência, prestando mais atenção às emoções e sentimentos sem descuidar da razão deixando de lado a busca incessante do ter e entendendo a natureza do ser, passamos a conquistar uma segurança que se consolida cada vez mais.
É quando entendemos que o fundamental, o essencial, é invisível. Tudo o que é verdadeiramente necessário, é invisível.
Por exemplo, o ar. Sem respirar ninguém consegue sobreviver. Ele é fundamental e poucas são as pessoas que dão importância a esse elemento vital.
Muitos questionam a existência de Deus, porque não O vêem. Ele é invisível aos nossos olhos, mas é a causa original de tudo.
Antoine de Saint-Exupéry, no Pequeno Píincipe,  deixou esta lição lapidar: “Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
A fé, esse atributo intrínseco, infinito e invisível com que Deus nos dotou desde a criação, tem um significado mágico por sua ação transformadora. À medida que vamos vivendo, e comprovando sua eficácia, mais e mais se confirma a existência da fé proporcionando segurança, pois seu resultado passa a ser testemunhado por todos os que a vivenciam.
O pensamento é invisível também. Alguém duvida de sua existência? Ou da sua validade?
A energia que mantém nosso corpo unido, a Kundalini, é invisível aos nossos olhos. É o poder do desejo puro dentro de nós. A energia de nossa alma e de nossa consciência. A emanação do infinito, da energia cósmica que vibra dentro de cada ser humano.
O despertar da energia Kundalini nos conscientiza de nossas capacidades criativas e torna possível a nós, seres humanos com identidades finitas, a oportunidade de nos relacionarmos com nossas identidades infinitas.
A ascensão da energia é o caminho para a liberação. É chegar à percepção de que a realidade de Deus está dentro de cada um de nós. A ascensão da Kundalini é o desenroscar da consciência Divina, o testemunho da realidade do poder ilimitado que é a essência de nossas almas.
Kundaliní é a força, o poder que move não apenas o indivíduo, mas também o universo. A Kundalini está associada a Shiva e Sahakti – os prinínpios masculino e feminino que criam o universo.
O poder invisível é uma força presente em todos nós. Ignorá-lo é viver distraído, à mercê dos acontecimentos. Conhecer estes segredos funciona como uma autoterapia, pois você passa a entender porque atrai o que atrai e pode descobrir como viver rodeado por alta positividade.
Você certamente já sabe disso: nada acontece por acaso. Tudo tem uma causa anterior e um efeito posterior. Pessoas e eventos não surgem sem uma razão. A sorte ou o azar, na realidade, são fatos criados por cada um, com suas atitudes, sentimentos e pensamentos. Se você entender essa força e assumi-la de modo consciente, irá atrair exatamente aquelas pessoas e acontecimentos que você sempre desejou.
E onde está essa força imensa e tão poderosa? Em nosso coração, que é onde Deus colocou o seu mandamento como está registrado no livro do Deuteronômio, 30, 11-14.
E como fazer para acessar esse poder imenso? Pela meditação constante e consciente pois somente a continuidade nos permitirá confirmar sua existência e o seu uso que nos proporcionará a evolução e a libertação.
Precisamos aprender a entender a força invisível numa busca verdadeira que se encontra no interior de cada um.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.
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À medida que vamos vivendo, priorizando a consciência, prestando mais atenção às emoções e sentimentos sem descuidar da razão deixando de lado a busca incessante do ter e entendendo a natureza do ser, passamos a conquistar uma segurança que se consolida cada vez mais.

É quando entendemos que o fundamental, o essencial, é invisível. Tudo o que é verdadeiramente necessário, é invisível.

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Novos Caminhos

NOVOS CAMINHOS
“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.”  Bertold Brecht.
Platão já dizia: “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governado por aqueles que gostam”.
Com a difusão proporcionada pelos meios de comunicação, de repente todo mundo começou a dar palpites sobre os mais variados assuntos. E um dos que mais polarizam a atenção da população, naturalmente, é a política. A mobilização das massas é um indicativo claro desse despertar.
Uma coisa é ficar do lado de fora metendo o dedo e o verbo questionando tudo e dando opinião, sugerindo isso ou aquilo. Outra é buscar e mobilizar lideranças conscientes com o objetivo de participar ativamente do processo eleitoral com propostas estudadas e baseadas em experiências que já deram certo. É o momento de descruzar os braços e partir para assumir compromissos. É o que está acontecendo em Campo Grande. A discussão no campo das ideias está posta, gerando novas lideranças, que por sua atuação na vida empresarial ou pública tornaram-se opções para as mudanças de que necessitamos.
O momento que vivemos mostra que a bússola está apontada para outro norte: o fim da velha política, do toma-lá-dá-cá e também da corrupção institucionalizada há muito tempo e que, apesar de suas variações, espero, esteja chegando ao fim.
Um exemplo disso é a gestão do presidente da Santa Casa de Campo Grande, Esacheu Cipriano Nascimento, que, em quatro anos, reestruturou a gestão de pessoal, remodelou suas instalações, recuperou a infraestrutura, restaurou o centro cirúrgico – sem interromper as cirurgias –, construiu o novo centro administrativo, finalizou a unidade de traumatologia que estava paralisada há 20 anos, enfim, levantou o hospital, começando pela jardinagem e completando com a nova unidade de oncologia. E tudo isso, naturalmente, chamou a atenção da sociedade.
Empresários influentes começaram a visitar a Santa Casa e puderam ver a excelência de suas instalações, confirmando a capacidade gerencial do presidente Esacheu – que sempre teve a atenção voltada para as necessidades de Campo Grande.
Agora mesmo, Esacheu recebeu na Santa Casa a visita do presidente do Conselho Comunitário de Segurança do Centro, acompanhado de membros dos órgãos de Segurança Pública, do Ministério Público, da Defensoria Pública, do diretor regional dos Correios e Telégrafos, entre outros representantes de instituições laicas e religiosas, que se uniram para pedir ajuda devido à situação de pobreza e degradação humana nas ruas do centro da cidade e no entorno da antiga rodoviária.
Esacheu imediatamente se colocou à disposição do grupo e reuniu lideranças locais para a busca de uma solução, pois os poderes públicos, municipal e estadual vêm se omitindo nessa questão. A resposta está sendo dada sob a forma de uma reunião de profissionais de psiquiatria e a determinação de um local na Santa Casa para o tratamento de usuárias de drogas e  moradores de rua.
Em outro contexto, está sendo criado o Comdese – Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Estratégico –, composto pelo empresariado mais expressivo da cidade, cuja meta é planejar e acompanhar um projeto de desenvolvimento monitorado pela sociedade civil organizada, a exemplo do que aconteceu em Maringá, onde uma iniciativa parecida impulsionou a cidade do sexto para o segundo lugar no concerto de municípios paranaenses no quesito do desenvolvimento urbano e cujas indústrias, comércio e serviços tornaram-se referências e produtos de exportação para outros municípios, estados e países.
Alinhado com essa atualidade, Esacheu foi convidado pelo Partido Progressistas (PP), a figurar como pré-candidato a prefeito nas eleições municipais do ano que vem.
Esacheu aceitou o desafio, pois sempre se destacou por suas atitudes corajosas e realizadoras, iniciando um novo caminho, que tenho certeza irá proporcionar à nossa cidade a opção correta para um desenvolvimento que contemple as necessidades mais urgentes de Campo Grande.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.”  Bertold Brecht.

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Heitor Freire

Da influência do comportamento

DA INFLUÊNCIA DO COMPORTAMENTO
Neste momento de caos que estamos vivendo em todo o mundo com as pessoas agredindo-se mutuamente, gerando conflitos, desentendimentos, competitividade agressiva, radicalizando posições, partindo para o tudo ou nada, começa a brilhar no horizonte uma luz de paz e amor que aos poucos vai contagiando e que vai promover uma mudança no comportamento de muitos pela sua força natural: a gentileza.
Aqui no Brasil nós acompanhamos, há muitos anos, a campanha feita pelo Profeta Gentileza (apelido de José Datrino), já falecido, que andava nas ruas de cabelos longos e barba comprida vestido com uma túnica branca e difundia o seu bordão: “Gentileza gera gentileza”. Ele dedicou a vida a promover sua filosofia, viajando pelo país de Norte a Sul.
A noção de gentileza chegou às manchetes recentemente. Foi uma parte essencial do elogio do ex-presidente americano Barack Obama ao veterano parlamentar democrata Elijah Cummings, após sua morte no mês passado: “Ser um homem forte inclui ser gentil. Não há nada de fraqueza na bondade e na compaixão. Não há nada de fraqueza em cuidar dos outros. Você não é um otário por ter integridade e tratar os outros com respeito”, disse Obama.
Daniel Fessler, diretor do Instituto Bedari Kindness da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, está realizando pesquisas “para entender por que a gentileza pode ser tão escassa neste  mundo moderno e para superar a divisão entre ciência e espiritualidade”.
Alguns dos projetos do instituto incluem examinar antropologicamente como a bondade se espalha entre as pessoas, analisar sociologicamente como aqueles que se comportam mal podem ser persuadidos a serem gentis e pesquisar pelo viés da psicologia como a gentileza pode melhorar o humor e reduzir os sintomas de depressão.
Isso pode ser uma questão de vida ou morte, dizem especialistas do Instituto Bedari Kindness. Em seu trabalho, Fessler analisou como as pessoas podem ser motivadas a serem gentis, simplesmente testemunhando atos de bondade e descobrindo quem é afetado por essa “gentileza contagiosa”.
“Acho justo dizer que vivemos em uma época nada gentil. Tanto nos Estados Unidos quanto no mundo estamos vendo um crescente conflito entre indivíduos que têm visões políticas diferentes ou seguem religiões diferentes.”
A gentileza, diz ele, são “os pensamentos, sentimentos e crenças associados a ações que pretendem beneficiar os outros, em que beneficiar os outros é um fim em si mesmo, não um meio para um fim”. E a falta de gentileza reflete, por outro lado, “a falta de valorização do bem-estar dos outros”.
“Nossa observação parte do ponto de vista científico. Estamos falando da psicologia, da biologia e das interações sociais positivas”, diz
“Não é o caso de nos colocarmos em uma torre de marfim. Queremos usar essa pesquisa sobre pessoas no mundo real para criar políticas concretas e fazer a diferença.” E esse “momento histórico é o momento certo para fazer isso”, diz ele.
“Ser gentil, pensar em como você pode ser gentil com os outros, reduz a pressão arterial. Tem benefícios terapêuticos para o tratamento de depressão e ansiedade”, diz Fessler
Quando as pessoas vêem atos gentis, são inspiradas a replicá-los, diz ele — “mas ainda estamos tentando entender os mecanismos da gentileza”
Em função desse movimento, foi criado o Dia Mundial da Gentileza, 13 de novembro.
Ou seja, a luz que começou a brilhar no horizonte está se expandindo gradativamente por todas as partes.
Graças a Deus!
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Neste momento de caos que estamos vivendo em todo o mundo com as pessoas agredindo-se mutuamente, gerando conflitos, desentendimentos, competitividade agressiva, radicalizando posições, partindo para o tudo ou nada, começa a brilhar no horizonte uma luz de paz e amor que aos poucos vai contagiando e que vai promover uma mudança no comportamento de muitos pela sua força natural: a gentileza.