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Heitor Freire

Da Incontinência Verbal

Em nosso Estado, há um ditado antigo que diz “quem fala muito dá bom dia a cavalo”. Essa referência vem a propósito de uma observação a respeito de um estranho vírus que ataca aos ocupantes de cargos políticos, de maneira indistinta.
Desde que passou a usar o microfone da presidência, o presidente Lula tem deitado falação a respeito de tudo e de todos, sem a menor  consideração sobre a repercussão do que diz e também sem a menor avaliação das suas conseqüências. Fala e comenta desbragadamente. Parece faltar na sua assessoria mais íntima alguém com discernimento e coragem para observar-lhe a inconveniência de algumas de suas falas.
Agora na sua entrevista à Folha de São Paulo, aludiu a Jesus  e a Judas, de uma maneira até irrefletida, embora a prática do exercício do poder se faça mesmo da maneira que ele preconizou, considerando o personagem que passou a interpretar desde que assumiu a presidência, pois quando na oposição,o seu discurso era totalmente diverso. Mas  ele mesmo já se definiu como  “uma metamorfose ambulante”, com o que pretende explicar todas as suas atitudes por mais contraditórias que sejam.    
Esse mesmo vírus, identificamos nas falas do nosso governador André Puccinelli, que também não tem papas na língua e se vê algumas vezes em situações embaraçosas, e pelo cargo não se sente no dever de reconduzir uma fala ou de retratar-se, deixa a coisa rolar para cair no esquecimento. Desse vírus também é atacado o nosso ex-governador imediato, Zeca do PT.
Atua também esse vírus no presidente atual do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes que, desde que assumiu a presidência começou a comentar  a respeito de qualquer assunto, como se o exercício do seu cargo lhe autorizasse a isso, delegando-lhe uma competência que não tem.
Falta a todos, a noção do cargo que ocupam. Ou seja, estão todos, dando bom dia a cavalo.

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