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Heitor Freire

Das Drogas: Tráfico e Usuários

A humanidade está vivendo tempos de angústia, de medo, de opressão, de desespero.
A questão das drogas está oprimindo a todos. E como a droga se dissemina?
Através de um comércio envolvendo fornecedores e usuários. E é um comércio
mesmo.
Os governos procuram, cada um a seu modo, efetuar uma ofensiva que procure inibir os traficantes da continuidade da exploração do comércio da droga, através de uma ação policial permanente,  mas que está se mostrando ineficiente. Por que? Porque atua  somente no combate direto ao tráfico, na ponta da sua comercialização  e não na sua fonte de alimentação que é onde se encontra o elemento  de incremento do negócio, o usuário.
Como é um comércio, e como tal, só prospera na medida em que tem consumidores, usuários. No momento em que faltarem usuários não haverá mais tráfico, circulação de drogas.
E como então contribuir para a eliminação total dos usuários? Não será através da repressão, mas sim através da conscientização da população, dos usuários, do profundo efeito nocivo da sua utilização.
A sociedade tem que se articular, se organizar para fazer frente a essa ação profundamente nefasta do crime organizado. Como se deduz da definição dessa atividade criminosa, o crime é organizado, e  ao que parece o nosso Estado, como órgão protetor e defensor da sociedade, não é.
Se percebe claramente que não podemos continuar esperando que  só a polícia nos defenda. Entendemos que os nossos policiais são pessoas corajosas, decididas, dedicadas e que diariamente se submetem a um perigo constante ao combater o, voltamos a afirmar, crime organizado, que tem equipamentos, armas sofisticadas e organização que, ao que parece, a nossa polícia não tem.
E então vamos continuar assistindo diariamente a repetição de notícias, cada vez mais alarmantes, da audácia dos traficantes?
É preciso uma ação inteligente, consciente, audaciosa, corajosa, envolvendo toda a sociedade, família, organizações civis, escolas, conselhos tutelares, etc. para desencadear uma campanha de conscientização da nossa juventude, mostrando que ao mesmo tempo que todos condenam o tráfico de drogas, os nossos filhos, filhas, podem ser, sem que saibamos, usuários, e elementos alimentadores dessa continuidade, começando, se for o caso, por uma pergunta: como se sentem como parceiros dos traficantes, como seus sócios? Pois essa é a verdadeira posição dos usuários: parceiros, sócios, dos traficantes, financiadores do tráfico.
Vamos continuar assim? Não dá para continuar rodeando o toco. Temos que  enfrentar o problema de frente.
Esse mal só será extirpado se atuarmos na fonte, ou seja, no usuário. Vamos fazer o trabalho, cada um, começando pela sua própria família e amigos.

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