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Heitor Freire

Os grandes pioneiros

Campo Grande sempre foi uma cidade bem aquinhoada de pessoas bem dotadas e corajosas, desde a sua fundação.
Tivemos grandes pioneiros, em todas as áreas. Vou listar os que eu conheci, desde já remitindo-me por eventuais falhas. Na pecuária: Laucídio Coelho, Etalívio Pereira Martins, Osvaldo Arantes, Geraldo Corrêa, Elisbério Barbosa, Antônio Morais dos Santos, Eduardo Machado Metello, Paulo Coelho Machado. Os mais antigos logo no começo das suas atividades adotaram o avião como meio preferencial de transporte. Isto quando o avião ainda era uma grande incógnita. Antônio Morais foi piloto por mais de cinquenta anos.
No transporte, Loureiro Pereira Queiróz, Valdevino Guimarães. No comércio Naim Dibo, Carmo Jabour, José Abrão, José e Michel Nasser, Aikel Mansour.
Na construção civil: Pedro Peluffo Arruda, Giannino Camillo, Arnaldino da Silva, Abdallah Georges Sleiman, Anees Salim Saad, Clóvis e Claúdio Orsi, Vicente e José Oliva.
Pelo que eu sei, destes, somente Laucídio Coelho teve sua vida registrada em livro pelo seu genro, recentemente falecido, Antônio Barbosa de Souza. Dele, Laucídio, conheço um episódio: quando já afastado da linha de frente dos negócios, com idade bem avançada, mas sempre muito lúcido, reuniu seus filhos e os orientou para que adquirissem uma fazenda na região da serra da Bodoquena. Os filhos reunidos começaram a argumentar sobre as vantagens e desvantagens do negócio, quando “seu” Laucídio bateu a bengala fortemente em cima da mesa dizendo: “Não mandei discutir, mandei comprar”. Com isso se encerraram as discussões e trataram de cumprir o que ele havia determinado.
Já Etalívio Pereira Martins afirmava sempre: “Quem quiser vender, tem que botar no jeito”, ou seja, com preço e condições de pagamento. Uma frase de Elisbério Barbosa: “A vida é maravilhosa quando não se tem medo dela”.
Nos transportes, o Queiróz e o Valdevino, foram dos mais corajosos. Queiróz, misto de motorista+cobrador+mecânico, iniciou com a linha, Dourados/Itaúm/Maracaju, em uma jardineira mista que era um veículo sem portas, com as laterais abertas por onde entravam e saiam os passageiros. Conduzia gente e transportava carga, tinha hora de saída, mas poucas vezes, de chegada. E assim, viagem após viagem, foi construindo aos poucos essa empresa gigante que é o Expresso Queiróz.
Valdevino com a sua empresa Baleia (balança, mas não cai), tinha as mesmas dificuldades do Queiróz, na linha Campo Grande/Cuiabá. Mas enfrentando toda uma série de embates da adversidade, conseguiu a duras penas vencer. Depois foi deputado por algumas legislaturas.
Fica assim um breve registro sobre alguns dos nossos grandes pioneiros.

Campo Grande sempre foi uma cidade bem aquinhoada de pessoas bem dotadas e corajosas, desde a sua fundação. Tivemos grandes pioneiros, em todas as áreas.

Vou listar os que eu conheci, desde já remitindo-me por eventuais falhas. Na pecuária: Laucídio Coelho, Etalívio Pereira Martins, Osvaldo Arantes, Geraldo Corrêa, Elisbério Barbosa, Antônio Morais dos Santos, Eduardo Machado Metello, Paulo Coelho Machado. Os mais antigos logo no começo das suas atividades adotaram o avião como meio preferencial de transporte. Isto quando o avião ainda era uma grande incógnita. Antônio Morais foi piloto por mais de cinquenta anos.

Destacamos no transporte, Loureiro Pereira Queiróz, Valdevino Guimarães. No comércio Naim Dibo, Carmo Jabour, José Abrão, José e Michel Nasser, Aikel Mansour.Na construção civil: Pedro Peluffo Arruda, Giannino Camillo, Arnaldino da Silva, Abdallah Georges Sleiman, Anees Salim Saad, Clóvis e Claúdio Orsi, Vicente e José Oliva.

Pelo que eu sei, destes, somente Laucídio Coelho teve sua vida registrada em livro pelo seu genro, recentemente falecido, Antônio Barbosa de Souza. Dele, Laucídio, conheço um episódio: quando já afastado da linha de frente dos negócios, com idade bem avançada, mas sempre muito lúcido, reuniu seus filhos e os orientou para que adquirissem uma fazenda na região da serra da Bodoquena. Os filhos reunidos começaram a argumentar sobre as vantagens e desvantagens do negócio, quando “seu” Laucídio bateu a bengala fortemente em cima da mesa dizendo: “Não mandei discutir, mandei comprar”. Com isso se encerraram as discussões e trataram de cumprir o que ele havia determinado.

Já Etalívio Pereira Martins afirmava sempre: “Quem quiser vender, tem que botar no jeito”, ou seja, com preço e condições de pagamento. Uma frase de Elisbério Barbosa: “A vida é maravilhosa quando não se tem medo dela”. 

Nos transportes, o Queiróz e o Valdevino, foram dos mais corajosos. Queiróz, misto de motorista+cobrador+mecânico, iniciou com a linha, Dourados/Itaúm/Maracaju, em uma jardineira mista que era um veículo sem portas, com as laterais abertas por onde entravam e saiam os passageiros. Conduzia gente e transportava carga, tinha hora de saída, mas poucas vezes, de chegada. E assim, viagem após viagem, foi construindo aos poucos essa empresa gigante que é o Expresso Queiróz.

Valdevino com a sua empresa Baleia (balança, mas não cai), tinha as mesmas dificuldades do Queiróz, na linha Campo Grande/Cuiabá. Mas enfrentando toda uma série de embates da adversidade, conseguiu a duras penas vencer. Depois foi deputado por algumas legislaturas. 
Fica assim um breve registro sobre alguns dos nossos grandes pioneiros.

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