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Heitor Freire

Até quando?

ATÉ QUANDO?…
A nossa querida Campo Grande está acéfala. Totalmente abandonada. Tanto pelo poder legislativo como pelo poder executivo.
Estamos vivendo tempos caóticos em nossa cidade. Até quando? A administração municipal não se faz presente nem mesmo na limpeza de parques e jardins. Tudo está abandonado. Até quando? O que mais se ouve hoje em nossa cidade é reclamação. Não há um só bairro onde a população se encontre satisfeita.
O prefeito que assumiu a administração municipal há mais de um ano, até hoje não disse a que veio. A sua campanha tinha como mote: “As pessoas em primeiro lugar”. Onde?
E a Câmara Municipal? Também não existe. A motivação que move a maioria dos vereadores é a cassação do mandato do prefeito. Esqueceram completamente a sua função legislativa. Vivem e respiram em função desse objetivo. Já não se faz mais vereadores como antigamente. Nem prefeito.
Essa disputa que está envolvendo os poderes executivo e legislativo e que se espalha também pela imprensa – é raro o veículo que não dedica grande parte do seu espaço para a divulgação dessa situação – acaba se constituindo em grande prejuízo para a nossa população e para a nossa cidade. Até quando?
Desde 1918, Campo Grande não vivia uma situação como a atual: naquela época  a cidade se viu, de repente, com duas câmaras de vereadores e com dois intendentes. A Assembléia Legislativa de então, anulou as eleições municipais realizadas em 1917, “surgindo então uma dualidade de poderes, que tantos prejuízos trouxe à sua ordem jurídica e administrativa. O lamentável conflito entre concidadãos ameaçava seriamente o curso natural da vida do município…” (Eurípides Barsanulfo Pereira, in Rosário Congro, o primeiro historiador de Campo Grande, na obra reeditada em tão boa hora, pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, na série Memória Sul-Mato-Grossense, O Município de Campo Grande em 1919).
Ante aquela situação, o Presidente do Estado de Mato Grosso, Dom Francisco de Aquino Correia – uma das maiores personalidades políticas deste Estado – decidiu por meio do Ato 329, de 14/08/1918, para por termo a essa anomalia institucional, nomear Rosário Congro para intendente-geral.
Rosário Congro ocupou o cargo no período de 05/09/1918 a 07/09/1919, acumulando as atribuições dos poderes legislativo e executivo, orçando desde logo a receita e fixando a despesa para o exercício de 1919. Assim, a Câmara Municipal de Campo Grande encerrou suas atividades nesse período. Rosário Congro era deputado estadual por Corumbá.
No curto período de sua interinidade, tomou diversas providências que deixou muito bem registradas em seu Relatório apresentado ao Presidente do Estado, Don Francisco de Aquino Correia, prestando contas de sua administração e que se constituiu num documento histórico. Saneou as finanças, delimitou o perímetro urbano, organizou o cadastro das zonas urbana, suburbana e rústica etc., etc., etc. Se fosse aqui reproduzir um resumo de suas atividades teria todo o espaço deste artigo tomado. Remeto o leitor interessado no assunto para a obra acima mencionada que pode ser adquirida no IHGMS (avenida Calógeras, 3000, no período comercial).
É uma pena que a legislação tenha mudado, pois se assim não fosse, bastaria um ato do governador para por fim a essa situação esdrúxula que estamos vivendo hoje, destituindo o prefeito e a câmara municipal.
Até quando, meu Deus?!
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

A nossa querida Campo Grande está acéfala. Totalmente abandonada. Tanto pelo poder legislativo como pelo poder executivo.

Estamos vivendo tempos caóticos em nossa cidade. Até quando? A administração municipal não se faz presente nem mesmo na limpeza de parques e jardins. Tudo está abandonado. Até quando? O que mais se ouve hoje em nossa cidade é reclamação. Não há um só bairro onde a população se encontre satisfeita.

O prefeito que assumiu a administração municipal há mais de um ano, até hoje não disse a que veio. A sua campanha tinha como mote: “As pessoas em primeiro lugar”. Onde?

E a Câmara Municipal? Também não existe. A motivação que move a maioria dos vereadores é a cassação do mandato do prefeito. Esqueceram completamente a sua função legislativa. Vivem e respiram em função desse objetivo. Já não se faz mais vereadores como antigamente. Nem prefeito.

Essa disputa que está envolvendo os poderes executivo e legislativo e que se espalha também pela imprensa – é raro o veículo que não dedica grande parte do seu espaço para a divulgação dessa situação – acaba se constituindo em grande prejuízo para a nossa população e para a nossa cidade. Até quando?

Desde 1918, Campo Grande não vivia uma situação como a atual: naquela época  a cidade se viu, de repente, com duas câmaras de vereadores e com dois intendentes. A Assembléia Legislativa de então, anulou as eleições municipais realizadas em 1917, “surgindo então uma dualidade de poderes, que tantos prejuízos trouxe à sua ordem jurídica e administrativa. O lamentável conflito entre concidadãos ameaçava seriamente o curso natural da vida do município…” (Eurípides Barsanulfo Pereira, in Rosário Congro, o primeiro historiador de Campo Grande, na obra reeditada em tão boa hora, pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, na série Memória Sul-Mato-Grossense, O Município de Campo Grande em 1919).

Ante aquela situação, o Presidente do Estado de Mato Grosso, Dom Francisco de Aquino Correia – uma das maiores personalidades políticas deste Estado – decidiu por meio do Ato 329, de 14/08/1918, para por termo a essa anomalia institucional, nomear Rosário Congro para intendente-geral.

Rosário Congro ocupou o cargo no período de 05/09/1918 a 07/09/1919, acumulando as atribuições dos poderes legislativo e executivo, orçando desde logo a receita e fixando a despesa para o exercício de 1919. Assim, a Câmara Municipal de Campo Grande encerrou suas atividades nesse período. Rosário Congro era deputado estadual por Corumbá.

No curto período de sua interinidade, tomou diversas providências que deixou muito bem registradas em seu Relatório apresentado ao Presidente do Estado, Don Francisco de Aquino Correia, prestando contas de sua administração e que se constituiu num documento histórico. Saneou as finanças, delimitou o perímetro urbano, organizou o cadastro das zonas urbana, suburbana e rústica etc., etc., etc. Se fosse aqui reproduzir um resumo de suas atividades teria todo o espaço deste artigo tomado. Remeto o leitor interessado no assunto para a obra acima mencionada que pode ser adquirida no IHGMS (avenida Calógeras, 3000, no período comercial).

É uma pena que a legislação tenha mudado, pois se assim não fosse, bastaria um ato do governador para por fim a essa situação esdrúxula que estamos vivendo hoje, destituindo o prefeito e a câmara municipal.

Até quando, meu Deus?!

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