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Heitor Freire

E elas voltaram…

ELAS VOLTARAM…
Campo Grande, segundo dados do IBGE, é a capital mais arborizada do Brasil, 96% dos domicílios estão localizados em torno do verde. Isso nos torna uma cidade verde.
Vista do alto, fica muito patente essa condição. A preocupação com o verde foi uma constante nas administrações municipais desde o começo: por ato do intendente José Santiago, em outubro de 1912, foi criada uma reserva de terras que deu origem ao Horto Florestal. Esse local é dotado de características próprias de vegetação, onde dois braços de córregos, o Prosa e o Segredo, juntam-se ali para dar origem a um rio de grande importância para a região, o Anhanduizinho.
Foi ali que nasceu a nossa cidade. Nesse local José Antônio Pereira, o mineiro que veio de Monte Alegre, fundou Campo Grande, iniciou a ocupação do terreno do que viria a ser a Cidade Morena, sistematizando a ocupação do povoado.
O verde é fundamental para a vida do ser humano. A vegetação é importante, pois ameniza o efeito estufa no meio urbano, além de absorver poeira e poluentes, e agir sobre a saúde física e mental de todos. Além de todas as funções climáticas, a arborização também ajuda a organizar o ambiente urbano, embeleza e perfuma ruas, praças e jardins, melhorando também a paisagem do ambiente.
As margens do córrego Prosa, em seu trecho ao longo da avenida Ricardo Brandão, nesta época outonal, amanheceram floridas. As majestosas paineiras que ornam as suas margens, de repente, sem aviso prévio, sem anúncio formal, sem buzinas, sem alarde, silenciosamente passaram a exibir o colorido de suas flores encantando a todos os transeuntes. É o que acontece todos os anos, neste período.
Certamente por terem crescimento rápido e serem úteis na recuperação de áreas degradadas, as paineiras foram plantadas ao longo das margens do córrego cuja importância é marcante na história de Campo Grande, juntamente com o córrego Segredo. Essas paineiras foram plantadas por Wisterman Chaparro – que era o encarregado de parques e jardins da cidade –, na administração municipal de Lúdio Coelho.
As paineiras são árvores de tronco cinza-esverdeado rodeado de espinhos que só começam a cair por volta dos vinte anos de idade, na parte baixa do caule, caindo também na parte mais alta da árvore com o engrossamento da casca. Quando isso acontece, ela começa a receber ninhos de pássaros, o que seria impossível com os espinhos longos e pontiagudos. Esta não é uma regra para todas as paineiras; algumas com mais de vinte anos, por exemplo, continuam com espinhos muito grandes na parte baixa, provavelmente como defesa de insetos.
O tronco das paineiras tem boa capacidade de sintetizar clorofila e tem coloração esverdeada até quando tem um bom porte; isto auxilia o crescimento mesmo quando a árvore está despida de folhas.
Nestes tempos de elevação espiritual própria do outono, temos também aqui em Campo Grande um presente extra da natureza: as paineiras floridas! Para quem transita pela avenida Fernando Corrêa da Costa em sua parte final (ou na Ricardo Brandão, que lhe dá sequência) se maravilha todos estes dias com esse espetáculo.
As paineiras do córrego Prosa, silenciosamente, após cumprir o ciclo da floração se recolhem ao seu interior, dando continuidade ao seu trabalho, deixando um tapete de flores. Na natureza e em tudo há tempo de florir e tempo de retrair. Essa forma de agir da natureza se constitui num ensinamento sábio para ser apreendido pelo ser humano: uma ação constante sem ostentação.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Campo Grande, segundo dados do IBGE, é a capital mais arborizada do Brasil, 96% dos domicílios estão localizados em torno do verde. Isso nos torna uma cidade verde. 

Vista do alto, fica muito patente essa condição. A preocupação com o verde foi uma constante nas administrações municipais desde o começo: por ato do intendente José Santiago, em outubro de 1912, foi criada uma reserva de terras que deu origem ao Horto Florestal. Esse local é dotado de características próprias de vegetação, onde dois braços de córregos, o Prosa e o Segredo, juntam-se ali para dar origem a um rio de grande importância para a região, o Anhanduizinho.

Foi ali que nasceu a nossa cidade. Nesse local José Antônio Pereira, o mineiro que veio de Monte Alegre, fundou Campo Grande, iniciou a ocupação do terreno do que viria a ser a Cidade Morena, sistematizando a ocupação do povoado.

O verde é fundamental para a vida do ser humano. A vegetação é importante, pois ameniza o efeito estufa no meio urbano, além de absorver poeira e poluentes, e agir sobre a saúde física e mental de todos. Além de todas as funções climáticas, a arborização também ajuda a organizar o ambiente urbano, embeleza e perfuma ruas, praças e jardins, melhorando também a paisagem do ambiente. 

As margens do córrego Prosa, em seu trecho ao longo da avenida Ricardo Brandão, nesta época outonal, amanheceram floridas. As majestosas paineiras que ornam as suas margens, de repente, sem aviso prévio, sem anúncio formal, sem buzinas, sem alarde, silenciosamente passaram a exibir o colorido de suas flores encantando a todos os transeuntes. É o que acontece todos os anos, neste período.

Certamente por terem crescimento rápido e serem úteis na recuperação de áreas degradadas, as paineiras foram plantadas ao longo das margens do córrego cuja importância é marcante na história de Campo Grande, juntamente com o córrego Segredo. Essas paineiras foram plantadas por Wisterman Chaparro – que era o encarregado de parques e jardins da cidade –, na administração municipal de Lúdio Coelho.

As paineiras são árvores de tronco cinza-esverdeado rodeado de espinhos que só começam a cair por volta dos vinte anos de idade, na parte baixa do caule, caindo também na parte mais alta da árvore com o engrossamento da casca. Quando isso acontece, ela começa a receber ninhos de pássaros, o que seria impossível com os espinhos longos e pontiagudos. Esta não é uma regra para todas as paineiras; algumas com mais de vinte anos, por exemplo, continuam com espinhos muito grandes na parte baixa, provavelmente como defesa de insetos.

O tronco das paineiras tem boa capacidade de sintetizar clorofila e tem coloração esverdeada até quando tem um bom porte; isto auxilia o crescimento mesmo quando a árvore está despida de folhas.

Nestes tempos de elevação espiritual própria do outono, temos também aqui em Campo Grande um presente extra da natureza: as paineiras floridas! Para quem transita pela avenida Fernando Corrêa da Costa em sua parte final (ou na Ricardo Brandão, que lhe dá sequência) se maravilha todos estes dias com esse espetáculo. 

As paineiras do córrego Prosa, silenciosamente, após cumprir o ciclo da floração se recolhem ao seu interior, dando continuidade ao seu trabalho, deixando um tapete de flores. Na natureza e em tudo há tempo de florir e tempo de retrair. Essa forma de agir da natureza se constitui num ensinamento sábio para ser apreendido pelo ser humano: uma ação constante sem ostentação.

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