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Heitor Freire

Eu acho…

EU ACHO…
Verdade ou mentira? Os dois conceitos são relativos porque se acham enredados por um terceiro que sempre ganha mais adeptos influenciados pelo modismo da hora: o achismo. São as tais verdades subjetivas, objetos de precipitadas e parciais análises pessoais, não respaldadas na realidade objetiva dos fatos.
Tal comportamento, segundo Jorge Ferrão (jornalista, radialista e publicitário, editor-chefe do blog e podcast Alerta Total), deveria ser chamado de “Síndrome do
Achismo”: “Não desenvolvemos a capacidade de analisar a vida como ela é. Por isso temos dificuldade em entender o que acontece, de verdade, à nossa volta. Assim, esse mundo imaginário, quase virtual, é concebido na cabeça de alguém ou de um grupo para ser assimilado (e difundido) pelo resto da sociedade consumidora das ‘informações’”.
Todo mundo “acha”, mas na realidade não sabe nada. E fica repetindo o que ouve, com ar de entendido como se fosse o dono da verdade. O ser humano ainda não conseguiu entender o imenso poder de sua palavra, e fica repetindo aquilo que ouve sem uma análise prévia e ponderada.
É interessante notar que o mundo empresarial está cada vez mais empenhado em sugerir aos seus executivos mudanças de hábito que lhes proporcionem crescimento pessoal e profissional, levando-os a prestar mais atenção nos padrões negativos. O Canal Meio, um site jornalístico que faz uma compilação diária de notícias do Brasil e do mundo, divulgou que a Fast Company, uma revista norte-americana de tecnologia e inovação pediu a oito executivos que descrevessem alguns hábitos de que tiveram que abrir mão.
Uma delas, Kate Lewis, diretora de um grupo de mídia, falou sobre uma mudança que potencializou sua carreira: passou a evitar usar a frase “eu acho” depois de perceber que enviava muitos emails nesse padrão. Uma atitude simples, mas que produziu um efeito positivo e verdadeiro.
É necessário compreender que criamos e recriamos nosso mundo por meio de nossas palavras.  “Pensamentos são paredes ou… asas; como pensas, vives”. Palavras de Emmanuel, o mentor espiritual de Chico Xavier.
O achismo pulula por toda parte sem consistência e sem base verídica, e por isso não se sustenta. Ele se propaga fundamentado somente nas opiniões de seu divulgador, sem nenhum tipo de argumentação concreta. O perigo a que estamos expostos é o risco da disseminação do achismo.
A essência do achismo é a de construir suas próprias verdades, com base unicamente no princípio do “eu acho”.
O “achista”, se assim podemos chamá-lo, cada vez argumenta mais e conhece menos. O que o impulsiona é a ilusão de impressionar as pessoas e de ser respeitado, buscando raciocínios que considera mais interessantes ou convincentes.
Um ideal a ser alcançado é a fidelidade de pensamento com base numa opinião firme e consistente, sem a frenética e inesgotável busca pelas novidades, que só leva ao vazio espiritual.
Estamos todos expostos aos riscos do achismo. As redes sociais estão amplificando essa moda, procurando a exposição e divulgação dos anseios dos “achistas”. Elas reverberam esse tipo de comportamento, e é preciso estar muito centrado e bem informado para ficar imune a esse tipo de armadilha.
Agora mesmo, temos dois grandes campeões do “achismo”: Donald Trump e Jair Bolsonaro. Pela importância e alcance de seus cargos, infelizmente influenciam negativamente milhões de pessoas. Eles falam a primeira coisa que lhes vêm à cabeça, e frequentemente são desmentidos pelos fatos, ou são obrigados a voltar atrás em suas declarações. É triste que dois governantes se comportem de forma tão irresponsável abrindo mão de agirem como verdadeiros líderes.
Vamos acordar para essa síndrome e ficar atentos para não nos transformarmos em divulgadores inconsequentes de falsas verdades.
Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Verdade ou mentira? Os dois conceitos são relativos porque se acham enredados por um terceiro que sempre ganha mais adeptos influenciados pelo modismo da hora: o achismo. São as tais verdades subjetivas, objetos de precipitadas e parciais análises pessoais, não respaldadas na realidade objetiva dos fatos.

Tal comportamento, segundo Jorge Ferrão (jornalista, radialista e publicitário, editor-chefe do blog e podcast Alerta Total), deveria ser chamado de “Síndrome do Achismo”: “Não desenvolvemos a capacidade de analisar a vida como ela é. Por isso temos dificuldade em entender o que acontece, de verdade, à nossa volta. Assim, esse mundo imaginário, quase virtual, é concebido na cabeça de alguém ou de um grupo para ser assimilado (e difundido) pelo resto da sociedade consumidora das ‘informações’”.  

Todo mundo “acha”, mas na realidade não sabe nada. E fica repetindo o que ouve, com ar de entendido como se fosse o dono da verdade. O ser humano ainda não conseguiu entender o imenso poder de sua palavra, e fica repetindo aquilo que ouve sem uma análise prévia e ponderada.É interessante notar que o mundo empresarial está cada vez mais empenhado em sugerir aos seus executivos mudanças de hábito que lhes proporcionem crescimento pessoal e profissional, levando-os a prestar mais atenção nos padrões negativos.

O Canal Meio, um site jornalístico que faz uma compilação diária de notícias do Brasil e do mundo, divulgou que a Fast Company, uma revista norte-americana de tecnologia e inovação pediu a oito executivos que descrevessem alguns hábitos de que tiveram que abrir mão. Uma delas, Kate Lewis, diretora de um grupo de mídia, falou sobre uma mudança que potencializou sua carreira: passou a evitar usar a frase “eu acho” depois de perceber que enviava muitos emails nesse padrão. Uma atitude simples, mas que produziu um efeito positivo e verdadeiro.

É necessário compreender que criamos e recriamos nosso mundo por meio de nossas palavras.  “Pensamentos são paredes ou… asas; como pensas, vives”. Palavras de Emmanuel, o mentor espiritual de Chico Xavier.

O achismo pulula por toda parte sem consistência e sem base verídica, e por isso não se sustenta. Ele se propaga fundamentado somente nas opiniões de seu divulgador, sem nenhum tipo de argumentação concreta. O perigo a que estamos expostos é o risco da disseminação do achismo.

A essência do achismo é a de construir suas próprias verdades, com base unicamente no princípio do “eu acho”.

O “achista”, se assim podemos chamá-lo, cada vez argumenta mais e conhece menos. O que o impulsiona é a ilusão de impressionar as pessoas e de ser respeitado, buscando raciocínios que considera mais interessantes ou convincentes.

Um ideal a ser alcançado é a fidelidade de pensamento com base numa opinião firme e consistente, sem a frenética e inesgotável busca pelas novidades, que só leva ao vazio espiritual.

Estamos todos expostos aos riscos do achismo. As redes sociais estão amplificando essa moda, procurando a exposição e divulgação dos anseios dos “achistas”. Elas reverberam esse tipo de comportamento, e é preciso estar muito centrado e bem informado para ficar imune a esse tipo de armadilha.

Agora mesmo, temos dois grandes campeões do “achismo”: Donald Trump e Jair Bolsonaro. Pela importância e alcance de seus cargos, infelizmente influenciam negativamente milhões de pessoas. Eles falam a primeira coisa que lhes vêm à cabeça, e frequentemente são desmentidos pelos fatos, ou são obrigados a voltar atrás em suas declarações. É triste que dois governantes se comportem de forma tão irresponsável abrindo mão de agirem como verdadeiros líderes. 

Vamos acordar para essa síndrome e ficar atentos para não nos transformarmos em divulgadores inconsequentes de falsas verdades.

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