Categorias
Heitor Freire

Uma viagem histórica: Forte de Coimbra

UMA VIAGEM HISTÓRICA: FORTE DE COIMBRA
Participei com minha esposa, associados do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul e convidados, de uma Jornada de Pesquisa Científica do IHGMS em Forte de Coimbra, localizado à margem direita do Rio Paraguai, 70 quilômetros abaixo do Porto Morrinhos.
A Jornada foi uma iniciativa conjunta do Instituto com o Comando Militar do Oeste. Fomos recepcionados pelo Comandante Militar do Oeste, general João Francisco Ferreira que, acompanhado por sua esposa Tânia nos proporcionou um atendimento caloroso e carinhoso. O general, apesar do alto cargo que ocupa, se caracteriza pela simplicidade no trato e pela gentileza no comportamento.
Toda a logística, desde a nossa saída até a nossa volta, esteve a cargo do coronel Valter de Freitas, assessor de Patrimônio Histórico e Cultural do Comando Militar do Oeste, que com sua reconhecida competência e capacidade, agiu com a estratégia de um oficial de estado maior. A disciplina, a ordem e o cumprimento do quadro de atividades foram observados em todos os momentos.
O deslocamento foi feito de ônibus até Porto Morrinhos, onde fomos recepcionados pelo coronel Gilson Rocha Júnior, chefe do Estado Maior da 18ª Brigada de Infantaria da Fronteira e sua esposa Jaqueline. Daí até o Forte, fomos de lanchas voadeiras onde nos recebeu o major Airton Corrêa, comandante da 3ª Companhia de Fronteira e nosso anfitrião.
O professor, coronel e associado do IHGMS, Francisco Mineiro, foi o mestre de cerimônias de todas as atividades, juntamente com o professor Hildebrando Campestrini que nos deram verdadeiras aulas de história, de civilidade e de geografia. Foram três dias de intenso programa de trabalho, desde o amanhecer até o anoitecer. Aprendemos muito sobretudo sobre a participação do Exército Brasileiro, esse braço forte e mão amiga, que estende sua proteção por todo o território nacional.
Em 13 de setembro de 1775 foi fundado o Presídio de Coimbra. Presídio era a designação com que os portugueses denominavam os povoados iniciais por eles criados, com a destinação de defender uma praça militar ou forte. E correspondia à política adotada por decorrência da assinatura com os espanhóis do Tratado de Madri, em 1750. Este Tratado baseado no princípio do uti possidetis dava posse efetiva da terra para quem a estivesse ocupando. Assim, a ocupação do território era de fundamental importância para Portugal que dessa forma delimitava sua fronteira oeste. O Tratado de Tordesilhas que foi anterior ao de Madri era flagrantemente prejudicial aos interesses de Portugal.
O Forte de Coimbra se destaca não só por sua heróica história, mas também, por sua posição estratégica e pelas lições de disciplina e de brasilidade que caracterizam sua história.
Hoje, o Forte figura como um verdadeiro baluarte da presença brasileira na manutenção da fronteira nacional, alem de representar um monumento a ser preservado não somente pela sua arquitetura, mas principalmente pelo legado histórico acumulado por mais de 238 anos. Há lá uma frase inscrita em um muro, que bem representa o espírito reinante e o que significa a sua história: “A dor é momentânea, mas o orgulho fica para sempre”.
No ano que vem, no dia 27 de dezembro de 2014, o Instituto Histórico e Geográfico em parceria com o Comando Militar da Oeste vai programar a comemoração do sesquicentenário da invasão pelos paraguaios por ocasião da Guerra da Tríplice Aliança. Como se vê o que não falta é motivo para comemorar.
Heitor Freire – vice-presidente do IHGMS.

Participei com minha mulher, associados do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul e convidados, de uma Jornada de Pesquisa Científica do IHGMS em Forte de Coimbra, localizado à margem direita do Rio Paraguai, 70 quilômetros abaixo do Porto Morrinhos.  

A Jornada foi uma iniciativa conjunta do Instituto com o Comando Militar do Oeste. Fomos recepcionados pelo general João Francisco Ferreira, que, acompanhado por sua esposa Tânia nos proporcionou um atendimento caloroso e carinhoso. O general, apesar do alto cargo que ocupa, se caracteriza pela simplicidade no trato e pela gentileza no comportamento.

Toda a logística, desde a nossa saída até a nossa volta, esteve a cargo do coronel Valdenir de Freitas Guimarães, assessor de Patrimônio Histórico e Cultural do Comando Militar do Oeste, que com sua reconhecida competência e capacidade, agiu com a estratégia de um oficial de Estado-Maior. A disciplina, a ordem e o cumprimento do quadro de atividades foram observados em todos os momentos.

O deslocamento foi feito de ônibus até Porto Morrinhos, onde fomos recepcionados pelo coronel Gilson Rocha Júnior, chefe do Estado-Maior da 18ª Brigada de Infantaria da Fronteira e sua esposa Jaqueline. Daí até o Forte, fomos de lanchas voadeiras onde nos recebeu o major Airton Corrêa, comandante da 3ª Companhia de Fronteira e nosso anfitrião.

O professor, coronel e associado do IHGMS, Francisco Mineiro, foi o mestre de cerimônias de todas as atividades, juntamente com o professor Hildebrando Campestrini que nos deram verdadeiras aulas de história, de civilidade e de geografia. Foram três dias de intenso programa de trabalho, desde o amanhecer até o anoitecer. Aprendemos muito, sobretudo sobre a participação do Exército Brasileiro, esse braço forte e mão amiga, que estende sua proteção por todo o território nacional.

Em 13 de setembro de 1775 foi fundado o Presídio de Coimbra. Presídio era a designação com que os portugueses denominavam os povoados iniciais por eles criados, com a destinação de defender uma praça militar ou forte. E correspondia à política adotada por decorrência da assinatura com os espanhóis do Tratado de Madri, em 1750. Este Tratado, baseado no princípio do uti possidetis, dava posse efetiva da terra para quem a estivesse ocupando. Assim, a ocupação do território era de fundamental importância para Portugal, que dessa forma delimitava sua fronteira oeste. O Tratado de Tordesilhas, que foi anterior ao de Madri, era flagrantemente prejudicial aos interesses de Portugal.

O Forte de Coimbra se destaca não só por sua heróica história, mas também, por sua posição estratégica e pelas lições de disciplina e de brasilidade que caracterizam sua história.

Hoje, o Forte figura como um verdadeiro baluarte da presença brasileira na manutenção da fronteira nacional, além de representar um monumento a ser preservado não somente pela sua arquitetura, mas principalmente pelo legado histórico acumulado por mais de 238 anos. Há lá uma frase inscrita em um muro, que bem representa o espírito reinante e o que significa a sua história: “A dor é momentânea, mas o orgulho fica para sempre”.

 No ano que vem, no dia 27 de dezembro de 2014, o Instituto Histórico e Geográfico, em parceria com o Comando Militar da Oeste, vai programar a comemoração do sesquicentenário da invasão dos paraguaios por ocasião da Guerra da Tríplice Aliança. Como se vê, o que não falta é motivo para comemorar.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *