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Heitor Freire

O amor verdadeiro exige caráter

O AMOR VERDADEIRO EXIGE CARÁTER
Desde que o mundo é mundo, desde que o ser humano levantou-se ereto e começou a olhar para os lados e a viver em comunidade, percebendo a existência de mais alguém, sentiu a necessidade de estabelecer um sistema de convivência que lhe permitisse um relacionamento que fosse se aperfeiçoando no tempo e no espaço.
Assim foram criadas as religiões e as instituições filosóficas que nortearam o seu caminho desde então. A base de todas tem como pedra angular o amor. Que é o sentimento natural que encontra ressonância no seu coração.
Deus disse a Moisés que circuncidou o coração do homem para que ele ame a Deus com todo o seu coração e com a toda alma e viva (Dt 30,6).  A circuncisão ordenada a Abrahão era física: o corte no prepúcio tinha finalidade higiênica. Esta, agora, é diferente.  Então, Deus colocou o seu mandamento no coração e na palavra do homem (Dt 30, 14).
“Se eu amo de verdade uma pessoa, amo todas as pessoas, amo o mundo, amo a vida. Se posso dizer para alguém ‘eu te amo’, tenho de ser capaz de dizer ‘eu amo todo o mundo em você, eu amo o mundo através de você, eu amo em você eu próprio também’” (Erich Fromm).
O amor verdadeiro exige caráter. O título deste artigo é inspirado numa crônica de Raquel Naveira, escritora e poeta laureada, denominada “Mar de Rosas”. Eu e a Raquel fomos colegas de turma de direito, na gloriosa Fucmat, formados em 1979 (a primeira do novo estado).
Caráter, em sua definição mais simples, resume-se em índole ou firmeza de vontade.
Não é o caráter que sofre as influências pelo meio em que é submetido, pois o ser humano demonstra sua pessoal característica desde os primeiros dias. O caráter é inerente ao próprio espírito, e os moldes de educação, adaptação às diferentes condições e fases da vida humana apenas levam o ser às escolhas que deve fazer, obedecendo elas a esse princípio.
Reputação é o que as pessoas pensam a meu respeito. Caráter é o que eu sou quando ninguém está me olhando.
Somente a educação ética – ética significa hábito em grego –, ou a criação do hábito do comportamento ético, pode construir um comportamento virtuoso, um comportamento justo.
Virtude é o sentido da excelência de cada ação, ou seja, de fazer bem feito, na justa medida, cada pequeno ato.
A prática da virtude não se confunde com um mero saber técnico, não basta a conformidade, exige-se a consciência do ato virtuoso. O homem considerado justo deve agir por força de sua vontade racional.
Na Ética a Nicômaco, Aristóteles enumera três condições para que um ato seja virtuoso, a saber: primeiro, o homem deve ter consciência da justiça de seu ato; segundo, a vontade deve agir motivada pela própria ação; terceiro, deve-se agir com inabalável certeza da justeza do ato.
As virtudes são disposições ou hábitos adquiridos ao longo da vida e se fundamentam na idéia de que o homem deve sempre realizar o melhor de si.
Essa ação, naturalmente, não fica restrita a um determinado ato, mas abrange a totalidade das ações do ser humano, para ser considerada ética. Não podemos destacar um tipo de comportamento para classificá-lo como tal, o conjunto dos atos deve obedecer a um padrão que não seja engessado, envolvendo amor, caráter, ética, virtude, trabalho, consciência, etc.
“Posso fazer tudo o que quero. Sim, mas nem tudo me convém. Posso fazer tudo o que quero, mas não deixarei que nada me escravize” (1Cor 6,12).
Conclusão lógica: todo comportamento verdadeiro exige caráter.
Heitor Freire – Corretor de imóveis e advogado.

Desde que o mundo é mundo, desde que o ser humano levantou-se ereto e começou a olhar para os lados e a viver em comunidade, percebendo a existência de mais alguém, sentiu a necessidade de estabelecer um sistema de convivência que lhe permitisse um relacionamento que fosse se aperfeiçoando no tempo e no espaço.

Assim foram criadas as religiões e as instituições filosóficas que nortearam o seu caminho desde então. A base de todas tem como pedra angular o amor. Que é o sentimento natural que encontra ressonância no seu coração.

Deus disse a Moisés que circuncidou o coração do homem para que ele ame a Deus com todo o seu coração e com a toda alma e viva (Dt 30,6).  A circuncisão ordenada a Abrahão era física: o corte no prepúcio tinha finalidade higiênica. Esta, agora, é diferente.  Então, Deus colocou o seu mandamento no coração e na palavra do homem (Dt 30, 14). 

“Se eu amo de verdade uma pessoa, amo todas as pessoas, amo o mundo, amo a vida. Se posso dizer para alguém ‘eu te amo’, tenho de ser capaz de dizer ‘eu amo todo o mundo em você, eu amo o mundo através de você, eu amo em você eu próprio também’” (Erich Fromm).

O amor verdadeiro exige caráter. O título deste artigo é inspirado numa crônica de Raquel Naveira, escritora e poeta laureada, denominada “Mar de Rosas”. Eu e a Raquel fomos colegas de turma de direito, na gloriosa Fucmat, formados em 1979 (a primeira do novo estado).

Caráter, em sua definição mais simples, resume-se em índole ou firmeza de vontade.Não é o caráter que sofre as influências pelo meio em que é submetido, pois o ser humano demonstra sua pessoal característica desde os primeiros dias. O caráter é inerente ao próprio espírito, e os moldes de educação, adaptação às diferentes condições e fases da vida humana apenas levam o ser às escolhas que deve fazer, obedecendo elas a esse princípio.

Reputação é o que as pessoas pensam a meu respeito. Caráter é o que eu sou quando ninguém está me olhando.

Somente a educação ética – ética significa hábito em grego –, ou a criação do hábito do comportamento ético, pode construir um comportamento virtuoso, um comportamento justo.

Virtude é o sentido da excelência de cada ação, ou seja, de fazer bem feito, na justa medida, cada pequeno ato.A prática da virtude não se confunde com um mero saber técnico, não basta a conformidade, exige-se a consciência do ato virtuoso. O homem considerado justo deve agir por força de sua vontade racional. 

Na Ética a Nicômaco, Aristóteles enumera três condições para que um ato seja virtuoso, a saber: primeiro, o homem deve ter consciência da justiça de seu ato; segundo, a vontade deve agir motivada pela própria ação; terceiro, deve-se agir com inabalável certeza da justeza do ato. 

As virtudes são disposições ou hábitos adquiridos ao longo da vida e se fundamentam na idéia de que o homem deve sempre realizar o melhor de si.Essa ação, naturalmente, não fica restrita a um determinado ato, mas abrange a totalidade das ações do ser humano, para ser considerada ética.

Não podemos destacar um tipo de comportamento para classificá-lo como tal, o conjunto dos atos deve obedecer a um padrão que não seja engessado, envolvendo amor, caráter, ética, virtude, trabalho, consciência, etc.

“Posso fazer tudo o que quero. Sim, mas nem tudo me convém. Posso fazer tudo o que quero, mas não deixarei que nada me escravize” (1Cor 6,12).

Conclusão lógica: todo comportamento verdadeiro exige caráter.

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