Categorias
Heitor Freire

Ponto de Vista

Há determinadas situações que acontecem em nossas vidas as quais, no momento não nos causam  impressão, sendo, aparentemente, meras contingências casuais. Mas  ao longo dos tempos constatamos que não é assim. Nada acontece por acaso. Desde menino, acompanho a trajetória do Correio do Estado e da família Barbosa Rodrigues: quando aqui chegamos, em 1947, vindos do Paraguay, a minha primeira professora foi a Profª. Henedina, que me proporcionou tranqüilidade de início. Eu já era alfabetizado, pois lá o ensino começa cedo, me vi ante uma situação sui generis: paraguaio, com 7 anos, de certa forma temeroso, pois saímos de Pedro Juan Caballero, de uma situação segura, de onde fomos expulsos por força de uma revolução  que nos despojou de tudo, casa, propriedades, negócios, mas conseguimos preservar o fundamental: nossa família. Os meus pais, Luiz e Dorila, tiveram muita competência, discernimento e amor para conduzir o processo de adaptação de uma família numerosa composta por 6 filhos.
 E, assim, aqui chegados, fomos encaminhados à Profª Henedina que nos acolheu com muito amor, afeto e simpatia, tendo como colega de aprendizado o seu filho mais velho, José Maria.
Passados alguns anos, meu pai estabeleceu-se na Rua 7 de Setembro, com um comércio de secos e molhados. Entre os nossos fregueses, havia um, não  lembro o seu nome  e se era espanhol ou italiano,  que vinha a ser o linotipista do Correio do Estado. Um dia, fui até o seu local de trabalho, na época, localizado na Rua 14 de Julho ao lado da Livraria Trouy. E ele  me mostrou o seu labor: fiquei encantado com a  rapidez e suavidade com que ele teclava sua imensa máquina, como se estivesse tocando um piano.
Ainda nessa época e por muito tempo, o jornalista Júlio Silva foi o redator do jornal. Julinho assim chamado, era negro, reservado, circunspecto e dedicado ao seu ofício.  Muito competente, egresso do Jornal O Matogrossense, jornal do  PSD – partido político da época –  passando para o Correio do Estado, inicialmente porta-voz da UDN – partido político adversário (*). Ele tinha uma característica interessante: raramente sorria, mas quando o fazia o seu rosto se iluminava. Aquilo me chamava a atenção.
Passado mais um tempo, já como corretor de imóveis, eu acompanhava a implantação dos pequenos anúncios, sistema que o Marcos inventou e que defendia com muita consciência. Nessa oportunidade, como presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis eu postulava um espaço maior para os anúncios dos colegas e ele sugeria que fizesse então um anúncio destacado, pois  me dizia: os pequenos anúncios seriam o fator de popularização do jornal. E assim foi. Basta ver que se firmaram com grande credibilidade e procura pelo mercado imobiliário e pela população em geral, até hoje. Marcos sabia o que estava criando. Tive também oportunidade, depois,  de prestar-lhe serviço profissional na venda de lotes de sua propriedade no Jardim Montevidéu.
Acompanhei a luta do Zé Maria na administração da Rádio Cultura e a sua ousadia e  coragem na implantação da TV Campo Grande, onde teve muita competência criando uma verdadeira engenharia financeira para o início das suas atividades.
Já nessa época, o Antônio João trabalhava no jornal com o Prof. Barbosa Rodrigues, tendo mais tarde assumido o comando do grupo empresarial.
A Ester começava no jornal e como fiel e dedicada aluna do  Professor, soube com muita dedicação, consciência e seriedade firmar-se como profissional respeitada pela nossa sociedade, pela classe política e empresarial. Hoje, conta com a participação do Marcos Fernando – filho do Marcos – no comando do jornal. É a segunda geração chegando.
E assim, ao longo do tempo, o jornal foi criando suas diversas seções, chegando naturalmente a ocupar um lugar de merecido destaque  em nosso estado. Entre estas, está o Ponto de Vista, tendo como editor o Neri Kaspary.
Esta seção foi idealizada para abrir um espaço para manifestação daqueles que se atrevem a expor-se publicamente, trazendo à tona seus pensamentos, contrariedades, conhecimento e experiências, compartilhando com os leitores os seus pontos de vista, estimulando a participação e discussão das idéias.
Nesta seção, estou tendo a oportunidade de publicar artigos que vou escrevendo, nesta nova senda de atividades que abracei, e que  está me proporcionando a descoberta de um talento para mim,  até então, oculto.
Devo, por uma questão de justiça, mencionar que conto com uma revisora privativa, da melhor qualidade, minha filha Raquel – do corpo de redação da revista piauí – que está sempre a me alertar “ pai, não use vírgula entre o sujeito e o predicado” ou “a melhor técnica não recomenda o uso do gerúndio”, etc.
Encerro parabenizando o nosso jornal pelas suas atividades. Longa vida ao Correio do Estado.
(*)FIGUEIRÓ, RUBEN- O Espelho do Tempo – pag.67 –IHGMS- 2009
Heitor  Freire

Categorias
Heitor Freire

Das Ditas Cotas

Há, hoje, uma clara inversão de valores.
Para chegarmos a uma definição de conceitos, é necessário que façamos algumas digressões:
Para se chegar a uma conclusão verdadeira, o raciocínio nos orienta a buscarmos a fonte, pois assim poderemos com conhecimento  avaliar uma situação e desenvolver  um entendimento  real.
Qual é a fonte de tudo?
Deus.
Deus existe? Deus existe.
Deus é justo? Deus é justo.
Então, se Deus existe e se Deus é justo e tudo o que existe foi criado por Deus, tudo, naturalmente, obedece a um critério justo.
Assim, Deus, na sua infinita sabedoria, ao criar o ser humano, fê-lo de tal forma que cada um foi aquinhoado com igual condição mental e espiritual,  cabendo a cada um fazer o seu trabalho, fazer a sua parte para a sua própria evolução, não havendo então ninguém privilegiado.
Lembrando sempre que trabalho é o nosso meio de evolução.
Outro ponto básico: nada acontece por acaso. Tudo tem uma causa e uma conseqüência lógica  decorrente dessa causa.
Assim sendo, a única explicação lógica a respeito da diversidade humana decorre, naturalmente,  da consciência de cada um. E é também entendido através do sistema da reencarnação estipulado por Deus, para que, ao longo do tempo, cada um passando por diversas situações em diferentes locais e condições, possa por seus próprios meios obter a sua evolução e a sua libertação. Nada mais justo.  Cada um recebe de acordo com o seu merecimento.
Não há então, como aceitar-se que cada ser humano nasça só uma vez e  ao fim de sua existência morra, aguardando por milênios para ressuscitar, sendo submetido ao final  a um julgamento definitivo,  irrecorrível. Esse é o ensinamento das  grandes religiões: hebraica, católica e evangélica, muçulmana, distorcendo a realidade.
Os nossos irmãos nascidos na Somália – todos somos irmãos – não estão lá por acaso. Ninguém é coitadinho, abandonado, injustiçado. É preciso que cada um entenda a sua verdadeira natureza e busque dentro de si mesmo a força e o conhecimento, utilizando-os conscientemente.
Esse entendimento da verdade  que é escamoteado pelas grandes religiões citadas  acaba distorcendo os fatos e  como  conseqüência, em um silogismo, se a premissa maior é falsa, todo o raciocínio decorrente e a sua conclusão serão também falsos.
Mas chega um momento –  que está chegando – em que todas as falsidades, todas as construções que ao longo dos milênios foram erigidas sem fundamento irão ruir porque não terão mais sustentabilidade.
Tudo isso é dito para que possamos chegar àquela afirmação anterior: da inversão dos valores.
Há, claramente, em nossa sociedade uma situação de exclusão social decorrente da situação ou da posição de cada um, como situação financeira,  cor, etc. causando  constrangimento e  preconceito, fruto do desconhecimento da verdadeira natureza do ser humano, como se a posição social fosse a determinante do valor de cada pessoa. O entendimento dessa natureza nos livra do preconceito e nos mostra que, como somos todos irmãos, devemos naturalmente adotar uma postura sincera e verdadeira de aceitar-nos todos como somos, todos, filhos de Deus.
E assim, agir de conformidade com esse entendimento considerando-nos uns aos outros, respeitando-nos, ajudando-nos, solidarizando-nos, unindo-nos sem que isso nos leve a carregar o outro – nosso irmão –  fazendo a parte que lhe compete. Não podemos sair de um extremo para o  outro.  
Em qualquer situação, devemos, sempre, aplicar o discernimento – o primeiro passo na escala da evolução – de forma consciente e verdadeira. E a continuidade dessa aplicação nos tornará capazes, usando a lei de uso, que determina que o conhecimento – e a riqueza – deve circular.
Em nosso país, os diversos governos ignoraram a situação caótica em que se encontra a educação, deixando de dar-lhe a prioridade que deveria merecer como base fundamental do desenvolvimento pessoal e profissional das pessoas. Privilegiou-se o ensino superior em detrimento do ensino fundamental, básico, invertendo a ordem natural das coisas. Pretende-se construir a fachada, sem que se tenha uma base verdadeira e sólida.
E o nosso governo atual foi para um extremo radical, privilegiando alguns,  criando um sistema de cotas, pretendendo resolver o problema na contramão, num golpe de canetada, ignorando o verdadeiro problema que reside na falha na educação formal dos brasileiros,  para acesso privilegiado ao ensino superior pelos negros e índios,  como se eles, nossos irmãos, fossem inferiores em função da cor da sua pele ou da sua origem.
E através dessa cota se colocam as pessoas em desigualdade diminuindo-as, levando algumas a comportamentos absurdos, em que alguns brancos, através de cenas ridículas, chegam a buscar meios artificiais para pretender uma origem racial negra e se beneficiar dessas cotas. E assim causam uma total inversão de valores fazendo valer a “lei de Gérson” – de levar vantagem em tudo –, o que provoca uma desconsideração da pessoa em relação a si mesma.
Todos têm condições de competir em igualdade de condições, desde que se conscientizem da sua verdadeira natureza, pois intrinsecamente todos têm a mesma formação, e se a cor não pode servir de pretexto para discriminar também não pode ser fonte de privilégios imerecidos.
O que se deve fazer é uma busca sincera da verdadeira natureza de cada um, entendendo que Deus não nos abandonou à nossa própria sorte, pois Ele está presente permanentemente dentro de cada um, batendo à nossa porta. Basta saber abri-la. Como fazer? Dedicando um momento diariamente a nós mesmos, por uma questão de preferência e de entendimento, privilegiando a busca da nossa evolução.
Vamos conquistar essa posição e assim considerar-nos todos, e em conseqüência, mudarmos esse estado de coisas.
É o que nos compete fazer.

Categorias
Heitor Freire

Da Mulher

Ser divino, misterioso, magnífico, mágico, fantástico, inexprimível, enigmático.
Mulher é algo tão diferente, atraente, que até os deuses quando aqui estiveram e viram as filhas dos homens, se extasiaram com suas belezas, e com elas coabitaram, fato narrado na Bíblia.
Deus, quando criou a mulher a fez, tão perfeita, que se algo mais tivesse feito, não passou para nós, homens.
Um dos erros crassos que os homens cometem é o de querer entender a mulher; ela não foi  feita para ser entendida, mas amada, admirada, conquistada.
Ela é mais inteligente e mais forte do que o homem, embora o contrário seja a idéia predominante. É tão inteligente que faz o homem pensar que ele é mais forte e mais inteligente e ele acredita… Ela usa a sua decantada fragilidade exatamente para envolver o homem.
A maternidade é um dos fatores que confere divindade à mulher e que lhe dá a dimensão que tem. Sem  mulher, não existiria a humanidade. Elas são doutoras na arte de fazer do ato de viver algo melhor.
Ao longo dos tempos, ela foi colocada numa posição subalterna, que  aceitou passivamente. E essa posição contrario sensu, em nada favorece ao homem; é preciso compreender e respeitar o equilíbrio entre as energias opostas, restaurando-a naturalmente.
Essa forma de tratar as mulheres é fruto da ignorância – o único pecado que existe, os demais decorrem desta –  que, ao longo dos tempos, prevaleceu e cujo entendimento liberta os seres. E esse entendimento só se alcança verdadeiramente através do conhecimento interior, cuja chave se encontra dentro de cada um.
Hoje, verificamos que está havendo uma alteração de status: basta analisarmos a conquista de posições, antigamente privativa dos homens e que elas estão alcançando paulatinamente, na política, nas empresas, na sociedade. O que evidentemente não pode também colocá-las em posição antagônica aos homens, sob pena de levá-las ao extremo oposto. O que, novamente, desequilibraria as energias opostas.   
É preciso que prevaleça o bom senso, com os dois sexos convivendo em igualdade de condições, respeitando-se mutuamente.
A essência da mulher é a feminilidade e este é o elemento mais necessário para si mesma tanto quanto para conquistar o homem. E à medida que ela exalta e irradia a sua feminilidade, silenciosamente, naturalmente, ocupa o seu verdadeiro lugar e que é só seu, que não pode ser objeto de troca nem de disputa, nem de concorrência, usando sempre a inteligência, cujo uso constante é o seu próprio fator de continuidade.
Pois convenhamos todos: mulher é fundamental.
Assim, vamos todos, com amor e inteligência, isto é, com sabedoria, contribuir para uma mudança nesse estado de coisas, colocando a mulher no seu lugar verdadeiro e sagrado.
É esta conclusão a que chegamos,  fruto da observação,  ao longo de 7 décadas de encarnação, de 46 anos de convivência conjugal e como pai de 7 filhas.

Categorias
Heitor Freire

Do nosso capital

O que é capital?
Temos muitas definições.
Por exemplo:
É aquilo que é essencial, fundamental, primário, principal.
Pode ser o local onde se abriga a alta administração de um país, de um estado, de uma província, de um departamento.
Temos ainda as definições econômicas:
Capital circulante é o consumido na produção da indústria, na distribuição de bens e serviços; trata-se do capital  de giro, que é o excesso do ativo corrente sobre o passivo corrente, constituindo o patrimônio da empresa que está em movimento.
Capital de risco, investimento em operação que poderá trazer algum resultado duvidoso.
Capital efetivo é o realmente integrado na atividade social e utilizado para o desenvolvimento dos negócios sociais.
Capital disponível é o valor pecuniário,  que uma sociedade dispõe para satisfazer suas obrigações ou atender seus negócios.
Pois bem.
Há uma outra questão, e que é uma conclusão a que chegamos: todos nós, humanos,  animais, plantas, enfim tudo o que existe em nosso planeta, temos um capital comum que é inerente a todos; que é renovável diariamente, permanentemente, que não se desgasta, que é depositado constantemente na conta disponível de cada um e cuja utilização será o diferencial em função do comportamento de cada um e que Deus, na sua infinita sabedoria, distribuiu igualmente a todos, sem que ninguém possa reclamar que tem demais ou de menos: o tempo.
E que é uma questão de administração e de preferência.
E o que é interessante de se observar é que a grande maioria das pessoas não se dá conta disso.
São 24 horas que se renovam todos os dias, 1440 minutos, 86400 segundos, que são creditados em nossa conta.
As pessoas passam toda uma encarnação e, muitas vezes,  não  aproveitam a oportunidade que ele representa, e não  utilizam esse capital.
É muito comum ouvir-se: eu não vi o dia passar.
Puxa, já estamos em novembro, o fim do ano está aí, como o tempo passa rapidamente.
E por que acontece isso?
Exatamente pela falta de noção do que representa esse capital imenso, porque a maior parte do tempo não estamos presentes, agindo no automático, e como tal, deixamos de utilizá-lo e muitas vezes ficamos reclamando.
A distribuição igualitária do tempo – a todos – confirma a infinita justiça e sabedoria de Deus, porque para Ele não há diferenças entre os seus filhos.
Para Deus não existe pobre.
Nem rico.
Essas classificações são feitas pela sociedade humana que dividiu os seres em função do seu patrimônio, é uma questão social.
Para Deus também não existe a questão racial, que é outra distinção feita pela  sociedade.
Essa questão da igualdade com que Deus trata os seus filhos, tem um exemplo na história: por ocasião da grande caminhada dos judeus, ao saírem do Egito em direção à Terra Prometida, que durou quarenta anos; diariamente descia do céu o alimento para todo o povo  – o maná – e a cada um cabia uma porção que servia para o seu alimento por 24 horas. Alguns desavisados ou aproveitadores teimavam em guardar mais do que o devido e quando chegavam para alimentar-se verificavam que o excesso recolhido esvaía-se e não podia ser aproveitado.
Assim, na realidade, Deus aquinhoou a cada um, igualmente, com a mesma porção de inteligência, capacidade, discernimento, sabedoria, amor. Cabe a cada um descobri-la.
O entendimento dessa realidade leva o ser humano a atingir a sua salvação, porque o liberta da prisão, do apego, da dependência a que o submete a religião, qualquer que seja a sua  pregação e origem.
E também ao conhecimento de que cada um é o seu próprio salvador: nenhum de nós depende de um salvador externo, por mais que seja enfeitada a sua imagem.
Para se assumir essa posição é preciso  coragem.
A propósito, Deus fala a Moisés, quase no fim do livro Deuteronômio, que Ele não colocou o seu mandamento no céu, para que o homem não dissesse que não poderia alcançá-lo; que não o colocou no além-mar, para que o homem não dissesse que não tinha como transpor o oceano para encontrá-lo; Ele o colocou no coração do homem, para que não houvesse desculpa,  exatamente significando que não há necessidade de nenhum intermediário para falar como Ele.
O caminho fica, dessa maneira, claramente determinado. Basta consultar o coração.
Na medida em que cada um entender o significado e a finalidade do tempo, poderá aplicá-lo conscientemente na sua própria libertação.
Para finalizar, um princípio de ordem hermética: “se compreendes, as coisas são como são; se não compreendes, as coisas são como são”.

Categorias
Heitor Freire

Da Incontinência Verbal

Em nosso Estado, há um ditado antigo que diz “quem fala muito dá bom dia a cavalo”. Essa referência vem a propósito de uma observação a respeito de um estranho vírus que ataca aos ocupantes de cargos políticos, de maneira indistinta.
Desde que passou a usar o microfone da presidência, o presidente Lula tem deitado falação a respeito de tudo e de todos, sem a menor  consideração sobre a repercussão do que diz e também sem a menor avaliação das suas conseqüências. Fala e comenta desbragadamente. Parece faltar na sua assessoria mais íntima alguém com discernimento e coragem para observar-lhe a inconveniência de algumas de suas falas.
Agora na sua entrevista à Folha de São Paulo, aludiu a Jesus  e a Judas, de uma maneira até irrefletida, embora a prática do exercício do poder se faça mesmo da maneira que ele preconizou, considerando o personagem que passou a interpretar desde que assumiu a presidência, pois quando na oposição,o seu discurso era totalmente diverso. Mas  ele mesmo já se definiu como  “uma metamorfose ambulante”, com o que pretende explicar todas as suas atitudes por mais contraditórias que sejam.    
Esse mesmo vírus, identificamos nas falas do nosso governador André Puccinelli, que também não tem papas na língua e se vê algumas vezes em situações embaraçosas, e pelo cargo não se sente no dever de reconduzir uma fala ou de retratar-se, deixa a coisa rolar para cair no esquecimento. Desse vírus também é atacado o nosso ex-governador imediato, Zeca do PT.
Atua também esse vírus no presidente atual do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes que, desde que assumiu a presidência começou a comentar  a respeito de qualquer assunto, como se o exercício do seu cargo lhe autorizasse a isso, delegando-lhe uma competência que não tem.
Falta a todos, a noção do cargo que ocupam. Ou seja, estão todos, dando bom dia a cavalo.